Sabão líquido natural caseiro para lavar roupa

Por Letícia Maria Klein •
16 julho 2019
Já faz um tempo que venho testando marcas de sabão em pó e líquido do mercado que sejam naturais, com poucos ingredientes e ecológicas. Não sei se é a máquina de lavar (a minha é aquela com tampa na frente), os ciclos de lavagem, o sabão, a temperatura da água (a minha tem entrada de água quente), enfim, mas as minhas roupas não ficavam muito boas nem macias depois de lavadas, mesmo usando o vinagre no compartimento do amaciante, que muitas pessoas sugerem fazer (não deu muito certo aqui, não). Eu fiz muitos testes, sempre trocando alguma variável para tentar achar o problema. O sabão é uma delas e acho que finalmente encontrei um bom. O melhor de tudo é que dá para fazer em casa, é muito mais barato e super natural!

Vi esta receita no blog e canal Uma vida sem lixo e no canal Casa sem lixo. O sabão líquido natural caseiro só leva água, sabão de coco, bicarbonato de sódio, álcool e óleo essencial (que é opcional). As marcas recomendadas de sabão de coco são Milão e Uffe, nesta ordem, entre outras. Como a Cristal e a Nicole explicam, nem todo sabão de coco funciona nessa receita, pois depende da sua composição. Eu fiz e já usei na máquina de lavar e em balde com roupa de molho (que dá um resultado melhor do que na máquina, aqui. Sério, acho que o problema é a máquina).

Vale muito a pena fazer! É rápido, rende três litros e é muito mais barato do que os produtos convencionais que encontramos no mercado (não dá R$ 5,00). Anote a receita:

Ingredientes:

3 litros de água;
1 barra de 200g sabão de coco;
50ml de álcool (45, 70 ou 90, mas a Cristal recomenda os dois últimos);
3 colheres de sopa de bicarbonato de sódio;
5 a 10ml de óleo essencial da sua preferência, se quiser.

Como fazer:

- Ferva a água numa panela com capacidade para mais de três litros, para não transbordar quando colocar o bicarbonato.
- Enquanto isso, rale o sabão de coco com um ralador normal, de cozinha.
- Quando a água ferver, acrescente o sabão ralado e mexa até dissolver totalmente.
- Então, desligue o fogo, acrescente o álcool e o bicarbonato de sódio. Misture por mais cinco minutos e deixe esfriar.
- O óleo essencial deve ser colocado nessa etapa, na água fria, para não evaporar. Misture e deixe descansar por uma hora.
- Agora, é só colocar em garrafas ou potes de vidro (as meninas não recomendam reutilizar embalagens plásticas de outros produtos, pois elas são porosas e podem conter restos daqueles produtos).

Sabão líquido natural caseiro. Usei a marca de sabão Uffe nesta receita, com álcool 45.
Sabão líquido natural caseiro. Usei a marca de sabão Uffe nesta receita, com álcool 45.
Um pouco do sabão solidificou, talvez porque está muito frio aqui em Blumenau.
Tem espuma porque eu agitei para soltar um pouco o sabão.
Essa receita serve como multiuso, podendo ser utilizada para limpeza geral, para lavar louças e limpar superfícies e bancadas – nesse caso, é recomendável diluir um pouco a mistura e colocar num borrifador.

Ficou curioso para testar? Posso dizer com certeza: esse sabão líquido natural caseiro funciona, é cheiroso, tira manchas e deixa as roupas macias! Faça a receita aí na sua casa e depois me conte o que achou.

Um ecobeijo e até breve.
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3 formas de reduzir seu consumo de coisas novas

Por Letícia Maria Klein •
09 julho 2019
Aproveitando que julho é o mês de conscientização e atitudes em prol de um mundo sem plásticos descartáveis, vamos falar sobre consumo, um ato diário em que utilizamos bens naturais e produzimos resíduos. Para diminuir nosso impacto negativo nesses dois lados, veja abaixo algumas maneiras de continuar consumindo sem comprar coisas novas
O consumo colaborativo é uma forma de consumo consciente para reduzir a compra de coisas novas
O consumo colaborativo é uma forma de consumo consciente para reduzir a compra de coisas novas
Compre usado
Livros, revistas, roupas, calçados, CDs, DVDs e aparelhos eletroeletrônicos usados são muito fáceis de encontrar, seja em lojas na sua cidade (sebos e brechós), sites (como Mercado Livre e OLX) ou grupos em redes sociais digitais (como Facebook). Vale a pena visitar ou ficar de olho nesses locais reais e virtuais para tentar achar o que você quer ou precisa. Eu sou rata de sebo e já encontrei, num brechó, uma calça específica que estava querendo. É sempre bom ter contigo uma sacolinha ecológica, assim você evita as malvadas descartáveis quando fizer suas compras conscientes.

Peça emprestado
Sabia que o tempo de vida útil de uma furadeira é somente 12 minutos? É o que diz Rachel Botsman nesta palestra do TED sobre consumo colaborativo. Ou seja: comprar algo novo que será usado por pouco tempo não vale a pena, tanto financeiramente quanto ambientalmente. Existem aplicativos e sites que permitem trocas de itens entre pessoas de um mesmo bairro (como o app Tem Açúcar?) ou até do país (como a troca de livros no Skoob). Ou você pode simplesmente cruzar o corredor do seu prédio ou sair de casa e pedir algo diretamente ao seu vizinho. Se quiser ficar no seu círculo social, peça a parentes e amigos aquilo que você só precisa por alguns momentos. Livros, roupa de festa junina, vestido social e até colchão de ar já entraram na minha lista de pedidos de empréstimos a conhecidos.

Reutilize
As compras no supermercado acabam nos dando muitas embalagens. Boa parte delas pode ser reaproveitada, especialmente as de vidro, o que evita a compra de potes novos. Eu guardo todas as embalagens de vidro de conserva e molhos que compro e vou reutilizando, tanto para guardar comidas que sobram quanto para dar aos outros. No último Natal, por exemplo, fiz bolachinhas e presentei amigos e familiares usando potinhos de vidro como embalagem. Além de fofo, é totalmente reutilizável e reciclável. Essa dica também vale para roupas. A Nathalia Arcuri, do Me Poupe, ensina a comprar no seu próprio guarda-roupa, combinando peças nunca combinadas. Além disso, você também pode customizar peças antigas ou dar um novo uso, como transformar uma camiseta velha em sacola ecológica com este passo a passo do Manual do Mundo.

Uma das questões chave do consumo consciente é aumentar a vida útil de coisas que já estão circulando e sendo usadas por outras pessoas, porque isso diminui a demanda por extração e utilização de bens naturais para produção de itens novos. Processos de fabricação e consumo, considerando desde a extração até o descarte que fazemos, também produzem muitos resíduos sólidos. Consumindo o que já existe há tempo, mas ainda está em bom estado, é uma forma de reduzir a montanha de lixo que cresce todos os dias no mundo, tanto indireta quanto diretamente. Gostou, já faz isso, quer começar a fazer? Comente aqui embaixo e bom consumo consciente!

Um ecobeijo e até breve.
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Julho sem plástico e o que sabemos sobre a poluição plástica nos oceanos

Por Letícia Maria Klein •
27 junho 2019
Todos os anos no mês de julho, o The Story of Stuff Project convida todos a tomarem o juramento do julho sem plástico: “Eu juro evitar plásticos de uso único (descartáveis), reutilizar ou reciclar plásticos que utilizo, educar outras pessoas sobre os resíduos plásticos e fazer ações que ajudem o planeta a se libertar do plástico”. A hashtag #breakfreefromplastic viraliza nas redes sociais nesta época, acompanhada por fotos de muitas ações que podemos ter no dia a dia para deixar de lado os descartáveis e reduzir a produção de resíduos plásticos

Movimento Break Free From Plastic
Movimento Break Free From Plastic
Aproveitando a deixa, o Instituto 5 Gyres enviou um e-mail aos seus assinantes com as perguntas mais recebidas sobre a poluição por plásticos no mundo. São questões bem interessantes, que compartilho neste post.

Qual é a informação mais recente sobre a quantidade de plásticos nos oceanos hoje?
O que se sabe é que há uma ligeira tendência de aumento ao longo do tempo. Nossos modelos mais recentes, trabalhando com Win Cowger da UC Riverside, mostram uma estimativa de 110.000 toneladas de plástico flutuante nos oceanos do mundo. Por ser flutuantes, essa conta não inclui os plásticos que estão na coluna de água, no fundo do mar ou nas costas remotas em todo o mundo, que é onde a grande maioria dos plásticos oceânicos está.

As bioenzimas e os micróbios podem consumir toda a poluição plástica?
Não é difícil encontrar alguns organismos naturais que consomem plástico. Mas aqui estão as perguntas que sempre surgem:
1. O que acontece se um organismo geneticamente modificado que come plástico é liberado no mundo? Nos oceanos, ele comeria docas de pesca, boias, equipamentos de pesca, barcos e todos os tipos de equipamentos marítimos.
2. Onde, então, esse organismo seria aplicado?
Não é necessário colocá-lo em aterros porque o plástico já está contido e há pouco risco de vazamento. No ambiente? Muito arriscado.
A ideia de micróbios que comem plástico dá grandes manchetes, mas não é uma tecnologia que defendemos para resolver o problema do plástico oceânico. Esse problema é sintoma da má gestão do material em terra. Esse é o problema que precisamos resolver, por meio de políticas que garantam produtos mais inteligentes que sejam economicamente recicláveis ​​e sistemas mais inteligentes que forneçam mercadorias sem a necessidade de embalagens.

Se menos de 10% dos materiais recicláveis são reciclados, devo continuar encaminhando meus resíduos para a reciclagem?
Primeiro, saiba que os atuais sistemas de reciclagem nos EUA e na Europa estão severamente desafiados devido à proibição da China de importar resíduos (e devido à falta de design para reciclagem). [No Brasil, cerca de 3% dos resíduos são reciclados.] As possibilidades são que a maior parte do plástico que você está separando direito vai direto para o aterro sanitário ou está sendo guardada em armazéns. Evite comprar plásticos e embalagens de uso único, se for possível. Enquanto isso, você pode continuar reciclando, mas ainda melhor: elimine plásticos de uso único de sua lista de compras e apoie a responsabilidade estendida do produtor na sua comunidade, que é uma política que exige que os produtos e embalagens tenham um plano real e economicamente viável para que sejam recuperados quando se tornarem resíduos.

Estou tentando ser lixo zero. Como faço?
Sempre dizemos às pessoas que o primeiro passo para o desperdício zero é lembrar que, com qualquer coisa que você compre, vem a embalagem.
Se você quiser se envolver ainda mais, encontre seu grupo local de lixo zero ou procure em sites, blogs e livros sobre o que fazer para não gerar desperdícios em casa, na escola e no escritório. Lixo zero é um conjunto de valores. Se você consegue transformar sua casa, escola ou escritório em um local com cultura de desperdício zero, inserir esse conceito na missão da organização ou instituição, então isso se torna parte de quem você é.

Aqui no blog tem muitos posts sobre lixo zero e consumo consciente que vão te ajudar a produzir menos resíduos no seu dia a dia. Também vale a pena acompanhar o site e as redes sociais do Instituto Lixo Zero Brasil e procurar coletivos lixo zero nas redes sociais, além de outros blogs e canais que falam sobre o tema, como Casa sem lixo e Uma vida sem lixo. Uma mudança de hábito leva a outras, e muitas te tornam uma pessoa sustentável.

Um ecobeijo e até breve.
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A vista de 360º no Morro do Sapo no Parque das Nascentes

Por Letícia Maria Klein •
21 junho 2019
Blumenau tem 67% do seu território coberto por vegetação. Uma parte disso fica no Parque Nacional Serra do Itajaí, uma unidade de conservação federal que abriga outra unidade de conservação, esta municipal: o Parque das Nascentes. São 5,3 mil hectares de Mata Atlântica, o que o torna o maior parque municipal do Brasil, segundo o Instituto Parque das Nascentes (Ipan), que gerencia a UC. 

Início da trilha do Morro do Sapo
Início da trilha do Morro do Sapo
O Parque das Nascentes é aberto à visitação nos fins de semana e feriados. Aproveitei o feriado de Corpus Christi para subir o Morro do Sapo, no parque, com um grupo de amigos. Além dessa trilha, os visitantes podem percorrer as trilhas da Lagoa, da Garganta e da Chuva. A subida do Morro do Sapo termina num mirante, a uma altitude de 715 m, com uma vista espetacular de 360º de Blumenau e região. A vista alcança até o litoral de Santa Catarina! O dia estava ensolarado, sem uma única nuvem; simplesmente maravilhoso! A temperatura estava amena, cerca de 20ºC, então foi bem gostoso. Vimos muitos cogumelos, um colibri e várias borboletas coloridas no caminho. 

Vista do mirante no Morro do Sapo
Vista do mirante no Morro do Sapo
Vista do mirante no Morro do Sapo
Vista do mirante no Morro do Sapo
Mirante no Morro do Sapo
Mirante no Morro do Sapo
Mirante no Morro do Sapo
Mirante no Morro do Sapo
A trilha tem um grau de dificuldade considerado médio, mas isso depende do seu condicionamento físico (como eu pratico três tipos de atividades físicas na semana, achei o trajeto fácil). A trilha tem subidas leves, descidas e caminhadas planas. Ela começa a ficar mais íngreme, com degraus naturais mais altos, quando está perto do cume. O caminho é demarcado com placas e bem delimitado devido à quantidade de visitantes. É preciso cruzar o rio em um momento, então é bom ir com bota à prova d’água ou levar uma toalhinha para secar o pé depois de atravessar sem o calçado (foi o que fizemos). 

Rio na trilha
Rio na trilha
São quase oito quilômetros de ida e volta. Nós começamos a trilha por volta das 9h30, levamos cerca de duas horas para subir (paramos algumas vezes) e começamos a descida às 12h30. No caminho de volta, encontramos uma trilha meio escondida que leva a uma cachoeira. É curta, mas bem íngreme. Acabei levando um tombo na descida e me agarrei numa árvore cheia de espinhos na subida, o que deixou minha palma da mão inflamada. Então, fica a dica, use luvas em aventuras na floresta e olhe bem ao redor antes de dar o próximo passo! Lição aprendida e um passeio belíssimo na memória. 

Cachoeira no Morro do Sapo
Cachoeira no Morro do Sapo
Cogumelos amarelos no Morro do Sapo
Cogumelos amarelos no Morro do Sapo
Cogumelos brancos no Morro do Sapo
Cogumelos brancos no Morro do Sapo
Cogumelos no Morro do Sapo
Cogumelos no Morro do Sapo
Cogumelos no Morro do Sapo
Cogumelos no Morro do Sapo
É permitido acampar no parque, mediante agendamento. Em dois dias, dá para fazer todas as trilhas. A da lagoa é um circuito plano curto e as da Chuva e da Garganta são mais difíceis. Com certeza voltarei para conhecer esses outros percursos em meio à Mata Atlântica exuberante em que moramos. É um local tranquilo, silencioso, com ar puro, águas cristalinas e uma paz que só se consegue sentir em meio à natureza.

Serviço:
Localização: Rua Santa Maria, bairro Progresso, Blumenau/SC, 89027-200.
Ingresso: R$ 10,00 até setembro de 2019 e R$ 20,00 a partir de então. Meia entrada para menor de idade, professor, estudante, doador de sangue, pessoas com deficiência e idoso, com comprovante. Crianças até cinco anos não pagam. Para acampar, mediante agendamento, o valor é R$30,00 por pessoa.
Site: https://institutoparquedasnascentes.wordpress.com/.
Horário de atendimento: sábado, domingo e feriado, das 8h15 às 17h. A entrada no parque é permitida até às 16h. Visitas durante a semana para grupos ou escolas devem ser agendadas.
Atrativos e infraestrutura: trilhas, rios, cachoeiras, mirantes, locais para banho, área de acampamento (com banheiros e churrasqueira), educação ambiental, turismo ecológico.
Contato: (47) 99782-1286.
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Dicas para um Dia dos Namorados sustentável

Por Letícia Maria Klein •
11 junho 2019
Neste ano, o 12 de junho será duplamente romântico: cai numa quarta-feira, o dia da semana reservado para namorar. Para marcar a data, que tal comemorar seu amor com um Dia dos Namorados sustentável? Veja algumas dicas: 

Dicentra spectabilis, uma flor em formato de coração
Dicentra spectabilis, uma flor em formato de coração

Presente sem embalagem
Se vocês são um casal que gosta de trocar presentes, podem combinar de dá-los sem embalagem descartável, substituindo-a por uma durável ou reutilizável, como sacola de pano, caixa ou mesmo sacola de papel ou jornal. Eu gosto bastante de embrulhar em sacola ecológica, pois fica bonito e já são dois presentes em um. Antes de comprar o presente, responda às perguntinhas do consumidor consciente para fazer a melhor escolha.

Vale uma experiência
Massagem; sessão de cinema, teatro ou espetáculo; passeio em um parque especial; jantar em um lugar bacana... São vários os momentos que você pode dar de presente, como forma de gratidão e reconhecimento, que ficarão marcados na memória e que representam uma forma de consumo consciente.

No aconchego do lar
Para os caseiros, a noite também pode ser especial. Um jantar preparado em casa (com ingredientes orgânicos, que podem ser comprados a granel na feira), embalado por uma trilha sonora que agrade aos dois e seguido de um filme... Adoro! Essa é apenas uma sugestão, mas existem várias, só depende do estilo de cada casal. Se for pedir comida em casa, aproveite e leia este post para saber o que fazer com as embalagens que sobram.

Feliz e sustentável Dia dos Namorados para você!
Um ecobeijo e até breve.
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Três hábitos sustentáveis para adotar no Dia do Meio Ambiente

Por Letícia Maria Klein •
05 junho 2019
Entre os dias 05 e 16 de junho de 1972, a Organização das Nações Unidas realizou a primeira Conferência sobre o Meio Ambiente Humano (Conferência de Estocolmo), que reuniu mais de 100 chefes de estado para falar sobre as problemáticas ambientais. Desde então, comemora-se o Dia Mundial do Meio Ambiente em 05 de junho. Para estender a celebração para todos os dias do ano, veja três hábitos que você pode adotar hoje mesmo para praticar a sustentabilidade, por meio de cuidados contigo, com os outros e com o meio.

Dia Mundial do meio ambiente: cuidados consigo, os outros  e o meio para praticar a sustentabilidade todos os dias
Dia Mundial do meio ambiente: cuidados consigo, os outros
 e o meio para praticar a sustentabilidade todos os dias

Para cuidar de si
O indiano Satish Kumar traduz o tripé da sustentabilidade em alma, solo e sociedade. A alma representa o cuidado que precisamos ter conosco mesmos. Quando não estamos bem, parece que nada está bem, não é mesmo? É preciso cuidar de si tanto quanto dos outros e do ambiente. Uma forma de fazer isso é ficar um tempinho por dia a sós com você mesmo, em silêncio ou ouvindo uma música calma, prestando atenção na sua respiração, buscando entender o que você está sentido naquele momento, deixando os pensamentos virem e irem embora. Isso é meditação, basicamente. Podem ser cinco minutos no seu dia, para começar, que vão te trazer paz e tranquilidade.

Para cuidar do outro
Assuma a tarefa de fazer algo bom para alguém hoje. Pode ser uma pessoa, um animal, uma planta. Dê um abraço, um carinho, uma palavra amiga, um conselho, água, comida... Mas dê com atenção e de coração, buscando tornar o dia desse alguém melhor. A partir do momento que nos dedicamos, de verdade, a melhorar a vida de alguém, por menor que o ato possa parecer, compreendemos o poder e a responsabilidade que temos perante os outros seres vivos e o planeta Terra.

Para cuidar do meio
Além de ter um tempo diário para se dedicar a si mesmo e aos outros, comece a usar outro tempo somente para observar. O cientista e artista alemão Johann Wolfgang von Goethe desenvolveu a sua ciência holística baseada na pura arte da observação. Observar é uma forma serena e profunda de entrar em contato com algo e entender aquilo, num ritmo natural. É uma forma de conexão. Nos seus trajetos diários, observe o céu (de dia e à noite), as nuvens, a chuva, as árvores, os animais, o chão, as flores, a grama. Escute o som da água, da trovoada, do vento. Use seus sentidos para observar e absorver a natureza que nos mantém vivos no planeta. É só o que precisa para expandir sua consciência a todas as potencialidades da vida sustentável.

Um ecobeijo e até breve.
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6 ideias para um casamento sustentável – Diário da noiva #1

Por Letícia Maria Klein •
29 maio 2019
Existem casamentos dos mais variados tipos, tamanhos, formatos e até temáticas. Em qualquer caso, é possível torná-lo o mais ecológico possível, demonstrando cuidado com o ambiente desde o convite até o fim da festa. Aproveitando que maio é considerado o mês das noivas (e que eu comecei a pensar na minha cerimônia), seguem seis ideias para um casamento sustentável (eco wedding, em inglês). 



Convite em papel semente
Confesso que nunca sei o que fazer com um convite de casamento quando recebo um. Guardar? Descartar? É reciclável para poder encaminhar à coleta seletiva? Pensando em evitar esse resíduo, lembrei do papel semente. Como o nome diz, essa folha de papel tem sementes em sua composição. Basta plantá-la e regar para nascer uma plantinha. Não gera lixo nem desperdício, mas sim um lindo ser vivo, que mantém viva a lembrança do casamento. Adorei essa ideia e já pensei num kit bem fofo para o convite, totalmente sustentável e lixo zero. Quando ficar pronto, compartilho aqui. Para compensar o preço mais elevado do papel, o convite pode ser menor do que o tradicional. Os menus das mesas podem ser em papel semente também.

Aluguel de vestido de noiva
Comprar itens usados ou pegar emprestado é sempre melhor do que adquirir itens novos, pois assim poupamos os bens naturais e matérias-primas que seriam usados na fabricação desses produtos. Não poderia ser diferente com o vestido. Minha primeira opção será procurar um vestido para alugar. Existem milhares de opções nas lojas de aluguel e tenho esperanças de encontrar o que tenho em mente. Se nada, mesmo, agradar, existe a opção do vestido de 1º aluguel feito com fibras naturais orgânicas, que não poluem o ambiente.

Decoração de flores em vasos
Celebrar o amor e o compromisso para a vida toda com flores vivas tem muito mais sentido do que com flores mortas, que foram cortadas. Por isso, escolhi ter somente flores plantadas em vasos como parte da decoração, tanto nas mesas quanto no salão. Tive algumas ideias alternativas para o buquê, vamos ver se dará certo. Futuramente, compartilho aqui. Na pior das hipóteses, as flores do buquê, que seriam as únicas cortadas, podem ser compostadas. 

Decoração com flores plantadas em vasos
Decoração com flores plantadas em vasos

Docinhos sem embalagem
Essa foi a primeira ideia que eu tive, considerando meu propósito lixo zero. Todos aqueles papeizinhos (quando não as famosas “bolsinhas de flores” de plástico ou tecido) são descartados (sim, nem as de tecido são reaproveitadas). Apesar de recicláveis, esses itens costumam ser misturados com outros resíduos na cozinha, inclusive de comida, e acabam não sendo separados para a reciclagem. Para evitar esse lixo, o doceiro pode apostar em várias soluções: os docinhos que são de copinho ou tortinha podem ficar apoiados em bandejas de vidro; os que são redondos podem ser colocados em tigelas com pé de vidro ou cristal; os papeis e plásticos podem ser substituídos por apoio de chapinha de chocolate ou de folha de bananeira (que é um material natural reaproveitado e compostável).

Bebidas em garrafas de vidro
Um dos maiores geradores de resíduos sólidos são as garrafas de plástico de água e refrigerantes. Muitos noivos já estão optando por garrafas de vidro, como minha cerimonialista comentou, porque o plástico deixa gosto nas bebidas. Outra vantagem do vidro é ser infinitamente reciclável e poder ser reenvasado. Algumas empresas que trabalham com bebidas em garrafas de vidro costumam pegá-las de volta para reenvase ou descarte correto.

Compostagem e reciclagem
Se o bolo que sobra, vai para casa, a comida do buffet também pode ir. Mas o que fazer com os restos que ficam nos pratos? Dá para pedir à equipe da cozinha para colocar tudo num baldinho para você fazer compostagem depois. Se onde você mora houver algum projeto de compostagem, pode encaminhar os resíduos orgânicos para lá. Se houver espaço na sua casa, você pode enterrá-los no quintal ou colocar na composteira. Dependendo dos alimentos, é possível colocar no seu minhocário. Eventuais papéis brancos usados podem ser compostados junto. Aproveite para pedir à equipe da cozinha para que mantenha um coletor somente para materiais recicláveis, os quais devem ser enviados à coleta seletiva posteriormente.

Acompanhe o blog para mais posts sobre o meu casamento sustentável. Um ecobeijo e até breve.
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5 dicas de consumo consciente para quem é nerd

Por Letícia Maria Klein •
22 maio 2019
Eu sou nerd desde quase sempre. Harry Potter, O Senhor dos Anéis, Star Wars, Star Trek e super-heróis estão na minha lista de fã de carteirinha. Gosto de usar roupas temáticas e colecionar objetos (de preferência os que eu possa utilizar de alguma forma). Como compatibilizar isso com a conservação dos bens naturais, a redução da produção de resíduos e o consumo consciente? Listei aqui algumas práticas que me ajudam a ser uma nerd sustentável.

Comprar usado
Eu sou rata de sebo. Muitos dos livros que eu compro são usados. Aliás, a minha preferência é por usados. Se eu não encontro o livro no sebo na minha cidade nem on-line (Estante Virtual ou trocas no Skoob), então compro na livraria. Tem muita gente que vende itens de coleção usados na internet. O consumo de produtos usados diminui a demanda por extração de bens naturais para produção de itens novos e aumenta a vida útil dos itens que já estão no mercado. Para que a indústria de livros, filmes, música e outros consiga se manter num sistema que seja sustentável ambiental, social e economicamente, vão surgir novos modelos de negócio que dependam menos da posse e mais do uso, similar ao streaming de áudio e vídeo e aos aluguéis de objetos e roupas. Daqui a algum tempo, acredito que as próprias livrarias vão dispor de aluguel de livros mediante taxas de mensalidade.

Compensar as emissões de carbono
Cada objeto produzido emite gases de efeito estufa durante sua produção, sem contar durante a extração e o descarte. Quanto mais água, energia, combustível e bens materiais cada um consome no seu dia a dia, maiores as emissões que provocam o aquecimento global responsável pela crise climática atual. Existem muitas formas de compensar o seu impacto. O primeiro passo é calcular a sua pegada de carbono e seguir algumas sugestões de redução de consumo de itens que não são tão importantes para você quanto os que apelam à sua nerdice. Eu, por exemplo:

Capacho de porta e chinelo: itens da minha coleção de Harry Potter que uso em casa
Capacho de porta e chinelo: itens da minha coleção de Harry Potter que uso em casa

Pensar antes
Eu sei que a vontade é ter tudo do universo que amamos. Mas ter controle é importante. Quando pensamos na tríade “necessário, útil e supérfluo”, dificilmente itens de coleção como bonecos de ação, objetos de decoração e outros assim entram na primeira categoria. Pensando nisso, eu deixo de comprar muitas coisas das quais tenho vontade ou postergo até realmente sentir que é importante para mim ter aquilo. Assim, uma sugestão é priorizar a compra de itens de coleção que você possa utilizar, como roupa, chinelo, caderno, abajur, recipiente, copo etc. Outra forma de tornar esse consumo mais sustentável é diminuir a frequência e a quantidade da compra. As reduções contribuem tanto para a conservação dos bens naturais quanto para a sua saúde financeira.

Pedir de aniversário ou data comemorativa
Aniversário, Páscoa, Natal, Dia das Mães e Dia dos Pais são datas em que as pessoas costumam dar presentes. Especialmente no aniversário, quando você sabe que vai ganhar alguma coisa (a não ser que peça para não ganhar nada), aproveite para pedir os artigos geek que você quer. Assim você satisfaz seu lado nerd e deixa de ganhar aquilo que não quer ou não vai usar. Eu fiz isso no amigo secreto da minha família no fim do ano passado e deu certo.

Conversar com os fabricantes
Existem algumas formas de ativismo ambiental e o contato entre consumidor e fabricante é uma delas. Deixar de comprar algo por ideologia, qualquer que seja, tem muito mais sentido quando você explica para a empresa por que está fazendo isso. Quedas nas vendas podem ter várias origens, então saber o motivo ajuda a indústria a direcionar sua ação. Você pode questionar a empresa sobre as ações socioambientais dela, o que ela está fazendo em termos de sustentabilidade e se tem planos de inovação, como melhorar o ecodesign dos produtos, implantar logística reversa, priorizar matérias-primas locais e naturais, optar por fontes renováveis de energia etc.

Você também é nerd ou tem outra paixão que te leva a querer ter tudo daquilo? Se você tem outras sugestões de consumo consciente, comente aqui embaixo. Um ecobeijo e até breve.
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Como usar o biofertilizante produzido no minhocario – Meu santo composto #8

Por Letícia Maria Klein •
14 maio 2019
A compostagem feita no minhocário produz muito biofertilizante, que é o líquido escuro resultante da decomposição dos alimentos. A cor marrom ou preta é derivada da passagem da água pela terra. É um fertilizante natural rico em nutrientes e muito forte. Costumava ser chamado de chorume, mas para não ser confundido com o líquido tóxico que é produzido no aterro sanitário, é agora denominado de biofertilizante.

Por causa da sua concentração, deve ser usado na proporção de uma parte dele para 10 de água. Pode ser aplicado pelo menos uma vez por semana. Assim como nós precisamos de uma dose diária de nutrientes, as plantas também precisam, então o ideal é dar um pouco por dia, sempre variando as fontes de adubo, como explica a Carol Costa no livro Minhas Plantas. Eu coleto o biofertilizante numa garrafa reutilizada e coloco de uma a duas vezes por semana nos vasinhos.

Biofertilizante produzido no minhocário
Biofertilizante produzido no minhocário. Está diluído em água, mas está mais claro
do que o normal porque a caixa do meio quase não tem mais resíduos
e está na hora de eu trocá-la de lugar com a de cima.

Ao contrário do minhocário, o processo que existe na composteira não produz biofertilizante (ou produz muito pouco), pois a água é eliminada na forma de vapor graças às altas temperaturas. Por isso ela é chamada de compostagem termofílica. Na composteira que eu fiz e usei por quase um ano nunca foi gerado biofertilizante. Depois adquiri um minhocário e estou com ele até hoje. Uma das vantagens é justamente a obtenção de dois produtos: um adubo sólido e um líquido.

Para saber se o biofertilizante está bom, é só cheirar. Se não tiver odor, então seu minhocário está saudável e em equilíbrio. Se o cheiro estiver ruim ou forte, você pode estar colocando resíduos que não podem ser compostados ou a relação entre carbono e nitrogênio está desequilibrada. Se estiver bom, é só diluir e alimentar suas plantinhas.

Um ecobeijo e até breve.
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Como evitar descartáveis de plástico sem um kit lixo zero

Por Letícia Maria Klein •
10 maio 2019
Você está de boa no trabalho e alguém te convida para tomar um café na padaria. Ou você está na rua e quer parar para fazer um lanche. Mas seu kit lixo zero não está contigo. E agora? Tem como comer na rua sem gerar todo aquele lixo? Veja abaixo o que você pode fazer para gerar o menos possível de resíduos descartáveis e garantir que nada vá para o aterro sanitário ou lixão (pelo menos da sua parte).

Peça copo de vidro
Tem estabelecimentos que têm tudo descartável, tudo durável ou meio termo. Neste último caso, geralmente há copos de vidro (às vezes eles são usados para algumas bebidas e não outras, como eu já presenciei). Aproveite que eles estão lá e peça a sua bebida no copo de vidro. Dificilmente vão te dizer não e você já pode aproveitar o momento para explicar seu pedido.

Sem canudo
Muitas vezes o seu suco, chá gelado, refrigerante ou caipirinha já vem com o canudo dentro. A cerveja nunca vem, já reparou? Utilize essa lógica e na hora de pedir a bebida acrescente um “sem canudo, por favor”. Certa vez, numa lanchonete com amigos, esse pedido feito de forma coletiva incentivou o dono a tirar os canudos do estabelecimento já no dia seguinte. Bom para o ambiente e para o restaurante, que vai gastar menos com descartáveis. Você pode até sugerir alternativas e substituições ao canudo de plástico.

No prato em vez do saquinho
Tem lugares que vendem sanduíches e hambúrgueres numa embalagem descartável e depois te entregam a comida num prato de porcelana, vidro ou plástico resistente. Nesses casos, você pode pedir sem a embalagem, direto no prato. Suas opções a partir daí podem ser pedir talheres (se tiver de metal, não de plástico), usar guardanapo (veja as próximas dicas) ou usar só as mãos e depois lavá-las no banheiro. 

Lanche de sanduíche no prato sem embalagem
Lanche de sanduíche no prato sem embalagem

Peça guardanapo em vez de prato descartável
Se só tiver descartáveis no restaurante e seu lanche permitir, peça para te entregarem no guardanapo em vez de no prato descartável. O papel leva muito menos tempo para degradar do que o plástico e tem uma cadeia produtiva menos impactante. Quando é inevitável gerar resíduos, melhor optar pelo menos pior.

Composte o guardanapo
Quem faz compostagem doméstica pode levar o guardanapo de papel usado no restaurante para casa. Ele é um elemento seco necessário para o funcionamento da sua composteira ou minhocário.

Guarde para reutilizar ou encaminhar corretamente
Se não teve jeito e acabou sobrando um copo, prato ou talheres descartáveis, você pode lavá-los no banheiro e reutilizar para qualquer finalidade. Uma faca de plástico pode servir de tutor em vaso de planta, por exemplo, assim como um canudo. Ou você pode apenas levá-los para um coletor de recicláveis da coleta seletiva da sua cidade (dificilmente o restaurante separa os resíduos passíveis de reciclagem, tudo costuma ir num mesmo saco para a coleta de rejeitos e orgânicos). Muitas vezes eu levo resíduos para casa só para separar para a coleta seletiva que passa na minha rua.

Por fim (mas na verdade é o primeiro passo), é legal você dar uma olhada pelo ambiente antes de fazer o pedido para saber quais utensílios o restaurante tem e a partir daí pensar em como você pode evitar gerar resíduos ou reduzi-los ao mínimo. Tem alguma outra dica para compartilhar? Comente aqui embaixo. Um ecobeijo e até breve.
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12 vantagens do coletor menstrual de silicone

Por Letícia Maria Klein •
07 maio 2019
Desde 2015 eu utilizo um coletor menstrual de silicone em vez de absorvente descartável. Minha única reclamação é não ter descoberto essa revolução feminina antes! Fácil de usar, durável, reciclável e com valor de investimento que se paga em média em seis meses de compra de outros absorventes são algumas das vantagens.

Não gerar lixo é outro benefício maravilhoso, visto que uma mulher utiliza em média 17 mil absorventes descartáveis durante a vida e que levam pelo menos um século para começar a degradar. Fraldas levam 600 anos para se decomporem! Apesar de já existir reciclagem desses materiais absorventes (feita pelas empresas europeias Knowaste e Fater), o processo é caro e o mercado é muito pequeno. Ainda, a melhor forma de lidar com o lixo é não gerá-lo.

Coletor menstrual de silicone
Meu coletor menstrual de silicone e a caneca de ágata que utilizo para ferver o copinho

Desde que comecei a usar, percebi que o coletor menstrual tem muitas vantagens, veja só:

1 - Não gera resíduos durante seu uso. Nenhum.

2 - É totalmente reciclável, então pode descartar para a coleta seletiva sem medo (só verifique se a cooperativa de reciclagem recebe materiais de silicone).

3 - É fácil e rápido para inserir e remover (o coletor é usado internamente e fica na entrada do canal vaginal). O produto vem com um manual de instrução e tem vários vídeos na internet que explicam como colocar.

4 - Ao contrário dos absorventes externos descartáveis, não produz cheiro nenhum, pois o sangue não entra em contato com o ar.

5 - É higiênico pelo mesmo motivo descrito acima.

6 - O coletor pode ficar por até 12 horas no corpo, o que permite colocar de manhã antes de ir trabalhar e só retirar quando chegar em casa. A quantidade de vezes em que será necessário descarregar o copinho depende do fluxo da menstruação.

7 - É muito fácil de cuidar: basta lavar com sabão neutro sempre que retirar para esvaziar e antes de inserir novamente. No fim do ciclo, é só ferver numa caneca de ágata esmaltada por cinco minutos. O sangue vai no vaso sanitário mesmo.

8 - Dá uma sensação de liberdade tremenda, nem parece que você está naqueles dias.

9 -  É confortável. Não dá para sentir o copinho, pois ele é flexível e se ajusta ao corpo.

10 - Não vaza. Nem durante o sono.

11 - Dura cerca de 10 anos, então o investimento inicial que se paga em menos de um ano tem um excelente custo benefício.

12 -  Tem diversos modelos, cores e tamanhos diferentes para atender a todas as mulheres.

Algumas cidades têm pontos de venda do coletor, mas o comum mesmo é comprar pela internet. Algumas marcas do mercado são Holy CupInciclo (uso esta), Korui e Meluna. Vale pesquisar bem antes de escolher o seu, devido à diversidade de tipos. Se você ainda não tem, permita-se descobrir e usufruir essa maravilha feminina! Um ecobeijo e até breve.
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Minhas minhocas estão amarelando? – Meu santo composto #7

Por Letícia Maria Klein •
03 maio 2019
Faz cerca de um mês que as minhocas californianas do meu minhocário parecem estar mudando de cor, passando de tons avermelhados para amarelados. Ai ai ai e agora? Uma vez ouvi um relato de uma pessoa que só colocava papel no minhocário no início e as minhocas ficaram brancas. O que eu percebi é que tenho colocado muito mais bananas do que qualquer outro alimento no último mês e penso se é isso que pode estar interferindo na coloração delas.

Entrei em contato com o pessoal da Morada da Floresta, que fabrica minhocários, e eles me responderam que a cor é da própria espécie, algumas minhocas californianas são mais amarelas do que vermelhas, mesmo. Conversei com alguns amigos que também têm minhocário, mas eles nunca viram minhocas tão amarelas quanto esta da foto e estranharam o fato. Como só estou colocando o que elas podem comer, como frutas, hortaliças e borra de café, imagino que a mudança de cor deve ser por causa do excesso de bananas. Ou será do pó de café?

Uma minhoca californiana bem amarela
Uma minhoca californiana bem amarela

Assim como nós, seres humanos, precisamos de uma alimentação diversificada que nos dê todos os nutrientes necessários para uma boa saúde, as minhocas também precisam. Eu sei isso, mas não tive muito tempo para cozinhar durante o mês de abril e diminuí meu consumo de frutas. Ruim para mim e para as minhocas. Além de compostarem meus resíduos orgânicos, elas estão me ajudando a avaliar meu cardápio. Nesta semana já comecei a colocar outros alimentos. Vou ficar acompanhando para ver como elas se comportam e volto a esse tema daqui a um tempo para contar como elas estão.

Se você sabe o que pode estar deixando as minhocas amarelas, por favor, comente aqui embaixo. Um ecobeijo e até breve.
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A linda natureza no Jardim Botânico de Timbó

Por Letícia Maria Klein •
26 abril 2019
Ótima opção para passeio, descanso, caminhadas, piquenique, brincadeiras com as crianças e uma boa refeição. O Jardim Botânico em Timbó tem cerca de 26 mil metros quadrados de natureza e é um local muito agradável para se estar (para tornar o momento ainda melhor, recomendo passar repelente, pois tem muitos mosquitos, especialmente nos bosques e no restaurante). Eu já tinha visitado o parque em 2013, durante um evento de observação de aves, e fui novamente no último fim de semana de Páscoa. Devido à atual estação do ano, o outono, não há muita floração, mas os lagos estavam cobertos de vitórias-régias. Tem também muitas aves por causa do ambiente natural cheios de árvores e lagos. 

Lago no Jardim Botânico de Timbó
Lago no Jardim Botânico de Timbó
Lago e vitórias-régias no Jardim Botânico de Timbó
Lago e vitórias-régias no Jardim Botânico de Timbó

Muitas vitórias-régias no Jardim Botânico de Timbó
Muitas vitórias-régias no Jardim Botânico de Timbó

Para alimentação, há um restaurante típico e quiosques com churrasqueira para você preparar sua própria refeição. O Jardim tem caminhos amplos entre os gramados e trilhas nos bosques, que permitem uma imersão na natureza. Tem também o horto florestal da cidade, lagos e um parque infantil. É um ótimo lugar para ir com amigos para uma roda de conversa, música e jogos. 

Bosque no Jardim Botânico de Timbó
Bosque no Jardim Botânico de Timbó

Caminho no Jardim Botânico de Timbó
Caminho no Jardim Botânico de Timbó

Horto florestal no Jardim Botânico de Timbó
Horto florestal no Jardim Botânico de Timbó
Poderiam ser feitas algumas melhorias no local, como a colocação de bancos ao longo do trajeto e a manutenção de canteiros de espécies vegetais que florescem em diferentes épocas do ano, para deixar o ambiente mais colorido e convidativo à observação da flora local. Eu amo observar flores e elas são atrativas a muitas espécies de aves e abelhas, grandes responsáveis pela polinização de espécies vegetais no planeta. Estou curiosa para visitar o parque durante a primavera para ver a floração das árvores. 

Ponto de madeira sobre o lago no Jardim Botânico de Timbó
Ponto de madeira sobre o lago no Jardim Botânico de Timbó

Para quem mora na região, o Jardim Botânico de Timbó é uma ótima opção de passeio frequente e um local fantástico para observar as diferentes estações do ano e as mudanças que elas trazem para a flora e fauna local. Para quem está turistando, vale muito a pena colocar na programação da viagem.

Serviço:
Endereço: Km 01 da Rodovia SC 417, bairro Das Capitais, Timbó.
Entrada gratuita
Horários de funcionamento:
- Jardim Botânico: das 7h às 18h, todos os dias.
- Restaurante: de terça a sexta, das 11h às 14h30; sábado e domingo, das 11h às 15h.
- Horto florestal: de segunda a sexta-feira, das 7h às 16h30h.
Infraestrutura: quiosques com churrasqueira, trilhas, bosques, restaurante, banheiros públicos, horto florestal, estacionamento, lagos e parque infantil.
Informações complementares:
- Não é permitido acampar;
- Não é permitida a circulação de veículos automotivos;
- Cães somente com coleiras e focinheiras.
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Alternativas e substitutos ao canudo de plástico descartável

Por Letícia Maria Klein •
16 abril 2019
Canudos se tornaram um ícone da luta contra os plásticos descartáveis, especialmente desde que este vídeo de uma tartaruga com um canudo na narina viralizou nas redes em 2015. Os canudos de plástico vêm do petróleo e são facilmente dispostos de forma irregular, indo parar nas ruas e, consequentemente, nos rios e oceanos. São usados em média por quatro minutos, mas poluem ecossistemas e podem matar animais, além de durarem centenas de anos. Só nos Estados Unidos, 500 milhões de canudos são usados e descartados todos os dias. A boa notícia é que é fácil resolver esse problema e a solução começa com cada um de nós no dia a dia. Veja algumas alternativas e substitutos dos canudos plásticos.

Bebida sem canudo, canudo de vidro, de metal, de biscoito, de macarrão e de algas
Bebida sem canudo, canudo de vidro, de metal, de biscoito, de macarrão e de algas

Sem canudo
É a primeira e sempre mais desejável alternativa. Não gerar é a etapa inicial na gestão de resíduos sólidos, que segue com redução, reutilização, reciclagem e compostagem (somente os rejeitos vão para o aterro sanitário, industrial ou outro tratamento). Para evitar esse resíduo, você pode pedir a bebida sem canudo. Além de ser lixo zero, é mais gostoso beber direto do copo. Se as pessoas não tomam cerveja com canudo, por que outras bebidas precisam dele, não é mesmo? Outra alternativa é sempre levar o seu próprio canudo.

Um canudo para chamar de seu
Ele pode ser de vidro, inox, titânio, bambu ou silicone. Tem também aqueles de plástico resistente e durável que vem geralmente em copo de acrílico e é uma opção para você começar se já tiver em casa. Eu e meu noivo temos um de vidro e um de inox. Para lavar, use água quente e a escovinha que geralmente vem junto, própria para limpar o canudo por dentro. Os canudos têm diâmetros diferentes, servindo a vários tipos de bebidas. É leve e cabe na bolsa e no bolso, dentro de um saquinho de pano.

Canudo de biscoito
Com a proibição do uso de canudos descartáveis na cidade do Rio de Janeiro, a rede de fast food Bob’s passou a utilizar biscoitos tipo tubetes como canudo, uma versão alongada e com uma camada interna de chocolate, chamada de Tubete Shake. Depois de tomar o milkshake, o biscoitinho pode ser comido. A ideia é muito boa, pois o canudo não é descartado no fim e ainda vira sobremesa. A proposta da rede é expandir o canudo comestível para todas as unidades no Brasil. Para outras bebidas, eles usam versões recicláveis e biodegradáveis (o que não é muito bom, na verdade, pois as condições ideais de temperatura, umidade, luz, oxigênio e nutrientes que o objeto precisa para se decompor podem ser diferentes de onde ele foi descartado).

Canudo de macarrão
Um restaurante aqui de Blumenau, o Nonno Nico RestoBar, utiliza canudos feitos de massa de macarrão. Como ele amolece em contato com a bebida, dá para comê-lo no fim. Adorei a proposta e comi o canudo. Eu imagino que a maioria das pessoas não o coma e o restaurante também não faz compostagem, mas é melhor esse canudo orgânico do que um de plástico no aterro sanitário. Se você não quiser comer, pode levar para casa e usar como tutor em vaso de planta. Com o tempo, ele vai se degradar e servirá de adubo para as verdinhas.

Canudo de algas
Uma empresa chamada Loliware produz canudos comestíveis feitos de algas marinhas (ágar-ágar), adoçantes orgânicos e sabores e cores derivados de frutas e legumes. Caramelo, manga e chocolate são algumas opções de sabores. Quando dispostos no ambiente, duram até 24 meses e em contato com uma bebida se dissolvem em menos de um dia. É uma opção para restaurantes e fornecedores de canudos.

Canudo de gelatina
Outra opção de canudo comestível que estabelecimentos alimentícios podem usar é o da empresa Sorbos, que fabrica opções feitas de açúcar, gelatina e amido de milho, com sabor de limão, lima, canela, maçã verde, morango, gengibre ou chocolate.

Canudo de papel
Indo para opções não tão boas quanto os comestíveis, mas mais sustentáveis do que os de plástico, estão os canudos de papel, que tem origem e produção menos impactantes e um tempo de degradação muito menor. É a opção mais procurada por restaurantes em cidades onde o canudo de plástico está proibido, mas penso que deve ser utilizado com foco na redução, incentivando os clientes a não usarem canudo. Se o local tiver ou participar de um projeto de compostagem, os canudos de papel podem ser compostados.

Comente aqui embaixo se você utiliza alguma dessas opções e qual delas. A luta pela extinção dos canudos de plástico é necessária e deve puxar outras proibições com ela, como a de copos, pratos e talheres descartáveis de plástico. Afinal, não faz sentido usar um material tão durável como o plástico para fazer produtos que são usados por tão pouco e descartados como se fossem lixo, sem utilidade e sem valor.

Um ecobeijo e até breve.
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5 dicas de consumo consciente de roupas

Por Letícia Maria Klein •
12 abril 2019
Precisamos de roupas para viver, isso é fato. Então, como escolher, comprar, manter e se desfazer das peças de forma sustentável? Como um consumidor consciente, você precisa se perguntar seis questões básicas antes de fazer compras: por que comprar, o que, como, de quem, como usar e como descartar. Pensando nisso, separei algumas dicas para praticar o consumo consciente quando o assunto é roupas, calçados e acessórios.

Usadas
Todas as roupas precisam de matéria-prima, água, tinta e eletricidade para serem feitas. Quando você compra roupas usadas em brechós e grupos de venda em mídias digitais ou troca roupas com amigos e em feiras, você estimula a economia circular, aumenta a vida útil das peças que estão no mercado e contribui para que menos bens naturais sejam extraídos da natureza. A indústria da moda é a segunda mais poluente do mundo (atrás da petrolífera) e quanto maior a extração, maior o impacto.

Upcycling
Retalhos e peças velhas podem virar novas composições com o uso de tesoura e máquina de costura. É o que está fazendo o Re-Roupa, um projeto de criação de vestuário com sobras de rolo de tecido, retalhos e roupas defeituosas. Você também pode customizar suas roupas antigas, transformando-as em peças exclusivas e novas. É uma forma de evitar descartar roupas para a coleta comum do município, que vai para o aterro sanitário. Se você enviar para a reciclagem, é provável que elas tenham o mesmo destino, pois somente 15% das peças são recicladas ou reutilizadas no Brasil. No mundo, a taxa é de 20%, segundo o relatório internacional Pulse of the Fashion Industry 2018.

Upcycling de roupa
Upcycling de roupa

Material reciclado Outra forma de diminuir a pressão sobre os bens naturais é comprar itens produzidos a partir de material reciclado. A Insecta Shoes, por exemplo, recicla os próprios pares de calçados que os clientes devolvem depois que não querem mais. Por meio da reciclagem, as roupas voltam a ser fibras que servirão de base para novas roupas, então é importante comprar de empresas têxteis que produzem suas coleções a partir de peças recicladas. Mas tome cuidado com as roupas feitas a partir da reciclagem de garrafas pet...

Fibras naturais Sempre que peças sintéticas (feitas com plástico, que vem do petróleo), são lavadas na máquina, elas soltam micropartículas e microfibras de plástico que seguem direto para os oceanos, ultrapassando os filtros na estação de tratamento de esgoto por serem muito pequenas. Nos corpos hídricos, esses pedacinhos se unem e contribuem para a poluição por plástico que está tomando rios e mares, matando espécies e contaminando até o ser humano. A própria extração do petróleo torna a produção de peças sintéticas mais impactante do que a fabricação de roupas com fibras naturais, como algodão, lã, linho, juta, cânhamo, seda. Assim, prefira roupas com essa composição àquelas feitas de acrílico, poliéster, poliamida e polipropileno.

Do berço ao berço O ideal é fechar o ciclo: produzir, usar e devolver à indústria para confecção de novas peças a partir da reciclagem. Uma empresa está conseguindo fazer isso em Criciúma, Santa Catarina, unindo iniciativa privada e sociedade civil. Com a Caixa Solidária, roupas doadas pela população são separadas para doação, brechó e reciclagem, fechando o ciclo da indústria têxtil. Afinal, quando você doa uma peça de roupa, por mais bem intencionado que seja o ato, é inevitável que essa roupa acabe no aterro sanitário, como explica o coordenador do projeto, Mateus Rossi. O propósito deles é espalhar caixas solidárias pelo Brasil, evitando que roupas virem lixo. 

Você pratica alguma dessas atitudes? Comente aqui embaixo.
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Por que cobrir os resíduos orgânicos com serragem ou folhas secas? – Meu santo composto #5

Por Letícia Maria Klein •
09 abril 2019
O processo de compostagem doméstica, feito na composteira ou no minhocário, precisa de uma relação equilibrada entre nitrogênio e carbono para funcionar. O nitrogênio está presente nos restos de alimentos e o carbono está na parte seca que se coloca por cima dos resíduos, como serragem ou folhas. Os materiais ricos em carbono dão energia para a compostagem e evitam que a massa de resíduos fique compacta, permitindo a passagem de ar necessária às minhocas e aos micro-organismos.

Baldinho onde eu guardo folhas e pedaços de papel para usar como elemento seco
Baldinho onde eu guardo folhas e pedaços de papel para usar como elemento seco

Palha, capim, serragem não tratada, cascas de árvores, feno, papel sem tinta ou químicos e podas de jardim (folhas e galhos) são os materiais carbônicos que podem ser usados para cobrir os resíduos orgânicos. Essa camada de materiais ricos em carbono evita o mau cheiro e o aparecimento de animais indesejados, como ratos e baratas. Eu costumo usar folhas secas, que pego do jardim do meu prédio, e eventualmente papel da caixa de pizza (como geralmente tem gordura, essas caixas não são recolhidas pela coleta seletiva de materiais recicláveis).

Pedaços da parte interna da caixa de pizza (não a tampa) e folhas secas
Pedaços da parte interna da caixa de pizza (não a tampa) e folhas secas

A proporção do elemento seco para a quantidade de resíduos orgânicos varia um pouco. Geralmente colocam-se três partes de materiais secos para uma parte dos resíduos. Três montinhos de folhas para um montinho de restos de comida. No caso da serragem, que tem mais carbono do que as folhas secas, a proporção pode ser de um para um. O importante é cobrir todos os resíduos.

Feito isso, como saber se a relação está equilibrada? O segredo é acompanhar e usar seus sentidos físicos.

Quando tem restos de alimentos demais e cobertura de carbono de menos, o nitrogênio é liberado na forma de amoníaco e gera um odor desagradável. O contrário, comida de menos e serragem ou folhas demais, deixa o processo de compostagem mais devagar, pois o crescimento de micro-organismos e minhocas diminui, e o composto final fica com pouca matéria orgânica (não tão rico). Se a relação está em equilíbrio e ainda tem mau cheiro, garanta que você não está colocando estes resíduos no minhocário.

Um ecobeijo e até breve.
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A prática lixo zero do Restaurante Origem Natural – Tour lixo zero em Florianópolis

Por Letícia Maria Klein •
05 abril 2019
O Restaurante Origem Natural quer “ser a origem de um mundo novo a partir da comida saudável, levando educação ambiental, social e transformação”. Quem me contou isso foi a sócia proprietária Joana Wosgrau Câmara. O restaurante foi a última parada do tour lixo zero em Florianópolis. Tivemos uma fala dela sobre o histórico e a missão do Origem e depois degustamos um buffet delicioso preparado especialmente para o grupo de embaixadores do Instituto Lixo Zero Brasil, com tudo vegano. 


Menos impacto ambiental, mais impacto social é o lema do Origem Natural
Menos impacto ambiental, mais impacto social é o lema do Origem Natural

Eu entrevistei a Joana e fiz uma reportagem que vai sair no portal do Projeto Colabora, então vou contar aqui minhas impressões e um pouco da trajetória do lugar. O início de tudo aconteceu num curso de liderança que Joana fez em 2015, onde teve a ideia de vender salada em potes de vidro, ao invés de usar plástico descartável. O projeto deu certo e se transformou num negócio. Junto com o namorado e uma amiga, os três sócios expandiram as atividades e abriram um restaurante em agosto de 2017 com uma pegada lixo zero e a missão de transformar a sociedade a partir da comida saudável com educação socioambiental

A cada prato vendido, R$ 1,00 é investido em projeto social
A cada prato vendido, R$ 1,00 é investido em projeto social

Origem Natural é o primeiro restaurante lixo zero do Brasil
Origem Natural é o primeiro restaurante lixo zero do Brasil

Depois de passar por uma auditoria, o Origem Natural recebeu a Certificação Lixo Zero do Instituto Lixo Zero Brasil, que assegurou o reaproveitamento de 91% dos resíduos sólidos gerados, tanto pela reciclagem quanto compostagem, além da preocupação com a não geração. Quase nada é descartável. Eles não usam plástico na cozinha, nem esponja. A comida é quase toda vegana e os talheres que estão à disposição para venda são compostáveis. O local ainda tem um armazém de produtos naturais, ecologicamente corretos e que permitem um estilo de vida lixo zero, como kits de talheres, guardanapos de pano, bucha vegetal, canudo de inox, entre outros. 

Uma parte do armazém de produtos sustentáveis
Uma parte do armazém de produtos sustentáveis

A comida estava deliciosa! Sério, todos gostaram. Tinha uma grande variedade de salgados e doces veganos. Joana contou que tudo no restaurante foi pensado para ser ambientalmente responsável e evitar a geração de resíduos sólidos. Os móveis foram feitos a partir de madeira de demolição e peças reutilizadas, como um portão descartado que foi reformado e serve de separação de ambientes. O cuidado com o conceito e a prática e a coerência entre os dois é visível. Joana disse que eles estão sempre buscando melhorar e ampliar as formas de ser lixo zero. A maioria dos fornecedores auxilia o processo, aceitando embalagens retornáveis e a pegando de volta embalagens descartáveis, como o isopor. 

Buffet vegano no restaurante Origem Natural
Buffet vegano no restaurante Origem Natural

Eu me senti muito bem lá e com certeza quero voltar. Quem mora na região de Florianópolis ou estiver passando por lá não pode deixar de conhecer o Origem. Vale a pena pela comida, pelo exemplo, pelas práticas e pelas pessoas que criaram e mantêm o lugar, uma equipe que trabalha com propósito para melhorar a sociedade e inspirar as pessoas a serem sustentáveis.

Os sócios Alexandra Lemos Nunes Dias, Joana Wosgrau Câmara e Artur Ferreira dos Santos, da esquerda para direita
Os sócios Alexandra Lemos Nunes Dias, Joana Wosgrau Câmara e
Artur Ferreira dos Santos, da esquerda para direita

Um ecobeijo e até breve!
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Universidade estadual catarinense rumo ao lixo zero - Tour lixo zero em Florianópolis

Por Letícia Maria Klein •
03 abril 2019
A Universidade Estadual de Santa Catarina (Udesc) pretende se tornar lixo zero até 2022. O projeto foi desenvolvido a partir da Semana Udesc Lixo Zero em 2017 e começou a ser implantado em maio de 2018. Ele integra o Programa Udesc Sustentável, que tem projetos também relacionados à água, energia, áreas verdes, mobilidade e outros. O campus da reitoria foi um dos locais visitados durante o tour lixo zero em Florianópolis, realizado no II Encontro dos Embaixadores do Instituto Lixo Zero Brasil.

O compromisso da universidade é reduzir em 90% a destinação dos resíduos sólidos para aterro sanitário até 2022. O desafio lançado há dois anos originou a Rede de Cooperação Acadêmica Internacional Lixo Zero, protagonizada pela Udesc, Universidade Federal Santa Catarina, Instituto Federal de Santa Catarina e Instituto Lixo Zero. Todos os 12 centros da Udesc presentes em 10 cidades catarinenses já estão executando o programa, que deve ser finalizado por todas as instituições da rede até 2022.

Os objetivos do programa são: trocar todas as lixeiras individuais e internas das salas de aulas e setores administrativos por residuários diferenciados com no mínimo três divisões (recicláveis, rejeitos e orgânicos), destinar corretamente os resíduos para compostagem, reciclagem e aterro sanitário (só os rejeitos) e eliminar o uso de copos plásticos descartáveis nas instituições. Desde abril de 2018, a Udesc não licita mais copos descartáveis, somente uma pequena quantidade de copos biodegradáveis será licitada para uso restrito.Para comparação, em 2017 foram usados 103.200 copos descartáveis e em 2018 foram 57.500, o que representou uma redução de 44% e uma economia de R$ 975,00. 

Para incentivar as pessoas a aderirem à proposta, foi criado o Selo Setor Lixo Zero, que segue os mesmos objetivos do programa e mais um: eliminar lixeiras individuais, criar estação de residuário para reciclável, orgânico e rejeitos, separar e encaminhar os papéis recicláveis para o almoxarifado central da Udesc ou fazer outra destinação ambientalmente correta e tirar os copos descartáveis no setor (cada servidor deve ter sua própria caneca e deve haver unidades extras para visitantes). 

Selo Setor Lixo Zero da Udesc
Selo Setor Lixo Zero da Udesc

Todos os departamentos do campus da reitoria já têm o selo, o que faz dele o primeiro lixo zero do Brasil. Na verdade, rumo ao lixo zero, pois os resíduos orgânicos ainda não são compostados ali. A equipe responsável está planejando a construção de uma composteira neste ano. Na Udesc de Lages, o professor Germano Guttler desenvolveu um método próprio para compostar os resíduos orgânicos, chamado hoje de Método Lages de Compostagem. Ele foi selecionado em primeiro lugar entre 300 propostas do edital do Ministério do Meio Ambiente e Caixa Econômica Federal. Os resíduos recicláveis são recolhidos pela associação de catadores da Comcap.

Também em 2018 a Udesc organizou o 1º Jogos Universitários Lixo Zero do Brasil, em Ibirama. O evento foi realizado em cinco escolas estaduais da cidade e todos os coletores de resíduos foram readequados para contemplar as três categorias mínimas. Durante os jogos, foram evitados 12 mil copos descartáveis! Depois do evento, duas escolas assinaram um acordo com a Udesc para implantar o Programa Lixo Zero.

Abaixo tem uma reportagem feita pela emissora local de televisão sobre o Selo Setor Lixo Zero, vale a pena conferir.



Um belo exemplo para outras universidades e para nós também! Um ecobeijo e até breve.
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