29 dicas para não sobrecarregar a Terra

Por Letícia Maria Klein •
30 julho 2019
A segunda-feira de 29 de julho marcou o Dia da Sobrecarga da Terra em 2019. É uma data simbólica, que vem chegando mais cedo a cada ano, para marcar o esgotamento dos bens naturais do planeta. É como se já tivéssemos acabado com todo o estoque de água limpa, terra, ar puro e matérias-primas para este ano. A conta entrou no vermelho a partir de agora, meu bem! A informação é calculada pela ONG Global Footprint Network desde 1986. O que a gente faz com isso? Se mexe para aliviar o peso, oras! Combinando com a data, tem 29 dicas abaixo para você ser parte da solução, e não do problema:

1. Faça compostagem em casa. Já reduz pela metade a sua produção de lixo por dia. Ops, lixo não, resíduos sólidos!

2. “Compre batom, compre batom”. Lembra a propaganda? Pois saia da hipnose e faça o contrário. Pense antes de comprar qualquer coisa. Lembre-se desta também: útil nem sempre é necessário.

3. Saia com um kit lixo zero. Garfo, faca, colher, canudo reutilizável (inox, vidro, bambu), guardanapo de pano e garrafinha ou copo retrátil. Descartável, não, né, faça-me o favor! 

Kit lixo zero com talheres, canudo de vidro e xícara
Kit lixo zero com talheres, canudo de vidro e xícara
4. Usado, em bom estado, passa já pro meu lado! Comprar coisas usadas em brechós, sebos, grupos em redes sociais diminui bastante a demanda para produzir coisas novas que vão esgotando os bens da nossa Terrinha.

5. Também ajuda se pegar emprestado ou alugar.

6. Apague a luz de ambientes vazios; feche a torneira para escovar os dentes, se barbear, se ensaboar, passar shampoo, enxaguar (opa, esse não); separe os resíduos recicláveis para a reciclagem. Tudo numa dica só porque é de praxe, né?

7. Plante uma árvore. Duas, três... Muitas! As árvores são maravilhosas, embelezam, dão sombra, alimento e casa para várias espécies, regulam a temperatura, purificam o ar e são maravilhosas, porque repetir nunca é demais.

8. Aproveite todos os alimentos que você compra, não jogue nada fora. Ah, é verdade, não existe fora! Então, só para gravar, não desperdice comida.

9. Faça seus próprios produtos de limpeza. Dá para fazer pasta de dente, sabão líquido para lavar roupa e louça, multiuso. Natural, sem químicos nocivos e mais barato. Ó, que amor! 

10. Prefira roupas de algodão. Na hora de lavar, elas não soltam micropartículas de plástico como as roupas sintéticas, de poliéster, poliamida ou outros plásticos derivados do petróleo.

11. Faça um diagnóstico dos seus resíduos. Por uma semana, separe o que você produz e acumule num cantinho da sua casa. Uhh, isso vai causar uma revolução!

12. Adeus, sacola plástica! Leve sempre consigo uma sacola reutilizável, de pano ou outro material para guardar as compras. “Ah, mas o que eu vou usar como saquinho de lixo?”
Sacos de papel para o banheiro.
As próprias embalagens plásticos de outros produtos para a coleta seletiva.

13. Mulher, outro descartável para abandonar é o absorvente. Se ainda não conhece, deixe-se encantar e apaixonar pelo coletor menstrual

Coletor menstrual de silicone
Coletor menstrual de silicone
14. Peça sem canudo. Peça sem embalagem. Mande um e-mail ou faça uma ligação para aquela empresa que poderia melhorar. Peça sem sacola. Quando a gente se manifesta, mudanças acontecem.

15. Eficiência energética é tudo hoje. Escolha sempre lâmpadas de LED e aparelhos com selo de eficiência A. O investimento inicial maior compensa na conta de energia menor e na redução de gases de efeito estufa.

16. Falando nisso, leve as lâmpadas de volta ao vendedor (tem supermercado que coleta também) ou contate uma empresa que recolha esses resíduos para destiná-los corretamente. O mesmo vale para eletroeletrônicos, óleo de cozinha usado, pilhas, baterias e medicamentos.

17. Já tomou sua dose de veneno hoje? Tem centenas, pode escolher. Só que não. Vamos todos nos fazer um grande favor? Seja na feira de produtores certificados, na seção especial do mercado ou horta em casa: orgânico, sem agrotóxico.

18. Vamos falar de horta? É fácil, não precisa de muito espaço e é muito legal fazer comida com o que você mesmo planta.

19. É hora de morfar! Pegue suas coisas velhas e transforme em novas. Sabe aquelas meias e roupas de baixo que estão furadas, não dá para doar e você não acha ninguém que recicla? Podem virar recheio de almofada.

20. Vai uma saladinha feliz? Quem nunca comeu uma carinha sorridente de cenoura, tomate e alface? A produção intensiva de animais para consumo humano causa um baita impacto negativo no planeta e maltrata os bichinhos. Então, deixa eles serem felizes lá enquanto você fica feliz com todos os vegetais, grãos, frutas, farinhas e milhares de outros ingredientes vegetarianos.

21. O verde relaxa e dá sensação de bem-estar. Passear no parque, cultivar plantas em casa e visitar unidades de conservação são atividades que nos aproximam da natureza e ajudam a despertar nossa consciência. 

Bambu da sorte
Bambu da sorte
22. Deixa eu te contar o babado: caixão não tem cofre. Ah, sério? Sim, pois é! Ou seja, deixe o acúmulo compulsivo para o programa de TV e doe o que você não precisa ou que não serve mais. Você também pode vender, contribuindo para a economia colaborativa.

23. Prepare-se, pode ser um choque. Couro sintético não é ecológico! É feito de petróleo e com o tempo (bem curto, na verdade), vai soltando os pedacinhos de plástico por aí. Prefira outros materiais duráveis, com origem sustentável e ou passíveis de reaproveitamento.

24. A mobilidade urbana na sua cidade é boa? Ou está mais para imobilidade? Andar a pé, de ônibus, metrô, trem, patinete, skate, bicicleta é mais barato, não polui ou polui menos do que o carro e muito provavelmente vai te levar mais rápido ao seu destino.

25. Quem gosta de filme aí, levanta a mão! Documentários (e livros também) são uma ótima fonte de informação para quem busca se melhorar e melhorar o planeta. Aqui no blog tem várias sugestões.

26. Não importa o tamanho da ação, e sim a qualidade e a frequência. A prática constante se torna hábito e o hábito faz de você um exemplo. Comece, continue, amplie e fique firme. Deixe as pessoas olharem torto mesmo. Quem vai ficar com problema de torcicolo são elas.

27. Seja cliente de marcas que têm responsabilidade socioambiental e que estão engajadas na busca por tecnologias, processos e produtos melhores e mais sustentáveis. Para saber, entre em contato com a empresa e peça respostas.

28. Cuide de si mesmo. Como se diz, não é egoísmo, é necessidade. A gente só cuida bem do próximo e do ambiente quando cuida bem de si mesmo também. Ou você tem vontade de fazer alguma coisa quando a gripe domina?

29. Voluntarie-se! Se você já faz trabalho voluntário, me entende bem. Se não faz, hora de agilizar aí. Ajudar o próximo, seja pessoa, animal ou ambiente, nos torna melhores, melhora a sociedade e, por consequência, o planeta!

Um ecobeijo e até breve.
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Passo a passo para não desperdiçar comida na sua vida

Por Letícia Maria Klein •
23 julho 2019
Vai doer, tá? Os dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) dizem que cerca de 30% dos alimentos são perdidos ou desperdiçados no mundo, somando 1,3 bilhão de toneladas de alimentos a cada ano. Daria para alimentar dois bilhões de pessoas, quase 1/3 da população mundial! A perda acontece na primeira parte da cadeia, quando a disponibilidade de alimentos vai diminuindo ao longo da produção, pós-colheita, armazenamento e transporte. O desperdício aparece depois, estando ligado à venda e consumo. Ai, doeu.

Logística e estrutura são questões chave para evitar perdas, o que inclui estradas e transporte para o agricultor vender seus produtos, preferencialmente em locais próximos à lavoura. Além das condições de armazenamento e embalagens adequadas, o comportamento de vendedores, de serviços de venda de alimentos e os hábitos de consumo também figuram nos fatores para evitar perdas e desperdício. Por ser uma situação que diz respeito a todos, afinal, todos comem, cada um precisa fazer a sua parte, tanto empresas quanto poder público e indivíduos.

No que cabe à nós, consumidores, tem várias atitudes que podemos ter no dia a dia para acabar com o desperdício em casa e fora dela. Olha que lindinho ficou o passo a passo para você nunca mais jogar comida fora – até porque fora não existe, vamos combinar?

Saquinho de algodão, cascas congeladas para compostagem e molho de tomate congelado
Saquinho de algodão, cascas congeladas para compostagem e molho de tomate congelado
Cardápio esperto
Além de ir ao mercado só quando você não está com fome, o que ajuda a comprar apenas o necessário é planejar suas refeições para a semana. Pense no que você quer consumir (considerando uma boa variedade de nutrientes), quantas refeições e quantos vão comer. O planejamento já é metade do sucesso de qualquer tarefa.

Olha a mão boba!
Para saber se uma fruta está verde ou madura, nós costumamos apalpá-las, não é mesmo? Esse hábito, feito por muitas pessoas, pode “machucar” o alimento e evitar que ele seja comprado. Por isso, tenha cuidado na hora de passar a mão.

Nada de saquinho, faz favor
Já que o assunto é desperdício, vamos falar de embalagens. A casca de frutas e hortaliças já é uma excelente embalagem natural. Então, não, você não precisa colocá-las num saquinho de plástico para pesar na balança. Como eu faço: quando vou ao mercado, coloco o que quero direto na cestinha e depois, no caixa, a pessoa coloca na balança; de lá, já vai para a sacola de pano (ou caixa de papelão, se esqueço de levar). A mesa coisa na feira. Pode parecer estranho no começo, mas é questão de costume. Você também pode levar saquinhos de pano para usar no lugar do saquinho plástico, se preferir; não farão diferença na hora de pesar. O mercado é um dos melhores lugares para ser exemplo, porque tem um monte de gente olhando!

Sem veneno, é por aqui
A compra de alimentos orgânicos só tem benefícios: nada de veneno no solo, nem no ar, nem na água, nem nos polinizadores, nem no corpo do trabalhador, nem no seu. Na feira, direto do produtor, ainda são mais baratos do que suas versões com agrotóxico que são vendidas no mercado. Outra vantagem é a possibilidade de comer com casca, que é a parte do alimento que tem mais nutrientes. Já é um desperdício a menos.

Olho grande, não
Quando criança, aprendi, de forma marcante, a comer tudo que está no prato. T-U-D-O. Desde então, o prato fica tão limpo que dá quase para guardar direto no armário (não, brincadeira, eu lavo antes). Cada folha de alface que sobra no prato é água, combustível, energia e hora trabalhada simplesmente menosprezados. Me-nos-pre-za-dos. Ai, doeu de novo. A verdade dóis às vezes, mas precisa ser encarada. Os 20% de comida que sobram nos pratos todos os dias no Brasil podem alimentar 19 milhões de pessoas! Então, na próxima vez que for a um buffet, lembre-se desta campanha abaixo:


Pediu um prato à lá carte e sobrou? Leve para casa. De preferência, já leve um pote na bolsa para evitar a embalagem de isopor ou alumínio. Tem vários retráteis no mercado.

Santo congelador
Uma boa tática para aproveitar tudo que você compra e não esquecer de usar alimentos frescos ou com validade curta é prepará-los de uma vez só e congelar para consumir no decorrer da semana ou semanas seguintes. Fazemos muito isso aqui em casa, especialmente com molho de tomate (um panelão se transforma em vários potinhos congelados). Frutas estragam rápido, por isso é melhor deixar algumas na geladeira (a única que eu deixo fora é a banana).

O truque do potinho
Nada como um bom armazenamento! Frutas e hortaliças tem uma condição de umidade ideal para durarem mais tempo na geladeira (é melhor mais úmido do que menos). Prefira potes de vidro para guardar restos de alimentos no refrigerador: além de não contaminarem o conteúdo, como faz o plástico, é possível ver o que está dentro, o que ajuda a não deixar o potinho abandonado lá num canto. Alimentos secos, como farinhas e massas, também ficam melhor acondicionados em potes de vidro bem fechados.

Inventar é uma arte
As sobras das refeições são uma ótima oportunidade para bancar o chefe de cozinha e sair inventando receita. São dois ótimos usos: o da criatividade e o da comida. Arroz pode virar bolinho, molho pode ser incrementado para um recheio de pastelão ou lasanha, folhas verdes de ontem podem ser picotadas e refogadas para fazer uma farofa diferente. Frutas que estão muito maduras podem virar geleias, inclusive usando as cascas (já fiz com a do abacaxi, ficou ótima). Casca de banana também vira bolo. Outras cascas podem virar aperitivo quando assadas, como a de abóbora, além de sementes, como a da abóbora também, Folhas de couve e beterraba também ficam ótimas no forno, salgadinhas. Ah, sabe aquele caldo de legumes para o risoto? Pode ser feito com cascas e talos de verduras (como casca de cebola e alho, talo de folhas, casca de cenoura e de beterraba), é só guardá-las no congelador até o momento de fazer o caldo.

Hora da mágica
Por fim, que na verdade é o começo de um novo ciclo, aquelas cascas, talos, folhas e sementes que não puderam ser aproveitados, podem ser compostados, virando adubo para plantas. Aqui no blog tem uma série de posts sobre como fazer compostagem em casa, seja no quintal ou num cantinho da área de serviço. Fácil, fácil, sem desculpas. Nem desperdício.

E aí, pronto para aproveitar 100% de toda a comida que você compra? Tem alguma outra dica que você usa para evitar o desperdício? Comente abaixo. Um ecobeijo e até breve.
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Sabão líquido natural caseiro para lavar roupa

Por Letícia Maria Klein •
16 julho 2019
Já faz um tempo que venho testando marcas de sabão em pó e líquido do mercado que sejam naturais, com poucos ingredientes e ecológicas. Não sei se é a máquina de lavar (a minha é aquela com tampa na frente), os ciclos de lavagem, o sabão, a temperatura da água (a minha tem entrada de água quente), enfim, mas as minhas roupas não ficavam muito boas nem macias depois de lavadas, mesmo usando o vinagre no compartimento do amaciante, que muitas pessoas sugerem fazer (não deu muito certo aqui, não). Eu fiz muitos testes, sempre trocando alguma variável para tentar achar o problema. O sabão é uma delas e acho que finalmente encontrei um bom. O melhor de tudo é que dá para fazer em casa, é muito mais barato e super natural!

Vi esta receita no blog e canal Uma vida sem lixo e no canal Casa sem lixo. O sabão líquido natural caseiro só leva água, sabão de coco, bicarbonato de sódio, álcool e óleo essencial (que é opcional). As marcas recomendadas de sabão de coco são Milão e Uffe, nesta ordem, entre outras. Como a Cristal e a Nicole explicam, nem todo sabão de coco funciona nessa receita, pois depende da sua composição. Eu fiz e já usei na máquina de lavar e em balde com roupa de molho (que dá um resultado melhor do que na máquina, aqui. Sério, acho que o problema é a máquina).

Vale muito a pena fazer! É rápido, rende três litros e é muito mais barato do que os produtos convencionais que encontramos no mercado (não dá R$ 5,00). Anote a receita:

Ingredientes:

3 litros de água;
1 barra de 200g sabão de coco;
50ml de álcool (45, 70 ou 90, mas a Cristal recomenda os dois últimos);
3 colheres de sopa de bicarbonato de sódio;
5 a 10ml de óleo essencial da sua preferência, se quiser.

Como fazer:

- Ferva a água numa panela com capacidade para mais de três litros, para não transbordar quando colocar o bicarbonato.
- Enquanto isso, rale o sabão de coco com um ralador normal, de cozinha.
- Quando a água ferver, acrescente o sabão ralado e mexa até dissolver totalmente.
- Então, desligue o fogo, acrescente o álcool e o bicarbonato de sódio. Misture por mais cinco minutos e deixe esfriar.
- O óleo essencial deve ser colocado nessa etapa, na água fria, para não evaporar. Misture e deixe descansar por uma hora.
- Agora, é só colocar em garrafas ou potes de vidro (as meninas não recomendam reutilizar embalagens plásticas de outros produtos, pois elas são porosas e podem conter restos daqueles produtos).

Sabão líquido natural caseiro. Usei a marca de sabão Uffe nesta receita, com álcool 45.
Sabão líquido natural caseiro. Usei a marca de sabão Uffe nesta receita, com álcool 45.
Um pouco do sabão solidificou, talvez porque está muito frio aqui em Blumenau.
Tem espuma porque eu agitei para soltar um pouco o sabão.
Essa receita serve como multiuso, podendo ser utilizada para limpeza geral, para lavar louças e limpar superfícies e bancadas – nesse caso, é recomendável diluir um pouco a mistura e colocar num borrifador.

Ficou curioso para testar? Posso dizer com certeza: esse sabão líquido natural caseiro funciona, é cheiroso, tira manchas e deixa as roupas macias! Faça a receita aí na sua casa e depois me conte o que achou.

Um ecobeijo e até breve.
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3 formas de reduzir seu consumo de coisas novas

Por Letícia Maria Klein •
09 julho 2019
Aproveitando que julho é o mês de conscientização e atitudes em prol de um mundo sem plásticos descartáveis, vamos falar sobre consumo, um ato diário em que utilizamos bens naturais e produzimos resíduos. Para diminuir nosso impacto negativo nesses dois lados, veja abaixo algumas maneiras de continuar consumindo sem comprar coisas novas
O consumo colaborativo é uma forma de consumo consciente para reduzir a compra de coisas novas
O consumo colaborativo é uma forma de consumo consciente para reduzir a compra de coisas novas
Compre usado
Livros, revistas, roupas, calçados, CDs, DVDs e aparelhos eletroeletrônicos usados são muito fáceis de encontrar, seja em lojas na sua cidade (sebos e brechós), sites (como Mercado Livre e OLX) ou grupos em redes sociais digitais (como Facebook). Vale a pena visitar ou ficar de olho nesses locais reais e virtuais para tentar achar o que você quer ou precisa. Eu sou rata de sebo e já encontrei, num brechó, uma calça específica que estava querendo. É sempre bom ter contigo uma sacolinha ecológica, assim você evita as malvadas descartáveis quando fizer suas compras conscientes.

Peça emprestado
Sabia que o tempo de vida útil de uma furadeira é somente 12 minutos? É o que diz Rachel Botsman nesta palestra do TED sobre consumo colaborativo. Ou seja: comprar algo novo que será usado por pouco tempo não vale a pena, tanto financeiramente quanto ambientalmente. Existem aplicativos e sites que permitem trocas de itens entre pessoas de um mesmo bairro (como o app Tem Açúcar?) ou até do país (como a troca de livros no Skoob). Ou você pode simplesmente cruzar o corredor do seu prédio ou sair de casa e pedir algo diretamente ao seu vizinho. Se quiser ficar no seu círculo social, peça a parentes e amigos aquilo que você só precisa por alguns momentos. Livros, roupa de festa junina, vestido social e até colchão de ar já entraram na minha lista de pedidos de empréstimos a conhecidos.

Reutilize
As compras no supermercado acabam nos dando muitas embalagens. Boa parte delas pode ser reaproveitada, especialmente as de vidro, o que evita a compra de potes novos. Eu guardo todas as embalagens de vidro de conserva e molhos que compro e vou reutilizando, tanto para guardar comidas que sobram quanto para dar aos outros. No último Natal, por exemplo, fiz bolachinhas e presentei amigos e familiares usando potinhos de vidro como embalagem. Além de fofo, é totalmente reutilizável e reciclável. Essa dica também vale para roupas. A Nathalia Arcuri, do Me Poupe, ensina a comprar no seu próprio guarda-roupa, combinando peças nunca combinadas. Além disso, você também pode customizar peças antigas ou dar um novo uso, como transformar uma camiseta velha em sacola ecológica com este passo a passo do Manual do Mundo.

Uma das questões chave do consumo consciente é aumentar a vida útil de coisas que já estão circulando e sendo usadas por outras pessoas, porque isso diminui a demanda por extração e utilização de bens naturais para produção de itens novos. Processos de fabricação e consumo, considerando desde a extração até o descarte que fazemos, também produzem muitos resíduos sólidos. Consumindo o que já existe há tempo, mas ainda está em bom estado, é uma forma de reduzir a montanha de lixo que cresce todos os dias no mundo, tanto indireta quanto diretamente. Gostou, já faz isso, quer começar a fazer? Comente aqui embaixo e bom consumo consciente!

Um ecobeijo e até breve.
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