Dicas para um Dia dos Namorados sustentável

Por Letícia Maria Klein •
11 junho 2019
Neste ano, o 12 de junho será duplamente romântico: cai numa quarta-feira, o dia da semana reservado para namorar. Para marcar a data, que tal comemorar seu amor com um Dia dos Namorados sustentável? Veja algumas dicas: 

Dicentra spectabilis, uma flor em formato de coração
Dicentra spectabilis, uma flor em formato de coração

Presente sem embalagem
Se vocês são um casal que gosta de trocar presentes, podem combinar de dá-los sem embalagem descartável, substituindo-a por uma durável ou reutilizável, como sacola de pano, caixa ou mesmo sacola de papel ou jornal. Eu gosto bastante de embrulhar em sacola ecológica, pois fica bonito e já são dois presentes em um. Antes de comprar o presente, responda às perguntinhas do consumidor consciente para fazer a melhor escolha.

Vale uma experiência
Massagem; sessão de cinema, teatro ou espetáculo; passeio em um parque especial; jantar em um lugar bacana... São vários os momentos que você pode dar de presente, como forma de gratidão e reconhecimento, que ficarão marcados na memória e que representam uma forma de consumo consciente.

No aconchego do lar
Para os caseiros, a noite também pode ser especial. Um jantar preparado em casa (com ingredientes orgânicos, que podem ser comprados a granel na feira), embalado por uma trilha sonora que agrade aos dois e seguido de um filme... Adoro! Essa é apenas uma sugestão, mas existem várias, só depende do estilo de cada casal. Se for pedir comida em casa, aproveite e leia este post para saber o que fazer com as embalagens que sobram.

Feliz e sustentável Dia dos Namorados para você!
Um ecobeijo e até breve.
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Três hábitos sustentáveis para adotar no Dia do Meio Ambiente

Por Letícia Maria Klein •
05 junho 2019
Entre os dias 05 e 16 de junho de 1972, a Organização das Nações Unidas realizou a primeira Conferência sobre o Meio Ambiente Humano (Conferência de Estocolmo), que reuniu mais de 100 chefes de estado para falar sobre as problemáticas ambientais. Desde então, comemora-se o Dia Mundial do Meio Ambiente em 05 de junho. Para estender a celebração para todos os dias do ano, veja três hábitos que você pode adotar hoje mesmo para praticar a sustentabilidade, por meio de cuidados contigo, com os outros e com o meio.

Dia Mundial do meio ambiente: cuidados consigo, os outros  e o meio para praticar a sustentabilidade todos os dias
Dia Mundial do meio ambiente: cuidados consigo, os outros
 e o meio para praticar a sustentabilidade todos os dias

Para cuidar de si
O indiano Satish Kumar traduz o tripé da sustentabilidade em alma, solo e sociedade. A alma representa o cuidado que precisamos ter conosco mesmos. Quando não estamos bem, parece que nada está bem, não é mesmo? É preciso cuidar de si tanto quanto dos outros e do ambiente. Uma forma de fazer isso é ficar um tempinho por dia a sós com você mesmo, em silêncio ou ouvindo uma música calma, prestando atenção na sua respiração, buscando entender o que você está sentido naquele momento, deixando os pensamentos virem e irem embora. Isso é meditação, basicamente. Podem ser cinco minutos no seu dia, para começar, que vão te trazer paz e tranquilidade.

Para cuidar do outro
Assuma a tarefa de fazer algo bom para alguém hoje. Pode ser uma pessoa, um animal, uma planta. Dê um abraço, um carinho, uma palavra amiga, um conselho, água, comida... Mas dê com atenção e de coração, buscando tornar o dia desse alguém melhor. A partir do momento que nos dedicamos, de verdade, a melhorar a vida de alguém, por menor que o ato possa parecer, compreendemos o poder e a responsabilidade que temos perante os outros seres vivos e o planeta Terra.

Para cuidar do meio
Além de ter um tempo diário para se dedicar a si mesmo e aos outros, comece a usar outro tempo somente para observar. O cientista e artista alemão Johann Wolfgang von Goethe desenvolveu a sua ciência holística baseada na pura arte da observação. Observar é uma forma serena e profunda de entrar em contato com algo e entender aquilo, num ritmo natural. É uma forma de conexão. Nos seus trajetos diários, observe o céu (de dia e à noite), as nuvens, a chuva, as árvores, os animais, o chão, as flores, a grama. Escute o som da água, da trovoada, do vento. Use seus sentidos para observar e absorver a natureza que nos mantém vivos no planeta. É só o que precisa para expandir sua consciência a todas as potencialidades da vida sustentável.

Um ecobeijo e até breve.
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6 ideias para um casamento sustentável – Diário da noiva #1

Por Letícia Maria Klein •
29 maio 2019
Existem casamentos dos mais variados tipos, tamanhos, formatos e até temáticas. Em qualquer caso, é possível torná-lo o mais ecológico possível, demonstrando cuidado com o ambiente desde o convite até o fim da festa. Aproveitando que maio é considerado o mês das noivas (e que eu comecei a pensar na minha cerimônia), seguem seis ideias para um casamento sustentável (eco wedding, em inglês). 



Convite em papel semente
Confesso que nunca sei o que fazer com um convite de casamento quando recebo um. Guardar? Descartar? É reciclável para poder encaminhar à coleta seletiva? Pensando em evitar esse resíduo, lembrei do papel semente. Como o nome diz, essa folha de papel tem sementes em sua composição. Basta plantá-la e regar para nascer uma plantinha. Não gera lixo nem desperdício, mas sim um lindo ser vivo, que mantém viva a lembrança do casamento. Adorei essa ideia e já pensei num kit bem fofo para o convite, totalmente sustentável e lixo zero. Quando ficar pronto, compartilho aqui. Para compensar o preço mais elevado do papel, o convite pode ser menor do que o tradicional. Os menus das mesas podem ser em papel semente também.

Aluguel de vestido de noiva
Comprar itens usados ou pegar emprestado é sempre melhor do que adquirir itens novos, pois assim poupamos os bens naturais e matérias-primas que seriam usados na fabricação desses produtos. Não poderia ser diferente com o vestido. Minha primeira opção será procurar um vestido para alugar. Existem milhares de opções nas lojas de aluguel e tenho esperanças de encontrar o que tenho em mente. Se nada, mesmo, agradar, existe a opção do vestido de 1º aluguel feito com fibras naturais orgânicas, que não poluem o ambiente.

Decoração de flores em vasos
Celebrar o amor e o compromisso para a vida toda com flores vivas tem muito mais sentido do que com flores mortas, que foram cortadas. Por isso, escolhi ter somente flores plantadas em vasos como parte da decoração, tanto nas mesas quanto no salão. Tive algumas ideias alternativas para o buquê, vamos ver se dará certo. Futuramente, compartilho aqui. Na pior das hipóteses, as flores do buquê, que seriam as únicas cortadas, podem ser compostadas. 

Decoração com flores plantadas em vasos
Decoração com flores plantadas em vasos

Docinhos sem embalagem
Essa foi a primeira ideia que eu tive, considerando meu propósito lixo zero. Todos aqueles papeizinhos (quando não as famosas “bolsinhas de flores” de plástico ou tecido) são descartados (sim, nem as de tecido são reaproveitadas). Apesar de recicláveis, esses itens costumam ser misturados com outros resíduos na cozinha, inclusive de comida, e acabam não sendo separados para a reciclagem. Para evitar esse lixo, o doceiro pode apostar em várias soluções: os docinhos que são de copinho ou tortinha podem ficar apoiados em bandejas de vidro; os que são redondos podem ser colocados em tigelas com pé de vidro ou cristal; os papeis e plásticos podem ser substituídos por apoio de chapinha de chocolate ou de folha de bananeira (que é um material natural reaproveitado e compostável).

Bebidas em garrafas de vidro
Um dos maiores geradores de resíduos sólidos são as garrafas de plástico de água e refrigerantes. Muitos noivos já estão optando por garrafas de vidro, como minha cerimonialista comentou, porque o plástico deixa gosto nas bebidas. Outra vantagem do vidro é ser infinitamente reciclável e poder ser reenvasado. Algumas empresas que trabalham com bebidas em garrafas de vidro costumam pegá-las de volta para reenvase ou descarte correto.

Compostagem e reciclagem
Se o bolo que sobra, vai para casa, a comida do buffet também pode ir. Mas o que fazer com os restos que ficam nos pratos? Dá para pedir à equipe da cozinha para colocar tudo num baldinho para você fazer compostagem depois. Se onde você mora houver algum projeto de compostagem, pode encaminhar os resíduos orgânicos para lá. Se houver espaço na sua casa, você pode enterrá-los no quintal ou colocar na composteira. Dependendo dos alimentos, é possível colocar no seu minhocário. Eventuais papéis brancos usados podem ser compostados junto. Aproveite para pedir à equipe da cozinha para que mantenha um coletor somente para materiais recicláveis, os quais devem ser enviados à coleta seletiva posteriormente.

Acompanhe o blog para mais posts sobre o meu casamento sustentável. Um ecobeijo e até breve.
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5 dicas de consumo consciente para quem é nerd

Por Letícia Maria Klein •
22 maio 2019
Eu sou nerd desde quase sempre. Harry Potter, O Senhor dos Anéis, Star Wars, Star Trek e super-heróis estão na minha lista de fã de carteirinha. Gosto de usar roupas temáticas e colecionar objetos (de preferência os que eu possa utilizar de alguma forma). Como compatibilizar isso com a conservação dos bens naturais, a redução da produção de resíduos e o consumo consciente? Listei aqui algumas práticas que me ajudam a ser uma nerd sustentável.

Comprar usado
Eu sou rata de sebo. Muitos dos livros que eu compro são usados. Aliás, a minha preferência é por usados. Se eu não encontro o livro no sebo na minha cidade nem on-line (Estante Virtual ou trocas no Skoob), então compro na livraria. Tem muita gente que vende itens de coleção usados na internet. O consumo de produtos usados diminui a demanda por extração de bens naturais para produção de itens novos e aumenta a vida útil dos itens que já estão no mercado. Para que a indústria de livros, filmes, música e outros consiga se manter num sistema que seja sustentável ambiental, social e economicamente, vão surgir novos modelos de negócio que dependam menos da posse e mais do uso, similar ao streaming de áudio e vídeo e aos aluguéis de objetos e roupas. Daqui a algum tempo, acredito que as próprias livrarias vão dispor de aluguel de livros mediante taxas de mensalidade.

Compensar as emissões de carbono
Cada objeto produzido emite gases de efeito estufa durante sua produção, sem contar durante a extração e o descarte. Quanto mais água, energia, combustível e bens materiais cada um consome no seu dia a dia, maiores as emissões que provocam o aquecimento global responsável pela crise climática atual. Existem muitas formas de compensar o seu impacto. O primeiro passo é calcular a sua pegada de carbono e seguir algumas sugestões de redução de consumo de itens que não são tão importantes para você quanto os que apelam à sua nerdice. Eu, por exemplo:

Capacho de porta e chinelo: itens da minha coleção de Harry Potter que uso em casa
Capacho de porta e chinelo: itens da minha coleção de Harry Potter que uso em casa

Pensar antes
Eu sei que a vontade é ter tudo do universo que amamos. Mas ter controle é importante. Quando pensamos na tríade “necessário, útil e supérfluo”, dificilmente itens de coleção como bonecos de ação, objetos de decoração e outros assim entram na primeira categoria. Pensando nisso, eu deixo de comprar muitas coisas das quais tenho vontade ou postergo até realmente sentir que é importante para mim ter aquilo. Assim, uma sugestão é priorizar a compra de itens de coleção que você possa utilizar, como roupa, chinelo, caderno, abajur, recipiente, copo etc. Outra forma de tornar esse consumo mais sustentável é diminuir a frequência e a quantidade da compra. As reduções contribuem tanto para a conservação dos bens naturais quanto para a sua saúde financeira.

Pedir de aniversário ou data comemorativa
Aniversário, Páscoa, Natal, Dia das Mães e Dia dos Pais são datas em que as pessoas costumam dar presentes. Especialmente no aniversário, quando você sabe que vai ganhar alguma coisa (a não ser que peça para não ganhar nada), aproveite para pedir os artigos geek que você quer. Assim você satisfaz seu lado nerd e deixa de ganhar aquilo que não quer ou não vai usar. Eu fiz isso no amigo secreto da minha família no fim do ano passado e deu certo.

Conversar com os fabricantes
Existem algumas formas de ativismo ambiental e o contato entre consumidor e fabricante é uma delas. Deixar de comprar algo por ideologia, qualquer que seja, tem muito mais sentido quando você explica para a empresa por que está fazendo isso. Quedas nas vendas podem ter várias origens, então saber o motivo ajuda a indústria a direcionar sua ação. Você pode questionar a empresa sobre as ações socioambientais dela, o que ela está fazendo em termos de sustentabilidade e se tem planos de inovação, como melhorar o ecodesign dos produtos, implantar logística reversa, priorizar matérias-primas locais e naturais, optar por fontes renováveis de energia etc.

Você também é nerd ou tem outra paixão que te leva a querer ter tudo daquilo? Se você tem outras sugestões de consumo consciente, comente aqui embaixo. Um ecobeijo e até breve.
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Como usar o biofertilizante produzido no minhocario – Meu santo composto #8

Por Letícia Maria Klein •
14 maio 2019
A compostagem feita no minhocário produz muito biofertilizante, que é o líquido escuro resultante da decomposição dos alimentos. A cor marrom ou preta é derivada da passagem da água pela terra. É um fertilizante natural rico em nutrientes e muito forte. Costumava ser chamado de chorume, mas para não ser confundido com o líquido tóxico que é produzido no aterro sanitário, é agora denominado de biofertilizante.

Por causa da sua concentração, deve ser usado na proporção de uma parte dele para 10 de água. Pode ser aplicado pelo menos uma vez por semana. Assim como nós precisamos de uma dose diária de nutrientes, as plantas também precisam, então o ideal é dar um pouco por dia, sempre variando as fontes de adubo, como explica a Carol Costa no livro Minhas Plantas. Eu coleto o biofertilizante numa garrafa reutilizada e coloco de uma a duas vezes por semana nos vasinhos.

Biofertilizante produzido no minhocário
Biofertilizante produzido no minhocário. Está diluído em água, mas está mais claro
do que o normal porque a caixa do meio quase não tem mais resíduos
e está na hora de eu trocá-la de lugar com a de cima.

Ao contrário do minhocário, o processo que existe na composteira não produz biofertilizante (ou produz muito pouco), pois a água é eliminada na forma de vapor graças às altas temperaturas. Por isso ela é chamada de compostagem termofílica. Na composteira que eu fiz e usei por quase um ano nunca foi gerado biofertilizante. Depois adquiri um minhocário e estou com ele até hoje. Uma das vantagens é justamente a obtenção de dois produtos: um adubo sólido e um líquido.

Para saber se o biofertilizante está bom, é só cheirar. Se não tiver odor, então seu minhocário está saudável e em equilíbrio. Se o cheiro estiver ruim ou forte, você pode estar colocando resíduos que não podem ser compostados ou a relação entre carbono e nitrogênio está desequilibrada. Se estiver bom, é só diluir e alimentar suas plantinhas.

Um ecobeijo e até breve.
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