Sabão líquido feito em casa para lavar roupa

Por Letícia Maria Klein •
21 janeiro 2020
Um dos produtos mais fáceis e baratos de fazer em casa é sabão para lavar roupa. Já postei aqui no blog uma receita de sabão líquido para roupas, que também pode ser usado para louças e bancadas (bem multiuso, mesmo). Este aqui é ainda mais fácil de fazer e tão bom quanto. É ótimo para manchas, dependendo do tipo. Manchas de suor ou que surgem com o tempo pelo contato com o corpo, como de travesseiro, por exemplo, costumam sair depois de deixar umas horinhas de molho e esfregar. Anote aí a receita caseira:

Ingredientes:
1 xícara de vinagre
½ xícara de álcool (de preferência acima de 70%)
1 colher de sopa de bicarbonato de sódio
1 ou 2 colheres de sopa de sabão em pó ou líquido

Modo de fazer:
Basta misturar todos os ingredientes até diluir bem o sabão. Eu uso sabão de coco por ser a opção mais natural do mercado, sem aqueles químicos nocivos presentes em outros modelos. Tem sabão de coco em pó e líquido no mercado, mas também dá para fazer com a versão em barra, basta ralar com um ralador comum. Só tome cuidado ao misturar o bicarbonato com o vinagre, pois eles reagem e a mistura efervesce. Ela sobe bem rápido, então é bom fazer devagar.



Para tirar manchas, eu deixo a peça em um balde com um pouco de água morna ou quente (o suficiente encobrir a roupa) e coloco de uma a duas colheres de sopa, dependendo de quantas peças são. Para manchas piores, sugiro colocar o sabão diretamente sobre a marca e deixar agir por algumas horas. Depois é só esfregar e lavar normalmente.

Fácil, né? Funciona certinho na máquina de lavar, como o outro sabão líquido caseiro, e fica pronto em menos de cinco minutos. Bora testar? Depois volte aqui para contar se deu certo.

Um ecobeijo e até breve!
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Resenha: Mundo Sustentável 2, de André Trigueiro

Por Letícia Maria Klein •
14 janeiro 2020
"Mundo sustentável 2 - Novos rumos para um planeta em crise" é um livro que te pega pela mão e te leva pelos caminhos da sustentabilidade. Foi escrito pelo jornalista André Trigueiro e reúne artigos, entrevistas e comentários dele veiculados em rádio, televisão e mídia impressa, além de textos escritos por especialistas convidados pelo autor para comentar os assuntos. Alguns dos textos que mais gostei são as transcrições do programa Cidades e Soluções, apresentado pelo jornalista e exibido na Globo News. 

O livro segue a linha do primeiro, "Mundo sustentável – abrindo espaço na mídia para um planeta em transformação" (que usei no meu trabalho de conclusão de curso sobre jornalismo ambiental). São oito capítulos, divididos por temática: consumo consciente, resíduos sólidos, urbanização, água, biodiversidade, energia, questões globais e mundo sustentável enquanto notícia.



O livro foi lançado em 2012 pela Editora Globo, e apesar de um ou outro tema precisar de uma busca na internet por parte do leitor para uma atualização, ele se mantém atual por conta dos diversos conceitos e panoramas que apresenta em relação à sustentabilidade e perspectivas futuras. Os textos mostram problemas socioambientais em nível regional, nacional e internacional e soluções que estão sendo aplicadas conforme cada contexto geográfico, político e econômico, no Brasil e em outros países. 

Como excelente jornalista ambiental que é, Trigueiro usa uma linguagem clara e didática para explicar conceitos, contextualizar problemáticas e apontar soluções para resolver a crise ambiental planetária que estamos vivendo e causando. Os especialistas convidados seguem a mesma linha, o que resulta em um livro de fácil compreensão e acessível para qualquer pessoa interessada em saber mais sobre causas, consequências e resoluções de problemas ambientais. Legal registrar que a obra foi impressa em papel reciclado, aplicando a sustentabilidade que prega – afinal, a parte mais forte de qualquer discurso é a sua prática.

O livro é cheio de números, como dados e estatísticas, mostrando a gravidade das mudanças climáticas, do aumento dos resíduos sólidos, do agronegócio, da falta de água potável, da poluição, do consumismo, da extinção de espécies e tantos outros. Apesar de alguns números estarem desatualizados, os problemas e soluções continuam não só atuais como mais urgentes. 


A ideia básica e central para compreender a necessidade de mudanças em prol de um mundo sustentável é a visão sistêmica e holística de mundo, a noção de que tudo no planeta (estendendo para o universo) está interligado e é interdependente. O livro explica e exemplifica esse conceito com maestria, relacionando ciência, política, economia, educação, tecnologia e saúde, entre outras correlações. Tem inclusive um texto sobre a complexa e multifacetada resposta para uma das grandes questões do século: afinal, o que é sustentabilidade? 

Entre muitas frases do autor, convidados e citações de terceiros dignas de registro e nota, uma coisa é certa: "Ou a economia se ajusta aos limites do planeta, ou não haverá planeta para suportar a economia", como escreve o jornalista. É fatídico, inevitável e requer um esforço grande e contínuo de todas as pessoas e todos os segmentos da sociedade. Aqui não cabe desespero. O que precisamos é de ação e vontade de mudar. Apenas comece. “Pois”, como disse Henry David Thoreau, “não importa que os primeiros passos pareçam pequenos: o que se faz benfeito, se faz para sempre”. 

Um ecobeijo e até breve.
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Minhas metas sustentáveis para 2020

Por Letícia Maria Klein •
07 janeiro 2020
Olá! Tudo bem? Um excelente ano novo para você! Pronto para tornar 2020 o ano mais sustentável da sua vida até o momento? Para eu conseguir fazer isso, decidi me propor algumas metas de  sustentabilidade neste ano. 



1. Pasta de dente caseira ou ecológica 
Durante um tempo eu usei uma pasta de dente que eu fazia em casa, com óleo de coco e bicarbonato de sódio. Acabei tendo um problema e voltei a usar uma opção tradicional do mercado, com aquela embalagem que é difícil de ser reciclada. Aqui na minha cidade a cooperativa de catadores não coleta, tanto que eu guardo os tubos em casa até encontrar um local ou empresa que aceite. Para evitar isso, vou testar outras receitas que encontrei na internet ou buscar opções a granel (já ouviu falar em pastas que vêm em formato de pastilha?). 

2. Ler seis livros com temática ambiental 
No dia 1º de janeiro eu comecei um projeto pessoal de leitura (quem me acompanha no Instagram já viu): quero ler 1 livro por semana em 2020. Entre eles, estão alguns com temática socioambiental, pelo menos um a cada dois meses (já que em 2019 eu não li nenhum! “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, foi o único com um contexto ambiental, mas não é sobre isso). Conforme for lendo, vou postando as resenhas aqui e atualizando o projeto lá. 

3. Manter uma horta em casa 
Eu já plantei verduras e ervas em vasos algumas vezes, mas devo estar fazendo algumas coisas erradas, porque as verdinhas não perduram. Costumo deixar as plantas na sacada, mas durante metade do ano não bate sol, então elas sofrem. Agora o sol voltou a aparecer lá e quero tentar plantar hortaliças diversas, como alface, couve e tomatinho. Assim, tenho alimentos orgânicos à disposição e economizo dinheiro na feira. 

4. Cultivar minha própria esponja 
O que também quero plantar é bucha vegetal, uma planta que pode ser usada como esponja de banho e cozinha. Aqui em casa eu uso para lavar louça. Não risca os utensílios, tem origem vegetal (ao contrário das tradicionais do mercado, que são feitas de plástico) e é compostável. Consegui sementes numa feira uma vez, mas algumas buchas à venda no mercado vêm com sementes no seu interior. Está na lista de tarefas para este mês de janeiro, pois leva um ano para o fruto chegar ao ponto de esponja. 

5. Comprar 75% usado 
Para cada quatro coisas compradas, só uma nova. Eu nunca fui consumista de forma geral, bem pelo contrário (afinal, tenho um lado nerd e leitora que eu preciso compensar). Roupas, celulares, livros e dvds são os que eu mais compro usados, há anos. Também costumo vender itens que não uso mais, contribuindo com os dois lados da economia circular. Mas como tem coisas que são difíceis ou muito difíceis de encontrar usadas, tentarei reduzi-las ao mínimo. E eu vou contar para saber se atingi ou não a meta ao fim do ano! 

6. Ver seis filmes com temática ambiental 
No ano passado, eu vi somente um documentário e isso definitivamente precisa mudar neste ano. Para acompanhar a meta dos livros, quero assistir pelo menos um filme ou documentário sobre ambiente ou sustentabilidade a cada dois meses. Se você é novo no blog, aqui eu escrevo resenhas de filmes e livros que consumo sobre esses assuntos. 

7. Diminuir em 30% a quantidade de embalagens 
Para calcular isso, eu vou pesar e quantificar meus resíduos em cada mês do ano, contando por semana. Eu prefiro fazer compras em feiras ou lojas e supermercados que têm alimentos a granel. Em 2020, quero aumentar essa frequência, para pelo menos duas vezes por mês. Assim, conseguirei reduzir a quantidade de embalagens que trago para casa. O objetivo é diminuir ao longo dos meses, identificando quais itens podem ser adquiridos com menos ou nenhuma embalagem. 

Será que eu consigo? Ao longo do ano, farei posts com atualização das metas. Você já listou suas metas para este ano? Tem alguma relacionada à sustentabilidade? 

Um ecobeijo e até breve.
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O que o Natal tem a ver com sustentabilidade?

Por Letícia Maria Klein •
20 dezembro 2019
Tem uma música do grupo Roupa Nova chamada "Natal todo dia" que fala sobre isso. Não cita a palavra sustentabilidade, mas fala em amor. Parece que nesta época de Natal e fim de ano, as pessoas estão mais amorosas, receptivas, generosas, prontas para agradecer e reconhecer familiares e amigos. Isso tudo faz parte de um mundo sustentável. Como diz Satish Kumar, sustentabilidade tem a ver com cuidar de si, do outro e do meio. É um tripé de carinho, atenção e respeito consigo mesmo, com os outros seres vivos e com o planeta onde moramos.


Ser sustentável no Natal não significa somente evitar embalagens, fazer uma ceia vegetariana, reutilizar decoração de Natais passados ou mesmo não dar presentes materiais. É claro que essas práticas são super bem-vindas e recomendadas, mas o espírito natalino, como diz a música lá do início, nos convida a ser melhores durante o ano inteiro. Ser melhor implica mudança de atitude, de hábito, de comportamento. É identificar cada falha e defeito nosso e fazer, a cada dia, um esforço para superá-los. Assim, aos poucos e com atenção, conseguimos nos tornar pessoas melhores com o passar dos dias, meses e anos. Melhores conosco, com o próximo e com o ambiente.

Natal é sobre amor. Amor é a base da sustentabilidade, porque quem ama, cuida. Cuida de si mesmo, cuida do outro e cuida do ambiente em que está. Amor é o que precisamos para deixar o mundo melhor, a partir de nós mesmos e dos pequenos gestos que fazemos no dia a dia. Por isso que sustentabilidade não tem a ver unicamente com preservar e conservar a natureza externa, mas também tem relação com aprimorar a nossa natureza interna, que se reflete em quem somos, no que fazemos e na forma como agimos em cada aspecto da nossa vida. O que, por sua vez, impacta e depende diretamente de muitos outros que não nós mesmos. É uma imensa e profundamente delicada e complexa teia da vida.

Que este Natal aqueça seu coração e encha você de amor, alegria, paz e cuidado que permaneçam por todos os dias da sua vida.

 

Música: Natal todo dia

Um clima de sonho se espalha no ar
Pessoas se olham com brilho no olhar
A gente já sente chegando o Natal
É tempo de amor, todo mundo é igual

Os velhos amigos irão se abraçar
Os desconhecidos irão se falar
E quem for criança vai olhar pro céu
Fazendo pedido pro velho Noel

Se a gente é capaz de espalhar alegria
Se a gente é capaz de toda essa magia
Eu tenho certeza que a gente podia
Fazer com que fosse Natal todo dia

Um jeito mais manso de ser e falar
Mais calma, mais tempo pra gente se dar
Me diz porque só no Natal é assim
Que bom se ele nunca tivesse mais fim

Que o Natal comece no seu coração
Que seja pra todos, sem ter distinção
Um gesto, um sorriso, um abraço, o que for
O melhor presente é sempre o amor
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Casa Aberta e PresentEco: dois projetos de educação para a sustentabilidade em Blumenau

Por Letícia Maria Klein •
20 novembro 2019
“Mudar o mundo uma pessoa de cada vez fazendo o que você gosta” é o lema de Mariane Gomes Sievert, que adotou a frase de um blog português. Há menos de dois meses, ela e a família colocaram em prática duas iniciativas de educação para a sustentabilidade em Blumenau: a Casa Aberta e o PresentEco. Mari trabalhou durante 15 anos como professora de educação infantil usando a metodologia Freinet e desde que sua terceira filha nasceu, dedica-se à família, aos estudos e a novos projetos como esses. Tivemos uma conversa muito bacana sobre as ideias, suas inspirações e as mudanças que ela quer provocar. As fotos foram cedidas pela Mariane.

O que é a Casa Aberta?
A Casa Aberta funciona na nossa própria casa: na sala, no quintal e na garagem. É um local que oferece eventos (nossos e de parceiros) e um espaço integrativo para acolher diversas pessoas e coletivos que estão buscando o mesmo olhar para infância, adolescência e família em que nós acreditamos. Queremos oferecer um espaço onde a criança e o jovem possam ser protagonistas, possam ser ouvidos e onde as coisas girem a seu favor. O objetivo da Casa Aberta é ser um espaço para conversarmos sobre educação positiva e cultura da paz e que oferece a reconexão com você mesmo, com o próximo e com a natureza.

Hoje em dia, as crianças estão superlotadas de eventos e ao mesmo tempo estão desorientadas em relação ao que fazer com isso tudo. O olhar que oferecemos não é o da religião, mas o da cultura da paz, que acolhe e integra as pessoas. Meditação, ioga e reiki são ferramentas que usamos que nos ajudam a manter o equilíbrio e nos mostram o que podemos aprender com a natureza. A natureza está sempre nos ensinando e nós não conseguimos perceber porque estamos desconectados.

Casa Aberta
Casa Aberta.
 
Como surgiu a ideia?
A ideia é fruto de um desejo antigo que foi se estruturando e agora conseguiu desabrochar. Existiam algumas crenças que eu precisava superar em relação a empoderamento, vencer as próprias limitações e ver quantas coisas boas eu tinha para compartilhar, não só como professora. Fiz o projeto, divulguei na rede social e comecei a arrumar o espaço.

Conte um pouco sobre algumas ações que vocês já realizaram.
Nosso primeiro evento foi no começo de outubro, com a venda de garagem protagonizada por crianças e jovens. Eles montaram suas próprias barracas e divulgaram nas redes sociais; tivemos cinco feirantes e bastante procura; além disso fizemos uma roda de conversa sobre consumo e produção de lixo naquele dia. Já participamos de feiras (especialmente com o PresentEco), do 2º Seminário Internacional de Ecoformação e da Semana Lixo Zero Blumenau, em que fizemos composteiras para os vizinhos. No seminário, fizemos oficina com professores sobre diminuição da produção de lixo no trabalho escolar com crianças e realizamos a dinâmica do ciclo de vida da borboleta, em que o foco é você e seus sonhos: seu sonho como um ovinho, como você o alimenta para que ele mude de fase e como você se abre para o mundo com seu sonho. 

Venda de garagem
Venda de garagem

Feira na Greenplace
Feira na Greenplace Park
Quais são os planos para o ano que vem? 
Nós queremos oferecer trabalhos contínuos, que funcionem periodicamente. Temos dois caminhos para explorar: foco em eventos ou abrir um espaço onde as crianças possam passar um tempo com acompanhamento educacional, livre brincar e espiritualidade (meditação, ioga, reiki, pintura de aquarela, entre outros) para desenvolver o empoderamento, a presença, segurança para se expressar e liberdade para modificar o lugar a partir de suas ideias. Um dos trabalhos que queremos fazer é sobre o feminino, voltado para meninas (como é para a menina ter a primeira menstruação, entrar na adolescência, como os indígenas veem isso, como a ayurveda vê isso etc). Queremos proporcionar o acesso desses conhecimentos a crianças e jovens, independente de religião, para que elas se conheçam melhor e busquem o que as torna inteiras. Além disso, queremos oferecer formação de professores nas escolas com ecoformação e cultura da paz (respeitar a si mesmo, o próximo e o ambiente). 

Dinâmica "um brinquedo chamado terra" no seminário de ecoformação
Dinâmica "um brinquedo chamado terra" no seminário de ecoformação
O PresentEco surgiu a partir da Casa Aberta?
Na semana da venda de garagem, fui tendo várias ideias sobre consumo e produção de resíduos, que acabaram levando ao PresentEco. “Existe o brechó, mas já pensou se existisse uma crença diferente em relação ao presente?” Marido e filhos adoraram.

O que é o PresentEco?
É um presente conceito que tenta mudar a crença de que o presente é algo que precisa ser novo, comprado na loja. O importante não é o presente em si. A ideia é que a pessoa tenha liberdade e consciência de usar algo da natureza que já foi manufaturado para dar de presente para alguém. Coisas que estão em estado ótimo, na sua casa, por exemplo, que possam ser dadas de presente. Em feiras das quais participamos com o projeto, algumas pessoas disseram que já deram de presente coisas que estavam em sua casa, mas não falaram para a pessoa que recebeu que aquilo não era novo, como se fosse motivo de vergonha. Se o objeto está como novo e não teve perda de valor, porque se pensa que ele vale menos? 

Produto à venda no PresentEco
Produto à venda no PresentEco
A ideia do PresentEco não é só proporcionar produtos usados em bom estado, mas também ser uma ferramenta de educação ambiental para que a pessoa reflita sobre o consumo e perceba que pode dar como presente coisas que tem em casa e que não usa. Queremos estimular as pessoas a pensarem sobre a necessidade de consumo e a fazerem esse caminho de perguntas e reflexões antes de comprarem algo. Uma das premissas do consumo consciente é o fornecimento local. A fonte mais local que existe é a sua própria casa. Não é porque algo não é novo que ele precisa ser somente doado. Como embalagem para o PresentEco, estamos reutilizando um material de serigrafia de empresas que estavam descartando. Junto com o presente, vai a explicação do projeto. Podemos migrar para outras ideias criativas de embalagem, porque também não queremos incentivar a produção desse lixo.

Como funciona o PresentEco? Qualquer pessoa pode participar?
Para participar comprando, a pessoa pode ir às feiras em que estamos presentes, que são divulgadas nas redes sociais. Para ser parceiro para vender, a pessoa deve ter um olhar crítico para as próprias coisas e ver o que está em ótimo estado que pode ser dado como presente (sem marcas, por isso não é exatamente como um brechó). A pessoa entra em contato conosco pela fanpage ou instagram e combinamos a retirada/entrega. A pessoa recebe o valor que estipulou para o produto e nós ficamos com uma pequena comissão que cobre custos de transporte e logística da feira.

Nossa intenção é educar sobre o consumo, produção de lixo e estilo de vida equilibrado, pois as pessoas trabalham muito para comprar tantas coisas. Será que você já não tem o presente que precisa dar? Precisamos repensar conceitos e ideias da sociedade em que vivemos. Queremos mexer com a pessoas, difundir a ideia e diminuir a resistência ao presente usado; provocar a pulga atrás da orelha, estimular desapego de coisas, estimular novas ideias; sermos um agente transformador do consumidor, que por sua vez transforma o mercado. Será que as coisas materiais, às quais você dispensa tempo em casa, não estão tomando seu tempo com famílias e amigos?

Como a família tem se envolvido nos projetos?
A questão da transformação é muito potente. Nossos filhos foram muito privilegiados, pois se envolveram muito. O objetivo é tornar os projetos sustentáveis financeiramente, mas se considerar tudo que já aconteceu, já foi muito válido por todo o conhecimento que eles adquiriram e a educação que estão tendo, que acabam passando para outras crianças na escola. A Lívia mostrou aos colegas as flores comestíveis, o Estevão deu muitas ideias de projetos na escola. Eles têm desenvolvido a criatividade e proposto ideias. 

Participação na Semana Lixo Zero Blumenau
Participação na Semana Lixo Zero Blumenau: produção de sistemas de compostagem para vizinhos. Eles armazenam os resíduos orgânicos nos baldinhos e a família da Mari coleta os resíduos para colocar no minhocário deles, dividindo a terra e o biofertilizante depois. O objetivo é que os vizinhos se interessem em fazer nas suas próprias casas.
Quais são as suas inspirações?
Educação positiva, escolas da floresta, quintais brincantes (uma inspiração é o Fava de Bolota em Tocantins), metodologia Freinet, cultura da paz, Paulo Freire, pedagogia Waldorf, jardins Waldorf e também a ideia de leveza (começar com o que você tem, fazer o melhor com o que tem disponível).

Que máximo, né! Muito sucesso à Mari, sua família e aos projetos.
Um ecobeijo e até breve.
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