Rio 2, de Carlos Saldanha [Resenha]

Por Letícia Maria Klein •
24 abril 2014
Nesta sequência de Rio, Jade e Blue levam seus filhotes – Bia, Clara e Tiago – à Amazônia para uma viagem de “retorno às origens”. Eles querem que as crias deixem de lado seus dispositivos eletrônicos e as comidas prontas e tenham a experiência de ser araras-azuis por excelência. Essa viagem, na qual pegam carona o tucano Rafael e os periquitos Pedro e Nigel, reserva muitas aventuras e descobertas para o grupo. Ah, alguém se lembra da cacatua do mal Nigel? Ela está de volta, e com companhia. 

O filme é visualmente maravilhoso, com muitas cores e riqueza de detalhes. Durante a viagem do Rio de Janeiro à Amazônia, passamos por outras cidades brasileiras, o que mostra aos estrangeiros um pouco mais da cultura brasileira, além da festa de réveillon de Copacabana que abre o longa. Ritmos nacionais também estão presentes nas várias músicas que foram compostas primeiramente em português, para depois serem traduzidas ao inglês. 


Enquanto o primeiro filme fala sobre o tráfico ilegal de animais silvestres, este traz à tona o problema do desmatamento. Apesar da abordagem ser superficial, sem discutir a gravidade do problema, fica claro que o desmatamento é um dos grandes responsáveis pela extinção de animais silvestres, no caso, as araras-azuis. Percebemos isso numa cena que mostra um ninho com ovos de passarinho sob a ameaça iminente de ser derrubado junto com sua árvore. A espécie está ameaçada de extinção, mas, graças ao projeto Arara Azul, sua população tem aumentado no Pantanal. 

Embora o filme ainda carregue os mesmos clichês do primeiro Rio e não trate dos temas ambientais com a seriedade devida, vale por despertar a consciência ambiental para a necessidade de preservarmos a biodiversidade, principalmente se conseguir chamar a atenção das crianças. Depois, fica por conta dos pais, familiares ou amigos explorarem o tema e mostrarem aos pequenos a importância de viver a vida de forma sustentável.

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Feliz Páscoa sustentável!

Por Letícia Maria Klein •
16 abril 2014

Páscoa não é só chocolate. Apesar de ter virado mais uma vítima do consumismo, assim como outras datas comemorativas, a Páscoa é uma época de renascimento e celebração da vida (não é à toa que o animal símbolo é o coelho, que gera grandes ninhadas). A mídia e o comércio buzinam em nossos ouvidos para comprarmos ovos e mais ovos de chocolate, e se não cuidarmos, nos deixamos levar pela pressão do “tem que comprar”. Se você quer fugir desse discurso interminável e da pesada, dê uma olhada nas dicas abaixo para ter uma Páscoa doce e sustentável

- Na hora de comprar chocolate, pense na qualidade, não na quantidade. Dar muitos ovos ou formatos derivados de chocolate para uma mesma pessoa, penso eu, é exagero, gasto desnecessário de dinheiro e gera mais lixo no final. Ah, vale lembrar, chocolate demais faz mal. 

- Se ganhar ovos de chocolate, fique atento à destinação correta das embalagens para a reciclagem ou exercite a criatividade em maneiras de reaproveitar o material.

- A criatividade também vale para a hora de embalar o presente. Os embrulhos costumam ir direto para a lata do lixo, então tente reutilizar o que você tem em casa para não gerar mais lixo. Vale embalagens que estavam guardadas, caixas de papelão embrulhadas em jornal ou papel de revista ou apenas um laço em volta do presente. Solte a imaginação e preserve o meio ambiente!


- Quer dar um presente, mas nada de chocolate ou docinhos? Pense em algo que a pessoa vai utilizar bastante, que ela esteja mesmo precisando, que não vai ser apenas mais uma peça de roupa no armário ou um enfeite acumulando pó na estante. E na hora do embrulho, tenha em mente a dica anterior.

- O presente não precisa ser físico. Que tal um vale SPA ou salão de beleza, ingresso de cinema, tickets para teatro ou show, um passeio bem legal? É mais interessante e mais marcante para quem recebe.

- Compartilhe a sustentabilidade. Fale com amigos, familiares e crianças sobre como tornar a Páscoa uma data sustentável. Ensine às crianças a importância de preservar o meio ambiente e as armadilhas dos ovos de chocolate com brinquedos, que estimulam o consumismo e geram milhares de produtos desnecessários.

- E, preciso reforçar, não é porque é data comemorativa que tem que dar presente. Um abraço gostoso, uma conversa amiga, uma ligação inesperada podem ser muito mais valiosos pra quem recebe do que um chocolate. Data comemorativa não é só folga do trabalho ou escola, é tempo de reforçar laços de amizade e amor, perdoar, refletir e pôr em prática atitudes melhores.

Gostou das dicas? Se tiver outras, por favor, compartilhe nos comentários. Feliz e sustentável Páscoa pra ti!
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Garrafa d’água de plástico, tchau pra ti!

Por Letícia Maria Klein •
11 abril 2014

Fui ao cinema esta semana e, como em todas as outras vezes, vi várias pessoas comprando garrafas plásticas de água. Eu costumava ser uma dessas pessoas até o ano passado, mas desde que comecei o blog, tenho cada vez mais contato com estilos de vida sustentáveis e venho mudando meus hábitos. Não comprar mais garrafa de água é um deles. O que me fez mudar foi o episódio “A história da água engarrafada”, do projeto The Story of Stuff, que mostra o lado oculto e sinistro da garrafinha de água. Sério, não tem como ficar indiferente ao vídeo. Nem preciso falar muito pra te convencer, depois de assistir você já vai ter outra visão sobre essa malvada. 




Além de comprar água engarrafada quando ia ao cinema, eu costumava pedir água quando almoçava ou jantava fora. Como me despedi dos refrigerantes há bastante tempo, uma outra opção pra mim é o suco. Então, quando vou a algum restaurante hoje em dia, ou não peço nada pra beber ou peço um suco

No trabalho e na aula, minha garrafinha de água permanente é minha fiel companheira, que abasteço no bebedouro ou no filtro de água. A minha é de 500 ml, mas existem opções de 250 ml, boas para quem carrega bolsa pequena. 


Substituir a garrafinha chata de plástico que é vendida em tudo que é lugar ajuda muito o meio ambiente, evitando principalmente a produção de mais lixo. Ao comer fora, experimente dar uma chance às outras opções de bebida no cardápio. É mais uma dica de como podemos ser sustentáveis no dia a dia. ;)
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