O que fazer com a caixa de pizza engordurada?

Por Letícia Maria Klein •
26 maio 2020
Você já deve ter se perguntado se a caixa de pizza é reciclável ou não, por causa da gordura. A dúvida vale para qualquer outro papel engordurado. Eles são, sim, recicláveis, mas não são todos os lugares que aceitam. O que acontece é que a gordura reduz a permeabilidade do papel e faz com que a versão reciclada final fique mais fraca.

As ligações químicas entre as fibras de celulose, chamadas de pontes de hidrogênio, são uma das forças que mantém a resistência do papel. Qualquer processo de impermeabilização (como parafina ou gordura) afeta essas pontes.

A explicação é do professor Jackson Roberto Eleotério, do Laboratório de Processos de Industrialização da Madeira, do Departamento de Engenharia Florestal da Universidade Regional de Blumenau (Furb). 

Caixa de pizza engordurada pode ser reciclada. Fonte: Pixabay.

Conclusão: a gordura influencia o resultado, mas não inviabiliza o processo de reciclagem. A única restrição que a lei prevê é que embalagens de papel pós-consumo já recicladas não devem ser usadas para armazenar alimentos. Então, caixas de pizza engorduradas podem virar caixa de papelão de uso genérico, que não sirvam para acondicionar comida.

Em Blumenau, a cooperativa de catadores de material reciclado da coleta seletiva aceita caixas de pizza com gordura. Mas como nem todas recebem, se você mora em outra cidade, entre em contato com a prefeitura e cooperativas para tirar a dúvida.

Solução além da reciclagem

O que você pode fazer para dar um destino mais sustentável à sua caixa de pizza, quando ela não for aceita na coleta seletiva, é retirar a parte com gordura e separar o restante do papelão limpo para a reciclagem. Os pedaços com gordura podem ser compostados na sua composteira ou minhocário, ou enterrados no jardim – na verdade, a caixa de pizza inteira pode ser compostada, é só cortar em pedacinhos. 

Sacos de papel da padaria que estão engordurados também podem ir para a compostagem (ou servir para armazenar resíduos em casa como alternativa à sacola plástica), além de guardanapos e papel toalha.

Outra solução é evitar a caixa de pizza, especialmente quando você for ao restaurante e pedir pizza à lá carte. Leve um pote na bolsa para trazer os pedaços que sobram. O lanche sem lixo do dia seguinte já está garantido.

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Bucha vegetal para lavar louças e o que fazer com a esponja de plástico

Por Letícia Maria Klein •
19 maio 2020
Se tem uma coisa que existe em todas as casas é algum instrumento para limpeza das louças. Na maioria delas, é aquela esponja de plástico, geralmente verde e amarela. Ela tem seus problemas e (boa notícia!) suas soluções, mas existe uma opção ainda melhor: a bucha vegetal

Bucha vegetal e sabão de coco
Bucha vegetal e sabão de coco

A bucha vegetal é uma planta, a Luffa cylindrica. Pode ser cultivada em casa (algumas que você compra vem com sementes dentro) ou comprada no mercado, feira ou pela internet. Além de ter origem natural, a bucha vegetal pode ser compostada, seja no solo, na composteira ou no minhocário – neste caso, ela precisa estar bem limpa, sem restos de sabão, e cortada em pedacinhos. 

Outros pontos positivos da bucha é que ela não risca a louça, detém o crescimento de bactérias e tem um tempo de uso de dois a três meses em média (maior do que o da esponja). Para completar a dupla de limpeza sustentável na cozinha, eu uso sabão de coco em barra – antes de comprar esse tipo de sabão, leia a composição e veja se realmente tem óleo de coco, óleo saponificado de coco ou óleo de babaçu, porque algumas marcas usam sebo animal. 

Para limpar a bucha vegetal, é só ferver por cinco minutos uma vez por semana (pode até colocar um pouco de bicarbonato de sódio). 

Bucha vegetal
Bucha vegetal

O que fazer com a esponja de plástico?

A esponja de lavar louça é feita de plástico poliuretano, que tem origem no petróleo, uma fonte não renovável e bem poluidora. Ela acumula milhões de bactérias e fungos (680 milhões em 15 dias de uso, segundo estudo da Faculdade DeVry Metrocamp/EUA) e ela vai soltando pedacinhos de plásticos, que vão por água abaixo até o rio e o oceano, onde viram comida de animais. 

O lado bom é que existe reciclagem. O processo surgiu em 2014 e fez do Brasil o primeiro país a reciclar esponjas. Mas o caminho não é o convencional: dificilmente ela será aceita em cooperativas de reciclagem se você separá-la para a coleta seletiva. Isso acontece porque o processo é caro e específico, o que significa que não tem muitas empresas que trabalham no ramo. 

Como você faz então?

A iniciativa de reciclagem de esponjas é fruto de uma parceria entre a fabricante Scotch-Brite e a TerraCycle, uma empresa especializada em solução para resíduos de difícil reciclabilidade – a reciclagem só é possível graças ao financiamento das fabricantes desses produtos específicos. 

Para participar e poder enviar suas esponjas para a reciclagem, você só precisa se cadastrar no site da TerraCycle. Deixe um coletor separado para o resíduo (pode ser uma caixa de papelão) e divulgue para quem está próximo. Você pode montar um ponto de coleta no prédio (na casinha dos resíduos ou na garagem), no trabalho ou na escola. 

Passo a passo de como participar dos programas de reciclagem da TerraCycle
Passo a passo de como participar dos programas de reciclagem da TerraCycle

Quando sua caixa estiver cheia, entre na sua conta no site e peça uma etiqueta pré-paga (você não paga a remessa); cole na caixa e envie pelo correio. Se você enviar pacotes com o peso ou a quantidade mínima requerida por cada programa, você ganha pontos que equivalem a uma quantia em dinheiro, que depois é revertida em doações para uma instituição sem fins lucrativos ou uma escola pública de sua preferência. 

O programa das esponjas aceita esponjas e suas embalagens, de qualquer marca. O peso mínimo para pontuar são dois quilos, e remessas com mais de sete quilos ganham 500 pontos a mais. No processo de reciclagem das esponjas (veja abaixo), elas são transformadas em pellets plásticos, que são a matéria-prima para outros produtos plásticos, como vasos de plantas e lixeiras. 



Aqui no meu prédio, todos concordaram em participar dos programas de reciclagem disponíveis no site (atualmente, a empresa recebe cápsulas de café, brinquedos e instrumentos de escrita, além das esponjas). Ficou empolgado para começar uma campanha no seu prédio ou na sua rua?

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Meu gato fez xixi no pufe, e agora? Como reaproveitar?

Por Letícia Maria Klein •
14 maio 2020
Se você tem gato ou cachorro em casa, sabe que o xixi deles tem um cheiro muito forte, que é difícil de sair. O do gato principalmente. Pois bem, o meu bichinho "fez arte" aqui em casa. Não uma nem duas, mas três vezes! Dá para salvar o pufe? Como limpar? O que fazer com o resíduo de isopor? Que material usar para encher? Vou te contar minha jornada até achar uma solução sustentável para todas essas perguntas. 

Meu gato fez xixi no pufe
O gato é fissurado no pufe.

Foi no ano passado, nos primeiros meses depois que o adotamos. Desde o início, ele sempre foi na caixa de areia bem direitinho, mas por algum motivo (talvez chamar atenção, sei lá), ele fez xixi no pufe, que ficava na sacada. Como tinha ficado uma pocinha, achei que o pufe não tinha absorvido. Assim que eu vi, coloquei a areia dele em cima, para absorver o xixi, e passei os produtos naturais que tem aqui em casa: álcool e vinagre.

Um tempo depois, ele fez de novo e eu segui o mesmo procedimento. Para tentar acabar com a palhaçada, toda vez que ele chegava perto do pufe, eu borrifava água para ele sair (é uma técnica que funciona bem com ele). Na terceira vez, tinha uma almofada sobre o pufe, e o xixi pegou mais na almofada, que foi fácil de lavar. Eu nunca mais usei o pufe, sabia que tinha que fazer uma limpeza mais profunda, mas o tempo foi passando.

Pois bem, aproveitando a quarentena, eu e meu marido decidimos que era hora de enfrentar a tarefa. Levamos o pufe para a área externa e lavamos com água e sabão, esfregando bastante. Deixamos o pufe no sol o dia todo, virando eventualmente para pegar sol em todos os lados.

Depois de seco, coloquei o pufe no seu novo lugar, no meu canto de leitura no escritório. No dia seguinte, percebemos um cheiro forte ainda presente e vimos que o chão embaixo do pufe estava molhado. Não tinha secado o suficiente. Guardei o pufe no banheiro para arrumar no fim de semana seguinte. Durante aquela semana, aproveitei para deixar o pufe no sol por mais tempo. Chegou o fim de semana, mãos à obra.

Ficamos um tempo conversando sobre o que fazer com o pufe. Não dava para simplesmente colocá-lo para a reciclagem, fedorento daquele jeito. O problema era que o xixi tinha impregnado nas costuras do pufe e tinha entrado por ali. Só tinha uma solução: abrir, tirar o recheio de isopor e lavar a capa direito. Porque a sujeira seria grande, abrimos o pufe na banheira (depois de uma luta com o zíper, que tinha emperrado). Nossa, que cheiro forte!

Eu fui retirando os pedacinhos de isopor com balde e colocando em sacolas grandes. Enchemos seis. Depois eu sacudi o pufe, virei do avesso para tirar pedaços que tinham ficado grudados, e usamos o aspirador de pó para limpar os restinhos que ficaram na banheira. Para lavar a capa do pufe, enchi o tanque com água e coloquei uma mistura para resolver de vez o problema: um copo de álcool 96% GL, um copo de vinagre, um copo deste sabão líquido caseiro e um copo de Lysoform (foi preciso usar um desinfetante forte para eliminar o odor). Deixei umas seis horas de molho e enxaguei na máquina de lavar roupa. No dia seguinte, mais um banho de sol. Agora sim estava bom!

Mas o que fazer com o isopor? Durante a semana, levamos todos os sacos para a Reciclagem Saturno, uma empresa que recebe doações de isopor (não compra) e encaminha para a Termotécnica, em Joinville, que recicla esse material. 

Galpão de isopor na Reciclagem Saturno, com os sacos que levamos à esquerda
Galpão de isopor na Reciclagem Saturno, com os sacos que levamos à esquerda

Capa, ok. Resíduos, ok. Agora, o que usar para encher o pufe? Eu não queria comprar bolinhas de isopor, para não gerar essa demanda por material virgem. Pensei em comprar retalhos de tecido de fábricas têxteis e usar como recheio, mas acho que eu não conseguiria moldar o pufe (realmente não sei, talvez funcionasse).

Então eu me lembrei da pilha de isopor guardada no armário da área de serviço, resultado de produtos orgânicos comprados no mercado e pedidos de comida em casa. Estava acumulando para levar na Reciclagem Saturno, mas que bom que ainda não tinha feito isso. Solução encontrada! Vou usar todos esses pedaços de isopor para encher o pufe. Também vou cortar algumas peças de roupa que estão rasgadas ou furadas para colocar junto, assim reaproveito mais um resíduo que não é reciclado aqui em Blumenau. Zero aterro sanitário, 50% reciclagem, 50% reuso. Que sensação boa! 

Pufe vazio e muitos isopores para encher
Pufe vazio e muitos isopores para encher

Acumular certos tipos de resíduos até encontrar uma solução para eles pode ser vantajoso. Me conte se você já conseguiu reaproveitar algo que parecia inutilizado.

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A boca de lobo azul ecológica criada em Blumenau. E você pode ter uma!

Por Letícia Maria Klein •
05 maio 2020
"A água passa, o lixo fica e o rio agradece." Esse é o lema do bueiro ecológico criado por Tiago dos Santos, empresário que vive em Blumenau/SC. A partir de suas vivências no rio e preocupado com a poluição, Tiago criou a boca de lobo azul ecológica. Produzido na sua empresa (Top Quadros), o equipamento substitui as tradicionais grades de bueiro e possui um filtro que evita que o lixo caia na rede de drenagem e, consequentemente, no rio. Em entrevista exclusiva ao blog, Tiago contou tudo sobre o projeto e o produto que já está à venda para todo o país (sim, você pode ter um!).

Boca de lobo azul ecológica
Primeira boca de lobo azul ecológica de Blumenau. Foto: Tiago dos Santos.
Como e quando surgiu o projeto? 
Surgiu em 2018, numa ação voluntária empresarial com o objetivo de conter a poluição. Eu não inventei o sistema em si, apenas aprimorei. Com base nas minhas experiências dentro do rio, vendo tanto lixo, foi fácil entender de onde ele acaba vindo.

Vídeo mostrando o funcionamento do bueiro ecológico.
Vídeo mostrando o funcionamento do bueiro ecológico. Fonte: Tiago dos Santos.
Quantas limpezas mensais você já fez no bueiro em frente à sua loja (o pioneiro)? 
Tenho feito em média duas limpezas no mês. Em 2019, foram 22 limpezas. As limpezas só são necessárias após as chuvas, que é o momento em que os resíduos orgânicos, como folhas, galhos, pedra, e o lixo caem dentro e você precisa fazer a manutenção. Ela não é necessária após cada chuva, depende da quantidade de lixo que cai; se tiver um entupimento muito grande, tem que fazer a manutenção. Eu faço periodicamente para ter o registro fotográfico desses resíduos, da classificação e da limpeza.

Limpeza do bueiro ecológico com orgânicos e lixo
Limpeza do bueiro ecológico com orgânicos e lixo. Foto: Tiago dos Santos.
Quantos bueiros tem na cidade? 
Já temos oito instalados (dois na minha empresa), dois para serem instalados na Fundação Fritz Müller, e outros nove equipamentos já fabricados para serem instalados em frente a escolas, que foram viabilizados pelo edital que eu ganhei da Fundação Fritz Müller no valor de R$ 5 mil. Tenho até o final do ano para instalá-los em frente a essas nove escolas. Então, até o fim do ano, teremos 19 bueiros instalados.

Bueiro ecológico em frente à escola Luiz Delfino
Bueiro ecológico em frente à escola Luiz Delfino. Foto: Tiago dos Santos.

Bueiro ecológico em frente à escola Profª Zulma Souza da Silva
Bueiro ecológico em frente à escola Profª Zulma Souza da Silva. Foto: Tiago dos Santos.
Como funciona a adoção e manutenção de um bueiro ecológico?
A ideia é fazer com que as pessoas mudem o comportamento e passem a ter uma atuação maior na cidade. A ideia de adoção faz com que cada um cuide do seu próprio quintal, digamos. Minha ideia é permitir que as pessoas físicas, empresas e instituições façam a adoção e se responsabilizem pela manutenção. Dessa forma nós vamos garantir o tratamento da drenagem urbana, evitar custos para a prefeitura e deixar a cidade mais bonita. Basta você adquirir um equipamento e fazer a instalação com o auxílio de um pedreiro.

Qual a quantidade de resíduos já coletada nos bueiros?
Um equipamento desse é capaz de evitar que aproximadamente de um a dois quilos de resíduos plásticos ou artificiais vão para os rios. Já a quantidade de material orgânico aumenta muito; a quantidade de material como barro, pedra, folhas, galhos, que vão para os rios, é muito grande. Dentro de um ano, esse peso pode chegar a quarenta quilos. As pessoas têm a impressão de que um quilo parece pouco, mas a conta que deve ser feita é que uma cidade possui milhares de bueiros – Blumenau tem mais de 20 mil. Se você pegar 20 mil bocas de lobo vezes um quilo, são 20 toneladas de lixo dentro da água em um ano.

Mas é importante destacar que o potencial poluidor não está necessariamente relacionado ao peso dos resíduos. Se você pegar um quilo de isopor e jogar na água, vai ser um crime ambiental, porque esse material é muito leve e vai se despedaçar, poluindo uma quantidade muito grande de água e matando muitos animais. O material orgânico que vai para o rio, apesar de não ser poluente, contribui para o assoreamento dos rios, o que leva a prefeitura a ocasionalmente entrar no leito do rio com máquina e cavá-lo, o que não é ideal, porque mexe com toda a biodiversidade daquele ambiente.

Que tipos de resíduos caem no bueiro?
Geralmente são resíduos menores; garrafas e embalagens maiores não entram por causa da grade. O que tem dentro dificilmente pode ser reciclado, porque tem pouco valor econômico devido ao peso, mas na grande maioria das vezes, como dá para ver nas fotos, existe um padrão de bitucas de cigarro (de 20 a 30), embalagens de plástico de bala, chiclete e de chocolate, além de embalagens variadas, como plásticos pequenos e celofane de carteira de cigarro. 

Resíduos plásticos filtrados pelo bueiro ecológico.
Resíduos plásticos filtrados pelo bueiro ecológico. Muitas embalagens de doces e bitucas de cigarro. Foto: Tiago dos Santos.

Resíduos plásticos filtrados pelo bueiro ecológico.
Resíduos plásticos filtrados pelo bueiro ecológico. Foto: Tiago dos Santos.
Na sua opinião, qual a importância desse projeto?
Importantíssimo, tanto na questão de educação, mostrando que é a poluição do rio é um problema, quanto no controle da poluição em si. O bueiro desperta a curiosidade das pessoas e levanta a questão de que precisamos cuidar do saneamento básico e da nossa água.

Qual tem sido a repercussão do projeto desde o início?
A repercussão sempre foi muito grande e positiva, diversas pessoas do Brasil todo comentando e querendo fazer parte, órgãos de imprensa sempre compartilhando. A adesão é muito grande.

Outras cidades já adotaram?

Sim. Gaspar já adotou um equipamento, em frente ao Instituto Federal de Santa Catarina. Santo Amaro da Imperatriz tem dois equipamentos. Tem algumas tratativas para Pomerode e algumas cidades vizinhas.

Algum governo mostrou interesse em tornar o bueiro ecológico uma política pública?
Sim, porém nenhum desses interesses foi para frente. Eu tive contato de várias entidades, de vários políticos, mas até o momento, nada. Acho que vai ter que ser pela iniciativa privada mesmo.

Quais são os próximos passos do projeto?
Continuar evoluindo nessa questão da adoção. Após alguns protótipos, eu cheguei a um produto praticamente ideal, que já está sendo comercializando. Você pode comprar pelo site e recebe o equipamento em casa com instruções de montagem. A ideia é tornar o produto comercial, para que qualquer pessoa ou empresa possa adquirir; para a instalação basta contratar um pedreiro.

Qual a relação do bueiro com a barreira ecológica que você instalou no Ribeirão Jararaca, perto da sua loja?
Eles estão conectados, de certa forma, pois tem o mesmo objetivo de conter a poluição. Um ajuda na função do outro. A barreira tem uma função mais abrangente, porque pode barrar o lixo jogado por cima de uma ponte, por exemplo, mas como é difícil conter um volume de água muito grande, o ideal é fazer o tratamento da drenagem urbana a partir dos bueiros ecológicos. 

Barreira ecológica no Ribeirão Jararaca
Barreira ecológica no Ribeirão Jararaca. Foto: Tiago dos Santos.

Barreira ecológica no Ribeirão Jararaca
Barreira ecológica no Ribeirão Jararaca. Foto: Tiago dos Santos.


A barreira ecológica tem aproximadamente dois anos também, tem uma manutenção um pouco mais difícil, porque eu tenho que entrar no rio, e ela age contra a força da natureza, o dificulta bastante a instabilidade dela. Por causa disso, eu retirei a barreira do rio para mudar o design dela e melhorar essa questão, porque ela estava sofrendo bastante com o impacto da água. 

Vídeo mostrando a limpeza da barreira ecológica.
Vídeo mostrando a limpeza da barreira ecológica. Fonte: Tiago dos Santos.
Qual a quantidade de resíduos recolhidos pela barreira desde a implantação?
Tenho um cálculo aproximado de que ela já recolheu 500 litros de resíduos. A manutenção é anual e requer bastante cuidado: é muito perigoso entrar num rio, por que você pode se contaminar, se machucar ou pegar alguma doença. Mas a barreira tem um efeito bem positivo, só precisa de adequação.

Resíduos barrados pela barreira ecológica no Ribeirão Jararaca. Foto: Tiago dos Santos.
Resíduos barrados pela barreira ecológica no Ribeirão Jararaca. Foto: Tiago dos Santos.
Resíduos barrados pela barreira ecológica no Ribeirão Jararaca. Foto: Tiago dos Santos.
Resíduos barrados pela barreira ecológica no Ribeirão Jararaca. Foto: Tiago dos Santos.
Resíduos barrados pela barreira ecológica no Ribeirão Jararaca. Foto: Tiago dos Santos.
Resíduos barrados pela barreira ecológica no Ribeirão Jararaca. Foto: Tiago dos Santos.
Fantástico esse projeto! É um exemplo de como pequenas atitudes fazem muita diferença. Nós mesmos podemos ajudar a cuidar da limpeza da nossa cidade. Se você mora em um condomínio, fica ainda mais fácil de adquirir um bueiro ecológico em conjunto e criar um pequeno grupo para fazer as manutenções. No site da empresa tem mais informações sobre a boca de lobo azul ecológica e opção de compra.

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