Semana do Meio Ambiente 2014 está chegando!

Por Letícia Maria Klein •
27 maio 2014

Dia 5 de junho é o Dia do Meio Ambiente e muitas cidades fazem uma semana de eventos e atividades em comemoração à data. Algumas dedicam o mês de inteiro ao tema! O objetivo é chamar a atenção das pessoas para os assuntos ambientais e reforçar a importância da sustentabilidade e da preservação. Em Blumenau, onde moro, a semana está recheada de atividades muito bacanas em vários locais da cidade. O tema deste ano é “A Terra, os seres e o agora” (adorei!) e tem programação de domingo a domingo. Confira abaixo tudo que vai rolar. Eu já garanti minha vaga na caminhada de 10 km (!!!) no Parque das Nascentes, que vai fechar a semana. Depois conto aqui no blog como foi a aventura! 

Antes da programação, um brevíssimo histórico para quem não conhece a data. O dia 5 de junho foi escolhido para marcar a abertura da Conferência de Estocolmo, realizada na capital da Suécia pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1972, ano em que mais de 100 países se reuniram para tratar de temas ambientais. Para saber mais sobre a data, dê uma passadinha neste post aqui


Aqui em Blumenau, a Semana Municipal do Meio Ambiente vai ter palestras, mesas redondas, ações educacionais, artísticas e esportivas, além de atividades paralelas em escolas municipais e privadas. Tudo pode ser acompanhado pela página do evento no Facebook. www.facebook.com/faema.blumenau

A palestra de abertura será com o geólogo Juarez José Aumond, professor da Furb, universidade local, sobre aquecimento global. Ele vai falar sobre os padrões de produção e consumo insustentáveis de hoje e também vai mostrar resultados de suas pesquisas ambientais, provocadas pelas mudanças climáticas. Parece muito boa, quero ir! Fiquei feliz que eu vou conseguir participar de cinco palestras, além da caminhada. Aos poucos, vou trazendo os relatos aqui para o blog. 

Abaixo está um quadro com a programação oficial. Nesta página você encontra a programação com as ações paralelas envolvendo escolas e também pode baixar a programação oficial. A caminhada e pedalada no Parque das Nascentes, transferida para o dia 20 de julho, precisa de inscrição, que pode ser feita aqui. Se participar de alguma atividade, fique à vontade para compartilhar aqui no blog o que você achou! 

Dia
Programa
Local
Horário
1º (domingo)
8º Passeio ciclístico da Dudalina, com BC
Ciclovias.
Saída: Parque Ramiro Ruediger
9h30
02 (segunda)
Abertura da Instalação Educacional Ambiental Samae/Faema

Abertura da Exposição "História da Faema em Posters"

Coquetel de abertura


Palestra de abertura “As Mudanças Climáticas e o Impacto Local”. Geólogo
Prof. Dr. Juarez José Aumond
Antesala Sala Multiuso do Senai


Antesala Sala Multiuso do Senai

Em frente à Sala
Multiuso do Senai

Sala Multiuso do Senai
18h



 18h


 18h30


19h às 21h
03 (terça)
Visita ao parque por alunos dos cursos técnicos do Senai. Dra. Lúcia Sevegnani, Presidente da Acaprena

Palestra “Consumo e Sustentabilidade”, com José Sommer, educador ambiental (Faema)

Palestra “Gerenciamento de Resíduos Sólidos em Blumenau”. João Carlos Franceschi, gerente de Resíduos Sólidos (Samae)

Palestra “Projeto Saneamento em Blumenau”. Cleber Renato Virginio da Silva, Gerente Operacional (Foz do Brasil)

Palestra “Materiais: quando o fim pode ser o começo. Profª Luciana Macarini Schabbach, doutora em Engenharia de Materiais (UFSC)
Parque Natural Municipal São Francisco de Assis


Sala Multiuso do Senai



Sala Multiuso do Senai




Sala Multiuso do Senai



Auditório do IFC
8h




13h30 às 15h



15h30 às 17h30




19h às 20h




18h30 às 20h15
04 (quarta)
Apresentação do programa Cooper Sustentável. Regina Aparecida Eberle

Palestra sobre aplicação da NBR ISSO 14.001/2004 nas indústrias. Geraldo
Máximo de Oliveira, consultor do Senai.

Oficina Sabão Reciclável com Óleo de Cozinha. Profª. Jucineide Ricobom
Zimmermann

Palestra sobre Uso de MBBR (Reator de Leito Móvel com Biofilme) em Sistemas de Tratamento de Esgotos. Rubens Francisco Júnior (Memphis Empreendimentos).

Palestra “Aplicação de MBBR na ETE Garcia”. Foz do Brasil. Cleber Renato Virginio da
Silva, Gerente Operacional (Foz do Brasil)

Palestra "Atribuições dos Técnicos em Controle Ambiental e Técnico em Química". Engenheiro Químico Saulo Vitorino (CRQ)

Apresentação "Logística Reversa da Empresa Dudalina". Bruno Luz Martins, Engenheiro Ambiental
Sala Multiuso do Senai


Sala Multiuso do Senai




Auditório do IFC




Sala Multiuso do Senai





Sala Multiuso do Senai




Sala Multiuso do Senai




Sala Multiuso do Senai
8h às 9h30



10h às 12h





13h às 15h




13h30 às 15h





15h30 às 17h30




19h às 20h





20h30 às 22h
05 (quinta)
Ação em escolas e CEIs: "O Agora Ambiental". (Semed e Faema)

Abertura da Exposição "Fritz Muller: Príncipe dos Observadores"

Plantio de mudas de árvores (Faema e Sihorbs)

Palestra sobre o Parque Nacional da Serra do Itajaí e seus projetos. Viviane
Daufemback (ICMBio)

Palestra “Sustentabilidade e Evolução”. Horst Kalvelage (Nova Acrópole).

Mesa redonda “A Preservação e a Conservação da Natureza”. Lúcia Sevegnani, Lauro Eduardo Bacca e Jean Naumann. José Sommer (mediador).

Palestra: “TI Verde”. André Mengarda, Técnico em TI e Gestor do Sistema de Contratos da Empresa Microservice

Festival Ecológico da Canção – Feeco (Escola Barão do Rio Branco)
Escolas da rede
municipal


Shopping Park Europeu


Parque Ramiro Ruediger

Sala Multiuso do Senai



Sala Multiuso do Senai


Sala Multiuso do Senai





Auditório do IFC




Auditório da Uniasselvi
9h e 15h



10h30



8h às 11h


10h às 11h30



18h30 às 19h30


19h45 às 22h





19h às 21h




19h30
06 (sexta)
Ação educativa com alunos de escolas de Blumenau sobre unidades de conservação. Dra Lúcia Sevegnani, presidente Acaprena e José Sommer, da Faema

Mesa redonda “As atualidades de Fritz Muller”. Dr. Alberto Lindner, Dr. Luiz
Roberto Fontes, Horst Kalvelage, Dr. Cesar Zillig. Mabeli Espíndola (mediadora)
Parque Natural Municipal São Francisco de Assis




Sala Multiuso, Senai.
Manhã e tarde





19h às 22h
07 (sábado)
Ação ambiental do Senac no Parque Ramiro Ruediger. Ação da Faema de Educação Ambiental.
Parque Ramiro Ruediger
8h às 12h
08 (domingo)
Transferida para 20/07

Caminhada e pedalada das Nascentes
ETA III, Nova Rússia e Parque Nacional da
Serra do Itajaí
8h às 12h
+

Afinal, por que preservamos?

Por Letícia Maria Klein •
13 maio 2014

Porque nos sentimos responsáveis. Quando temos algo ao qual damos valor, nos sentimos responsáveis por este algo e, portanto, queremos preservá-lo. Parece óbvio, mas traz uma grande reflexão. A questão surgiu na aula de Direito Digital da minha pós-graduação. A noção de responsabilidade pode ser muitas vezes inconsciente. Nossa vida é um exemplo: damos valor a ela, instintivamente, por isso a preservamos. O tema é perfeitamente aplicável à preservação da natureza. E a natureza está intimamente ligada à vida, humana e de qualquer ser vivo, mais do que às vezes nos damos conta. 

Para provar, é só se perguntar algumas questões básicas. Qual o valor que você dá para o ar puro? Qual o valor que você dá para a água potável? Para água, em geral. Qual o valor da alimentação natural e abundante que a natureza nos oferece? Frutas, verduras, legumes, grãos. Qual o valor do vento, da chuva, do sol? Qual o valor do frio e do calor? Qual o valor das florestas? Elas, que regulam a temperatura e fazem a manutenção das chuvas, entre outras grandes funções. Qual o valor da terra, que nos dá alimentos e minerais? Qual o valor dos rios e mares?

Foto minha, tirada em Rio dos Cedros

As perguntas não param, e todas têm relação com a natureza, seja direta ou indiretamente. Afinal, tudo o que produzimos, consumimos e compramos precisou de bens naturais, matéria-prima e energia para ser feito. A sociedade humana se desenvolveu a partir da natureza, muitas vezes à custa dela. O mínimo que podemos fazer é retribuir tudo que recebemos. 

Eu acredito em preservação como um fim, não como um meio, mas perceber como nós somos tão dependentes da natureza dá aquele choque de realidade. É quando você percebe que sem natureza, sem água, sem árvores, sem alimento, sem animais, a vida humana deixa de existir. Por que tudo está interligado e se influencia mutuamente. Então, por associação, se damos valor à nossa vida, também damos valor à natureza. Ou deveríamos dar. Só que muitos ainda não se tocaram disso. 

Quando se percebe o poder e a influência da natureza na nossa vida, surge o senso de responsabilidade e a vontade de preservar. Vontade é pouco, eu diria. Surge a necessidade de preservar. Pelo menos, é assim comigo. Estou sempre pensando em como minhas maneiras e modos de agir impactam o meio ambiente. A partir das reflexões sobre os impactos que eu gero, vou me adaptando e mudando minhas atitudes para alcançar um estilo de vida cada vez mais sustentável. 

Foto minha, tirada em Santo Amaro da Imperatriz

Quando algo me incomoda, não consigo ficar inerte. Destruição da natureza, a irracionalidade do comportamento consumista, o desrespeito ao meio ambiente e aos seres vivos, a ganância dos homens me incomodam. Muito. Eu amo a natureza, amo a água, o ar, a chuva, o sol, o mar, o vento, os animais, amo a vida. Dou extremo valor a tudo isso e por isso quero preservá-los. Por isso preservo. 

Ainda estou longe do que considero uma vida sustentável ideal, mas já comecei a mudar. E, segundo Ghandi, é assim que se muda o mundo, começando por nós mesmos. Não tenho a pretensão de mudar o mundo, mas de braços cruzados sei que não posso ficar. Seja nas minhas ações diárias ou aqui no blog, estou pondo em prática o que acredito que é importante e necessário. 

E você, o que te incomoda e te faz querer agir? Meio ambiente, educação, política? Se você dá valor, preserve.
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Parque São Francisco, recanto silvestre no centro da cidade

Por Letícia Maria Klein •
04 maio 2014

Foi com muito entusiasmo que fui perambular com minha dinda pelas trilhas do Parque Natural Municipal São Francisco de Assis no feriado de Páscoa. Entusiasmo porque o parque foi reaberto em março, depois de ter ficado fechado desde a enchente de 2008. O parque fica no Centro da cidade e tem uma área de 23 hectares de Mata Atlântica, rica em fauna e flora. Vi e ouvi muitas aves (tem um videozinho lá embaixo com os sons da floresta) e também ouvi um bugio ruivo, cuja espécie foi reintroduzida no parque. Vou te contar, até que dá um medinho, mas eu bem que gostaria de ter visto o animal. Bom, minha dinda fez tamanha cara de pavor que eu tenho certeza que ela discorda. 


Trilha na entrada no parque

As trilhas são muito rápidas e fáceis de percorrer, com exceção de um ou outro ponto. Passamos por todas as quatro em uma hora, sendo elas: Caminho das Águas, Caminho do Tucano, Caminho da Cutia e Caminho do Tatu. A floresta é linda e a temperatura é muito agradável. 


Vimos vários animais, principalmente aves e insetos. E, quem diria, as moscas incomodaram mais que os mosquitos. Ao longo dos caminhos, tem placas com informações sobre a floresta e seus habitantes. 


O parque é uma unidade de conservação de proteção integral. Além das caminhadas, também são permitidas visitas escolares e atividades de educação ambiental, que são uma ótima ferramenta para conscientizar as pessoas sobre a importância de preservar a natureza. 

Olha só o galho retorcido!

É maravilhoso caminhar no parque, principalmente para quem gosta de ficar em contato com a natureza, como eu. É muito gostoso e dá uma paz imensa. Com certeza voltarei mais vezes. 

Vídeo que gravei para capturar os muitos sons da floresta

O parque fica aberto de segunda a sábado, das 8h às 17h e o telefone é (47) 3381-6200. A entrada, por enquanto, é gratuita. Mas, como disse o presidente da Faema (Fundação Municipal do Meio Ambiente), eles precisam de recursos para manter o parque. Eu concordo com a ideia de cobrar entrada, por menor que seja o valor. Afinal, todos usufruem dos bens naturais, então nada mais justo que todos contribuem para a manutenção e preservação deles.



Não pude deixar de gravar este lindo sabiá-laranjeira 
se sentindo muito à vontade perto da gente
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