5 dicas de consumo consciente de roupas

Por Letícia Maria Klein •
12 abril 2019
Precisamos de roupas para viver, isso é fato. Então, como escolher, comprar, manter e se desfazer das peças de forma sustentável? Como um consumidor consciente, você precisa se perguntar seis questões básicas antes de fazer compras: por que comprar, o que, como, de quem, como usar e como descartar. Pensando nisso, separei algumas dicas para praticar o consumo consciente quando o assunto é roupas, calçados e acessórios.

Usadas
Todas as roupas precisam de matéria-prima, água, tinta e eletricidade para serem feitas. Quando você compra roupas usadas em brechós e grupos de venda em mídias digitais ou troca roupas com amigos e em feiras, você estimula a economia circular, aumenta a vida útil das peças que estão no mercado e contribui para que menos bens naturais sejam extraídos da natureza. A indústria da moda é a segunda mais poluente do mundo (atrás da petrolífera) e quanto maior a extração, maior o impacto.

Upcycling
Retalhos e peças velhas podem virar novas composições com o uso de tesoura e máquina de costura. É o que está fazendo o Re-Roupa, um projeto de criação de vestuário com sobras de rolo de tecido, retalhos e roupas defeituosas. Você também pode customizar suas roupas antigas, transformando-as em peças exclusivas e novas. É uma forma de evitar descartar roupas para a coleta comum do município, que vai para o aterro sanitário. Se você enviar para a reciclagem, é provável que elas tenham o mesmo destino, pois somente 15% das peças são recicladas ou reutilizadas no Brasil. No mundo, a taxa é de 20%, segundo o relatório internacional Pulse of the Fashion Industry 2018.

Upcycling de roupa
Upcycling de roupa

Material reciclado Outra forma de diminuir a pressão sobre os bens naturais é comprar itens produzidos a partir de material reciclado. A Insecta Shoes, por exemplo, recicla os próprios pares de calçados que os clientes devolvem depois que não querem mais. Por meio da reciclagem, as roupas voltam a ser fibras que servirão de base para novas roupas, então é importante comprar de empresas têxteis que produzem suas coleções a partir de peças recicladas. Mas tome cuidado com as roupas feitas a partir da reciclagem de garrafas pet...

Fibras naturais Sempre que peças sintéticas (feitas com plástico, que vem do petróleo), são lavadas na máquina, elas soltam micropartículas e microfibras de plástico que seguem direto para os oceanos, ultrapassando os filtros na estação de tratamento de esgoto por serem muito pequenas. Nos corpos hídricos, esses pedacinhos se unem e contribuem para a poluição por plástico que está tomando rios e mares, matando espécies e contaminando até o ser humano. A própria extração do petróleo torna a produção de peças sintéticas mais impactante do que a fabricação de roupas com fibras naturais, como algodão, lã, linho, juta, cânhamo, seda. Assim, prefira roupas com essa composição àquelas feitas de acrílico, poliéster, poliamida e polipropileno.

Do berço ao berço O ideal é fechar o ciclo: produzir, usar e devolver à indústria para confecção de novas peças a partir da reciclagem. Uma empresa está conseguindo fazer isso em Criciúma, Santa Catarina, unindo iniciativa privada e sociedade civil. Com a Caixa Solidária, roupas doadas pela população são separadas para doação, brechó e reciclagem, fechando o ciclo da indústria têxtil. Afinal, quando você doa uma peça de roupa, por mais bem intencionado que seja o ato, é inevitável que essa roupa acabe no aterro sanitário, como explica o coordenador do projeto, Mateus Rossi. O propósito deles é espalhar caixas solidárias pelo Brasil, evitando que roupas virem lixo. 

Você pratica alguma dessas atitudes? Comente aqui embaixo.
Um ecobeijo e até breve!

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