A linda natureza no Jardim Botânico de Timbó

Por Letícia Maria Klein •
26 abril 2019
Ótima opção para passeio, descanso, caminhadas, piquenique, brincadeiras com as crianças e uma boa refeição. O Jardim Botânico em Timbó tem cerca de 26 mil metros quadrados de natureza e é um local muito agradável para se estar (para tornar o momento ainda melhor, recomendo passar repelente, pois tem muitos mosquitos, especialmente nos bosques e no restaurante). Eu já tinha visitado o parque em 2013, durante um evento de observação de aves, e fui novamente no último fim de semana de Páscoa. Devido à atual estação do ano, o outono, não há muita floração, mas os lagos estavam cobertos de vitórias-régias. Tem também muitas aves por causa do ambiente natural cheios de árvores e lagos. 

Lago no Jardim Botânico de Timbó
Lago no Jardim Botânico de Timbó
Lago e vitórias-régias no Jardim Botânico de Timbó
Lago e vitórias-régias no Jardim Botânico de Timbó

Muitas vitórias-régias no Jardim Botânico de Timbó
Muitas vitórias-régias no Jardim Botânico de Timbó

Para alimentação, há um restaurante típico e quiosques com churrasqueira para você preparar sua própria refeição. O Jardim tem caminhos amplos entre os gramados e trilhas nos bosques, que permitem uma imersão na natureza. Tem também o horto florestal da cidade, lagos e um parque infantil. É um ótimo lugar para ir com amigos para uma roda de conversa, música e jogos. 

Bosque no Jardim Botânico de Timbó
Bosque no Jardim Botânico de Timbó

Caminho no Jardim Botânico de Timbó
Caminho no Jardim Botânico de Timbó

Horto florestal no Jardim Botânico de Timbó
Horto florestal no Jardim Botânico de Timbó
Poderiam ser feitas algumas melhorias no local, como a colocação de bancos ao longo do trajeto e a manutenção de canteiros de espécies vegetais que florescem em diferentes épocas do ano, para deixar o ambiente mais colorido e convidativo à observação da flora local. Eu amo observar flores e elas são atrativas a muitas espécies de aves e abelhas, grandes responsáveis pela polinização de espécies vegetais no planeta. Estou curiosa para visitar o parque durante a primavera para ver a floração das árvores. 

Ponto de madeira sobre o lago no Jardim Botânico de Timbó
Ponto de madeira sobre o lago no Jardim Botânico de Timbó

Para quem mora na região, o Jardim Botânico de Timbó é uma ótima opção de passeio frequente e um local fantástico para observar as diferentes estações do ano e as mudanças que elas trazem para a flora e fauna local. Para quem está turistando, vale muito a pena colocar na programação da viagem.

Serviço:
Endereço: Km 01 da Rodovia SC 417, bairro Das Capitais, Timbó.
Entrada gratuita
Horários de funcionamento:
- Jardim Botânico: das 7h às 18h, todos os dias.
- Restaurante: de terça a sexta, das 11h às 14h30; sábado e domingo, das 11h às 15h.
- Horto florestal: de segunda a sexta-feira, das 7h às 16h30h.
Infraestrutura: quiosques com churrasqueira, trilhas, bosques, restaurante, banheiros públicos, horto florestal, estacionamento, lagos e parque infantil.
Informações complementares:
- Não é permitido acampar;
- Não é permitida a circulação de veículos automotivos;
- Cães somente com coleiras e focinheiras.
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Alternativas e substitutos ao canudo de plástico descartável

Por Letícia Maria Klein •
16 abril 2019
Canudos se tornaram um ícone da luta contra os plásticos descartáveis, especialmente desde que este vídeo de uma tartaruga com um canudo na narina viralizou nas redes em 2015. Os canudos de plástico vêm do petróleo e são facilmente dispostos de forma irregular, indo parar nas ruas e, consequentemente, nos rios e oceanos. São usados em média por quatro minutos, mas poluem ecossistemas e podem matar animais, além de durarem centenas de anos. Só nos Estados Unidos, 500 milhões de canudos são usados e descartados todos os dias. A boa notícia é que é fácil resolver esse problema e a solução começa com cada um de nós no dia a dia. Veja algumas alternativas e substitutos dos canudos plásticos.

Bebida sem canudo, canudo de vidro, de metal, de biscoito, de macarrão e de algas
Bebida sem canudo, canudo de vidro, de metal, de biscoito, de macarrão e de algas

Sem canudo
É a primeira e sempre mais desejável alternativa. Não gerar é a etapa inicial na gestão de resíduos sólidos, que segue com redução, reutilização, reciclagem e compostagem (somente os rejeitos vão para o aterro sanitário, industrial ou outro tratamento). Para evitar esse resíduo, você pode pedir a bebida sem canudo. Além de ser lixo zero, é mais gostoso beber direto do copo. Se as pessoas não tomam cerveja com canudo, por que outras bebidas precisam dele, não é mesmo? Outra alternativa é sempre levar o seu próprio canudo.

Um canudo para chamar de seu
Ele pode ser de vidro, inox, titânio, bambu ou silicone. Tem também aqueles de plástico resistente e durável que vem geralmente em copo de acrílico e é uma opção para você começar se já tiver em casa. Eu e meu noivo temos um de vidro e um de inox. Para lavar, use água quente e a escovinha que geralmente vem junto, própria para limpar o canudo por dentro. Os canudos têm diâmetros diferentes, servindo a vários tipos de bebidas. É leve e cabe na bolsa e no bolso, dentro de um saquinho de pano.

Canudo de biscoito
Com a proibição do uso de canudos descartáveis na cidade do Rio de Janeiro, a rede de fast food Bob’s passou a utilizar biscoitos tipo tubetes como canudo, uma versão alongada e com uma camada interna de chocolate, chamada de Tubete Shake. Depois de tomar o milkshake, o biscoitinho pode ser comido. A ideia é muito boa, pois o canudo não é descartado no fim e ainda vira sobremesa. A proposta da rede é expandir o canudo comestível para todas as unidades no Brasil. Para outras bebidas, eles usam versões recicláveis e biodegradáveis (o que não é muito bom, na verdade, pois as condições ideais de temperatura, umidade, luz, oxigênio e nutrientes que o objeto precisa para se decompor podem ser diferentes de onde ele foi descartado).

Canudo de macarrão
Um restaurante aqui de Blumenau, o Nonno Nico RestoBar, utiliza canudos feitos de massa de macarrão. Como ele amolece em contato com a bebida, dá para comê-lo no fim. Adorei a proposta e comi o canudo. Eu imagino que a maioria das pessoas não o coma e o restaurante também não faz compostagem, mas é melhor esse canudo orgânico do que um de plástico no aterro sanitário. Se você não quiser comer, pode levar para casa e usar como tutor em vaso de planta. Com o tempo, ele vai se degradar e servirá de adubo para as verdinhas.

Canudo de algas
Uma empresa chamada Loliware produz canudos comestíveis feitos de algas marinhas (ágar-ágar), adoçantes orgânicos e sabores e cores derivados de frutas e legumes. Caramelo, manga e chocolate são algumas opções de sabores. Quando dispostos no ambiente, duram até 24 meses e em contato com uma bebida se dissolvem em menos de um dia. É uma opção para restaurantes e fornecedores de canudos.

Canudo de gelatina
Outra opção de canudo comestível que estabelecimentos alimentícios podem usar é o da empresa Sorbos, que fabrica opções feitas de açúcar, gelatina e amido de milho, com sabor de limão, lima, canela, maçã verde, morango, gengibre ou chocolate.

Canudo de papel
Indo para opções não tão boas quanto os comestíveis, mas mais sustentáveis do que os de plástico, estão os canudos de papel, que tem origem e produção menos impactantes e um tempo de degradação muito menor. É a opção mais procurada por restaurantes em cidades onde o canudo de plástico está proibido, mas penso que deve ser utilizado com foco na redução, incentivando os clientes a não usarem canudo. Se o local tiver ou participar de um projeto de compostagem, os canudos de papel podem ser compostados.

Comente aqui embaixo se você utiliza alguma dessas opções e qual delas. A luta pela extinção dos canudos de plástico é necessária e deve puxar outras proibições com ela, como a de copos, pratos e talheres descartáveis de plástico. Afinal, não faz sentido usar um material tão durável como o plástico para fazer produtos que são usados por tão pouco e descartados como se fossem lixo, sem utilidade e sem valor.

Um ecobeijo e até breve.
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5 dicas de consumo consciente de roupas

Por Letícia Maria Klein •
12 abril 2019
Precisamos de roupas para viver, isso é fato. Então, como escolher, comprar, manter e se desfazer das peças de forma sustentável? Como um consumidor consciente, você precisa se perguntar seis questões básicas antes de fazer compras: por que comprar, o que, como, de quem, como usar e como descartar. Pensando nisso, separei algumas dicas para praticar o consumo consciente quando o assunto é roupas, calçados e acessórios.

Usadas
Todas as roupas precisam de matéria-prima, água, tinta e eletricidade para serem feitas. Quando você compra roupas usadas em brechós e grupos de venda em mídias digitais ou troca roupas com amigos e em feiras, você estimula a economia circular, aumenta a vida útil das peças que estão no mercado e contribui para que menos bens naturais sejam extraídos da natureza. A indústria da moda é a segunda mais poluente do mundo (atrás da petrolífera) e quanto maior a extração, maior o impacto.

Upcycling
Retalhos e peças velhas podem virar novas composições com o uso de tesoura e máquina de costura. É o que está fazendo o Re-Roupa, um projeto de criação de vestuário com sobras de rolo de tecido, retalhos e roupas defeituosas. Você também pode customizar suas roupas antigas, transformando-as em peças exclusivas e novas. É uma forma de evitar descartar roupas para a coleta comum do município, que vai para o aterro sanitário. Se você enviar para a reciclagem, é provável que elas tenham o mesmo destino, pois somente 15% das peças são recicladas ou reutilizadas no Brasil. No mundo, a taxa é de 20%, segundo o relatório internacional Pulse of the Fashion Industry 2018.

Upcycling de roupa
Upcycling de roupa

Material reciclado Outra forma de diminuir a pressão sobre os bens naturais é comprar itens produzidos a partir de material reciclado. A Insecta Shoes, por exemplo, recicla os próprios pares de calçados que os clientes devolvem depois que não querem mais. Por meio da reciclagem, as roupas voltam a ser fibras que servirão de base para novas roupas, então é importante comprar de empresas têxteis que produzem suas coleções a partir de peças recicladas. Mas tome cuidado com as roupas feitas a partir da reciclagem de garrafas pet...

Fibras naturais Sempre que peças sintéticas (feitas com plástico, que vem do petróleo), são lavadas na máquina, elas soltam micropartículas e microfibras de plástico que seguem direto para os oceanos, ultrapassando os filtros na estação de tratamento de esgoto por serem muito pequenas. Nos corpos hídricos, esses pedacinhos se unem e contribuem para a poluição por plástico que está tomando rios e mares, matando espécies e contaminando até o ser humano. A própria extração do petróleo torna a produção de peças sintéticas mais impactante do que a fabricação de roupas com fibras naturais, como algodão, lã, linho, juta, cânhamo, seda. Assim, prefira roupas com essa composição àquelas feitas de acrílico, poliéster, poliamida e polipropileno.

Do berço ao berço O ideal é fechar o ciclo: produzir, usar e devolver à indústria para confecção de novas peças a partir da reciclagem. Uma empresa está conseguindo fazer isso em Criciúma, Santa Catarina, unindo iniciativa privada e sociedade civil. Com a Caixa Solidária, roupas doadas pela população são separadas para doação, brechó e reciclagem, fechando o ciclo da indústria têxtil. Afinal, quando você doa uma peça de roupa, por mais bem intencionado que seja o ato, é inevitável que essa roupa acabe no aterro sanitário, como explica o coordenador do projeto, Mateus Rossi. O propósito deles é espalhar caixas solidárias pelo Brasil, evitando que roupas virem lixo. 

Você pratica alguma dessas atitudes? Comente aqui embaixo.
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Por que cobrir os resíduos orgânicos com serragem ou folhas secas? – Meu santo composto #5

Por Letícia Maria Klein •
09 abril 2019
O processo de compostagem doméstica, feito na composteira ou no minhocário, precisa de uma relação equilibrada entre nitrogênio e carbono para funcionar. O nitrogênio está presente nos restos de alimentos e o carbono está na parte seca que se coloca por cima dos resíduos, como serragem ou folhas. Os materiais ricos em carbono dão energia para a compostagem e evitam que a massa de resíduos fique compacta, permitindo a passagem de ar necessária às minhocas e aos micro-organismos.

Baldinho onde eu guardo folhas e pedaços de papel para usar como elemento seco
Baldinho onde eu guardo folhas e pedaços de papel para usar como elemento seco

Palha, capim, serragem não tratada, cascas de árvores, feno, papel sem tinta ou químicos e podas de jardim (folhas e galhos) são os materiais carbônicos que podem ser usados para cobrir os resíduos orgânicos. Essa camada de materiais ricos em carbono evita o mau cheiro e o aparecimento de animais indesejados, como ratos e baratas. Eu costumo usar folhas secas, que pego do jardim do meu prédio, e eventualmente papel da caixa de pizza (como geralmente tem gordura, essas caixas não são recolhidas pela coleta seletiva de materiais recicláveis).

Pedaços da parte interna da caixa de pizza (não a tampa) e folhas secas
Pedaços da parte interna da caixa de pizza (não a tampa) e folhas secas

A proporção do elemento seco para a quantidade de resíduos orgânicos varia um pouco. Geralmente colocam-se três partes de materiais secos para uma parte dos resíduos. Três montinhos de folhas para um montinho de restos de comida. No caso da serragem, que tem mais carbono do que as folhas secas, a proporção pode ser de um para um. O importante é cobrir todos os resíduos.

Feito isso, como saber se a relação está equilibrada? O segredo é acompanhar e usar seus sentidos físicos.

Quando tem restos de alimentos demais e cobertura de carbono de menos, o nitrogênio é liberado na forma de amoníaco e gera um odor desagradável. O contrário, comida de menos e serragem ou folhas demais, deixa o processo de compostagem mais devagar, pois o crescimento de micro-organismos e minhocas diminui, e o composto final fica com pouca matéria orgânica (não tão rico). Se a relação está em equilíbrio e ainda tem mau cheiro, garanta que você não está colocando estes resíduos no minhocário.

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A prática lixo zero do Restaurante Origem Natural – Tour lixo zero em Florianópolis

Por Letícia Maria Klein •
05 abril 2019
O Restaurante Origem Natural quer “ser a origem de um mundo novo a partir da comida saudável, levando educação ambiental, social e transformação”. Quem me contou isso foi a sócia proprietária Joana Wosgrau Câmara. O restaurante foi a última parada do tour lixo zero em Florianópolis. Tivemos uma fala dela sobre o histórico e a missão do Origem e depois degustamos um buffet delicioso preparado especialmente para o grupo de embaixadores do Instituto Lixo Zero Brasil, com tudo vegano. 


Menos impacto ambiental, mais impacto social é o lema do Origem Natural
Menos impacto ambiental, mais impacto social é o lema do Origem Natural

Eu entrevistei a Joana e fiz uma reportagem que vai sair no portal do Projeto Colabora, então vou contar aqui minhas impressões e um pouco da trajetória do lugar. O início de tudo aconteceu num curso de liderança que Joana fez em 2015, onde teve a ideia de vender salada em potes de vidro, ao invés de usar plástico descartável. O projeto deu certo e se transformou num negócio. Junto com o namorado e uma amiga, os três sócios expandiram as atividades e abriram um restaurante em agosto de 2017 com uma pegada lixo zero e a missão de transformar a sociedade a partir da comida saudável com educação socioambiental

A cada prato vendido, R$ 1,00 é investido em projeto social
A cada prato vendido, R$ 1,00 é investido em projeto social

Origem Natural é o primeiro restaurante lixo zero do Brasil
Origem Natural é o primeiro restaurante lixo zero do Brasil

Depois de passar por uma auditoria, o Origem Natural recebeu a Certificação Lixo Zero do Instituto Lixo Zero Brasil, que assegurou o reaproveitamento de 91% dos resíduos sólidos gerados, tanto pela reciclagem quanto compostagem, além da preocupação com a não geração. Quase nada é descartável. Eles não usam plástico na cozinha, nem esponja. A comida é quase toda vegana e os talheres que estão à disposição para venda são compostáveis. O local ainda tem um armazém de produtos naturais, ecologicamente corretos e que permitem um estilo de vida lixo zero, como kits de talheres, guardanapos de pano, bucha vegetal, canudo de inox, entre outros. 

Uma parte do armazém de produtos sustentáveis
Uma parte do armazém de produtos sustentáveis

A comida estava deliciosa! Sério, todos gostaram. Tinha uma grande variedade de salgados e doces veganos. Joana contou que tudo no restaurante foi pensado para ser ambientalmente responsável e evitar a geração de resíduos sólidos. Os móveis foram feitos a partir de madeira de demolição e peças reutilizadas, como um portão descartado que foi reformado e serve de separação de ambientes. O cuidado com o conceito e a prática e a coerência entre os dois é visível. Joana disse que eles estão sempre buscando melhorar e ampliar as formas de ser lixo zero. A maioria dos fornecedores auxilia o processo, aceitando embalagens retornáveis e a pegando de volta embalagens descartáveis, como o isopor. 

Buffet vegano no restaurante Origem Natural
Buffet vegano no restaurante Origem Natural

Eu me senti muito bem lá e com certeza quero voltar. Quem mora na região de Florianópolis ou estiver passando por lá não pode deixar de conhecer o Origem. Vale a pena pela comida, pelo exemplo, pelas práticas e pelas pessoas que criaram e mantêm o lugar, uma equipe que trabalha com propósito para melhorar a sociedade e inspirar as pessoas a serem sustentáveis.

Os sócios Alexandra Lemos Nunes Dias, Joana Wosgrau Câmara e Artur Ferreira dos Santos, da esquerda para direita
Os sócios Alexandra Lemos Nunes Dias, Joana Wosgrau Câmara e
Artur Ferreira dos Santos, da esquerda para direita

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Universidade estadual catarinense rumo ao lixo zero - Tour lixo zero em Florianópolis

Por Letícia Maria Klein •
03 abril 2019
A Universidade Estadual de Santa Catarina (Udesc) pretende se tornar lixo zero até 2022. O projeto foi desenvolvido a partir da Semana Udesc Lixo Zero em 2017 e começou a ser implantado em maio de 2018. Ele integra o Programa Udesc Sustentável, que tem projetos também relacionados à água, energia, áreas verdes, mobilidade e outros. O campus da reitoria foi um dos locais visitados durante o tour lixo zero em Florianópolis, realizado no II Encontro dos Embaixadores do Instituto Lixo Zero Brasil.

O compromisso da universidade é reduzir em 90% a destinação dos resíduos sólidos para aterro sanitário até 2022. O desafio lançado há dois anos originou a Rede de Cooperação Acadêmica Internacional Lixo Zero, protagonizada pela Udesc, Universidade Federal Santa Catarina, Instituto Federal de Santa Catarina e Instituto Lixo Zero. Todos os 12 centros da Udesc presentes em 10 cidades catarinenses já estão executando o programa, que deve ser finalizado por todas as instituições da rede até 2022.

Os objetivos do programa são: trocar todas as lixeiras individuais e internas das salas de aulas e setores administrativos por residuários diferenciados com no mínimo três divisões (recicláveis, rejeitos e orgânicos), destinar corretamente os resíduos para compostagem, reciclagem e aterro sanitário (só os rejeitos) e eliminar o uso de copos plásticos descartáveis nas instituições. Desde abril de 2018, a Udesc não licita mais copos descartáveis, somente uma pequena quantidade de copos biodegradáveis será licitada para uso restrito.Para comparação, em 2017 foram usados 103.200 copos descartáveis e em 2018 foram 57.500, o que representou uma redução de 44% e uma economia de R$ 975,00. 

Para incentivar as pessoas a aderirem à proposta, foi criado o Selo Setor Lixo Zero, que segue os mesmos objetivos do programa e mais um: eliminar lixeiras individuais, criar estação de residuário para reciclável, orgânico e rejeitos, separar e encaminhar os papéis recicláveis para o almoxarifado central da Udesc ou fazer outra destinação ambientalmente correta e tirar os copos descartáveis no setor (cada servidor deve ter sua própria caneca e deve haver unidades extras para visitantes). 

Selo Setor Lixo Zero da Udesc
Selo Setor Lixo Zero da Udesc

Todos os departamentos do campus da reitoria já têm o selo, o que faz dele o primeiro lixo zero do Brasil. Na verdade, rumo ao lixo zero, pois os resíduos orgânicos ainda não são compostados ali. A equipe responsável está planejando a construção de uma composteira neste ano. Na Udesc de Lages, o professor Germano Guttler desenvolveu um método próprio para compostar os resíduos orgânicos, chamado hoje de Método Lages de Compostagem. Ele foi selecionado em primeiro lugar entre 300 propostas do edital do Ministério do Meio Ambiente e Caixa Econômica Federal. Os resíduos recicláveis são recolhidos pela associação de catadores da Comcap.

Também em 2018 a Udesc organizou o 1º Jogos Universitários Lixo Zero do Brasil, em Ibirama. O evento foi realizado em cinco escolas estaduais da cidade e todos os coletores de resíduos foram readequados para contemplar as três categorias mínimas. Durante os jogos, foram evitados 12 mil copos descartáveis! Depois do evento, duas escolas assinaram um acordo com a Udesc para implantar o Programa Lixo Zero.

Abaixo tem uma reportagem feita pela emissora local de televisão sobre o Selo Setor Lixo Zero, vale a pena conferir.



Um belo exemplo para outras universidades e para nós também! Um ecobeijo e até breve.
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