Julho sem plástico: lives no Instagram e Youtube

Por Letícia Maria Klein •
06 julho 2020
Para comemorar a campanha #julhosemplastico, vou conversar com pessoas que fazem a diferença em prol de um mundo mais sustentável, com consumo consciente e maior aproveitamentos dos resíduos sólidos. As lives serão nas quintas-feiras, às 19h30, pelo Instagram (com posterior upload no Youtube). Confira a agenda abaixo.

Dia 09/07 – Rodrigo Sabatini, Instituto Lixo Zero Brasil.
Rodrigo é engenheiro civil, presidente do Instituto Lixo Zero Brasil, diretor da Zero Waste International Alliance, fundador e mentor da Juventude Lixo Zero. Será que um mundo sem lixo é possível? Vamos conversar sobre isso na live, explorando os problemas e as soluções dos resíduos sólidos. 

Dia 16/07 – Giovani Rafael Seibel, Mais Bicicletas. 
Giovani é biólogo, pós-graduado em Gestão e Educação Ambiental. É professor de Ciências e Biologia das Rede de Ensino Municipal e Estadual e professor do Programa Mais Educação – Agroecologia. Atualmente ele é empreendedor do Mais Bicicletas, uma empresa de aluguel de bikes. Giovani usa a bicicleta como principal meio de transporte e faz compostagem há muitos anos (foi ele que fez o meu minhocário), por isso eu o convidei para falarmos sobre os mitos e verdades da compostagem. 

 

Dia 23/07 – Alessandra Bernardi, loja Com Sumo Consciente. 
Alessandra é arquiteta e empreendedora. Ela possui uma loja de artigos sustentáveis em Blumenau, chamada Com Sumo Consciente. Ela tem cosméticos, produtos de higiene e limpeza naturais, veganos e não testados em animais, além de decoração, roupas e acessórios feitos à mão. Vamos conversar sobre por que e como ser um consumidor consciente. 

Dia 30/07 – Mariane Gomes Sievert, Casa Aberta
Mariane é mãe, filha, poetisa, brincante da natureza, admiradora de processos livres, aprendiz de permacultura, inspiradora da Casa Aberta e do PresentEco. Devido aos seus vários anos como professora e estudiosa da educação, vamos conversar sobre os caminhos da educação para um mundo sustentável. 

 

Encontro marcado, hein? Um ecobeijo e até breve!
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Julho sem plástico: 31 formas de reduzir o plástico na sua vida

Por Letícia Maria Klein •
02 julho 2020
Chegou o mês de julho para te incentivar a diminuir a quantidade de plásticos na sua rotina! A campanha #julhosemplastico, ou #plasticfreejuly, nasceu em 2011 na Austrália e se espalhou pelo mundo. Você pode até se inscrever para participar da campanha oficial no site da fundação Plastic Free July

A ideia é que, durante o mês de julho (e para sempre, de preferência), você evite usar materiais descartáveis ou consumir plásticos novos – se você tem itens de plástico resistente (não descartável) em casa, é claro que pode usá-los para algumas das dicas abaixo, afinal, descartar algo que está em bom estado não é sustentável, mesmo que seja para comprar outra coisa melhor. Para te ajudar a consumir menos plastiquinhos, este post tem uma dica para cada dia do mês. Vamos juntos? 

Algumas das soluções que eu uso para reduzir o plástico na minha vida
Algumas das soluções que eu uso para reduzir o plástico na minha vida



1. Tenha sua própria caneca, garrafa ou copo retrátil para evitar o uso do copo descartável.

2. Carregue seu próprio canudo de metal, bambu ou vidro para evitar os canudos no restaurante. Importante! Lembre-se sempre de pedir para não colocar o canudo, porque às vezes já vem dentro da bebida.

3. Use sacos de pano para comprar pão na padaria e outros alimentos a granel, como frutas e verduras no mercado, na feira ou em lojas do ramo.

4. Potes de vidro também podem ser usados para comprar alimentos a granel, geralmente em lojas ou feira (precisa tarar o pote antes).

5. Troque as sacolas plásticas do mercado por opções retornáveis. Como substituir? Continue lendo.

6. No lugar da sacola na lixeira do banheiro, use um saco de papel (que pode ser o do pão ou uma dobradura).

7. Coloque os resíduos recicláveis dentro de embalagens de produtos que você comprou, assim não precisa usar sacola de plástico.

8. Outra opção é usar caixas de papelão para colocar os resíduos. Use uma caixa para os vidros também.

9. Carregue um kit de talheres para onde for para evitar os descartáveis, ou para usar quando os talheres do restaurante estiverem dentro de um saquinho plástico (que não costuma ser enviado para a reciclagem).

10. Troque a escova de dente de plástico por uma opção de bambu, com cerdas naturais. Existem várias no mercado hoje, e é fácil encontrar na farmácia. A vantagem é que pode ser compostada.

11. Escovão de plástico de limpeza também tem opção em madeira e cerdas naturais, e pode ser compostado.

12. Vassoura de madeira e palha substitui muito bem a de plástico, e – adivinha – pode ser compostada.

13. O tubo da pasta de dente dificilmente é reciclado, então uma boa opção são as pastilhas dentais ou a pasta em barra. Também existem receitas que você pode fazer em casa, mas é bom pesquisar bastante e falar com seu dentista.

14. Se você usa creme corporal, pode procurar opções em vidro ou mesmo fazer a sua própria receita de creme em casa (tem algumas na internet).

15. Substitua o plástico filme e o papel alumínio no fechamento de potes por embalagens multifuncionais de cera de abelha: são pedaços de pano encerados usados para embalar alimentos ou fechar potes. Você pode fazer ou comprar pronto.

16. Se for comprar alguma peça de roupa, prefira as de fibras naturais, como algodão e linho, por exemplo, pois as sintéticas são feitas a partir de plástico. 

prefira roupas de algodão ou outras fibras naturais
Uma das minhas roupas feita 100% com algodão



17. Substitua o aparelho de barbear de plástico pelo de metal, que dura sua vida toda e você só precisa trocar a lâmina. Daí é só encaminhar as pecinhas para a reciclagem. 

18. Para evitar gerar tantas canetas, existem algumas opções de caneta-tinteiro, com tinta que vem em potinho, como antigamente. É mais comum no exterior, mas pela internet dá para encontrar opções. Algumas papelarias também têm.

19. Na cozinha, você pode trocar utensílios de plástico por opções de metal, como talheres, concha, espátula, ou de madeira, como pás e colheres grandes para usar na panela.

20. Tábuas de plástico para cortar alimentos podem ser trocadas por tábuas de vidro ou de madeira.

21. Quando precisar de potes, reutilize embalagens de vidro (ou até de plástico) de alimentos ou compre potes de vidro.

22. Ao comprar material escolar, também prefira opções que não sejam de plástico, como régua e tesoura de metal, borracha natural (não sintética) ou feita a partir de reaproveitamento de materiais (os dois modelos são produzidos pela Mercur).

23. Troque a esponja de lavar louça de plástico por bucha vegetal. Dá até para plantar em casa, o que evita a embalagem.

24. Reduza o consumo de isopor, preferindo produtos que venham embalados em materiais mais facilmente recicláveis. Neste post tem várias dicas para evitar, reutilizar e reciclar o isopor.

25. Bora pra cozinha? Para evitar embalagens plásticas e produtos industrializados, você pode fazer suas próprias comidas em casa, como pão, macarrão, bolo, hambúrguer vegetariano, pizza e muito mais.

26. Mulheres, troquem os absorventes descartáveis de plástico por um coletor menstrual ou absorventes de pano. Além de sustentáveis, vão te dar uma economia enorme de dinheiro. Sério, dê uma chance, você não vai se arrepender!

27. Como o papel higiênico vem numa embalagem de plástico, uma boa forma de evitar esses dois resíduos é usar uma ducha higiênica (ou um bidê) e um paninho para se limpar.

28. Seguindo a lógica do papel embalado em plástico, use guardanapos de pano em casa (e tenha sempre um na bolsa ou no bolso). Você pode fazer os guardanapos a partir de peças de roupa antigas ou retalhos de tecido.

29. Mais uma coisa que vem embalada em plástico: algodão. Prefira rodelas de tecido de algodão ou mesmo um pano, dependendo do uso.

30. Ao comprar sabonetes, escolha aqueles embalados em papel, e sempre que possível, escolha aqueles feitos com ingredientes naturais e benéficos. Você consegue encontrar pela internet, em empórios ou lojas de produtos naturais.

31. Na mesma linha, existem shampoos e condicionares em barra, que não vem embalados num pote de plástico. Tem de várias marcas e modelos no mercado, e é bem fácil encontrar on-line.

Você achou que nem tinha 31 formas de tirar o plástico da sua vida, né? Pois tem muito mais! Me conta nos comentários quais dessas você já faz e quais vai colocar em prática já já.

Um ecobeijo e até breve!
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Gaia: alerta final, de James Lovelock [Resenha]

Por Letícia Maria Klein •
25 junho 2020
A terra, nosso planeta casa, está viva. É um organismo que se autorregula por meio dos seres vivos, rochas, oceano e atmosfera, todos conectados em um sistema em evolução. Todos inter-relacionados e interdependentes de alguma forma.

É isso que diz James Lovelock na teoria de Gaia, que ele formulou nos anos de 1980 a partir da hipótese de Gaia, criada na década anterior. Em "Gaia: alerta final", o autor faz um retrato sombrio das ações e consequências da humanidade no planeta, que tem nos colocado rumo a uma catástrofe climática que pode ser irreversível. 

Gaia: alerta final, de James Loveck


Para ele, a redução da queima de combustíveis fósseis, do uso de energia e da destruição das florestas não é uma resposta suficiente ao aquecimento global, que pode acontecer mais rápido do que nossa capacidade de reação. Aqui ele dá um panorama geral e analítico da previsão climática, explicando os modelos e o consenso (equivocado!) do IPCC, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU.
“Civilizações destroem a si próprias com ideologias que, como vírus de computador, incapacitam seus sistemas operacionais. [...] A crise é o resultado de colocarmos os direitos humanos antes dos deveres humanos com a Terra e as demais formas de vida com as quais compartilhamos a Terra.” (p. 230, 232)
James Lovelock é amigo de Stephan Harding, professor com quem tive aula na Schumacher College. Ele eventualmente falava sobre o cientista – nós estudamos a teoria de Gaia, inclusive. Além de criador da teoria, Lovelock inventou o instrumento que mede a quantidade de CFCs na atmosfera.

Neste livro, o autor coloca em xeque o que se considera sustentável hoje, como energia eólica, por exemplo - ele aposta todas as fichas em energia nuclear, a partir da explicação dos prós e contras de diversas fontes de energia e alimento. Ele também explora as técnicas de geogenharia e a discussão sobre o que é ser ou não ser verde.

Lovelock sempre foi considerado polêmico, e apesar de oito previsões da sua teoria já terem sido confirmadas, ele não é majoritariamente aceito na comunidade científica.
“A aceitação lança dúvida sobre o modo como a ciência é dividida em um conjunto cômodo de disciplinas, e torna indesculpável continuar a prever e planejar nosso futuro com base na ciência reducionista dos séculos passados. [...] A teoria de Gaia é holística, um sistema teórico completo e, como tal, não pode ser modelada utilizando os conceitos das ciências da Terra ou da vida separadamente” (p. 179, 190)

A ideia da teoria é que o planeta sempre vai buscar, por meio do seu sistema integrado, regular as condições de superfície para favorecer a vida e a habitabilidade. Faz todo o sentido, e se quisermos mudar o futuro da espécie humana no planeta, precisamos todos ter consciência da interdependência dos elementos desse sistema. 
“Um entendimento correto da Terra como um planeta vivo é uma questão de vida ou morte para bilhões de pessoas e de extinção para toda uma gama de espécies. [...] Não há um conjunto de regras ou prescrição para viver com Gaia, só existem consequências.” (p. 188 – 190)
A leitura do livro foi um pouco arrastada para mim, especialmente na primeira metade, e penso que só consegui aproveitar bem a obra porque já tinha conhecimento sobre o assunto, inclusive do meu curso de Ciência Holística na Schumacher (este livro é o último de uma série sobre Gaia, então talvez seja bom começar pelo primeiro).

Lovelock usa uma linguagem mais técnica e tem pensamentos que podem ser considerados polêmicos, talvez até contraditórios. Em nove capítulos, o cientista nos leva por uma jornada sobre história humana, nossas ações e impactos no planeta, as consequências dos modos de vida antropocêntricos, alternativas e soluções (que ajudam, mas não resolvem tudo), a evolução da teoria de Gaia, percepções sobre o planeta vivo, ideias sobre o que é verde e sustentável e um cenário futuro.

Concorde com ele ou não, James Lovelock contribuiu para revolucionar o modo como se pensa e faz ciência hoje - e como as pessoas enxergam a si mesmas no planeta.
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Um residuário para os resíduos recicláveis especiais no condomínio

Por Letícia Maria Klein •
16 junho 2020
Agora o condomínio onde eu moro tem um residuário montado e estruturado, com caixas para tipos específicos de resíduos recicláveis. A cooperativa que recebe a coleta seletiva da cidade não aceita todos os tipos (por falta de comprador e capacidade) e alguns dos resíduos são especiais, pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, então precisamos dar outro destino para eles por meio da logística reversa.

São eles:
Brinquedos Hasbro;
Cápsulas de café;
Equipamentos eletroeletrônicos e acessórios;
Esponjas de cozinha;
Instrumentos de escrita;
Isopor (bandejas e peças de proteção);
Pilhas e baterias.

Para montar a estante e prateleiras do residuário, compramos trilhos, suportes e tábuas de madeira. Para armazenar os resíduos, estamos usando, por enquanto, caixas de papelão e potes redondos de plástico que eram de alimentos. A ideia foi começar com o que já tivéssemos à mão, sem precisar comprar caixas novas. Eu estava esperando a oportunidade de conseguir materiais usados, até que a solução apareceu em uma conversa com minha amiga arquiteta Grazi (tivemos um papo muito legal sobre espaços sustentáveis no Instagram, aliás). 

Residuário para resíduos recicláveis especiais

Nós falávamos sobre composteiras, que podem ser feitas com aqueles baldes redondos ou quadrados que padarias e mercados descartam muito, então me veio a ideia de utilizar esses mesmos baldes para armazenar os resíduos no residuário. Além de dar outro uso para as caixas que seriam descartadas, economizamos um bom dinheiro, já que o valor cobrado costuma ser bem baixo – quando não de graça, se o local quiser dar. Depois que eu trocar as caixas de papelão, atualizo o post com uma foto do residuário repaginado.

Em relação aos resíduos, daremos os seguintes destinos:
  • Brinquedos Hasbro: programa da TerraCycle.
  • Cápsulas de café: aqui daremos destino a grupos que fazem artesanato, mas também tem dois programas da TerraCycle para três marcas específicas.
  • Equipamentos eletroeletrônicos e acessórios: empresa em Blumenau que recicla esses resíduos.
  • Esponjas de cozinha: programa da TerraCycle.
  • Instrumentos de escrita: programa da TerraCycle.
  • Isopor (bandejas e peças de proteção): Reciclagem Saturno, que encaminha o material para a empresa de reciclagem Termotécnica, em Joinville.
  • Pilhas e baterias: mercados e empresas que trabalham com reciclagem de baterias de carro.

Se as ações de uma família para reduzir, reutilizar e reciclar seus resíduos faz diferença, imagina o impacto de várias famílias juntas! Se você mora em casa, pode fazer com os vizinhos da sua rua, e também dá para organizar um residuário na empresa onde você trabalha. A resposta aqui no prédio foi 100% positiva e já tem resíduos nas caixinhas!

Vou manter uma planilha da quantidade de resíduos arrecadada e seus devidos destinos, assim fica mais fácil de contabilizar e ver o impacto positivos das nossas ações.

Um ecobeijo e até breve!
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Vídeos sobre sustentabilidade durante o Junho Verde

Por Letícia Maria Klein •
09 junho 2020
No dia 05 de junho comemora-se o Dia Mundial do Meio Ambiente, quando teve início, lá em 1972, a primeira Conferência da ONU sobre Meio Ambiente Humano. Aqui em Blumenau a celebração é no mês inteiro. O Junho Verde é realizado desde 2016 e está previsto na lei 8.288/16 (nos anos anteriores havia a Semana do Meio Ambiente).

Neste Junho Verde, participei com duas ações: um vídeo com dicas para ser lixo zero no dia a dia (a segunda semana de junho é a Semana Lixo Zero na cidade, por lei) e uma live com a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Blumenau sobre sustentabilidade na nossa vida. Os dois vídeos estão aqui embaixo. Vale a pena seguir o instagram da Semmas para acompanhar todas as ações do Junho Verde na cidade.

Live sobre sustentabilidade no dia a dia
Live sobre sustentabilidade no dia a dia

Dicas para ser lixo zero
Sustentabilidade no dia a dia



Um ecobeijo e até breve!
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Lixo Extraordinário, de Lucy Walker [Resenha]

Por Letícia Maria Klein •
02 junho 2020
Tião, Zumbi, Magna, Irmã, Isis, Suelen e Valter. Pessoas invisíveis para a maior parte da população, confundidas com o material do qual tiravam seu sustento: lixo. Em 2010, elas viraram personagens no documentário Lixo Extraordinário (Waste Land), dirigido por Lucy Walker.

Imagens aéreas do então lixão de Jardim Gramacho mostram montanhas de descarte em meio à Floresta Atlântica, uma cicatriz de danos humanos à casa Terra. Forte o suficiente, mas que não capturam a outra face do problema da produção de lixo: as vidas humanas que trabalhavam e dependiam daquele lugar para sua sobrevivência. 

Cartaz do documentário Lixo Extraordinário (Waste Land)

Para mostrá-las ao mundo, o artista plástico Vik Muniz fez da sua arte um projeto social. Um dos maiores artistas brasileiros reconhecidos internacionalmente, ele utiliza os mais diversos materiais para fazer suas obras, como sujeira, diamantes, açúcar, cabos, cordas, calda de chocolate, pasta de amendoim e pigmento. E também resíduos sólidos. O que importa para ele é “mudar a vida de um grupo de pessoas usando o material que elas usam”. Por isso a diversidade de matéria-prima.

O dinheiro arrecadado com a venda das obras (que tiveram a contribuição dos próprios catadores) foi revertido para a Associação dos Catadores do Aterro Metropolitano do Jardim Gramacho, liderada por Tião Santos, hoje empreendedor social.

O filme, produzido e realizado a longo de três anos, foi indicado ao Oscar de Melhor Documentário em 2011 e levou Tião para o tapete vermelho. Um ano depois, o lixão, considerado o maior da América Latina, foi extinto e no lugar foi implantado um Polo de Reciclagem no fim de 2013 (mas a situação não melhorou; poucas pessoas continuaram empregadas e ainda há o descarte ilegal de lixo por lá).
 
Tião Santos vendo a representação da sua própria foto

O documentário começa com foco em Vik e vai aos poucos apresentando a vida e a realidade dos catadores de materiais recicláveis do lixão, mostrando todo o desenvolvimento do projeto, desde a ideia até a exibição das obras de arte e o “depois” dos protagonistas. 

Com o retorno financeiro, algumas daquelas pessoas conseguiram mudar sua vida e saíram do lixão. O projeto não mudou só a realidade delas, mas a forma como elas se percebiam enquanto pessoas e trabalhadores.

Além da questão humana fortemente presente na narrativa, que aproxima o espectador da história, envolve e emociona, o documentário traz à tona a problemática da produção de lixo em suas dimensões sociais, ambientais e econômicas. Consumismo, desperdício, poluição, classes sociais, condições de trabalho e preconceito são alguns dos temas sobre os quais podemos refletir. 

Trailer do documentário

As artes plásticas e o cinema têm o poder de conscientizar e abrir os nossos olhos para questões que precisam ser discutidas e modificadas na sociedade. Só existe lixo no mundo porque nós, seres humanos, produzimos lixo – materiais que desperdiçamos e não reaproveitamos. É nossa responsabilidade e nosso dever mudar isso. Com consciência e ações diárias. 

Documentário recomendadíssimo! 

Um ecobeijo e até breve!
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O que fazer com a caixa de pizza engordurada?

Por Letícia Maria Klein •
26 maio 2020
Você já deve ter se perguntado se a caixa de pizza é reciclável ou não, por causa da gordura. A dúvida vale para qualquer outro papel engordurado. Eles são, sim, recicláveis, mas não são todos os lugares que aceitam. O que acontece é que a gordura reduz a permeabilidade do papel e faz com que a versão reciclada final fique mais fraca.

As ligações químicas entre as fibras de celulose, chamadas de pontes de hidrogênio, são uma das forças que mantém a resistência do papel. Qualquer processo de impermeabilização (como parafina ou gordura) afeta essas pontes.

A explicação é do professor Jackson Roberto Eleotério, do Laboratório de Processos de Industrialização da Madeira, do Departamento de Engenharia Florestal da Universidade Regional de Blumenau (Furb). 

Caixa de pizza engordurada pode ser reciclada. Fonte: Pixabay.

Conclusão: a gordura influencia o resultado, mas não inviabiliza o processo de reciclagem. A única restrição que a lei prevê é que embalagens de papel pós-consumo já recicladas não devem ser usadas para armazenar alimentos. Então, caixas de pizza engorduradas podem virar caixa de papelão de uso genérico, que não sirvam para acondicionar comida.

Em Blumenau, a cooperativa de catadores de material reciclado da coleta seletiva aceita caixas de pizza com gordura. Mas como nem todas recebem, se você mora em outra cidade, entre em contato com a prefeitura e cooperativas para tirar a dúvida.

Solução além da reciclagem

O que você pode fazer para dar um destino mais sustentável à sua caixa de pizza, quando ela não for aceita na coleta seletiva, é retirar a parte com gordura e separar o restante do papelão limpo para a reciclagem. Os pedaços com gordura podem ser compostados na sua composteira ou minhocário, ou enterrados no jardim – na verdade, a caixa de pizza inteira pode ser compostada, é só cortar em pedacinhos. 

Sacos de papel da padaria que estão engordurados também podem ir para a compostagem (ou servir para armazenar resíduos em casa como alternativa à sacola plástica), além de guardanapos e papel toalha.

Outra solução é evitar a caixa de pizza, especialmente quando você for ao restaurante e pedir pizza à lá carte. Leve um pote na bolsa para trazer os pedaços que sobram. O lanche sem lixo do dia seguinte já está garantido.

Um ecobeijo e até breve!
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Bucha vegetal para lavar louças e o que fazer com a esponja de plástico

Por Letícia Maria Klein •
19 maio 2020
Se tem uma coisa que existe em todas as casas é algum instrumento para limpeza das louças. Na maioria delas, é aquela esponja de plástico, geralmente verde e amarela. Ela tem seus problemas e (boa notícia!) suas soluções, mas existe uma opção ainda melhor: a bucha vegetal

Bucha vegetal e sabão de coco
Bucha vegetal e sabão de coco

A bucha vegetal é uma planta, a Luffa cylindrica. Pode ser cultivada em casa (algumas que você compra vem com sementes dentro) ou comprada no mercado, feira ou pela internet. Além de ter origem natural, a bucha vegetal pode ser compostada, seja no solo, na composteira ou no minhocário – neste caso, ela precisa estar bem limpa, sem restos de sabão, e cortada em pedacinhos. 

Outros pontos positivos da bucha é que ela não risca a louça, detém o crescimento de bactérias e tem um tempo de uso de dois a três meses em média (maior do que o da esponja). Para completar a dupla de limpeza sustentável na cozinha, eu uso sabão de coco em barra – antes de comprar esse tipo de sabão, leia a composição e veja se realmente tem óleo de coco, óleo saponificado de coco ou óleo de babaçu, porque algumas marcas usam sebo animal. 

Para limpar a bucha vegetal, é só ferver por cinco minutos uma vez por semana (pode até colocar um pouco de bicarbonato de sódio). 

Bucha vegetal
Bucha vegetal

O que fazer com a esponja de plástico?

A esponja de lavar louça é feita de plástico poliuretano, que tem origem no petróleo, uma fonte não renovável e bem poluidora. Ela acumula milhões de bactérias e fungos (680 milhões em 15 dias de uso, segundo estudo da Faculdade DeVry Metrocamp/EUA) e ela vai soltando pedacinhos de plásticos, que vão por água abaixo até o rio e o oceano, onde viram comida de animais. 

O lado bom é que existe reciclagem. O processo surgiu em 2014 e fez do Brasil o primeiro país a reciclar esponjas. Mas o caminho não é o convencional: dificilmente ela será aceita em cooperativas de reciclagem se você separá-la para a coleta seletiva. Isso acontece porque o processo é caro e específico, o que significa que não tem muitas empresas que trabalham no ramo. 

Como você faz então?

A iniciativa de reciclagem de esponjas é fruto de uma parceria entre a fabricante Scotch-Brite e a TerraCycle, uma empresa especializada em solução para resíduos de difícil reciclabilidade – a reciclagem só é possível graças ao financiamento das fabricantes desses produtos específicos. 

Para participar e poder enviar suas esponjas para a reciclagem, você só precisa se cadastrar no site da TerraCycle. Deixe um coletor separado para o resíduo (pode ser uma caixa de papelão) e divulgue para quem está próximo. Você pode montar um ponto de coleta no prédio (na casinha dos resíduos ou na garagem), no trabalho ou na escola. 

Passo a passo de como participar dos programas de reciclagem da TerraCycle
Passo a passo de como participar dos programas de reciclagem da TerraCycle

Quando sua caixa estiver cheia, entre na sua conta no site e peça uma etiqueta pré-paga (você não paga a remessa); cole na caixa e envie pelo correio. Se você enviar pacotes com o peso ou a quantidade mínima requerida por cada programa, você ganha pontos que equivalem a uma quantia em dinheiro, que depois é revertida em doações para uma instituição sem fins lucrativos ou uma escola pública de sua preferência. 

O programa das esponjas aceita esponjas e suas embalagens, de qualquer marca. O peso mínimo para pontuar são dois quilos, e remessas com mais de sete quilos ganham 500 pontos a mais. No processo de reciclagem das esponjas (veja abaixo), elas são transformadas em pellets plásticos, que são a matéria-prima para outros produtos plásticos, como vasos de plantas e lixeiras. 



Aqui no meu prédio, todos concordaram em participar dos programas de reciclagem disponíveis no site (atualmente, a empresa recebe cápsulas de café, brinquedos e instrumentos de escrita, além das esponjas). Ficou empolgado para começar uma campanha no seu prédio ou na sua rua?

Um ecobeijo e até breve!
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Meu gato fez xixi no pufe, e agora? Como reaproveitar?

Por Letícia Maria Klein •
14 maio 2020
Se você tem gato ou cachorro em casa, sabe que o xixi deles tem um cheiro muito forte, que é difícil de sair. O do gato principalmente. Pois bem, o meu bichinho "fez arte" aqui em casa. Não uma nem duas, mas três vezes! Dá para salvar o pufe? Como limpar? O que fazer com o resíduo de isopor? Que material usar para encher? Vou te contar minha jornada até achar uma solução sustentável para todas essas perguntas. 

Meu gato fez xixi no pufe
O gato é fissurado no pufe.

Foi no ano passado, nos primeiros meses depois que o adotamos. Desde o início, ele sempre foi na caixa de areia bem direitinho, mas por algum motivo (talvez chamar atenção, sei lá), ele fez xixi no pufe, que ficava na sacada. Como tinha ficado uma pocinha, achei que o pufe não tinha absorvido. Assim que eu vi, coloquei a areia dele em cima, para absorver o xixi, e passei os produtos naturais que tem aqui em casa: álcool e vinagre.

Um tempo depois, ele fez de novo e eu segui o mesmo procedimento. Para tentar acabar com a palhaçada, toda vez que ele chegava perto do pufe, eu borrifava água para ele sair (é uma técnica que funciona bem com ele). Na terceira vez, tinha uma almofada sobre o pufe, e o xixi pegou mais na almofada, que foi fácil de lavar. Eu nunca mais usei o pufe, sabia que tinha que fazer uma limpeza mais profunda, mas o tempo foi passando.

Pois bem, aproveitando a quarentena, eu e meu marido decidimos que era hora de enfrentar a tarefa. Levamos o pufe para a área externa e lavamos com água e sabão, esfregando bastante. Deixamos o pufe no sol o dia todo, virando eventualmente para pegar sol em todos os lados.

Depois de seco, coloquei o pufe no seu novo lugar, no meu canto de leitura no escritório. No dia seguinte, percebemos um cheiro forte ainda presente e vimos que o chão embaixo do pufe estava molhado. Não tinha secado o suficiente. Guardei o pufe no banheiro para arrumar no fim de semana seguinte. Durante aquela semana, aproveitei para deixar o pufe no sol por mais tempo. Chegou o fim de semana, mãos à obra.

Ficamos um tempo conversando sobre o que fazer com o pufe. Não dava para simplesmente colocá-lo para a reciclagem, fedorento daquele jeito. O problema era que o xixi tinha impregnado nas costuras do pufe e tinha entrado por ali. Só tinha uma solução: abrir, tirar o recheio de isopor e lavar a capa direito. Porque a sujeira seria grande, abrimos o pufe na banheira (depois de uma luta com o zíper, que tinha emperrado). Nossa, que cheiro forte!

Eu fui retirando os pedacinhos de isopor com balde e colocando em sacolas grandes. Enchemos seis. Depois eu sacudi o pufe, virei do avesso para tirar pedaços que tinham ficado grudados, e usamos o aspirador de pó para limpar os restinhos que ficaram na banheira. Para lavar a capa do pufe, enchi o tanque com água e coloquei uma mistura para resolver de vez o problema: um copo de álcool 96% GL, um copo de vinagre, um copo deste sabão líquido caseiro e um copo de Lysoform (foi preciso usar um desinfetante forte para eliminar o odor). Deixei umas seis horas de molho e enxaguei na máquina de lavar roupa. No dia seguinte, mais um banho de sol. Agora sim estava bom!

Mas o que fazer com o isopor? Durante a semana, levamos todos os sacos para a Reciclagem Saturno, uma empresa que recebe doações de isopor (não compra) e encaminha para a Termotécnica, em Joinville, que recicla esse material. 

Galpão de isopor na Reciclagem Saturno, com os sacos que levamos à esquerda
Galpão de isopor na Reciclagem Saturno, com os sacos que levamos à esquerda

Capa, ok. Resíduos, ok. Agora, o que usar para encher o pufe? Eu não queria comprar bolinhas de isopor, para não gerar essa demanda por material virgem. Pensei em comprar retalhos de tecido de fábricas têxteis e usar como recheio, mas acho que eu não conseguiria moldar o pufe (realmente não sei, talvez funcionasse).

Então eu me lembrei da pilha de isopor guardada no armário da área de serviço, resultado de produtos orgânicos comprados no mercado e pedidos de comida em casa. Estava acumulando para levar na Reciclagem Saturno, mas que bom que ainda não tinha feito isso. Solução encontrada! Vou usar todos esses pedaços de isopor para encher o pufe. Também vou cortar algumas peças de roupa que estão rasgadas ou furadas para colocar junto, assim reaproveito mais um resíduo que não é reciclado aqui em Blumenau. Zero aterro sanitário, 50% reciclagem, 50% reuso. Que sensação boa! 

Pufe vazio e muitos isopores para encher
Pufe vazio e muitos isopores para encher

Acumular certos tipos de resíduos até encontrar uma solução para eles pode ser vantajoso. Me conte se você já conseguiu reaproveitar algo que parecia inutilizado.

Um ecobeijo e até breve.
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A boca de lobo azul ecológica criada em Blumenau. E você pode ter uma!

Por Letícia Maria Klein •
05 maio 2020
"A água passa, o lixo fica e o rio agradece." Esse é o lema do bueiro ecológico criado por Tiago dos Santos, empresário que vive em Blumenau/SC. A partir de suas vivências no rio e preocupado com a poluição, Tiago criou a boca de lobo azul ecológica. Produzido na sua empresa (Top Quadros), o equipamento substitui as tradicionais grades de bueiro e possui um filtro que evita que o lixo caia na rede de drenagem e, consequentemente, no rio. Em entrevista exclusiva ao blog, Tiago contou tudo sobre o projeto e o produto que já está à venda para todo o país (sim, você pode ter um!).

Boca de lobo azul ecológica
Primeira boca de lobo azul ecológica de Blumenau. Foto: Tiago dos Santos.
Como e quando surgiu o projeto? 
Surgiu em 2018, numa ação voluntária empresarial com o objetivo de conter a poluição. Eu não inventei o sistema em si, apenas aprimorei. Com base nas minhas experiências dentro do rio, vendo tanto lixo, foi fácil entender de onde ele acaba vindo.

Vídeo mostrando o funcionamento do bueiro ecológico.
Vídeo mostrando o funcionamento do bueiro ecológico. Fonte: Tiago dos Santos.
Quantas limpezas mensais você já fez no bueiro em frente à sua loja (o pioneiro)? 
Tenho feito em média duas limpezas no mês. Em 2019, foram 22 limpezas. As limpezas só são necessárias após as chuvas, que é o momento em que os resíduos orgânicos, como folhas, galhos, pedra, e o lixo caem dentro e você precisa fazer a manutenção. Ela não é necessária após cada chuva, depende da quantidade de lixo que cai; se tiver um entupimento muito grande, tem que fazer a manutenção. Eu faço periodicamente para ter o registro fotográfico desses resíduos, da classificação e da limpeza.

Limpeza do bueiro ecológico com orgânicos e lixo
Limpeza do bueiro ecológico com orgânicos e lixo. Foto: Tiago dos Santos.
Quantos bueiros tem na cidade? 
Já temos oito instalados (dois na minha empresa), dois para serem instalados na Fundação Fritz Müller, e outros nove equipamentos já fabricados para serem instalados em frente a escolas, que foram viabilizados pelo edital que eu ganhei da Fundação Fritz Müller no valor de R$ 5 mil. Tenho até o final do ano para instalá-los em frente a essas nove escolas. Então, até o fim do ano, teremos 19 bueiros instalados.

Bueiro ecológico em frente à escola Luiz Delfino
Bueiro ecológico em frente à escola Luiz Delfino. Foto: Tiago dos Santos.

Bueiro ecológico em frente à escola Profª Zulma Souza da Silva
Bueiro ecológico em frente à escola Profª Zulma Souza da Silva. Foto: Tiago dos Santos.
Como funciona a adoção e manutenção de um bueiro ecológico?
A ideia é fazer com que as pessoas mudem o comportamento e passem a ter uma atuação maior na cidade. A ideia de adoção faz com que cada um cuide do seu próprio quintal, digamos. Minha ideia é permitir que as pessoas físicas, empresas e instituições façam a adoção e se responsabilizem pela manutenção. Dessa forma nós vamos garantir o tratamento da drenagem urbana, evitar custos para a prefeitura e deixar a cidade mais bonita. Basta você adquirir um equipamento e fazer a instalação com o auxílio de um pedreiro.

Qual a quantidade de resíduos já coletada nos bueiros?
Um equipamento desse é capaz de evitar que aproximadamente de um a dois quilos de resíduos plásticos ou artificiais vão para os rios. Já a quantidade de material orgânico aumenta muito; a quantidade de material como barro, pedra, folhas, galhos, que vão para os rios, é muito grande. Dentro de um ano, esse peso pode chegar a quarenta quilos. As pessoas têm a impressão de que um quilo parece pouco, mas a conta que deve ser feita é que uma cidade possui milhares de bueiros – Blumenau tem mais de 20 mil. Se você pegar 20 mil bocas de lobo vezes um quilo, são 20 toneladas de lixo dentro da água em um ano.

Mas é importante destacar que o potencial poluidor não está necessariamente relacionado ao peso dos resíduos. Se você pegar um quilo de isopor e jogar na água, vai ser um crime ambiental, porque esse material é muito leve e vai se despedaçar, poluindo uma quantidade muito grande de água e matando muitos animais. O material orgânico que vai para o rio, apesar de não ser poluente, contribui para o assoreamento dos rios, o que leva a prefeitura a ocasionalmente entrar no leito do rio com máquina e cavá-lo, o que não é ideal, porque mexe com toda a biodiversidade daquele ambiente.

Que tipos de resíduos caem no bueiro?
Geralmente são resíduos menores; garrafas e embalagens maiores não entram por causa da grade. O que tem dentro dificilmente pode ser reciclado, porque tem pouco valor econômico devido ao peso, mas na grande maioria das vezes, como dá para ver nas fotos, existe um padrão de bitucas de cigarro (de 20 a 30), embalagens de plástico de bala, chiclete e de chocolate, além de embalagens variadas, como plásticos pequenos e celofane de carteira de cigarro. 

Resíduos plásticos filtrados pelo bueiro ecológico.
Resíduos plásticos filtrados pelo bueiro ecológico. Muitas embalagens de doces e bitucas de cigarro. Foto: Tiago dos Santos.

Resíduos plásticos filtrados pelo bueiro ecológico.
Resíduos plásticos filtrados pelo bueiro ecológico. Foto: Tiago dos Santos.
Na sua opinião, qual a importância desse projeto?
Importantíssimo, tanto na questão de educação, mostrando que é a poluição do rio é um problema, quanto no controle da poluição em si. O bueiro desperta a curiosidade das pessoas e levanta a questão de que precisamos cuidar do saneamento básico e da nossa água.

Qual tem sido a repercussão do projeto desde o início?
A repercussão sempre foi muito grande e positiva, diversas pessoas do Brasil todo comentando e querendo fazer parte, órgãos de imprensa sempre compartilhando. A adesão é muito grande.

Outras cidades já adotaram?

Sim. Gaspar já adotou um equipamento, em frente ao Instituto Federal de Santa Catarina. Santo Amaro da Imperatriz tem dois equipamentos. Tem algumas tratativas para Pomerode e algumas cidades vizinhas.

Algum governo mostrou interesse em tornar o bueiro ecológico uma política pública?
Sim, porém nenhum desses interesses foi para frente. Eu tive contato de várias entidades, de vários políticos, mas até o momento, nada. Acho que vai ter que ser pela iniciativa privada mesmo.

Quais são os próximos passos do projeto?
Continuar evoluindo nessa questão da adoção. Após alguns protótipos, eu cheguei a um produto praticamente ideal, que já está sendo comercializando. Você pode comprar pelo site e recebe o equipamento em casa com instruções de montagem. A ideia é tornar o produto comercial, para que qualquer pessoa ou empresa possa adquirir; para a instalação basta contratar um pedreiro.

Qual a relação do bueiro com a barreira ecológica que você instalou no Ribeirão Jararaca, perto da sua loja?
Eles estão conectados, de certa forma, pois tem o mesmo objetivo de conter a poluição. Um ajuda na função do outro. A barreira tem uma função mais abrangente, porque pode barrar o lixo jogado por cima de uma ponte, por exemplo, mas como é difícil conter um volume de água muito grande, o ideal é fazer o tratamento da drenagem urbana a partir dos bueiros ecológicos. 

Barreira ecológica no Ribeirão Jararaca
Barreira ecológica no Ribeirão Jararaca. Foto: Tiago dos Santos.

Barreira ecológica no Ribeirão Jararaca
Barreira ecológica no Ribeirão Jararaca. Foto: Tiago dos Santos.


A barreira ecológica tem aproximadamente dois anos também, tem uma manutenção um pouco mais difícil, porque eu tenho que entrar no rio, e ela age contra a força da natureza, o dificulta bastante a instabilidade dela. Por causa disso, eu retirei a barreira do rio para mudar o design dela e melhorar essa questão, porque ela estava sofrendo bastante com o impacto da água. 

Vídeo mostrando a limpeza da barreira ecológica.
Vídeo mostrando a limpeza da barreira ecológica. Fonte: Tiago dos Santos.
Qual a quantidade de resíduos recolhidos pela barreira desde a implantação?
Tenho um cálculo aproximado de que ela já recolheu 500 litros de resíduos. A manutenção é anual e requer bastante cuidado: é muito perigoso entrar num rio, por que você pode se contaminar, se machucar ou pegar alguma doença. Mas a barreira tem um efeito bem positivo, só precisa de adequação.

Resíduos barrados pela barreira ecológica no Ribeirão Jararaca. Foto: Tiago dos Santos.
Resíduos barrados pela barreira ecológica no Ribeirão Jararaca. Foto: Tiago dos Santos.
Resíduos barrados pela barreira ecológica no Ribeirão Jararaca. Foto: Tiago dos Santos.
Resíduos barrados pela barreira ecológica no Ribeirão Jararaca. Foto: Tiago dos Santos.
Resíduos barrados pela barreira ecológica no Ribeirão Jararaca. Foto: Tiago dos Santos.
Resíduos barrados pela barreira ecológica no Ribeirão Jararaca. Foto: Tiago dos Santos.
Fantástico esse projeto! É um exemplo de como pequenas atitudes fazem muita diferença. Nós mesmos podemos ajudar a cuidar da limpeza da nossa cidade. Se você mora em um condomínio, fica ainda mais fácil de adquirir um bueiro ecológico em conjunto e criar um pequeno grupo para fazer as manutenções. No site da empresa tem mais informações sobre a boca de lobo azul ecológica e opção de compra.

Um ecobeijo e até breve!
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Como ser uma pessoa sustentável em três passos

Por Letícia Maria Klein •
28 abril 2020
O que te faz ser sustentável? O que te faz um consumidor consciente? Você já pensou nisso? Aqui no blog tem dezenas de dicas para você ter uma vida mais sustentável, seja em casa ou em qualquer lugar fora dela. Mas se não existissem dicas prontas e você tivesse que partir do zero: como se aprende a ser sustentável e a consumir conscientemente? Com este passo a passo simples e poderoso!


1º passo - Compreenda a visão sistêmica de mundo

O primeiro passo nessa jornada é ter consciência de que tudo está interligado no planeta – e fora dele. Existem inúmeras relações entre os seres vivos e entre eles e os ambientes. São relações de interdependência ao mesmo tempo delicadas e complexas, ligando tudo e todos numa teia da vida, um incomensurável sistema em que cada peça, cada engrenagem, cumpre um papel importante para a manutenção e o equilíbrio do todo.

Não dá para tirar um pedaço e esperar que tudo continue funcionando como antes. Por isso se diz que o conjunto é maior do que a soma das partes, porque existem conexões de dependência que surgem a partir das interações. Quem disse isso tudo pela primeira vez foi Ludwig von Bertalanffy, em sua Teoria dos Sistemas, que foi vastamente explorada pelo físico Fritjof Capra em seus livros.

Neste momento de pandemia pelo coronavírus, estamos vivendo um exemplo perfeito de como o mundo inteiro é interconectado por fios invisíveis e como todas as ações afetam umas às outras.



2º passo - Faça perguntas

Dizem que são as perguntas que movem o mundo. A partir do momento que você compreende esse sistema de inter-relações e interdependências que é o planeta Terra (e o universo), está na hora de aplicar o conceito no seu dia a dia usando muitos pontos de interrogação.

Lembrando que ser sustentável é cuidar de si, do outro e do meio, existem três grandes perguntas que te ajudam a ligar os pontos do sistema e que orientam sua jornada num caminho sustentável:

  • De que forma as minhas ações me afetam?
  • De que forma as minhas ações afetam os outros (qualquer ser vivo)?
  • De que forma as minhas ações afetam o ambiente (local, regional, global)?

A partir dessas perguntas, você começa a ter outro olhar para o que antes era automático, normal. Só é possível mudar o que pensamos, sentimos e fazemos a partir do momento em que passamos a questionar a normalidade e a zona de conforto. Aquelas três perguntas vão gerar muitas outras, te levando a repensar suas escolhas, ações e reações em âmbito individual, familiar, social e profissional.

Para ficar mais claro, alguns exemplos a partir das três perguntas orientadoras, sobre alimentação:

- De que forma a minha alimentação me afeta:

Eu como devagar ou rápido? Como isso impacta minha digestão? Que tipo de alimentos eu como? Minha alimentação é saudável? Quais os reflexos da comida no meu corpo e no meu ânimo ou disposição? Eu sinto prazer e felicidade ao comer?

- De que forma a minha alimentação afeta ou outros:

Os alimentos que eu compro são cultivados ou produzidos por quem? São produtores locais ou de longe? São produtores que têm responsabilidade social e ambiental? Os alimentos que eu como vêm de animais? Como eles são criados? Como ter uma alimentação que cause menos sofrimentos aos animais?

- De que forma a minha alimentação afeta o ambiente:
Os alimentos que eu compro são orgânicos ou com agrotóxicos? Quantas embalagens vêm nos alimentos? Elas são recicláveis ou reutilizáveis? As empresas que produzem são poluidoras ou têm políticas de cuidados ambientais? Eu envio os resíduos orgânicos para o aterro sanitário ou faço compostagem?

Você pode começar com um único objeto: escova de dente, chocolate, celular. A nossa vida é baseada no consumo, então tudo que consumimos é um ponto de partida para questionamentos e análises. Use as perguntas básicas: o que, por que, como, quando, onde, quem. Use também as seis perguntas do consumidor consciente:

- Por que comprar?
- O que comprar?
- Como comprar?
- De quem comprar?
- Como usar?
- Como descartar?












3º passo - Busque conhecimento

Para a maior parte das perguntas, você vai precisar ir atrás de informação (confiável e relevante!), seja no site do fabricante/produtor/empresa, pelas redes sociais, sites de notícias, fóruns, livros, tevê. Se você está lendo este post, já está buscando informação.

É importante ter em mente que o processo para se tornar sustentável e ser um consumidor consciente é contínuo e vai te acompanhar ao longo da sua vida. As formas de produção e consumo mudam o tempo todo na sociedade e a maneira como a gente vive também muda. A verdade é que estamos constantemente em processo de adaptação. De novo, não tem exemplo melhor do que a atual crise da Covid-19. Os A mudança é a única constante da vida, e quanto mais bem informados estamos, melhor conseguimos lidar com o mundo em que vivemos.

Além disso, esse processo de transformação é individual, porque cada pessoa é única. Saiba os seus limites, entenda o seu tempo, não se cobre e continue. Cada ação conta e o que importa é não ficar parado. O segredo do equilíbrio está na sua consciência.

Para tornar a sustentabilidade e o consumo consciente parte do seu estilo de vida, basta olhar ao redor, prestar atenção e pensar fora da caixinha. Tenha uma visão sistêmica do mundo, questione-se e adquira conhecimento. Estamos todos juntos, e as nossas ações positivas fortalecem a teia da vida.

Um ecobeijo e até breve!
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10 brincadeiras de sustentabilidade para fazer com as crianças na quarentena

Por Letícia Maria Klein •
22 abril 2020
Com as aulas suspensas devido à pandemia do novo coronavírus, as crianças estão o dia inteiro em casa. Haja atividade para mantê-las entretidas, não é mesmo? Você pode aproveitar esse tempo extra com a criançada em casa para conversar sobre assuntos relacionados a questões socioambientais e de sustentabilidade. Claro que é muito mais interessante quando a conversa está no meio de alguma brincadeira ou atividade em família. Então segue uma listinha com 10 sugestões de diversão sustentável em família nesta quarentena (e depois dela também). 

10 brincadeiras de sustentabilidade para fazer com as crianças na quarentena
Plantar, cozinhar, dançar, ler e assistir filmes com temáticas ambientais são algumas atividades de sustentabilidade para fazer com as crianças na quarentena

  1. Lembra do seu primeiro broto de feijão no algodão? Plantar e acompanhar o crescimento da plantinha é uma ótima forma de ensinar às crianças sobre respeito à natureza, ciclo de vida, fenômenos naturais, paciência e espera, alimentação orgânica, entre tantos pontos. É uma boa hora para criar um cantinho em casa para sua própria horta e jardim, se ainda não tem um.
  2. Um espaço verde em casa é também um ótimo motivo para falar de compostagem, o que nos leva a próxima atividade: monte uma composteira ou um minhocário junto com seu filho. Se a família já tem, então vocês podem fazer ser uma versão menor, com baldes pequenos, e que vai ficar sob os cuidados da criança. Um sistema de compostagem caseiro é uma ferramenta de ensino riquíssima: respeito aos animais, ecossistema, interdependência entre seres e ambiente, não ter medo de minhocas, o fato de que não desperdício na natureza...
  3. A reutilização dos baldes para fazer composteira já dá outra ideia: alguns materiais recicláveis dão ótimos brinquedos. Além de ensinar à criança sobre redução de resíduos, reutilização e reciclagem, atividades manuais e artísticas estimulam a criatividade dos pequenos, que é um aspecto fundamental no processo de aprendizagem e no desenvolvimento da criança. É só liberar a imaginação e deixar a invenção reinar.
  4. Aliás, quando eu era criança, eu só brincava com brinquedos analógicos: lego, boneca, carrinho, bola, quebra-cabeça, jogos de tabuleiro. Que tal resgatar essa forma de brincar e usar uma narrativa que envolva sustentabilidade? Vocês podem inventar um jogo de tabuleiro em que os participantes avançam ou voltam casas conforme sua conduta ambiental. Um quebra-cabeça com a imagem de uma paisagem pode servir de base para uma conversa sobre a importância de conservar os habitats naturais. Peças de montar podem ser usadas para criar uma cidade sustentável. O que mais?
  5. Outra forma de falar sobre ambiente com as crianças é usando filmes e animações que abordem temáticas ambientais. Vocês podem ver o filme e fazer uma roda de conversa depois, ou ir parando o filme em alguns pontos para falar sobre algum tema específico. Algumas dicas de filme: A fuga das galinhas, Como treinar seu dragão, Irmão urso, KitbullO Lórax: em busca da trúfula perdida, O cão e a raposa, O jardim secreto, O menino e o mundo, O pequeno príncipe, O Reino PerdidoPocahontasRio, Rio 2, Tarzan, Wall-e...
  6. Além dos livros, que tal fazer um clube de leitura? Vocês podem ler em conjunto livros infantis ou infanto-juvenis que tenham temáticas socioambientais, como O jardim da meia-noite, O menino do dedo verde, O jardim secreto, O pequeno príncipe, A princesinha, Anne de Green Gables. Ao longo da leitura, vocês podem anotar pontos importantes e depois de terminada a história, expressá-los em forma de desenho, teatro, música, poesia, redação, dança etc. A manifestação artística é um ótimo instrumento de consolidação do aprendizado.
  7. Esta não é uma brincadeira, mas é uma ação importante em que cabem muitas reflexões: separar roupas e brinquedos que as crianças não usam mais e que podem ser doados. É legal fazer isso junto com os pequenos, para acompanhar suas reações, conversar sobre o que ele sente nesse processo, falar sobre a importância da doação e de outros temas, como consumo consciente.
  8. Este aqui também pode ser um passatempo reflexivo: olhar pela janela. Como ficamos muito mais tempo em casa, olhar pela janela ou ficar na sacada é uma forma de se conectar com o lado de fora. É também uma boa hora para conversar com as crianças sobre a cidade. O que vocês veem pela janela? Que relações vocês conseguem estabelecer entre o céu e a rua; entre a árvore e o passarinho, entre o vizinho e nós, entre os prédios e a temperatura? Vá perguntando para a criança e veja o que ela responde. Com base no que ela disser, você explica as relações de interdependência e a teia da vida que existem no mundo. Será interessante, com certeza!
  9. Tem ainda uma atividade que é uma delícia para as crianças, literalmente: cozinhar. Um momento em família na cozinha, além de render horas divertidas e de muito trabalho manual, é uma oportunidade para falar de alimentação saudável, de vegetarianismo, de processos de produção e consumo de alimentos, de compostagem, de desperdício de comida etc.
  10. Por fim, esta é para usar (quase) toda a energia da criança: dance com ela. Se tem uma coisa que praticamente todas as crianças gosta de fazer é dançar. Então coloque o som e faça a festa com os filhos em casa. A dança é um exercício físico que faz bem ao corpo e à alma, então é uma atividade oportuna para falar com a criança sobre a importância de cuidar de si e de se manter saudável. 

Gostou das dicas? Se você colocar alguma dessas ideias em prática, depois me conta como foi. 

Um ecobeijo e até breve!
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O que fazer com o papel da máquina de cartão?

Por Letícia Maria Klein •
14 abril 2020
Sabe o papel do cupom fiscal, da segunda via de compras com cartão, do caixa eletrônico? Mesmo que você recuse a impressão da sua via e não retire seu extrato na máquina, quase sempre recebemos o cupom fiscal. Então, o que fazer com esse papelzinho problemático? Tenho três notícias: uma ruim e duas boas.

Seja amarelo, azul ou branco, é um tipo de papel chamado de termossensível, ou térmico. O nome faz referência ao processo de impressão, que é por aquecimento. Esse papel é revestido com substâncias que, quando aquecidas, ativam a tinta invisível, e o espaço vazio é preenchido com caracteres.

papel termossensível é reciclável (boa notícia), mas (má notícia) uma das substâncias do revestimento é o bisfenol-A (BPA), que é perigosa à saúde e pode ser liberada durante o processo de reciclagem, contaminando os outros papéis que estão junto e, por consequência, o próprio papel final reciclado. O BPA é relacionado a alterações no sistema endócrino e é considerado cancerígeno. Por isso, a reciclagem desse papel é restrita e não recomendada. Na grande maioria das cidades, ela não existe. 

O papel térmico ou termossensível tem substância perigosa à saúde, por isso não costuma ser reciclado.
O papel térmico ou termossensível tem substância perigosa à saúde, por isso não costuma ser reciclado.

Qual a solução então? A segunda boa notícia é que o papel térmico pode ser compostado. Bem, na verdade, não existe um consenso sobre a viabilidade de compostar ou não o papel térmico, mas vamos aos fatos. Algumas pesquisas indicam que a meia-vida do bisfenol-A é de três a cinco dias no solo, o que significa que esse é o tempo que o elemento leva para se reduzir à metade.

Em fóruns de discussão internacionais que encontrei on-line, algumas pessoas compostam as notinhas e outras, não. A mensagem geral é de que, como ele é uma fração pequena dos seus rejeitos, fica à sua escolha mandá-lo para coleta comum ou compostar. Mas há um consenso de que é melhor colocar esse papel na composteira, num vaso ou direto no solo, e não no minhocário (eu costumo enterrar). Afinal, se o BPA nos afeta, também pode afetar as minhocas.

Então, quando se trata de papel térmico, temos três formas de agir: recusar a segunda via do cartão (ou pedir para que te enviem por e-mail, se quiseres); utilizar os serviços bancários on-line para não imprimir nada no caixa eletrônico; e fazer compostagem dos que ainda restam. E você não dava nada pra esse pedacinho de papel, né?

Um ecobeijo e até breve!
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Como descartar vidro corretamente?

Por Letícia Maria Klein •
07 abril 2020
Eu sou fã de vidro! Não libera toxinas quando congelado ou esquentado, pode ser reutilizado de várias formas e é infinitamente reciclável. Por ser potencialmente perigoso quando quebrado, o vidro precisa de um tratamento diferente de outros resíduos recicláveis que você produz em casa, como papel, metal e plástico. 

Por isso, na hora de enviar o vidro para a coleta seletiva, esteja ele inteiro ou em pedaços, é fundamental (especialmente para a segurança das pessoas que trabalham na coleta) seguir algumas recomendações

  • Retire restos de comida e bebida dos vidros. É importante deixá-los limpos para não atrair insetos, não dar mau cheiro nem sujar a embalagem onde serão acondicionados.
  • Acondicione garrafas e potinhos em caixas de papelão. Você pode guardar garrafas até chegar numa quantidade que encha uma caixa, assim você utiliza todo o espaço da embalagem, encaixando os vidros uns nos outros.

Caixa de papelão é a melhor opção para acondicionar vidros.
Caixa de papelão é a melhor opção para acondicionar vidros.


  • Depois feche a tampa da caixa com uma fita adesiva (de preferência à base de água) para não abrir durante o trajeto no caminhão da coleta seletiva.
  • Escreva “vidro” ou “vidro quebrado”, se for o caso, nas laterais e no topo da caixa.
  • Se você tiver somente uma porção de cacos de vidro e não tiver caixa de papelão, a solução é embrulhá-los em jornal ou aqueles encartes de ofertas do supermercado, com os dizeres indicando o conteúdo. Também vale colocar os pedacinhos de vidro em uma garrafa pet (corte ao meio, coloque os cacos em uma das partes e depois encaixe uma na outra).

  • Não precisa tirar o rótulo, pois ele acaba sendo queimado no processo de reciclagem do vidro. Já as tampas você deve tirar, porque elas são de plástico ou metal e podem ser separadas para a reciclagem.

Você pode descartar os vidros na coleta seletiva realizada pela prefeitura, se o vidro for um dos recicláveis coletados, ou pode procurar por cooperativas de reciclagem ou catadores de material reciclável que coletam esse material. Uma busca rápida na internet já retorna as empresas da região que trabalham no ramo. Para encontrar um catador na sua localidade, existe um aplicativo chamado Cataki, que pretende cadastrar todos os 800 mil catadores atuantes hoje no Brasil.

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