5 livros sobre meio ambiente que vão abrir sua mente

Por Letícia Maria Klein •
25 janeiro 2016

Livros, para mim, estão no top 10 de melhores coisas da vida. Eles nos fazem viajar sem sair do lugar, aprofundam nossos conhecimentos, expandem nossa visão de mundo, enriquecem nosso vocabulário, só para citar alguns benefícios. Quando se trata da temática ambiental, não faltam livros para nos ajudar a entender os mais variados assuntos e ter uma visão sistêmica sobre o nosso planeta. Pensando nisso, separei cinco opções de livros sobre assuntos diversos relacionados a meio ambiente e sustentabilidade, todos igualmente interessantes!


Colapso - Como as sociedades escolhem o fracasso ou o sucesso
Este livro é uma verdadeira viagem no tempo e um mergulho na história de civilizações que desapareceram ou triunfaram por causa da relação que tinham com o meio onde viviam. O autor, Jared Diamond, explica contextos sociais, econômicos, políticos e culturais de cada sociedade, com uma linguagem clara e envolvente, fazendo a gente perceber a intrincada rede de relações entre os indivíduos de um povo e entre este e seu meio. 

Diário do clima - Efeitos do aquecimento global: um relato em cinco continentes
Foi escrito pela jornalista Sonia Bridi como resultado das reportagens para o quadro “Terra – que tempo é esse”, produzido em 2010 para o programa Fantástico, da Rede Globo. Ela o marido, o cinegrafista Paulo Zero, viajaram o mundo para mostrar os efeitos e explicar as causas das mudanças climáticas, que são geradas a partir do aumento - super acelerado e intensificado devido a atividades humanas - de gases de efeito estufa na atmosfera. Uma das edições do livro vêm com os DVDs do programa, o que enriquece a experiência. Tem resenha dele aqui no blog!

Mundo sustentável - Abrindo espaço na mídia para um planeta em transformação
Ótima opção para quem quer saber um pouco de tudo relacionado a meio ambiente, como resíduos sólidos, energia, mudanças climáticas, água e padrões de produção e consumo, e também busca soluções para uma vida sustentável. O livro reúne entrevistas, artigos e comentários do jornalista ambientalista André Trigueiro em diversos veículos de comunicação e tem uma linguagem acessível e gostosa de ler, própria de um bom jornalista (ó a tiete aqui falando). Já tem sequência, Mundo Sustentável 2 - Novos rumos para um planeta em crise, que está na lista de próximas leituras, mas a resenha do primeiro já está aqui no blog. 

Teia da vida - Uma nova compreensão científica dos sistemas vivos
Se tem alguém que consegue traduzir artigos científicos para a linguagem popular, este alguém é o físico e ambientalista Fritjof Capra, estudioso da teoria dos sistemas. Neste livro, você vai saber tudo sobre visão sistêmica da vida e realmente compreender a riqueza e a fragilidade da teia de vida existente no planeta Terra e no universo. O autor explica a ecologia profunda, o pensamento sistêmico, as teorias da complexidade e do caos, além de vários outros estudos e linhas de pesquisa que comprovaram a interligação e a interdependência entre os seres vivos, estruturas e elementos terrestres e universais (um oi para nossos lindos sol e lua). Ele escreveu também O Tao da Física, O Ponto de Mutação (que virou filme) e As Conexões Ocultas. Vale a leitura (do livro e da resenha).

Walden ou A Vida nos Bosques
Um relato autobiográfico inspirador, profundo e verdadeiro da jornada de um homem em busca da essência da vida. Henry David Thoreau, hoje tido como o pai do minimalismo, viveu em um bosque, às margens do lago Walden, por dois anos, dois meses e dois dias na casa em que ele mesmo construiu. Irônico, provocador, questionador e filósofo, Thoreau não fala meias verdades e toca em muitas feridas, escancarando hipocrisias da sociedade capitalista do século 19, com seu comercialismo e industrialismo crescentes. Um texto cru, íntegro e sincero de um grande pensador, que vai te fazer refletir sobre a própria vida e encarar alguns pré-conceitos. Um dos melhores livros que já li – e, claro, tem resenha dele aqui.
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Monte seu kit lixo zero para comer fora de casa

Por Letícia Maria Klein •
18 janeiro 2016

Lá está você na cafeteria, restaurante ou lanchonete pronto para matar a fome ou saciar a sede. Então seu suco vem num copo de plástico, geralmente com um canudo de plástico dentro, os talheres vem num saquinho de plástico, além de pelo menos um guardanapo acompanhando tudo, que também pode estar embalado. Ainda tem a chance de o prato e os talheres serem de plástico e o canudo de plástico estar embalado em (adivinha!) mais plástico. Quando a bebida é café, ainda tem aquele minipazinha de plástico. Quanto menor a cozinha, menor o número de funcionários e maior o movimento, tende a ser também maior a quantidade de coisas descartáveis. Ao fim da refeição, você está satisfeito, mas o preço pago (literal e figurativamente), além da comida, é uma porção de papeis sujos e plásticos que provavelmente serão jogados no mesmo saco e destinados ao aterro sanitário, na melhor das hipóteses. Custo alto esse aí, né?! Demais. Mas dá para fazer diferente e sair dessa situação satisfeito não só de corpo, mas de consciência. Conheça agora e providencie logo mais seu kit lixo zero de comida sustentável na rua.

Para tomar

Não faltam opções para dizer não aos copos plásticos e de isopor: garrafas de água de vidro ou plástico resistente, jarrinha de vidro com tampa, garrafa térmica e copo retrátil. Este último virou um sucesso com a campanha Menos 1 lixo – Salvando o planeta um copinho por vez, da empresária Fe Cortez. Em 2015, ela deixou de usar 1.618 copinhos devido ao simples fato de carregar um copo retrátil para onde quer que fosse. Para ser produzida, essa quantidade de copos teria usado 800 litros de água, o que equivale ao que uma pessoa bebe por ano! Faz alguns anos que eu uso minha própria garrafinha. Está sempre na bolsa e vai comigo para qualquer lugar. Até no avião, quando fui para a Romênia participar de um projeto de educação ambiental, usei para tomar o café que é servido pelos comissários de bordo. 


Jarrinha de vidro, copo térmico, garrafa

Com muitas bebidas, vem o insuportável canudo. Sério, é uma praga. Quinhentos milhões de canudos de plástico são produzidos todos os dias no mundo. É muito lixo! E vamos ser sinceros? É desnecessário. Parece que tomar direto do copo (de vidro do restaurante ou o seu próprio!) dá até mais gosto (milk-shake sem canudo, então, hmm). E para tomar água de coco direto do coco? Nestes casos (se não houver um copo por perto) ou em outros se você realmente gosta de um canudo, problema resolvido com as versões de titânio ou plástico resistente. É só levar num saquinho de algodão ou enrolado no guardanapo de pano (olha ele aí embaixo), usar, lavar e guardar. Prático e não vai parar nas montanhas de aterro sanitário ou lixões ou nas narinas de tartarugas marinhas


Canudo não descartável

Para comer

Se você, vez ou outra, usa garfo, colher e faca descartáveis, considere isto: o petróleo é extraído da terra, transportado pelo oceano, destilado em refinarias, transportado de novo para fábricas, onde é processado e transformado em pedaços de plástico, que são transportados de novo em contêineres por todo o mundo, para serem moldados em milhares de formatos que são embalados, encaixotados e transportados por caminhões e navios mais uma vez, chegando a um porto de onde são levados para lojas, depois até sua casa, no caso de você comprar talheres de plástico para a festa de aniversário ou encontro da família. Tudo isto para usar por uns dez minutos e depois aumentar os já gigantes aterros sanitários. Lavar talheres de metal já não parece mais trabalhoso, não é mesmo? 


Talheres para viagem

O preço da “comodidade” de usar e descartar é alto demais. Para não participar desta trajetória de horror descrita aí e neste vídeo, separe um trio ternura colher-garfo-faca de tamanho pequeno e leve sempre consigo. Só não precisa quando o restaurante deixa os talheres soltos em caixinhas para os clientes pegarem. Mas se vir que os talheres estão embalados (não se iluda, os saquinhos não são reutilizados) ou se eles forem descartáveis, já sabe, né. 

Para limpar

Sinceramente, o guardanapo de papel é supervalorizado. Virou escudeiro fiel da refeição, não se pode sentar à mesa se ele não estiver lá também. Mas será que precisa, mesmo? Faz uns dois anos que eu parei de usar guardanapo de papel em casa e também na rua e repito, por experiência: o guardanapo é supervalorizado. Verdade, faça o teste. Há sempre um banheiro por perto, então, se sujou, é só ir até lá e lavar. Mas há ocasiões em que o guardanapo é bem-vindo, não vamos negar. Quando você compra algo na rua para comer no caminho e ele é colocado num saquinho. Nesta hora, o guardanapo de pano entra em ação para evitar que você gere lixo à toa. Geralmente associado à elegância, o guardanapo de pano é, antes de tudo, um acessório sustentável.


Guardanapo de pano

Para levar

Não compõe necessariamente o kit, mas é minha amiga fiel e inseparável: a bolsa ecológica. Existem diversos modelos (para garantir que sua bolsa é mesmo sustentável, leia as informações de composição e origem na etiqueta), que podem ser levadas na bolsa ou no bolso e evitam o uso das tão detestáveis sacolas plásticas. Um milhão destas sacolinhas são consumidas no mundo por minuto! Foram milênios em que a humanidade viveu muito bem sem sacolas plásticas, aliás, sem plástico no geral e em pouco mais de 50 anos de existência (surgiram em 1962) conseguiram marcar o mundo de um jeito devastador e com consequências nefastas, tanto já testemunhadas quanto futuras. "Uma sacola faz diferença? O que faz diferença é quantos nós somos", disse Sonia Bridi nesta reportagem muito interessante do programa Fantástico. 

Sacola ecológica, ecobag

O kit lixo zero para comer de forma sustentável onde estiver pode ser levado na bolsa, mochila, maleta ou sacola, pode ser deixado no carro ou levado na cestinha na bicicleta. O que importa é deixá-lo sempre à mão.

Comer fora não precisa ser sinônimo de usar produtos descartáveis, mesmo que seja só o guardanapo de papel. Com o kit lixo zero, a refeição fica muito mais satisfatória, com a grande vantagem de não gerar lixo e ainda poder incentivar quem estiver do lado a seguir o exemplo. Com estas práticas, podemos diminuir nossa dependência dos combustíveis fósseis e aliviar a pressão sobre os bens naturais (água, minérios etc), que são utilizados para fazer tudo e qualquer coisa que é consumida por seres humanos. Assim, reduzimos também a nossa pegada ecológica, ou seja, o impacto que cada um de nós provoca no planeta, os rastros que deixamos por aí todos os dias. 

Produzir coisas para logo depois enterrá-las não condiz com a racionalidade característica do ser humano, você não acha? Quanto mais ações, como as deste post, a gente tiver no nosso dia a dia, menor será a nossa pegada ecológica e mais sustentável a nossa vida. Thoreau se mudou para o meio da mata para viver em equilíbrio com a natureza. Deve ser uma baita experiência, mas existem outras formas de preservar o meio em que vivemos, com adaptações e pequenas mudanças de hábitos na nossa rotina. A Terra nos dá tudo que precisamos para viver e a melhor maneira de retribuir é cuidando do presente.
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♫ Desapega, desapega ♫ – Primeira compra pela OLX

Por Letícia Maria Klein •
11 janeiro 2016

O consumo colaborativo e eu estamos assim ó, juntinhos! Nada como um troca-troca entre amigos, um compra e venda entre pessoas que nunca se viram, um aluguel de alguma coisa que se usa de vez em quase nunca para diminuir as despesas, desapegar, abrir espaço em casa e de quebra – principalmente! – preservar nossos tão preciosos bens naturais. O consumo colaborativo, aquele entre pessoas físicas (não entre lojas e clientes) já conquistou seu espaço no mundo e na internet e vem ganhando cada vez mais força devido à crise econômica e às questões socioambientais. Digo pelas minhas experiências de compra e venda pela rede virtual: esse negócio dá certo e só tende a crescer.

O consumo colaborativo surgiu na década de 1980 e se popularizou com a internet, renovando a crença na importância da comunidade. Como diz Rachel Botsman (falei dela e dos benefícios do consumo colaborativo neste post), se você quiser pendurar um quadro ou qualquer coisa que demande pregos na parede, o que você precisa realmente é do furo e não da furadeira. O objeto é um meio para um fim, ou seja, o que queremos e precisamos de fato é o benefício que o produto nos traz, não a posse dele. 


Consumo colaborativo

É uma relação ganha-ganha: ganhamos dinheiro vendendo coisas que não usamos ou não queremos mais e aliviamos a pressão sobre a natureza e seus bens naturais quando compramos coisas usadas, aumentando seu tempo de utilidade e freando a máquina feroz de produção do novo, novo, novo. Trocas e compartilhamentos também são um canal do consumo colaborativo, seja de produtos ou serviços. Só a sensação do desapego já vale o negócio. Já imaginou ganhar uma aula de graça de qualquer coisa que você queria aprender, dando em troca uma aula do que você faz de melhor? Isso é que é viver em rede, de forma comunitária! Existe até opção de doar dinheiro ou pegar um empréstimo! É o que faz a Zopa, disponível apenas no Reino Unido. 

Eu estou em grupos e sites de troca e compra e venda de produtos e já consegui um livro, uma coleção de DVDs e um porta quebra-cabeça de pessoas que não os queriam mais. Este último foi pelo site OLX, antigo Bom Negócio, no começo deste ano. O vendedor é de Joinville, mas como a mãe dele vem frequentemente para Blumenau a trabalho, ela trouxe para mim. Nem precisei pagar frete! A oferta de produtos é cada vez maior e há uma grande chance de você achar o que procura aí mesmo na sua cidade ou região. Tem de tudo. Meu namorado, por exemplo, comprou um aparelho de ar condicionado pelo site, em perfeito estado.


Consumo colaborativo

Tenho conta no OLX há algum tempo e já consegui vender uma frasqueira. Tudo numa boa, sem estresse. Vale dizer que todos os produtos que eu comprei estavam ótimas condições. Além de trocar, vender ou comprar por sites e grupos em redes sociais, o seu círculo social pode ser uma ótima fonte de negócios. Uma amiga e eu já trocamos objetos que não usávamos mais e minha dinda e eu estamos sempre emprestando livros uma para a outra. Livros estes, aliás, que geralmente vêm do sebo, assim como roupas que eu tenho, que não vieram do sebo, certamente, mas de brechós ou familiares.

Claro que a venda de um objeto seu pode não acontecer, assim, imediatamente. Já anunciei peças de roupa, calçados, bolsas e livros que nunca saíram daqui de casa – ou melhor, alguns saíram sim, mas para doação (também é bom à beça, vamos combinar). Se você tem um espaço vago em casa e não tem pressa de vender, anuncie e seja feliz enquanto seu comprador não aparece.


Consumo colaborativo

Abaixo estão listados alguns sites – brasileiros e internacionais com presença nacional – de compra e venda, de troca, de compartilhamento e de aluguel de tudo que você quiser. Mentira, só de quase tudo:

Para alugar

Airbnb – Para anfitriões e hóspedes se encontrarem. O primeiro ganha uma graninha extra, o segundo tem acomodação na cidade por um preço baixo e os dois ainda podem se tornar amigos! 
Netflix – Se você é fã de séries e filmes, esta locadora virtual é o canal. Por uma mensalidade acessível, um grande acervo disponível para você assistir a qualquer hora e quantas vezes quiser. 
Spotify – É o Netflix da música. Existe a versão gratuita, mas a versão paga dá mais benefícios. 
Zazcar – Não é preciso ter um carro para andar de carro. Este serviço, que é pago por horas de uso, permite usufruir as vantagens de um veículo sem arcar com os custos da posse de um.  Existe também o aluguel de bicicletas, pranchas de surf e de snowboard na rede Spinlister, onde, ao contrário do Zazcar que é uma empresa, são pessoas como eu e você que colocam seus equipamentos para serem alugados. O site tem versão em português, mas o serviço ainda não chegou ao Brasil. 
Joaninha e LokBrinkTrok – Aluguel de brinquedos e jogos! Para crianças – e adultos – se divertirem com sustentabilidade.  
Rent for All – É um portal de locação de tudo que é coisa, com pacotes gratuito e pagos. 
The Bike-sharing World Map – Não é um site, mas um mapa que mostra cidades em todo o mundo que oferecem aluguel público de bicicletas. Também mostra os locais que estão desenvolvendo seus sistemas ou que pararam de oferecer o serviço. 

Para comprar e vender

Mercado Livre e OLX – Para comprar e vender o que quiser. Só tem que cuidar com lojas que possuem conta e vendem seus produtos novos, o que não tem nada de consumo colaborativo e é a mesma coisa que ir na loja comprar. A dica é procurar por vendedores individuais (pessoas físicas) e produtos usados. A diferença entre os dois é que o Mercado Livre tem sistema de pagamento e no OLX a forma de pagamento é acertada entre as partes. 
Retroca – O que é, o que é: ainda está bom, mas deixa de servir em pouco tempo? Roupa infantil. Mal dá tempo de usar a peça e a criança já cresceu! Neste site, pais e mães podem vender roupas que não servem mais para seus filhos e comprar aquelas que os pimpolhos estão precisando. Economia circular e sustentável! 
Enjooei – Para vender aquilo do que você enjoou, como diz o nome. Só para pessoas físicas e tem sistema de pagamento, como o Retroca. 
Estante Virtual – O paraíso dos leitores. Dá para vender seus livros usados e comprar de outras pessoas ou sebos. Aqui também cabe aquele cuidado com os novos, que não entram na vibe do consumo colaborativo. 

Para trocar ou compartilhar

BlaBlaCar e Tripda – Para dar e receber caronas e dividir custos com o transporte. Mais viagens, menos gastos!  
Couch Surfing – Funciona como o Airbnb, mas não envolve dinheiro. A hospedagem é de graça! É só escolher o destino e procurar alguém que está oferecendo um sofá. Do outro lado, é só arrumar a cama extra ou o sofá e esperar seus hóspedes. Ótima forma de fazer amigos, conhecer novas culturas e praticar um outro idioma. 
Bliive – Aqui a moeda de troca é o tempo! A descrição no site diz tudo: “Uma nova forma de viver experiências e compartilhar o que você tem de melhor”. 
Tem açúcar? – Vizinhos moram tão perto e são tão distantes um do outro, não é mesmo? Esta rede relaciona todos os seus vizinhos cadastrados e que podem te emprestar aquilo que você está precisando. Lembra da furadeira do começo do post? 
LivraLivro – Depois de ler seu livro, você pode colocá-lo para troca. Quando alguém solicitar, você ganha um ponto, que pode usar para pegar um novo livro. Só as três primeiras trocas são gratuitas, mas as mensalidades são uma pechincha.
Rede Colabore – Meio que uma junção das outras, para trocar, emprestar, doar, colaborar e compartilhar o que você tem e o que sabe. 

Salada mista

DescolaAí – É como a Rede Colabore e ainda tem a opção de compra e venda. 


Sites de consumo colaborativo

O site Consumo Colaborativo traz estas e muitas outras plataformas de compra e venda, aluguel, troca e compartilhamento de tudo e mais um pouco, assim como o site da Rachel, que tem um diretório com mais de 1400 plataformas cadastradas. Deixe-se envolver pela magia, beleza e sustentabilidade do consumo colaborativo e corra para o abraço!
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12 mestres da sustentabilidade e o que aprender com eles

Por Letícia Maria Klein •
04 janeiro 2016

Mostrar que existem soluções para os problemas ambientais e nos inspirar a agir em nosso dia a dia é a proposta do livro “O homem que salvou Nova York da falta de água e outros 11 mestres da sustentabilidade”. Com uma escrita fluida e envolvente, o autor Rafael Morais Chiaravalloti descreve a trajetória de vida, os desafios e as conquistas de personalidades brasileiras e estrangeiras que fizeram ou fazem a diferença quando se trata de respeitar o ambiente e viver de maneira sustentável.

Cada capítulo é dividido em subtítulos, que organizam a narrativa e tornam a leitura mais dinâmica. Para explicar o impacto positivo que cada um destes atores sociais gerou, o autor precisou abordar contextos sociais, econômicos, políticos, culturais e ambientais, o que deixa a narrativa mais interessante e permite ao leitor ter uma visão sistêmica sobre os problemas e as soluções. Como eu gosto de saber de onde vêm as informações, senti falta da lista de referências ao fim do livro, importante para que o leitor possa ir atrás de outras fontes e aprofundar seus conhecimentos. 


Rafael, que é pesquisador do Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ) e foi finalista do prêmio Rolex Awards para jovens visionários de 2015, escolheu uma dúzia de pessoas (super-heróis sem superpoderes, como ele diz) que pensaram fora da caixa, que ousaram sonhar e realizar seus sonhos, que lutaram pelo que consideravam certo, que agiram em prol da coletividade, que saíram da zona de conforto, abraçaram uma missão de vida e escolheram um caminho diferente para o mundo.

Com Albert Appleton, aprendemos que “a única forma de se chegar ao impossível é acreditar que ele é possível”. Com Chico Mendes aprendemos que o bem e o certo podem perder algumas batalhas, mas sempre vencem a guerra. Com John Elkington aprendemos que o processo para um mundo melhor passa pelo entendimento da visão sistêmica. Com Ray Anderson aprendemos que preservação do meio e a economia são fortes aliadas. Com Claudio e Suzana Padua aprendemos que dinheiro e status nenhum valem mais do que a realização pessoal, a crença numa causa e a preservação da espécie.

Estes são apenas alguns dos muitos ensinamentos que aprendemos com estes e os outros mestres da sustentabilidade, que incluem Marcio Ayres, Roberto Waack, Harri Lorenzi, Patricia Pinho, Walfrido Tomas, Teresa Corsão e Ricardo Voltolini. Eles não têm os superpoderes típicos dos heróis de quadrinhos, mas, assim como cada um de nós, tiveram o poder de mudar a própria vida e a realidade que os cercava. O que eles fizeram foi ter determinação e vontade para tentar até conseguir. Dizem que o que te incomoda é aquilo que te motiva. Estas pessoas, como tantas outras por todo o mundo, são uma inspiração para que nós paremos de desviar os olhos do que nos incomoda e tomemos as atitudes necessárias para melhorar o cenário.
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