Hora da escalada em Governador Celso Ramos

Por Letícia Maria Klein •
27 março 2014

Passeios que não estavam programados geralmente surpreendem. Foi o que aconteceu com a visita à cidade de Governador Celso Ramos, no litoral catarinense, no último fim de semana. Meu namorado me avisou dois dias antes que o Rotary do qual o pai dele participa ia passar o fim de semana na praia. “Vamos junto?” perguntou ele. “Opa, já estou lá!”. Partimos para a pousada na sexta-feira depois do almoço. A pousada fica na praia Henrique da Costa, um recanto quase deserto entre rochas, com areia grossa, mar calmo e apenas a pousada e poucas casas em sua extensão. A água do mar estava uma delícia, a aventura nas pedras foi emocionante, comi frutas que nem conhecia e fiz até uma esfoliação natural. Depois de tanto caminhar na areia grossa, voltei com o pé lisinho, lisinho.


O lugar é muito bonito, ao pé de montanhas e mais montanhas cobertas de Mata Atlântica. Na ida, quando passamos pela estrada bem pertinho das montanhas, minha vontade era descer do carro, pular a cerca e me aventurar entre as árvores. A temperatura estava super agradável e ficou ainda mais de sábado para domingo, depois que o tempo virou, a chuva começou e o vento cantou. Meu pai, como cantava aquele vento, devia se inscrever num concurso de calouros. Até o mar se rebelou. Como consequência, no domingo não tinha uma nuvem no céu e o mar estava mais quente (mesmo que só na superfície). 


O ruim é que a tempestade trouxe muita sujeira até a beira-mar, muito triste de ver. Recolhi alguns plásticos que encontrei. A gente não deveria ter que recolher lixo do mar, pois ninguém deveria jogar nada nele pra começar. A tarefa de educar é difícil, mas não é impossível. Tenho certeza de que vai chegar o dia em que o respeito aos outros e à natureza será algo intrínseco e natural ao ser humano. Por isso é tão importante cada um fazer a sua parte.

Uma tristeza todo esse lixo

Tinha muita beleza e vida abundante. Árvores de diversas formas e tamanhos, casais de quero-quero (Vanellus chilensis) e de garça-branca-pequena (Egretta thula) e caranguejos, muitos deles. 

Garça-branca-pequena

Casal de quero-quero

Caranguejo

Na pousada tinha duas espécies de árvores frutíferas (com frutos!): araçá (Psidium cattleianum) e abricó-da-praia (Mimusops commersonii). O araçá parece uma goiaba pequena e tem quase o mesmo gosto, uma delícia. Já o abricó... Bem, a casa é grossa, as sementes ocupam uns 90% do espaço e, na real, a poupa que sobra nem tem muito gosto. Mas dá pra dizer que é doce. Você já comeu alguma dessas frutas?

Árvore do abricó-de-praia

O araçá

As caminhadas pela praia foram muito boas, mas recomendo ir de chinelo, por causa da areia grossa. A primeira vez eu não tinha reparado na areia e fui a pé mesmo. É o normal, né, na praia. Foi um alívio chegar às rochas depois, porque os meus pés estavam pedindo clemência. A areia machuca mesmo, mas faz uma esfoliação que é uma beleza. 

O que eu gostei mesmo foi de andar nas rochas e pedras, que ficam nos dois cantos da praia. Foi uma aventura legal! Dá um medinho, um frio na barriga (pra quem não é fã de altura), mas a experiência é gratificante. 

Pra provar que em subi

Foto de fundo de tela, como diz meu namorado. Viu a lua?

Nas pedras do outro lado

Em breve planejo visitar outra atração turística de Governador Celso Ramos: a Fortaleza de Santa Cruz, na Ilha de Anhatomirim, um forte construído no século XVIII, que, historicamente (ou ironicamente?), nunca foi utilizado em batalhas.

Veja abaixo mais fotos e até a próxima!





Achou a borboleta?

2 comentários:

  1. Anônimo4/24/2014

    Olá! Lindas as fotos e gostei do post, além do que, me deu vontade de conhecer a Fortaleza de Santa Cruz!
    Tamara

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    Respostas
    1. Obrigada, Tamara. Foi um passeio muito bom! Agora temos que ir à Fortaleza! Beijos.

      Excluir

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