A grande aventura vai começar!

Por Letícia Maria Klein •
28 dezembro 2014

No dia 31 de dezembro eu embarco para a maior aventura da minha vida até hoje. Durante quase dois meses, vou participar de um projeto de educação ambiental em Pitesti, na Romênia, voltado para adolescentes! Será um grande desafio e eu estou com muito frio na barriga, mas vou me jogar de cabeça e extrair o máximo de aprendizado e conhecimento desta viagem. Adquirir experiência no trabalho de educação ambiental, fazer novos amigos, conhecer muitos lugares e outras culturas (haverá outros intercambistas lá participando de outros projetos), crescer como pessoa, causar impactos positivos e me surpreender!

Eu consegui esta viagem através da AIESEC, uma ong gerida por jovens que oportuniza intercâmbios sociais voluntários (o que eu vou fazer) e profissionais para jovens em todo o mundo com o objetivo de desenvolver a liderança e causar impactos positivos na região de destino. Assim que eu conheci a organização, eu estabeleci a meta pessoal de fazer um intercâmbio e poucos meses depois, em outubro, eu já estava com tudo pronto.

Vou montar um diário de bordo aqui no blog para contar sobre o andamento do projeto e as atividades desenvolvidas com os adolescentes. Pretendo fazer posts com bastante frequência e postar muitas fotos e vídeos também! Serão sete semanas de imersão em uma cultura super diferente da nossa, convivendo com pessoas de países diferentes e superando desafios diariamente. Eu sempre quis fazer um intercâmbio e agora eu tenho a oportunidade de realizar um fazendo o que eu mais gosto na vida, que é trabalhar em prol do meio ambiente e de uma sociedade sustentável

Quer embarcar comigo nesta aventura? Então fique ligado no blog e nas redes sociais para muitas novidades e surpresas!


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6 maneiras de celebrar o Natal sem dar presentes

Por Letícia Maria Klein •
19 dezembro 2014

O que as datas comemorativas significam pra você? Já faz um tempo que eu mudei minha visão sobre dar presentes em datas como Natal e Páscoa. O que mais se vê nestas épocas são anúncios e propagandas de lojas incentivando as pessoas a comprar e comprar e comprar. A impressão é que o verdadeiro significado destas datas se perdeu em meio à “tradição” opressiva e fanática de ter que dar um presente físico, que na maioria das vezes as pessoas não precisam e que vai gerar lixo. Para mim, as datas comemorativas servem para celebrarmos sentimentos, momentos e pessoas que nos são caras. Eu gosto da ideia de acumular experiências e momentos, não objetos materiais. Por isto, listei algumas maneiras de comemorar o Natal, e outras datas, de forma sustentável, evitando a compra de coisas desnecessárias e a geração de lixo a partir das embalagens e outros materiais.

  • Fazer um piquenique com a família e/ou os amigos. Dê preferência a alimentos que não vêm em embalagens, como frutas e também bolachas caseiras ou bolos que você pode fazer ou comprar na feira. Com bebidas, a mesma coisa. Faça sucos, chás e café em casa e leve em suas próprias garrafas permanentes ou térmicas. Guardanapos de pano também tornam o piquenique sustentável. Um delicioso momento que pode render memórias maravilhosas. 
  • Juntar a galera para uma tarde de filmes, séries ou jogos, ir ao cinema ou teatro. Super divertido, com certeza vai render muitas risadas. Para os comes e bebes, fica a dica anterior. 
  • Conhecer novos lugares, mesmo que na sua própria cidade. Nosso tempo é curto, corrido e às vezes a gente não pára nem pra olhar para o lado. Aproveite esta época de descanso para prestar atenção ao seu redor e conhecer lugares novos. Todos podem dividir o mesmo veículo, ir de ônibus ou passear por aí de bike. Um passeio em família ou amigos que com certeza vai ficar marcado na memória. 
  • Fazer um almoço ou jantar em casa com a ajuda dos amigos. Você celebra a amizade e se alimenta de forma melhor. Claro, não vale congelados nem alimentos prontos! A diversão está em justamente preparar tudo, não é mesmo? Alimentos orgânicos e frescos são a melhor opção, tanto para a saúde quanto para o meio ambiente.
  • Fazer um trabalho voluntário. Não existe presente melhor, seja dar ou receber. Na verdade, é geralmente aquele que pratica quem mais recebe.
  • Doar roupas, acessórios, sapatos, decoração e tudo o que você não precisa. Desapegar faz bem e dá a sensação de liberdade, além de saber que você vai ajudar quem não tem. 
E você, como costuma comemorar o Natal? Compartilhe suas tradições e sua opinião sobre dar presentes.
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Como foi? – CNJLZ (parte 2)

Por Letícia Maria Klein •
16 dezembro 2014

Depois de compartilhar as mensagens dos palestrantes internacionais no primeiro post sobre o Congresso Nacional Juventude Lixo Zero, vou falar um pouco sobre as iniciativas brasileiras que estão fazendo a diferença em prol de uma sociedade socialmente justa, economicamente viável e ambientalmente sustentável (as fotos são dos organizadores). É possível, está acontecendo e só mostra como cada um pode contribuir muito no seu dia a dia através de boas atitudes e bons exemplos. 



Bruno Lopes falou sobre o projeto Bairro Educador, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro e executado pela organização CIEDS (Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável), da qual faz parte. O projeto foi realizado de junho de 2010 a agosto de 2013 e teve o objetivo de promover o desenvolvimento integral dos estudantes, ampliando as oportunidades de educação. Algumas das ações desenvolvidas foram: feira literária, em que resíduos recicláveis eram trocados por livros, ocupação dos bairros com atividades educativas, reaproveitamento de alimentos, estudo sobre o rio e métodos de preservação, trilhas educativas e lixo nos oceanos. 

Bruno Lopes

A mesa-redonda foi formada por Eduardo Jorge, candidato à presidência da república pelo Partido Verde, Francisco Luiz Biazini Filho, sócio da empresa Rederesíduo, Ana Aparecida Pereira, coordenadora da área de gestão e inclusão produtiva na Secretaria de Assistência Social e Anderson Ramalho da Silva, coordenador da cooperativa de catadores de recicláveis Cooperpar. Falou-se que 30% dos gases de efeito estufa gerados na cidade de São Paulo provêm do lixo. Como o lixo é problema de todos, a responsabilidade é compartilhada e os processos industriais precisam ser circulares (extração-produção-consumo-reaproveitamento). Em Joinville, há 10 grupos de trabalhadores em cooperativas, um total de 200 pessoas, que trabalham em condições bem melhores do que os catadores de resíduos. Porém, a cooperativa de reciclagem não recebe capital financeiro pelo acolhimento e triagem dos resíduos, apenas pela venda. 

Um dos principais problemas é a falta de informação que a população tem sobre o que são resíduos orgânicos, recicláveis, entre outros tipos de lixo. O mercado da compostagem (produção de adubo com restos de alimentos e podas de plantas para fins de fertilização do solo no lugar de produtos químicos) é um ótimo negócio, pois reaproveita matéria-prima que estaria sendo enterrada, gerando gases de efeito estufa que pioram o aquecimento global, e gera renda. O lixo só existe porque existe demanda e a demanda somos nós quem fazemos. Por isso, é preciso que cada uma faça a sua revolução pessoal para reduzir a quantidade de resíduos que produz. 


Da esquerda para direita: Ana, Francisco, Anderson e Eduardo

Luiz Ricardo Berezowski falou sobre o Nat-Genius, um modelo de negócio da empresa Embraco que oferece soluções de operação reversa e desenvolvimento de novos produtos originados a partir de eletrodomésticos de linha branca (como geladeiras e máquinas de lavar) e equipamentos de refrigeração comercial descartados ao final da vida útil. O reuso destes materiais em outros processos industriais reduz o consumo de recursos naturais e o envio de resíduos a aterros sanitários. Já são duas fábricas em Joinville, que têm capacidade de manufaturar reversamente um milhão de compressores e 100 mil peças de linha branca por ano. O ano de 2014 fechou com a manufatura reversa de 900 mil compressores. 

Luiz passou alguns dados bem alarmantes sobre o consumo de recursos minerais. Elementos como o ouro, a prata, o zinco e o urânio devem desaparecer em 50 anos. Para se produzir um grama de ouro são necessários de duas a cinco toneladas de outros minérios. O ouro está presente em diversos objetos que usamos no dia a dia, inclusive celulares. Além disso, uma das maiores preocupações relacionadas ao lixo é a quantidade de plásticos descartados que vão parar nos oceanos, matando um milhão de aves e 100 mil animais marinhos todos os anos, principalmente as tartarugas (86% delas já ingeriram plásticos). Existem bolsões de plásticos nos oceanos que contém 3,5 milhões de pedaços por km²!!! Isto é assustador!!! 

Em 2050, o estilo de vida capitalista e consumista de boa parte da população da Terra vai requerer três planetas para atender a demanda. Mas adivinha só? Só temos um! Os bens naturais são finitos e o espaço da Terra é limitado, por isso é urgente sairmos do sistema linear de produção e consumo e adotarmos o sistema circular, em que os resíduos são todos reaproveitados de alguma forma (entenda mais no vídeo abaixo). 


O segundo dia do congresso foi destinado ao movimento Lixo Zero, com transmissão dos valores, ações e projetos do movimento. Já o último dia teve um momento muito especial em que várias pessoas se comprometeram a levar o JLZ para suas cidades (vamos que vamos!). Também teve a palestra de um convidado especial, Tião Santos, conhecido mundialmente pela participação no documentário Lixo Extraordinário, que acompanhou o trabalho do artista plástico Vik Muniz no extinto lixão de Gramacho. Ex-catador de lixo, Tião ajudou o lixão de Gramacho a virar uma indústria de reciclagem e hoje tem uma empresa de consultoria. 

Tião Santos

Que palestra fantástica!! “Mirar pequeno é acertar grande”. Esta frase foi uma das primeiras de Tião e me marcou, pois não é difícil escutar pessoas, inclusive próximas, que acham que as pequenas atitudes que elas podem tomar na rotina não valem nada na luta pela preservação. Vamos a alguns dados bem interessantes que Tião passou: o Brasil produz hoje 240 mil toneladas de lixo por dia, cerca de 1,5 kg por pessoa. Dos resíduos recicláveis (cerca de 40% do lixo gerado), apenas 2% é reciclado. Em termos financeiros, isto representa um desperdício de 8 bilhões de reais por ano. Mas o Brasil se destaca na reciclagem de latas de alumínio (98% voltam à cadeia produtiva). 


Cartaz do filme

Uma grande alteração no lixão de Gramacho foi a mudança de visão que os trabalhadores tinham de si mesmos. Eles se viam como catadores de lixo e como o lixo é visto como sem valor pela maioria das pessoas, eles consequentemente achavam que não tinham valor para a sociedade. Passar a ter a consciência de que eles eram catadores de materiais recicláveis, ajudando a preservar o meio ambiente e gerando renda a partir daquele trabalho, fez toda a diferença. “Reciclagem não é coisa de gente pobre, é coisa de gente inteligente”, disse Tião, que deixou muito claro a necessidade de apostar na educação das crianças e na reeducação dos adultos.

Aqui termina o relato do Congresso Nacional Juventude Lixo, que trouxe novas perspectivas para minha vida, caminhos que estou super empolgada para seguir e que, com o trabalho do grupo Lixo Zero Blumenau, espero que rendam muitos frutos! =)
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Como foi? – CNJLZ (parte 1)

Por Letícia Maria Klein •
09 dezembro 2014

O 1º Congresso Nacional Juventude Lixo Zero foi fan-tás-ti-co!! Aconteceu na cidade de Joinville/SC, de 7 a 9 de novembro de 2013. Eu falei rapidamente sobre o movimento neste post, convidando quem quiser ajudar a trazer o movimento para Blumenau. Agora vou contar um pouquinho sobre o que rolou lá no evento. Teve até palestrante internacional e candidato à presidência do país. Como foram três dias de congresso, haverá mais de um post sobre ele (as fotos são dos organizadores do evento – fiquei tão absorta pelas palestras que esqueci de tirar foto!).


Quem abriu o primeiro dia de atividades foi o presidente do Instituto Lixo Zero Brasil, Rodrigo Sabatini, que apresentou dados e informações muito importantes sobre resíduos. Você sabia que a cada 10 mil toneladas que vão para um aterro sanitário, gera-se apenas um emprego? Em compensação, a cada 10 mil toneladas enviadas para a compostagem são gerados de quatro a sete empregos; para a reciclagem, de 20 a 25 empregos; e para o reuso de resíduos, mais de 200 empregos. 

Sabatini disse que a sociedade encara como lixo o que é considerado desorganizado, feio e sujo. Então porque um copo de plástico usado para beber água é considerado lixo? O problema está não apenas na concepção que se tem da palavra, mas também na mistura de resíduos. Por exemplo: um copo de plástico usado é reciclável e uma casca de banana pode virar adubo através da compostagem. Mas se você misturar os dois, o resultado será lixo, pois o reaproveitamento fica mais difícil. E é somente quando ocorre esta mistura que o problema do lixo e sua retirada das nossas vistas se tornam urgentes. Se os resíduos recicláveis estiverem limpos e separados dos resíduos orgânicos, não há pressa em tirar o “lixo” das casas e das ruas, pois não haverá cheiro. 

Rodrigo, com um copo de plástico,
demonstrando a questão da mistura do lixo

Logo em seguida, foi a vez da Beatrice Johnson falar. Ela é francesa e começou a ter uma vida lixo zero em 2011. Ela compartilha seu estilo de vida no blog Zero Waste Home, tem um livro lançado e é consultora nesta área. Toda a família (o marido e os dois filhos) é adepta do movimento lixo zero e também do minimalismo. Para conseguir ser zero waste na prática, ela segue os 4Rs da sustentabilidade: recusar, reduzir, reutilizar e reciclar (e apenas nesta ordem, como deixa bem claro). 

Esta é a Bea...

Recusar tudo que possa gerar resíduos, como cartões de visita, folhetos, sacolas plásticas, brindes, cancelar correspondências desnecessárias etc. Reutilizar sacolas ecológicas, potes para feiras e supermercados, roupas de brechó. Reciclar apenas o que não pode ser recusado ou reutilizado. O negócio é evitar o plástico a todo custo. Ela faz os próprios produtos de limpeza e higiene e compra tudo em lojas que vendem produtos a granel ou sem embalagens, utilizando ecobags e jarras ou potes para carregar as compras. Ela também criou um aplicativo que procura locais que vendem comida sem embalagens. 

... E esta é a quantidade de lixo (sem nenhuma utilidade mesmo) que ela e 
a família produziram durante o ano de 2013! (Esta foto é do blog dela). 

Também da França, mas morando nos Estados Unidos, Camille Duran fez uma apresentação muito motivadora. Ele é diretor executivo da Green White Space, uma organização sem fins lucrativos especializada em design social e inovação, uma organização guarda-chuva que desenha, desenvolve e opera empresas sociais. Sabe pra quem ele trabalha? Para o planeta Terra. Adorei quando ele disse isso, também quero! O reuso e a reciclagem criam muitos trabalhos e geram a economia solidária, uma forma de produzir e consumir que valoriza as pessoas e as experiências ao invés do dinheiro e da posse. Precisamos pensar o reuso e a reciclagem como economia

O sueco Pal Martensson também compareceu ao evento e falou sobre o Kretsloppsparken, o primeiro eco parque do mundo, do qual é diretor. Pal é especialista em gerenciamento de resíduos sólidos e diretor do departamento de água e gestão de lixo da cidade de Gotemburgo, na Suécia. No parque, as pessoas podem levar produtos para serem reciclados, doar e comprar itens usados, fazer refeições em um restaurante com alimentos orgânicos e participar de atividades de educação ambiental. Ele também falou sobre o problema da incineração, que desperdiça resíduos que poderiam ser reciclados ou decompostos, o que geraria muito mais renda e empregos. Nós precisamos parar de incinerar e enterrar os resíduos que podem ser reaproveitados.

Pal Martensson

No próximo post, vou mostrar projetos brasileiros, compartilhados no evento, que estão gerando muitos benefícios socioambientais. ;)
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Como foi lá? – EBEA 2014

Por Letícia Maria Klein •
02 dezembro 2014

Esta foi a primeira edição do Encontro Blumenauense de Educação Ambiental, resultado de muito esforço e dedicação por parte da Secretaria de Educação e da Fundação de Meio Ambiente. Foram dois dias (5 e 6 de novembro) com palestras, oficinas, exposições de projetos e apresentações de teatro. Vou falar um pouquinho sobre as sessões das quais pude participar, no segundo dia de evento. Tinha muita coisa boa!!


O dia já começou da melhor maneira. Ricardo Harduim inovou ao abrir a palestra recitando como poesia a música "Saga da Amazônia", de Vital Farias (esta aqui). Show de bola! Ricardo faz parte da organização Prima - Mata Atlântica e Sustentabilidade, que tem o Carbono Zero como um dos projetos. O aquecimento global é um dos piores problemas da atualidade devido a suas graves consequências e foi sobre a neutralização do carbono que ele foi falar no EBEA. 

Ricardo Harduim

A instituição faz a compensação do carbono através do plantio de árvores. Há a adesão por parte de várias empresas, escolas, museus e até artistas. Ney Matogrosso, por exemplo, fez a compensação de carbono de uma de suas turnês. A quantidade de emissão de gases de efeito estufa que foram geradas na turnê foram compensadas com o plantio da quantidade de árvores necessárias para absorver os gases emitidos. 

A pegada ecológica das pessoas - a marca que nós deixamos no planeta com nossas atitudes e estilos de vida - supera em 30% a capacidade de regeneração da Terra, o que significa que nós consumimos e utilizamos os bens naturais muito mais rápido do que o planeta consegue repor. Se continuarmos neste ritmo, bens como água limpa e petróleo não durarão muito tempo. 

Uma das partes que mais chamou a atenção foi quando ele mostrou esta imagem sobre Ego x Eco. A espécie humana não é soberana, ela é apenas mais uma na teia da vida. Muitas pessoas se veem como no topo de uma pirâmide hierarquizada, mas não existe hierarquia na natureza, existem redes. Como numa rede, quando um ponto é afetado, todos os outros também sentem. O ser humano não apenas faz parte do meio ambiente, nós somos meio ambiente. Preservar a natureza significa preservar nossa própria espécie.


A segunda palestra a que eu assisti foi sobre a Rede Internacional de Escolas Criativas, ministrada pela professora da Furb, Vera Lucia Simão. A RIEC surgiu em 2012 e hoje está presenta em nove países. As escolas criativas propõem a ecoformação, uma maneira integradora, racional e sustentável de entender a ação formativa em relação com o sujeito, a sociedade e a natureza. Elas trabalham questões de transdisciplinaridade, autoformação (formação do eu) e heteroformação (formação com o outro), vínculos interativos, desenvolvimento humano, caráter sistêmico e relacional, caráter flexível e integrador, princípios e valores de meio ambiente. Aqui em Blumenau, a Escola Visconde de Taunay é certificada como escola criativa.

Em seguida, o professor Karlan Rau falou sobre as trilhas interpretativas, as trilhas que existem em parques abertos à visitação. Ele apresentou os vários tipos de trilhas, seus componentes e o que deve ser analisado na hora de estruturar uma trilha na floresta. As trilhas podem ser guiadas (com monitor) ou autoguiadas (onde há placas, painéis e outros materiais que auxiliam os visitantes no trajeto). 

Professor Karlan

A última palestra que eu vi foi ministrada pelo educador ambiental da Faema, José Sommer, e a coordenadora curricular da Secretaria de Educação, Denise Maas Vieira. O tema foi educação ambiental e a escola como espaço educador sustentável. Eles falaram que a transversalidade deve ser parte da educação ambiental e que a dimensão social precisa estar incorporada, pois apenas assim as pessoas percebem as relações de interdependência e mutualidade entre os seres vivos e elementos que compõem o meio ambiente. 

Sociedades degradadas degradam o meio ambiente e vice-versa, visto que uma sociedade que não entende o valor intrínseco das coisas, dos seres vivos, dos elementos naturais, não respeita o meio onde vive, ao mesmo tempo em que um meio poluído e destruído só vai contribuir para a extinção da espécie. Não dá pra pensar ecologia sem interferência humana e a noção de que a tecnologia vai resolver os problemas é uma falsa premissa, pois é preciso primeiro evitar que o problema apareça. Como disse Léon Tolstói na obra Guerra e Paz, "todo mundo pensa em mudar o mundo, mas ninguém pensa em mudar a si mesmo" e isto é impossível. Outro ponto citado na palestra foi que os educadores ambientais são parte fundamental do processo de mudanças em prol de sociedades sustentáveis, porém o sistema escolar carece de educadores ambientais atualmente.

Além das palestras e oficinas, nos corredores do campus 1 da Uniasselvi, onde foi realizado o encontro, alunos de várias escolas expuseram os trabalhos que fizeram durante o ano voltados à sustentabilidade e preservação ambiental. Também havia distribuição de mudas e duas esculturas feitas a partir de materiais recicláveis. 

Fonte: Grupo Uniasselvi.

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Fonte: Grupo Uniasselvi.

No próximo post sobre os últimos eventos, vou falar sobre o Juventude Lixo Zero, onde eu me tornei embaixadora do movimento em Blumenau.
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