Amizade salva animais de abandono e maus-tratos em Kitbull, curta da Pixar [Resenha]

Por Letícia Maria Klein •
11 fevereiro 2020
Que. Coisa. Mais. LINDA!

Gatinho e pitbull brincando em Kitbull
Gatinho e pitbull brincando em Kitbull
"Kitbull" concorreu ao Oscar deste ano na categoria de Melhor Curta-Metragem de Animação (que premiou "Hair Love", muito bom também). Foi dirigido por Rosana Sullivan e produzido por Kathryn Hendrickson, nos estúdios da Pixar. Antes, porém, de conversarmos sobre esse curta de somente oito minutos, assista à história aqui embaixo.


Além da amizade como tema central (o nome do curta é uma união de kitten, filhote de gato em inglês, com pitbull), o filme traz ganchos para várias questões importantes na sociedade em relação aos animais, especialmente domésticos: abandono, maus-tratos, brigas entre indivíduos (em clubes de apostas/rinhas) e adoção.

O abandono de animais é um problema sério de falta de respeito e cuidado pelo bichinho, além de ser questão de saúde pública, pois gatos e cachorros se reproduzem rapidamente, acabam de alimentando do que encontram no lixo e podem ser transmissores de doenças. É um caso que precisa ser solucionado a partir de duas frentes: educação formal (na escola) e informal (para toda a população) e penalidades para infratores. O mesmo vale para pessoas que levam seus animais para “competições”, como a rinha de galo, valendo dinheiro.

O pitubll da animação provavelmente é um desses animais forçados a brigar com outro para que o ser humano lucre. Além de ser um ato brutal em si, o cachorro é deixado sofrendo ao relento e fica preso por uma corrente que mal o permite correr, o que configura maus-tratos. Já o gatinho é vítima do abandono, se não direto, indireto, por meio da mãe abandonada (ou outras e outros antes dela).

É bem comum que curtas de animação tenham animais como representação de seres humanos. É como uma versão em filme das famosas fábulas, que apresentam uma lição de moral por meio de personagens animais. Sendo assim, o cão e o gatinho simbolizam uma questão social e moral que nasceu com a humanidade: a tolerância e o respeito pelo diferente, que podem levar a laços afetivos mais fortes.

Apesar das suas diferenças aparentes, os dois bichinhos do filme conseguem desenvolver a amizade a partir de uma situação em que precisam se ajudar para escapar do perigo. O gatinho, a princípio, teve medo e agrediu o cachorro para se defender, mas depois que percebeu a boa intenção e a dor do outro, viu que podia ajudar e se aproximou.

Gatinho com medo do pitbull em Kitbull
Gatinho com medo do pitbull em Kitbull
O instinto da legítima defesa diante de uma ameaça é tanto animal quanto humano. Mas será que, enquanto seres racionais que somos, não podemos começar a desenvolver um instinto primário de atenção e aproximação? Podemos encarar “Kitbull” como um convite a respeitar, admirar e cultivar a beleza da diversidade (expressa também no casal de etnias diferentes). Mas, antes disso, é um convite para prestar atenção no outro e ajudá-lo quando ele precisa.

A amizade que surge entre eles é um motivo para os dois seres adotados juntos. A adoção é um ato lindo de amor e abnegação, além de, no caso de adoção de animais, ser uma forma de enfraquecer as fábricas de filhotes, que abusam das fêmeas.

Por meio da amizade e do amor, os personagens conseguiram resolver seus problemas: os animais saíram das situações de miséria, abandono e maus tratos e foram adotados por um casal amoroso, como fica evidente na última cena, a do passeio. Indiretamente, eles contribuíram para diminuir o problema ambiental e de saúde pública de animais abandonados nas ruas, promovendo, assim, o tripé da sustentabilidade. Em ciclos simultâneos e diários de cuidado consigo, com o outro e com o meio é que se constrói um mundo melhor.

Exemplos de cuidado consigo, com o outro e com o meio em Kitbull
Exemplos de cuidado consigo, com o outro e com o meio em Kitbull
Um amor de curta, né? Para ver e rever muitas vezes. Fiquei emocionada quando assisti. Você também? Comente aqui o que achou da animação.

Um ecobeijo e até breve!

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