Cerca viva de hibiscos: beleza e eficiência

Por Letícia Maria Klein •
17 julho 2014

O que fazer quando, mesmo com passarela, faixa de pedestres e sinaleira, as pessoas ainda atravessam a rua onde é mais perigoso? Como o problema é sério e educação é uma solução a longo prazo, a prefeitura pensou numa alternativa mais imediata. Uma cerca viva de hibiscos. É visualmente mais bonita do que uma estrutura de concreto, mais barata de fazer, fácil de manter e cumpre o propósito de coibir a passagem de pedestres apressadinhos. E você, o que acha da ideia?

O pedido para uma barreira na divisão entre as vias na Rua Antônio da Veiga partiu da Furb (Universidade Regional de Blumenau). O trânsito de pedestres da Furb, ou daquele lado da rua, para o outro lado, onde fica um supermercado, é intenso e muitas, tipo, MUITAS, pessoas atravessam sem usar a passarela, a faixa de pedestres ou caminhar até a sinaleira. Às vezes nem olham para o lado. Sério, eu já vi.

Trecho próximo à Rua São Paulo

Preocupada com essa situação, que vem de tempos, por sinal, a reitoria da universidade pediu, no começo de 2013, uma solução à Secretaria de Planejamento Urbano. Depois de muito discutir, a resposta veio em maio deste ano. O Robson Luiz Polmann, da diretoria de Desenvolvimento de Projetos da secretaria, me disse por telefone que, depois de muita discussão, o projeto vencedor foi a cerca viva de hibiscos. Ele comentou que alguns na secretaria queriam uma cerca de metal, então foi preciso muito diálogo. Que bom que os hibiscos levaram a melhor! 

As vantagens são várias, como tá lá em cima. Desvantagem: demora um pouco pra ficar pronta. As mudas foram plantadas agora, nesta semana, por causa do período de férias, e devem levar seis meses pra crescer. Até lá, estruturas de bambu foram colocadas junto das mudas para fazer as vezes de barreira física. Quando as plantas estiverem crescidas, os bambus serão retirados. 

Hibiscos em Zimbros

Foram plantadas 735 mudas de hibisco (Hibiscus sp) no trecho de maior demanda, que é na frente da Furb. São ao todo 220 metros, entre a esquina com a Rua São Paulo e com a Rua Max Hering. Robson explicou que eles escolheram hibiscos por ser uma planta bonita e fácil de produzir mudas, até porque a cerca vai precisar de manutenção regular para podas, adubação e plantio de mais mudas. 

A Secretaria de Serviços Urbanos, responsável pela plantação da cerca e sua manutenção, também substituiu os coqueiros jerivá (Syagrus romanzoffian), que já estavam no canteiro e tinham morrido. Ambas as espécies são produzidas pelo horto ornamental da secretaria.

Todo o trecho, que vai até esquina com Max Hering

Vamos combinar que nem seria necessária uma barreira se todas as pessoas respeitassem o trânsito e, principalmente, a própria vida. Muita gente não tem consciência de que estas medidas são para o próprio bem, para a segurança de todos. Espero que as mesmas pessoas que antes atravessavam neste trecho, agora respeitem a cerca e tomem consciência de que aquele minuto usado para chegar até a sinaleira ou cruzar a passarela é muito valioso e não uma perda de tempo. 

Gostei muito da ideia dos hibiscos para a cerca. Deixa a cidade mais bonita e mais verde. E você? Conte o que achou aqui nos comentários. 

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