Bromélias, mais bromélias e uma placa para os peixes

Por Letícia Maria Klein •
22 agosto 2013

Eu sempre quis uma fonte de água em casa, daquelas decorativas com bambu e que oferecem aquele barulhinho tão relaxante da água rolando. Qual não foi a minha surpresa ao me deparar com uma dessas na escola Conselheiro Mafra, onde aconteceu no último sábado, 17 de agosto, a primeira ação do Nós Podemos Blumenau, movimento em prol dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio que foram criados pela ONU em 2000. Só que a fonte não daria pra levar pra casa: era bem maior, com bromélias em volta, um só bambu e, apesar de não parecer à primeira vista, abrigava alguns peixes. Cascudos, precisamente. Depois de umas três horas, bromélia pra cá, bromélia pra lá, pedras aqui, pedras ali, mais alguns bambus e uma tábua, ficou uma graça! E agora todo mundo que passa sabe que lá tem peixe. 

Momento do antes: a fonte como era

Porque né, tem gente que passa, acha que é pia e para pra lavar a mão. Eu vi. Agora com a placa, espero que não mais. A nova fonte ficou até mais segura para as crianças, que podiam escorregar na terra e não tinham onde se segurar para tentar achar os cascudos (eles se colam nas pedras do fundo de um jeito que é bem difícil ver mesmo). Graças aos dotes de design de interiores de Tatiana Dallacorte, agora tem uma barreira de bambus onde se segurar e uma tábua de madeira onde pisar. Cuidar da fonte foi a tarefa que ela e eu tivemos como voluntárias do grupo responsável pelo objetivo do milênio número 7 – Qualidade de vida e respeito ao meio ambiente durante a tarde no Centro de Atenção Integral a Criança e ao Adolescente e Escola Básica Municipal Conselheiro Mafra, mais conhecido como CAIC da Velha (o nome do bairro). O grupo do ODM 7 foi coordenado pela bióloga Fabiana Dallacorte, irmã de Tatiana.

Como ela ficou depois de reformulada

O grupo todo devia ter umas 30 pessoas e foi dividido em três equipes: uma para cuidar do jardim externo, outra para o jardim interno e outra para reparar a fonte. A maior parte da turma ficou no jardim externo, ajudando a plantar mudas e arrumar o terreno. No jardim interno, que fica em frente à fonte, ficaram umas cinco ou seis pessoas. Encarregadas da fonte ficamos a Tati, eu e mais dois voluntários, que nos ajudaram andando de um lado para o outro procurando o que precisávamos para melhorar a casinha dos peixes. No fim, depois de poucas horas, estava tudo renovado! Jardins com plantas e flores (redundância necessária porque antes quase só se via a terra) e um aquário/fonte, o xodó do zelador da escola que nos ajudou muito, mais bonito e seguro. E com mais bromélias, que nós levamos para a escola.

Jardim externo replantado, só tem que 
esperar um pouco até crescer e florescer

A ação teve grupos de todos os oito ODM, ou os 8 Jeitos de Mudar o Mundo, como são conhecidos no Brasil. Além do ajardinamento, teve atividade de pintura do refeitório e da sala multimídia da escola, oficina de Ikebana para mulheres (para aprender a montar arranjos de flores), palestra para adolescentes, palestra sobre violência doméstica, orientações sobre saúde infantil e de gestantes, inauguração da sala de jogos, entre outras. O dia foi movimentado! Pena que o número de voluntários e participantes nunca é o que se espera. Pra falar a verdade, eu achei que mais pessoas estariam presentes, fosse ajudando como voluntárias ou participando das atividades. O envolvimento de forma geral foi pequeno, mas o bom é que todos que estiveram presentes cumpriram o que o movimento tinha se proposto a fazer nesta ação. 

Com a mão na terra

Eu adorei ter feito parte do grupo que ajudou a tornar o ambiente de mais de 800 alunos mais verde. É fundamental que já na infância se tenha contato com a natureza, pois se aprende na prática a importância da preservação, do equilíbrio no meio ambiente e do cuidado e respeito ao próximo. Próximo humano, animal ou vegetal, independentemente, pois todos são seres vivos e na grande teia da vida não existe hierarquia. Cada um tem a sua importância e o seu papel para que o ecossistema se sustente. Além disso, o voluntariado é uma atividade muito gratificante. E pode ser bem atlética, como bem comprovamos. Carregar vasos, revirar a terra, plantar e replantar... não é moleza, mas é tudo de bom! É uma das atividades em que você mais sente a conexão com a natureza. Amei! Não vejo a hora de participar de outras ações ligadas à natureza. (E não falta muito, já fiz minha inscrição no Avistar Vale Europeu, aqui na região, para observação de aves. Saiba mais sobre essa atividade neste post. Depois eu conto como foi!). 

E você, já fez alguma atividade de voluntariado? Alguma ligada ao meio ambiente? E outras atividades ligadas à natureza? Me conte nos comentários! Até logo!

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