Hora da escalada em Governador Celso Ramos

Por Letícia Maria Klein •
27 março 2014

Passeios que não estavam programados geralmente surpreendem. Foi o que aconteceu com a visita à cidade de Governador Celso Ramos, no litoral catarinense, no último fim de semana. Meu namorado me avisou dois dias antes que o Rotary do qual o pai dele participa ia passar o fim de semana na praia. “Vamos junto?” perguntou ele. “Opa, já estou lá!”. Partimos para a pousada na sexta-feira depois do almoço. A pousada fica na praia Henrique da Costa, um recanto quase deserto entre rochas, com areia grossa, mar calmo e apenas a pousada e poucas casas em sua extensão. A água do mar estava uma delícia, a aventura nas pedras foi emocionante, comi frutas que nem conhecia e fiz até uma esfoliação natural. Depois de tanto caminhar na areia grossa, voltei com o pé lisinho, lisinho.


O lugar é muito bonito, ao pé de montanhas e mais montanhas cobertas de Mata Atlântica. Na ida, quando passamos pela estrada bem pertinho das montanhas, minha vontade era descer do carro, pular a cerca e me aventurar entre as árvores. A temperatura estava super agradável e ficou ainda mais de sábado para domingo, depois que o tempo virou, a chuva começou e o vento cantou. Meu pai, como cantava aquele vento, devia se inscrever num concurso de calouros. Até o mar se rebelou. Como consequência, no domingo não tinha uma nuvem no céu e o mar estava mais quente (mesmo que só na superfície). 


O ruim é que a tempestade trouxe muita sujeira até a beira-mar, muito triste de ver. Recolhi alguns plásticos que encontrei. A gente não deveria ter que recolher lixo do mar, pois ninguém deveria jogar nada nele pra começar. A tarefa de educar é difícil, mas não é impossível. Tenho certeza de que vai chegar o dia em que o respeito aos outros e à natureza será algo intrínseco e natural ao ser humano. Por isso é tão importante cada um fazer a sua parte.

Uma tristeza todo esse lixo

Tinha muita beleza e vida abundante. Árvores de diversas formas e tamanhos, casais de quero-quero (Vanellus chilensis) e de garça-branca-pequena (Egretta thula) e caranguejos, muitos deles. 

Garça-branca-pequena

Casal de quero-quero

Caranguejo

Na pousada tinha duas espécies de árvores frutíferas (com frutos!): araçá (Psidium cattleianum) e abricó-da-praia (Mimusops commersonii). O araçá parece uma goiaba pequena e tem quase o mesmo gosto, uma delícia. Já o abricó... Bem, a casa é grossa, as sementes ocupam uns 90% do espaço e, na real, a poupa que sobra nem tem muito gosto. Mas dá pra dizer que é doce. Você já comeu alguma dessas frutas?

Árvore do abricó-de-praia

O araçá

As caminhadas pela praia foram muito boas, mas recomendo ir de chinelo, por causa da areia grossa. A primeira vez eu não tinha reparado na areia e fui a pé mesmo. É o normal, né, na praia. Foi um alívio chegar às rochas depois, porque os meus pés estavam pedindo clemência. A areia machuca mesmo, mas faz uma esfoliação que é uma beleza. 

O que eu gostei mesmo foi de andar nas rochas e pedras, que ficam nos dois cantos da praia. Foi uma aventura legal! Dá um medinho, um frio na barriga (pra quem não é fã de altura), mas a experiência é gratificante. 

Pra provar que em subi

Foto de fundo de tela, como diz meu namorado. Viu a lua?

Nas pedras do outro lado

Em breve planejo visitar outra atração turística de Governador Celso Ramos: a Fortaleza de Santa Cruz, na Ilha de Anhatomirim, um forte construído no século XVIII, que, historicamente (ou ironicamente?), nunca foi utilizado em batalhas.

Veja abaixo mais fotos e até a próxima!





Achou a borboleta?
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O mapa da energia no Brasil

Por Letícia Maria Klein •
13 março 2014
Um tema que tem estado bastante em pauta na imprensa nos últimos meses é o da geração de energia elétrica no Brasil, seus desafios e alternativas. A falta de chuvas no início de 2014 baixou o nível dos reservatórios e preocupou o país que tem nas usinas hidroelétricas sua principal fonte de energia. Nós temos diferentes fontes de energia, porém as mais limpas (eólica e solar) ainda têm pouca representação na matriz energética nacional. Especialistas do setor dizem que o país precisa inovar e ampliar a produção de energia a partir de outras fontes. Para te mostrar o mapa da energia no Brasil, eu reuni algumas matérias que falam de onde vem a energia que consumimos no país e as vantagens e desvantagens de cada uma. 

Devido à estiagem do começo do ano, o Jornal Nacional fez uma série de reportagens neste mês de março abordando as alternativas para produção de energia no Brasil. Na primeira, somos apresentados a um microgerador de energia na casa de Hans Rauschmayer, alemão que mora no Brasil. No país de origem dele já existem 1,5 milhão de instalações do tipo, enquanto que aqui são apenas 83. O microgeraor é um equipamento que gera energia elétrica a partir do sol, com o uso de placas fotovoltaicas instaladas no telhado da residência. A baixíssima propagação de microgeradores no Brasil é devido a impostos (o único estado que não recolhe imposto é Minas Gerais), falta de incentivos por parte do governo e alto preço do equipamento. 


Placas fotvoltaicas

A segunda reportagem fala sobre a força do vento. A estiagem deste ano fortaleceu a opinião de especialistas em energia sobre a necessidade de diminuir a dependência que o país tem em hidroelétricas. A energia eólica é que mais cresce no Brasil. Foram 829% entre 2006 e 2009. Depois da energia hidroelétrica, é a mais barata, como conta o jornalista André Trigueiro neste comentário na rádio CBN. Até 2018, a energia proveniente do vento deve chegar a 24 milhões de casas no país. Existem hoje 167 parques eólicos no Brasil, mas 36 estão desconectados por falta de linhas de transmissão. Essa energia desperdiçada poderia abastecer uma cidade como Fortaleza. Já no Rio Grande do Norte, a energia eólica foi responsável por tornar o estado autossuficiente em energia. 


Turbinas eólicas

Mas as hidroelétricas ainda são a maior fonte de energia do Brasil, responsáveis por 80% da energia consumida no país. Na matéria, Trigueiro conta que num cenário sem chuvas, os reservatórios de água, que antigamente garantiam o abastecimento de energia do país por até três anos consecutivos, hoje só conseguiriam garantir o abastecimento por cinco meses. 

Para piorar, um estudo da universidade do Rio de Janeiro alerta para o risco das três hidrelétricas que estão sendo construídas na região Norte não atingirem a expectativa esperada de produção de energia devido ao volume de chuvas na Amazônia. Quando não chove, a energia vem das térmicas a gás, a óleo e a carvão, que são as mais poluentes fontes de energia e custam mais caro aos cofres públicos. 

A última reportagem da série mostra que em 2013 o desperdício de energia chegou a mais de 10% de tudo que foi produzido, volume que abasteceria os estados do Rio de Janeiro e Ceará por um ano. A equipe de reportagem visitou uma fábrica de tecidos que aderiu a práticas sustentáveis para continuar competindo num mercado invadido por produtos chineses. Mas ainda pouco se fala em consumo consciente no Brasil.


Usina hidroelétrica ou hidrelétrica

Neste ótimo artigo, o jornalista Sérgio Abranches afirma que falta planejamento no setor energético brasileiro, que comete erros básicos e está regido por razões políticas.

"O governo federal engavetou o programa de eficiência e economia de energia. Não criou condições para tornar realidade a geração distribuída, que permitiria a instalação de placas solares nas residências e prédios, que entregariam para o sistema a eletricidade excedente, aquela que não tivessem usado nos momentos de pico de geração. Faltam incentivos, os preços são altos, as distribuidoras não se interessam em promover a interligação das instalações residenciais e prediais ao sistema.” 

O programa Cidades e Soluções também fez uma edição sobre a matriz energética brasileira, em que fala sobre as principais fontes de energia no país e a falta de investimento em energias renováveis, como a eólica, que representa hoje menos de 2% na produção de energia. A matéria fala sobre danos causados pela construção de usinas hidroelétricas, que desabrigam milhares de famílias e inundam áreas florestais, provocando a morte de milhares de espécies animais e vegetais e a liberação de gás carbônico na atmosfera (quando morre, as árvores liberam o CO2 absorvido durante a vida). 

Outro problema, como dito nas matérias do Jornal Nacional, é uso crescente de usinas termoelétricas, que são sujas e custam cinco vezes mais do que uma usina hidroelétrica. O mal das usinas nucleares é o lixo que elas produzem, além de constantemente deixar na mão aqueles que dependem desta energia. Como mostra esta matéria do Instituto CarbonoBrasil, um estudo do Greenpeace avalia a possibilidade de uma catástrofe nuclear em Angra 3.


Usina nuclear

Outra fonte que vai começar a ser explorada no Brasil é o gás de xisto, também chamado de gás não convencional, como vemos nesta reportagem do Cidades e Soluções, feita pelo jornalista Jorge Pontual nos Estados Unidos. Responsável por uma revolução energética no país, o gás de xisto, apesar de ter algumas vantagens, causa danos ao meio ambiente e à saúde das pessoas. A técnica de extração do gás, conhecida como fraturamento hidráulico, contamina lençóis freáticos, o ar e a água consumida pelos moradores, além de fazer mal aos animais das fazendas, provocando mutações genéticas e mortes. 

O leilão brasileiro mencionado no vídeo aconteceu nos dias 28 e 29 de novembro de 2013 sem definir regras para a exploração de gás de xisto, segundo esta matéria da Folha. Porém, como conta Washington Novaes neste artigo, a Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental pediu que o governo federal retire de um edital da Agência Nacional de Petróleo leilão para exploração de gás de xisto.

Apesar de nenhum sistema de geração de energia elétrica ser totalmente sustentável (as turbinas eólicas, por exemplo, são maléficas a aves e morcegos, como informa esta notícia do Globo Natureza), o investimento em energias renováveis, como solar e eólica, é fundamental para combater o aquecimento global, que causa tantos estragos ao planeta, e para garantir uma boa qualidade de vida aos seres humanos. 

Outro episódio do programa Cidades e Soluções mostra os investimentos em energias renováveis na Alemanha. O país, que está passando por uma virada energética, vem investindo pesadamente em energias renováveis e quer desativar todas as 17 usinas nucleares até 2020, que geram 23% da energia consumida no país. A mensagem é clara: não basta apenas o governo agir, nós, consumidores, temos que fazer nossa parte.
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A Corporação, de Mark Achbar e Jennifer Abbott [Resenha]

Por Letícia Maria Klein •
05 março 2014
Imagine viver num mundo onde somos governados por grandes corporações, que colocam o lucro acima de tudo e de todos. Na verdade, não precisa imaginar, pois nós já vivemos nesse mundo, em que as maiores empresas e conglomerados têm mais poder que o próprio governo, controlando o que vestimos, comemos, assistimos, compramos, falamos e até estudamos na faculdade. É o que mostra o documentário A Corporação, lançado em 2003 e dirigido por Mark Achbar e Jennifer Abbott com base no livro A Corporação – A Busca Patalógica por Lucro e Poder, de Joel Bakan. 



Com 145 minutos de duração, o documentário conta casos que exemplificam o poder das corporações e os negócios e tratativas que elas fazem para ganhar dinheiro, muitas vezes não se preocupando com o bem-estar dos funcionários, a saúde dos consumidores, ética no trabalho, direitos humanos e a preservação do meio ambiente. Como cita o diretor Michael Moore, um dos convidados entrevistados no filme, a cobiça é tanta que o rico venderá a corda para se enforcar se achar que pode lucrar com isso. 

Os casos mais chocantes são os que envolvem empresas do ramo alimentício, que provocam um impacto negativo gigantesco na vida de consumidores e/ou pessoas que moram próximo às fábricas, fazendas e plantações, causando sérios problemas de saúde, como câncer e alterações genéticas. Um exemplo é o da Monsanto, indústria de agricultura e biotecnologia, que mentiu descaradamente sobre os efeitos da droga que administrava nas vacas leiteiras para aumentar a produção de leite. Além de causar diversos problemas nas pessoas que consumiam o leite, como inflamações em diferentes órgãos e problemas de reprodução, causava dor, sofrimento e aflição aos animais. 

As entrevistas são o fio condutor do documentário. Ao todo são 40 convidados que incluem críticos ao sistema e também pessoas que fizeram ou ainda fazem parte de corporações. O objetivo do filme é mostrar como o capitalismo extremo, a ânsia desmedida pelo lucro, pode acabar com a sociedade e o planeta. Ele não é contra o capitalismo, mas a favor da redução do poder das empresas de forma legal, do exercício da ética e da valorização da vida em primeiro lugar. 

Se você se interessou, confira abaixo o documentário abaixo. É bem interessante, recomendo.



Aproveite que está aqui e veja outras resenhas de livros e filmes socioambientais. Sobre a indústria alimentícia, um dos temas abordados em "A Corporação", tem um post muito interessante sobre o papel da alimentação num mundo sustentável, em que entrevistei profissionais da Schumacher College, onde estudei Ciência Holística.
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A importância dos 3 Rs

Por Letícia Maria Klein •
21 fevereiro 2014
Reduzir, reutilizar e reciclar. Os 3 Rs inimigos do desperdício e da geração de lixo, dois grandes males da atualidade. As coisas que jogamos fora de nossas casas ocupam espaços gigantescos nas cidades, crescendo toneladas a cada dia. Este cenário é agravado pela quantidade exorbitante de itens produzidos pela indústria, muitas vezes itens que são descartáveis ou que se tornam obsoletos (ou apenas parecem obsoletos) muito rapidamente. Ainda tem a impulsividade, o crédito facilitado, as propagandas massivas e os anúncios de promoções que incentivam as pessoas a comprarem o que elas não precisam. Por isso que reciclar não basta. É fundamental, mas como parte integrante de uma cadeia que tem outras etapas tanto ou até mais essenciais: reduzir nossa produção de lixo e reutilizar o máximo de coisas possível. Vem comigo conferir exemplos de como podemos aplicar os 3 Rs no dia a dia



Reduzir
Tudo que é produzido por mãos humanas precisou de bens naturais para ser feito e consumiu recursos para chegar até as lojas. Água foi utilizada, energia foi gasta, gases do efeito estufa foram emitidos na natureza, pneus foram gastos, veículos foram usados, e por aí vai. Quando você reduz sua pegada ecológica, repensa suas compras e seus hábitos de consumo, você reduz a quantidade de lixo que gera diariamente e poupa recursos que seriam utilizados na produção de mais objetos. Afinal, quem faz a demanda é o público: quanto menos as pessoas compram, menos é produzido. Existem várias formas de reduzir nosso lixo. Alguns exemplos:

- Quando for ao supermercado, utilize sacolas retornáveis. As de plástico que o mercado fornece são um veneno para a natureza, pois demoram centenas de anos para se decompor e, quando jogadas ao mar, são facilmente engolidas por animais, que acabam morrendo de fome por causa deste e outros objetos ingeridos (as coisas vão ocupando espaço no estômago dos bichos, deixando pouco espaço para a comida). “Ah, mas onde eu vou colocar o lixo se não tiver sacola plástica?”. Como grande parte dos produtos que compramos vem em embalagens plásticas ou de papelão, você pode usá-las como saco de lixo em casa.



- Falando nisso, você pode carregar sempre consigo uma sacola retornável. Eu tenho uma de pano que levo sempre na bolsa, assim, quando compro algo em qualquer loja, utilizo a minha sacola. 

- Economizar água e energia é uma ótima forma de ajudar o ambiente:
Tomar um banho mais rápido;
Desligar a torneira enquanto escova os dentes, ensaboa a louça, faz a barba, etc;
Apagar a luz ao sair de ambientes;
Desligar aparelhos eletrônicos que não estejam sendo utilizados;
Fechar a porta de ambientes refrigerados com condicionador de ar;
Tirar da tomada aparelhos que não são utilizados com frequência;
Não deixar a porta da geladeira aberta por muito tempo;
Aproveitar a iluminação natural o máximo possível. 

- Pensar dez vezes antes de comprar alguma coisa (roupas, calçados, acessórios, eletrônicos, objetos decorativos, etc.). Será que é mesmo necessário? Vou utilizar quantas vezes? Já não tenho algo parecido que supre minhas necessidades? Depois que eu não quiser mais, como vai ser o descarte do objeto? 

Reutilizar
Quantas vezes achamos que um objeto não tem mais valia quando na verdade ele ainda é útil? Talvez não pra quem tem, mas para outra pessoa. Reutilizar é dar outro destino para uma coisa que você não quer ou não precisa mais, evitando assim que ela vá para o lixo e ao mesmo tempo estendendo a vida útil do objeto. Vejamos alguns exemplos:

- Se você tem irmão mais velho ou mais novo, esta é de praxe. Você pode utilizar roupas que eram dele ou dela ou doar as suas para os caçulas. Uma atitude que dá destino para roupas que não servem mais e evita compras em lojas. E isso serve não apenas para roupas, mas qualquer peça do vestuário e acessórios.

- Consumo colaborativo é uma ótima forma de reutilizar objetos. Você pode vender ou doar objetos e roupas que não são mais úteis para você, como uma mochila, um secador de cabelo, skate ou bicicleta, enfim, qualquer coisa. Você pode também comprar ou trocar itens que perderam a utilidade para seus antigos donos e que podem ser exatamente o que você estava procurando. 



- No trabalho ou na aula, reutilize copinhos de plástico ditos descartáveis. Por que eles devem ser utilizados só uma vez? Mas como eu não gosto de copinhos plásticos, tenho uma ideia melhor ainda: abandone os ditos-cujos e leve consigo sempre uma garrafinha de água. Este é outro hábito meu, sempre levo uma comigo para o trabalho e a pós-graduação. Tem modelos de 250ml e 500ml, que cabem em qualquer bolsa, mochila ou pasta. 

- Se você costuma pegar almoço em restaurante para almoçar em outro lugar, leve seu próprio recipiente de marmita, evitando utilizar as embalagens de alumínio ou isopor que os restaurantes oferecem e que agridem tanto o meio ambiente. A indústria de reciclagem do alumínio é mais abrangente, mas a maioria das embalagens de isopor acaba indo para aterros sanitários, quando não para os lixões. Se você puder almoçar no restaurante mesmo, melhor ainda. 

Reciclar
Se não fosse a reciclagem, melhor não imaginar o tamanho do problema que o lixo causaria no planeta Terra. A tendência é que cada vez mais cidades contemplem o processo de reciclagem. O cenário brasileiro neste quesito é desastroso, com cerca de apenas 10% das cidades reciclando seu lixo. O panorama fica pior quando se descobre que tem cidades que reciclam uma porcentagem muito pequena do lixo. E não são 100% dos materiais que podem ser recicláveis. Por isso é tão importante reduzir e reutilizar. 

Reciclar permite a transformação de algo que seria descartado em algo totalmente novo, pronto para uso. As quatro principais categorias de reciclagem que temos são papel, vidro, plástico e metais, que abrangem uma extensa variedade de objetos que utilizamos. Se você já separa seu lixo, parabéns. Se ainda não, entre em contato com a prefeitura para saber se existem cooperativas de reciclagem na sua cidade e como fazer para começar a reciclar.

Tipos de lixo

Na hora de separar os recicláveis, fique atento a estas informações:
- Lave as embalagens, pois quando elas estão sujas não são recicladas.
- Amasse latas e garrafas pet, assim cabem mais na sacola ou caixa que você deposita o lixo reciclável.
- As caixas de papelão, como do sucrilhos, também podem ser amassadas ou servir de embalagem para outros itens recicláveis. 
- Abra, lave e achate as embalagens Tetra Pak. No site da empresa você encontra os locais que reciclam as caixinhas. 
- CDs, DVDs, brinquedos são recicláveis. Lâmpadas fluorescentes também. Mas quando o assunto for lâmpadas e pilhas, não coloque junto com o lixo reciclável. As lâmpadas podem ser devolvidas na loja onde foram compradas, pois é dever do estabelecimento dar um destino adequado a esses materiais. Se a loja se recusar a aceitar, você pode processá-la. Quanto às pilhas e baterias, existem locais, como escolas e faculdades, que as recolhem para dar destinação correta. Quando jogadas no lixo comum, elas são um veneno para a natureza. 
- Segundo o Manual da Sustentabilidade do Planeta Sustentável, algumas coisas que achamos ser recicláveis não são, pois ainda não inventaram formas de aproveitá-las. Por exemplo: foto, pote mole de iogurte, pacote de salgadinho, pirex, porcelana e cerâmica, saco de cimento, papel celofane, material em E.V.A., rolha de vinho e espelho. De qualquer forma, eu coloco a maioria das coisas no lixo reciclável. Se não for, lá na cooperativa eles separam. O pior é quando o produto pode ser reciclado e a gente coloca no lixo comum. 

Para ficar com os 3 Rs na ponta da língua, nada melhor do uma música para ajudar a nos lembrar da importância de reduzir, reutilizar e reciclar e passar a incorporar essas três palavrinhas na nossa rotina. Jack Johnson canta uma música muito bacana sobre o tema. Coloquei abaixo a letra e a tradução.

Você já é adepto dos 3 Rs? Quais são seus hábitos de redução, reutilização e reciclagem? Compartilhe sua experiência nos comentários! Confira também os posts em que falo sobre os 10 Rs da sustentabilidade e 29 dicas para não sobrecarregar o planeta Terra no nosso dia a dia, além de muitas outras dicas de atitudes e práticas sustentáveis.


The 3 R's                                                            Os 3 Rs 

Three, it's a magic number                                  Três é um número mágico
Yes it is, it's a magic number                               Sim ele é, é um número mágico
Because two times three is six                             Porque duas vezes três é seis
Three times six is eighteen                                  Três vezes seis é dezoito

And the eighteenth letter in the alphabet is R     E a décima oitava letra do alfabeto é R
We got three R's                                                 Nós temos três R's
We're gonna talk about today                             Sobre os quais vamos falar hoje
We gotta learn to                                                 Precisamos aprender a

Reduce, Reuse Recycle (4x)                               Reduzir, Reutilizar Reciclar (4x)
  
If you're going to the market to buy some juice    Se você vai ao mercado comprar suco
You gotta bring your own bags                            Você precisa levar suas próprias sacolas
And you learn to reduce your waste                    E você aprende a reduzir seu desperdício
We gotta learn to reduce                                     Nós precisamos aprender a reduzir

And if your brothers or your sisters                     E se seus irmãos ou irmãs
Got some cool clothes                                        Tem roupas legais
You can try them on                                            Você pode experimentá-las
Before you buy some over those                        Antes de comprar mais
Reuse                                                                 Reutilizar
We gotta learn to reuse                                      Nós precisamos aprender a reutilizar

And if the first two R's don't work out                  E se os primeiros dois R's não funcionarem
And if you gotta make some trash                      E você precisar gerar lixo
Well don't do it all                                               Não o faça
Recicle                                                               Recicle
We gotta learn to recicle                                    Nós precisamos aprender a reciclar

Reduce, Reuse Recycle (4x)                              Reduzir, Reutilizar Reciclar (4x)

Because three, it's a magic number                   Porque três é um número mágico
Yes it is, it's a magic number                             Sim ele é, é um número mágico

Three, three, three, three                                 Três, três, três, três
Three six, nine, twelve, fifteen                          Seis, nove, doze, quinze
Three                                                               Três
Eighteen, twenty-one, twenty-four,                   Dezoito, vinte e um, vinte e quatro,
twenty-seven                                                    vinte e sete
Three                                                               Três
Thirty, thirty-three, thirty-six                             Trinta, trinta e três, trinta e seis
Three                                                               Três
Thirty three, thirty, twenty-seven                      Trinta e três, trinta, vinte e sete
Three                                                               Três
Twenty-four, twenty-one, eighteen                   Vinte e quatro, vinte um, dezoito
Three                                                               Três
Fifteen, twelve, nine, six and                            Quinze, doze, nove, seis e 
Three                                                               Três
It's a magic number                                          É um número mágico
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O poder da natureza nas Cavernas de Botuverá

Por Letícia Maria Klein •
06 fevereiro 2014

O silêncio é absoluto e imponente, interrompido apenas pelas gotas de água que caem no chão em alto e bom som. Quando as luzes são apagadas, somos envolvidos pelo breu total, não dá para enxergar absolutamente nada. É quando se sente o poder de 65 milhões de anos de história. Estou nas Cavernas de Botuverá, localizadas no Parque Municipal das Grutas. A cidade fica a 63 quilômetros de Blumenau, coladinha no município de Brusque. É bem fácil chegar ao parque, mas tem que ir devagar. Do centro de Botuverá até lá são 14 quilômetros de estrada de terra bem sinuosa. Este passeio, assim como o da praia de Zimbros, fiz com meu namorado. Saímos de manhã, quase 9h e chegamos às 10h30 no parque, mais ou menos. Bem a tempo de tirar umas fotos das águas da cachoeira que chegam ao Rio Itajaí-Mirim e se preparar para o passeio que começava às 11h. O roteiro dura 45 minutos. Passa muito rápido, mas é o suficiente para se maravilhar com as formações rochosas esculpidas pela natureza ao longo de milhares de anos e que continuam a se transformar, gota após gota. 


As cavernas foram encontradas por caçadores em 1940, diz nosso guia. Ele leva o grupo de 15 pessoas (o máximo permitido em cada passeio) pelas três galerias abertas ao público. Subimos e descemos 400 degraus até o terceiro salão. Parece muito, mas nem dá pra sentir. Eu fiquei tão fascinada com as estalactites e estalagmites que não queria parar de admirar. É lindo demais, um trabalho primoroso da natureza. A água que forma os espeleotemas (nome das diversas formações rochosas de uma caverna) vem da chuva, que ao escorrer pela gruta, carrega sedimentos e minerais que vão formando as estruturas. A água também foi responsável por formar a caverna em primeiro lugar, na forma de um córrego que corria em seu interior. Ao todo, as grutas têm 1.200 metros de extensão e nove galerias. Seis são fechadas para preservação e pesquisa. 

Córrego dentro do parque que deságua no Rio Itajaí-Mirim 

Todo o cuidado é pouco nas grutas. Ao entrar e passear nas cavernas, nós estamos invadindo um ecossistema que estava preservado e intocado há milhares de anos, então não se pode fazer nada que venha a prejudicar ou estragar o ambiente. Não é possível, por exemplo, tirar fotos nem tocar nas formações, para não deteriorá-las. Existem muitas espécies de animais que moram nas cavernas, então não podemos perturbar o ambiente. São sete de morcegos e 35 de invertebrados, como grilos, minhocas, escorpiões, aranhas e animais endêmicos. Durante a visita, eu não vi nenhum. Apenas no final, já perto da saída, quando eu perguntei ao guia se ele já tinha visto um morcego. Foi quando ele disse “vários” e apontou a lanterna para o teto, onde um morceguinho estava dormindo. Não sei vocês, mas eu os acho tão fofinhos. O bichinho estava todo enrolado em suas asas, parecendo uma trouxinha, e era bem pequeno.


Escadas que levam à entrada das cavernas

É bem fresco dentro da caverna e liso também, devido à água. Por isso, todos devem usar tênis. Também para segurança, tem corrimãos ao longo do trajeto e precisamos usar capacete para não bater no teto, quando ele é baixo. Um item muito importante, diga-se de passagem (pois é, né, imagina se eu não bati a cabeça). Tem uma formação mais linda que a outra nas grutas. Estalactites afiadas e grandes pendem do teto, às vezes se encontrando com estalagmites e formando uma coluna fabulosa. Sabe quando você está na praia, pega um punhado de areia molhada na mão e vai deixando ela cair em montinhos até o chão, formando uma torre ou monte? Tem espeleotemas que têm um formato parecido, só para dar uma ideia da aparência de alguns. O mais fascinante é saber que aquelas formações levam milhares de anos pra se formar. Elas crescem um centímetro cúbico a cada 100 anos. Repetindo, um centímetro cúbico por século! Um trabalho lento e belo. Símbolo ao mesmo tempo do poder da natureza e da sua fragilidade. 


Foto oficial disponível no site da prefeitura de Botuverá

O guia contou que houve época em que as pessoas retiravam pedaços de estalactites para fazer órgãos, o instrumento musical. A natureza leva milhares de anos para esculpir ambientes magníficos e o homem vai lá e acaba com tudo em um minuto. Quando o respeito por outras formas de vida for uma coisa inerente a todo ser humano, todas as espécies do mundo viverão em paz, pois a preservação vai acontecer naturalmente. 


Era bem destas formações aqui que eram retirados pedaços para fazer órgãos
Foto oficial disponível no site da prefeitura de Botuverá

Saindo da caverna e voltando ao local de atendimento, percorremos uma pequena trilha que leva a uma cachoeira. Tinha algumas pessoas na água e nos deu uma vontade tamanha de nadar também. Mas já tínhamos planos de seguir para outra cachoeira. O caminho para ir até ela fica antes do Parque Municipal das Grutas, numa transversal da estrada principal. Ao chegar, me surpreendi com o número de pessoas. Estava lotado! Como era domingo e estava muito quente, dá pra entender o porquê. O lugar se chama Recanto Feliz e tem cabanas para alugar. Estacionamos o carro e fomos a pé até o laguinho que se forma embaixo da cachoeira. 


Borboleta no parque

A água estava bem gelada, uma delícia naquele calor. Foi a primeira vez que visitei uma cachoeira, estava mega feliz. Tinha vários peixinhos e vi também um caranguejo. Mas uma dica importante: já vá com a roupa de banho, pois só tem um banheiro perto do estacionamento. Como lá cima não tem, entrei com a roupa do passeio mesmo e voltei de biquíni pra casa. Sem problemas, por que valeu muito a pena. E eu não fui a única a fazer isso, tinha outras pessoas nadando com roupas não de banho.


Cachoeira no Recanto Feliz

Que passeio fantástico! O parque fica aberto de terça-feira a domingo e a entrada para as cavernas custam R$ 12,00 inteira e R$ 6, 00 meia. Muito barato, vamos combinar. Se você ficou interessado, super recomendo. Estar em meio à natureza é, pelo menos pra mim, uma das melhores coisas do mundo.
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Recuperação de áreas degradas e trabalho com educação ambiental

Por Letícia Maria Klein •
31 janeiro 2014

A ideia surgiu como uma forma de “cuidar do jardim” para integrar os colaboradores à natureza. A ideia tomou corpo e se transformou num programa com grandes repercussões. Recuperação de mais de 800 mil m² de área degradada, mais de 265 mil mudas produzidas, mais de 66 mil pessoas, entre estudantes, professores, colaboradores e comunidade externa, atingidas em todas as atividades realizadas pelo programa. Tem também a RPPN Figueira Branca, em Gaspar, uma reserva de 300 hectares aberta à visitação e que fornece sementes para as mudas produzidas. Esses projetos fazem parte do programa Bunge Natureza, criado em 2005 pela empresa catarinense Bunge, que trabalha nos setores de agronegócio, alimentos e bioenergia. Eu penso que todas as empresas, devido aos impactos que causam à população em torno dela e ao meio ambiente, deveriam promover ações para minimizar os efeitos de seus processos sobre a natureza. Como não é lei, é admirável quando uma empresa toma esta iniciativa de preservar a natureza e seus bens. Iniciativa que a Bunge leva muito a sério e que está causando mudanças positivas até onde alcança.


Borboleta vivendo em área recuperada nos fundos do CDAL,
na unidade da Bunge em Gaspar

“Procuramos preservar e valorizar o que existe. Ter uma análise integrada de externalidade, mitigar impactos negativos e entender o ambiente onde estamos inseridos. Trazer isso para o dia a dia.” Palavras do Gerente de Comunicação e Sustentabilidade da Bunge, Michel Santos. Ele me recebeu para uma entrevista no CDAL – Centro de Divulgação Ambiental e Lazer, que fica na unidade da Bunge em Gaspar, cidade vizinha de Blumenau. Na verdade, tinha uma comitiva me esperando: 
Rodrigo Spuri, analista de Sustentabilidade, Katiyuscia Rebelo, coordenadora do programa e com quem eu agendei a entrevista e os biólogos Sarah LadewigAlex Volkmann. Eles me contaram como funciona o programa, quais as atividades desenvolvidas, me mostraram as instalações onde são produzidas as mudas e a área nos fundos do Centro que foi recuperada com as mudas nativas da região.

Área recuperada nos fundos do CDAL 

É no CDAL que acontece a maior parte das atividades promovidas pelo programa, que em Gaspar tem as linhas de atuação em pesquisa, recuperação, conservação e educação ambiental – existe outro Centro na cidade de Jaguaré, SP, onde tem cultivo de hortas comunitárias e hidroponia e o projeto Fazendo Educação Ambiental Através das Artes. No de Gaspar – onde ficava a sede da empresa até 2011, quando ela se mudou para São Paulo – são cultivas as mudas para recuperação de áreas degradadas e para doação a prefeituras, ONGs, instituições, escolas, colaboradores e pessoas da comunidade. As mudas são de árvores nativas da Mata Atlântica da região. As sementes são coletadas na reserva Figueira Branca, em parques nacionais e áreas de revegetação. Katiyuscia falou que também acontece de agricultores cederem para o programa sementes das plantas que eles receberam de doação. 

Visita de estudantes ao viveiro de mudas no CDAL
Fonte: Bunge Natureza

Os interessados devem ligar para a Bunge e solicitar a quantidade de mudas que querem. Se os profissionais do programa não conhecem o destino, eles vão até o local para uma vistoria. A doação tem que ser responsável. Como bem disse Michel, produzir mudas consome recursos. A única coisa que eles pedem em troca é que os tubetes onde as mudas são criadas sejam devolvidos, para que o programa possa reutilizá-los. Uma ótima condição, aliás, pois poupa dinheiro e os recursos que seriam utilizados para produzir novos tubetes. E esse negócio do pessoal devolver os tubetes dá super certo. Segundo Katiyuscia, desde primeira compra realizada no início do programa, 2013 foi o primeiro ano em que eles tiveram que comprar mais tubetes.


Área recuperada com a produção de mudas nos fundos do CDAL,
às margens do Rio Itajaí-Açu

O que também é realizado no CDAL são as atividades de educação ambiental com funcionários, escolas e outras empresas. Para os colaboradores, por exemplo, elas envolvem dinâmicas em datas comemorativas, dicas no dia a dia e durante a ginástica laboral, atividades impactantes – como colocar resíduos onde eles transitam –, ações de conscientização para preservação, tratamento de resíduos sólidos, entre outros temas. 

Em 2013, resíduos sólidos foi o tema, que é abordado em todas as unidades da Bunge pelo país. Porém, cada unidade trabalha um ponto de melhoria específico. Elas informam quais são os problemas enfrentados e os membros do CDAL de Gaspar desenvolvem estudos específicos para cada unidade. Katiyuscia disse que a mudança no comportamento dos colaboradores é evidente. Desde que o projeto começou, mais de 17.300 funcionários participaram das atividades.

Visitas de escolas ao Centro são bem freqüentes, de duas a três vezes por semana. Para os estudantes, os biólogos fazem palestras, separação de resíduos, mostram fotografias e vídeos (institucionais e outros), explicam sobre os 3 Rs (reduzir, reutilizar, reciclar) e também fazem trilhas com os estudantes – que são feitas tanto na área recuperada atrás da empresa, na beira do Rio Itajaí-Açu quanto na Reserva Figueira Branca. 

Um tipo de trilha é vendada, em que os colegas andam em pares, um vendado na ida e o outra na volta. O objetivo é aguçar os outros sentidos dos alunos no meio da natureza. Bem legal! Desde o início do programa, já passaram pelo CDAL mais de 31 mil alunos e professores. Visitantes da comunidade somam mais de quatro mil. Pessoas atendidas em palestras e atividades externas são quase 14 mil. Visitas à RPPN Figueira Branca foram mais de 1.250. Falando em reserva, a Bunge mantém outras duas que totalizam 30 mil hectares no estado de Tocantins.


Palestras para estudantes na biblioteca do CDAL
Fonte: Bunge Natureza

Uma curiosidade sobre as visitas escolares: as crianças são mais participativas durante a visita, enquanto que os adolescentes se interessam mais depois da visita. Teve um aluno de que eles tiveram notícia que se formou em Engenharia Ambiental depois que participou do extinto projeto Protetor Ambiental, que fazia parte do Programa Bunge Natureza. Depois da visita ao CDAL, os alunos respondem questionários com sugestões e observações, que já foram responsáveis por algumas alterações nos padrões do programa. Agora, por exemplo, antes que a escola visite o Centro, os colaboradores do programa entram em contato com os professores para preparar atividades que fiquem de acordo com o que a escola queira passar aos seus alunos.
 Trilha com estudantes no CDAL 
Fonte: Bunge Natureza

Todo ano, o programa desenvolve atividades em três datas: Dia Mundial da Água (22 de março), Semana do Meio Ambiente (o Dia Mundial do Meio Ambiente é em 5 de junho) e o Dia da Árvore (21 de setembro). Nestas ocasiões, todas as unidades preparam atividades para seus colaboradores e comunidade externa, como palestras, vídeos, cinema, palestra diferenciada para crianças e adultos e plantio remoto (plantio na unidade da Bunge em Gaspar quando não tem espaço nas outras unidades).

Trilha com estudantes na RPPN Figueira Branca
Fonte: Bunge Natureza

Outra ação bem bacana do programa é o recolhimento de óleo usado e de resíduos eletrônicos (computadores, TVs, celular, reatores, etc – pilhas e baterias não). Tem pontos de entrega voluntária (PEV) de óleo em Gaspar e outras 20 unidades, para os públicos interno e externo. São 1.626 pontos e desde o início do programa, já foram recolhidos e reciclados mais de 1,8 milhão de litros de óleo vegetal usado! Os pontos de entrega de eletrônicos ficam em Gaspar e em mais quatro unidades, mas é apenas para os funcionários. A empresa parceira aqui no estado que recolhe óleo usado é a Preserve Ambiental, de Blumenau. A que recolhe equipamentos eletrônicos é a Reciclavale – Cooperativa de reciclagem do Vale do Itajaí, localizada em Itajaí. 

O programa Bunge Natureza tornou “o ambiente muito mais harmonioso e melhorou a imagem da empresa”, afirma o gerente Michel. Os projetos também são referência em Gaspar para a prefeitura, escolas e a comunidade. Um exemplo muito bom de como a educação ambiental promovida pelo programa faz diferença é o caso de um projeto desenvolvido com escolas em 2008 relacionado à venda de passarinhos para criação doméstica. Dois anos depois, os membros do CDAL fizeram uma pesquisa com os petshops e comprovaram a diminuição da venda de gaiola e alpiste. Não souberam me informar os dados corretos, mas a coordenadora do programa disse que a redução foi bem significativa. Durante a pesquisa, o trabalho de educação ambiental também foi feito com os donos de petshops, para que eles entendessem a importância de deixar as aves livres na natureza e não tê-las como animais domésticos.

Muito bacana, né. O que você achou? Conhece alguma empresa na região onde mora que desenvolva projetos de sustentabilidade? Até mais!
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