Roupa íntima: o que fazer com calcinha, cueca, sutiã e meias velhas?

Por Letícia Maria Klein Lobe •
15 julho 2020
Furada, rasgada, esgaçada, manchada, puída. Não importa o motivo, uma hora ou outra você vai precisar dar adeus a algumas das suas roupas íntimas. Você já deve ter descartado várias ao longo da vida, provavelmente no saco de lixo que a prefeitura recolhe.

Mesmo que você tenha separado para a reciclagem na coleta seletiva, a não ser que tenha sido diretamente em algum programa de reciclagem de roupas, é quase certo dizer que as peças foram parar no aterro sanitário (ou qualquer outro canto). Mas existe um destino melhor e sustentável para a calcinha, cueca, sutiã, biquíni, sunga e meias velhas

Calcinha, cueca, sutiã, meia, biquíni e sunga velhas têm solução sustentável

Lembra do meu pufe, batizado pelo meu gato? Lá dentro estão agora muitas peças íntimas sem uso que eu vinha guardando em casa até encontrar um destino correto. Agora, junto com bandejas de isopor reaproveitadas, elas servem de enchimento para o pufe, cortadas em pedacinhos.

Você também pode usar as roupas íntimas para estofar almofadas, bichinhos de pelúcia e outros objetos de artesanato feitos com tecido (como chaveiro); é só cortar em pedaços. Se você conhece alguma cooperativa, associação ou projeto que faz esse tipo de trabalho artesanal, você pode entrar em contato e ver se eles aceitam que você doe as peças para serem usadas como enchimento. Se você tiver vergonha de levar as peças inteiras, leve em pedaços.

Procure se informar se tem algum programa de reciclagem de roupas na sua cidade, como a Caixa Solidária, ou alguma cooperativa que recolha esses resíduos para vender à uma indústria recicladora. A reciclagem de roupas não é tão difundida no Brasil, mas existe em alguns estados. Se a empresa aceitar, você pode até enviar uma caixa pelo correio depois de acumular uma certa quantidade.

Caso as peças estejam em bom estado, e você não quiser mais, é possível doá-las para instituições que ajudam famílias carentes com roupas e alimentos. Afinal, como se diz, lavou, tá novo.

Se você gostou das dicas ou tem outra ideia, compartilhe e deixe um comentário. Chegou a hora de reaproveitar até aquele resíduo que você achava que não tinha solução!

Um ecobeijo e até breve.

2 comentários:

  1. Olá.
    Na verdade li seu post sobre a o livro " A teia da vida " de Frijot Capra " e estou começado a ler outras postagens tuas, as quais acho bem práticas e objetivas. O próprio livro do Capra comecei a ler e achei-o bem denso. Na época estava na faculdade e não pude dar a devida atenção. Minha atenção com o meio ambiente veio de forma meio prática. A princípio, lá pelo final dos anos de 1980, então adolescente, amigos mais velhos que moravam em grandes centros populacionais, alertavam para a seriedade do assunto. Morando em uma cidade relativamente pequena não prestava muita atenção em alguma mudança local. Pois bem. Decorridas aí três décadas e um pouco mais, depois de ter residido em outras cidades e em outro estado, volto a morar no bairro em que passei minha infância e o desconheço. Onde estão os córregos, os campos, o mato? Bem, foram engolidos pela cidade. E o que sobra do consumo humano é descartado em poucos terrenos baldios que sobraram. Confesso que a constatação foi brutal. Desde então tenho tentado praticar alguma coisa que possa minimizar um pouco as coisas. Pode parecer simples, mas já estamos conseguindo realizar a coleta seletiva do lixo e estamos organizando uma pequena horta que, olha só, está prosperando. Entretanto, apesar de ter sido criado num paraíso, hoje carecemos de conhecimento de técnicas e dicas para uma vida mais sustentável. Por isso vivo garimpando aqui e ali. Parabéns pela sua iniciativa, principalmente por nos incentivar a "por a mão na massa", pois a questão ambiental é de extrema urgência.

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    1. Oi, Carlos! Tudo bem?
      Muito obrigada pelo seu comentário, que bom que gostou do blog. De fato, Capra é um pouco denso, leva um tempo para acostumar com a escrita dela. Tem algumas resenhas de aqui no blog de livros na área ambiental, recomendo muito os do André Trigueiro, para começar. Parabéns pelas ações que vocês têm feito na sua comunidade! Cada ação faz diferença. Até breve, abraço.

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