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Feliz Natal sustentável

Por Letícia Maria Klein •
24 dezembro 2020
O ano está chegando ao fim, e que ano tivemos! Completamente diferente de tudo o que tínhamos vivido até então. Um ser vivo microscópico impactou o mundo inteiro e foi capaz de transformar relações sociais e mudar parâmetros que já estavam estabelecidos nos sistemas econômicos e políticos ao redor do globo.

Foi preciso que todos se unissem para superar os desafios que o vírus nos trouxe. Ainda é. Cada um individualmente e também em níveis organizacionais, empresariais e governamentais. A pandemia de Covid-19 foi uma professora severa e deu à humanidade muitas lições. Cada um aprendeu o que mais precisava aprender, passando pelo que precisávamos para continuar evoluindo e melhorando, como indivíduos e coletividade.

Tudo e todos estão interligados e são interdependentes, e o novo coronavírus provou isso. Não interessa em que parte da Terra você esteja, você sentirá os impactos que acontecem do outro lado de alguma forma e em algum momento. Tudo, absolutamente tudo que fazemos no nosso dia a dia provoca reações, não importa o tamanho ou o alcance. Por isso é tão importante, ou melhor, é fundamental, cuidarmos de nós mesmos, do outro e do meio.

Isso é sustentabilidade, e é a única forma que os seres vivos e os ambientes, unidos neste planeta que chamamos de casa, têm para prosperar e viver em equilíbrio.
 
Letícia segurando o gato Spock, os dois com toquinha de Papai Noel

Desejo um Natal feliz e sustentável para você, com atitudes e momentos que preencham a alma e nutram as relações.

Um ecobeijo e até breve.

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50 ideias de presentes sustentáveis para o Natal

Por Letícia Maria Klein •
17 dezembro 2020
Fim de ano chegando, época de reunir a família e os amigos (mesmo à distância, na atual circunstância) e celebrar a vida, com todas as suas dádivas. Como parte das festas, tem a troca de presentes, em grande parte das famílias. Aproveitando o evento online que fizemos agora em dezembro com a temática de presentes, neste post em vim te dar 50 ideias de presentes sustentáveis para o Natal, considerando presentes que sejam experiência, sentimento e materiais (sustentáveis, claro). Tem para todos os gostos, então bora pra lista! 

Uma árvore de natal enfeitada, com luzes acessas, e um presépio de bonequinhos de pano.

1. Passeio de bicicleta em família.
2. Piquenique no parque.
3. Tarde divertida na cozinha com a família, fazendo guloseimas de Natal.
4. Sessão de filmes natalinos.
5. Maratona de série ou dos seus filmes preferidos.
6. Sessão de jogos ou quebra-cabeça.
7. Um poema de presente (se quiser encomendar um poema, usando meu cupom LETICIA0720 você tem desconto).
8. Carta (escrita à mão ou digital).
9. Cartão digital, que você pode fazer em sites como Canva e Piktochart.
10. Vídeo com fotos de momentos compartilhados.
11. Almoço ou jantar especial, preparado por você.
12. Um momento de voluntariado em família em alguma instituição.
13. Uma caixinha de memórias, com bilhetes e fotos.
14. Um mês de assinatura de algum serviço que a pessoa queira.
15. Festa para a família, com música e comidas especiais.
16. Vale cinema (onde os cinemas estão abertos).
17. Vale massagem.
18. Vale tratamento estético.
19. Um curso que a pessoa esteja querendo fazer.
20. Kit lixo zero, com talheres e guardanapo de pano.
21. Canudo reutilizável de vidro, bambu ou metal.
22. Saquinhos de pano reutilizáveis.
23. Copo retrátil de silicone ou metal.
24. Fraldas de pano.
25. Absorventes de pano.
26. Coletor menstrual.
27. Um livro que você já leu e está parado na sua estante.
28. Um bolo, pão doce, panetone, biscoitos ou delícias salgadas que você mesmo pode fazer.
29. Adotar um animal de estimação.
30. Roupa ou calçado comprado em brechó.
31. Aparelho de barbear de metal, que você só precisa trocar as lâminas.
32. Para embalar algum presente físico, use uma sacola ecológica (dois presentes em um).
33. Uma cesta de produtos naturais a granel, embalados em vidro ou saquinhos reutilizáveis.
34. Vaso de flor (o vaso pode ser algo reaproveitado, como potes de plástico).
35. Horta em vasinhos.
36. Kit de produtos de higiene naturais e orgânicos (se você for de Blumenau, tem frete grátis na loja Com Sumo Consciente usando o “cupom leticia” no campo final de observações).
37. Peça de roupa feita com algodão orgânico.
38. Minhocário ou composteira.
39. Kit dental ecológico, com escova de bambu e pasta de dente natural.
40. Kit de buchas vegetais para lavar a louça e produtos de limpeza naturais.
41. Papel higiênico reutilizável. https://www.pazemgaia.com.br/casa/limpeza-eco/papel-higienico-reutilizavel-so-xixi-unpaper.html
42. Kit de escrita com lápis-semente e caneta reutilizável.
43. Kit maquiagem com rodelas de algodão e maquiagem vegana.
44. Alguma peça que você mesmo pode fazer, como uma roupa, um quadro, uma caixa, um álbum de fotos (hora de exercitar sua imaginação e habilidades).
45. Discos, CDs, DVDs ou Blu-rays comprados em sebo.
46. Celular seminovo (tem dezenas no site Trocafone).
47. Outro eletrodoméstico seminovo.
48. Uma bicicleta, skate, patins seminovos.
49. Tampas de pano reutilizáveis para guardar potes na geladeira.  
50. Panos de cera para embalar frutas ou tampar potes.  

Coloquei várias coisas seminovas na lista porque sou adepta de utilizar o que já existe no mercado, sem demandar a produção de coisas novas, que vão precisar de bens naturais e matérias-primas para serem feitas. Em sites como Mercado Livre, OLX, Enjoeei e grupos nas redes sociais, conseguimos encontrar centenas de produtos usados em bom estado. Se você compra para si mesmo, por que não pode comprar para dar de presente, não é mesmo? 

Chegou a hora de revolucionar o conceito de presente, pensando em sustentabilidade, afetividade e cuidado com a gente mesmo, com o outro e com o meio. O que você acha da ideia?

Um ecobeijo e até breve!
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4 dicas de presentes sustentáveis para o Dia dos Pais

Por Letícia Maria Klein •
28 julho 2020
Por causa da pandemia de Covid-19, com o isolamento social, vamos ter um Dia dos Pais incomum (assim como foi o das Mães). A comemoração vai ser um pouco diferente, mas é uma ótima oportunidade para dar um presente sustentável para o seu pai (ou tio, avô...). Seguem as dicas: 

Cartão digital
A ideia do cartão é muito legal! Às vezes é a parte mais personalizada do presente e pode durar até mais do que ele, dependendo do que for. Pensando no distanciamento, você pode fazer o seu próprio cartão virtual e enviar por e-mail ou aplicativo de mensagem. Sites como o Canva e o Piktochart permitem criar cartões que são a cara do seu pai. Tudo on-line e de graça, sem gastar papel nem tinta de caneta.

Vídeo
O Canva também pode ser usado para fazer um vídeo especial, com fotos e texto. É uma forma divertida e bem personalizada de mostrar ao seu pai todo o seu amor e gratidão. Dependendo do sistema operacional do seu computador, o próprio aplicativo de fotos já tem uma ferramenta de criação de vídeo. Mais um presente sem custo, nem para o seu bolso, nem para o planeta.

Poema de presente
O Presente Poema é uma ideia linda e lixo zero para presentear seu pai nesta data querida (que não é aniversário, mas ele adora). É um poema personalizado, feito para você a partir das suas impressões e memórias, direcionado para alguém que você ama. A iniciativa é da minha amiga Mari, que elabora o poema a partir de uma conversa com você que quer presentear. Neste post tem mais informações sobre o Presente Poema. Você que é leitor do Sustenta Ações, aproveite o código LETICIA0720 para ganhar um desconto especial na loja

Presente Poema

Receita gostosa
Quem não ama (amo!!) bolo? E não precisa ser aniversário para comemorar com doce. Que tal fazer um bolo e mandar entregar na casa do seu pai (ou levar lá, se der)? Se o seu pai prefere um prato salgado, então faça a receita favorita dele. Dar comida de presente, especialmente quando é você quem faz, é um ato de muito carinho e generosidade.  É um presente que custa muito pouco, mas vale muito, além de não gerar quase nada de resíduos.

Dica bônus
Independente do presente, o melhor de tudo é dar muita atenção e amor ao seu pai nesse dia (e em todos os outros do ano, claro), então reserve um bom tempo para fazer uma videochamada ou ter uma conversa mais longa pelo telefone. Hoje em dia, manter distância é um ato de amor, respeito e segurança. Coloque em palavras tudo o que gostaria de dizer com um abraço. E, assim que der, dê todos os abraços que ficaram guardados nas suas palavras.

Um ecobeijo e até breve.
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Dicas para um carnaval sustentável

Por Letícia Maria Klein •
18 fevereiro 2020
Pronto para pular Carnaval? A festa está chegando, com muita alegria e diversão. Porém, infelizmente, vem com alguns problemas ambientais também. Claro que dá para evitar isso e curtir a folia de consciência limpa, por isso eu trouxe algumas dicas para você ter um Carnaval sustentável

Brilho biodegradável
O glitter é feito a partir de uma película de poliéster metalizada, sendo, portanto, um material plástico, originado do petróleo. Além de ter uma fonte não renovável, o glitter  é considerado um microplástico pela Administração da Atmosfera e Oceano dos Estados Unidos (NOAA, em inglês). 

Microplásticos são um grande problema ambiental hoje. Ele é tanto uma matéria-prima quanto o resultado da decomposição do plástico ao longo do tempo, que vai se desfazendo em pedaços cada vez menores. Já foi encontrado na água da torneira, na água de garrafa, em cerveja, mel, sal. Nos oceanos, eles são consumidos por peixes, que depois são consumidos por pessoas, entrando assim na cadeia alimentar. Provavelmente temos partículas de plástico no nosso organismo; não precisamos de mais disso por fora, não é mesmo? 

Então, para continuar brilhando no Carnaval sem prejudicar o ambiente, é só usar um glitter natural, biodegradável, produzido a partir de minerais naturais, algas marinhas e corante alimentício. Um desses minerais é a mica, encontrado em alguns solos do país. Minha amiga Ana Flávia, engenheira florestal, encontrou esse da foto em Minas Gerais; depois lavou com água sanitária, secou e triturou com os dedos.  

Mica encontrada em Minas Gerais. Foto: Ana Flávia Boeni
Mica encontrada em Minas Gerais. Foto: Ana Flávia Boeni.

Mica encontrada em Minas Gerais. Foto: Ana Flávia Boeni
Mica encontrada em Minas Gerais. Foto: Ana Flávia Boeni.

Mica encontrada em Minas Gerais. Foto: Ana Flávia Boeni.
Mica lava e quebrada em pedacinhos. Foto: Ana Flávia Boeni.

Mica encontrada em Minas Gerais. Foto: Ana Flávia Boeni
Mica triturada até virar pó. Foto: Ana Flávia Boeni.
Ela explicou que as micas se parecem com pequenas folhas de plástico, que brilham quando expostas ao sol. Já existem algumas empresas no Brasil que produzem bioglitter ou ecoglitter, é fácil encontrar pela internet. Para aplicar, a Ana sugere passar primeiro um creme hidratante e depois esfregar o glitter ou usar cola bastão para aumentar a fixação.

Penas artificiais 
As penas que são abundantemente usadas em fantasias de Carnaval vêm de animais como faisão, pavão, ganso ou avestruz e são extraídas de forma cruel, causando sofrimento aos bichos. Existe até um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados que prevê a proibição, em todo o país, do uso de penas e plumas de origem animal em fantasias e alegorias. Então, se quiser esses adereços na sua roupa, e aqui temos um lado bom do plástico, procure por penas ou plumas sintéticas.

Folha de árvore 
Papel picado é outra coisa que faz a festa do pessoal. O problema disso é o desperdício e a poluição que gera, sujando ruas, córregos e entupindo bueiros. Uma alternativa bem bacana é utilizar folhas de árvore picadas, que, por serem naturais, não poluem e se degradam rapidamente. Mas não vai sair por aí arrancando folhas das árvores, coitadas; aproveite as que já estão no chão.

Lixo zero 
excesso de lixo nas ruas é um grande problema da festa. São copos plásticos, papéis picados, embalagens e tantos outros. Para evitar isso, tenha o seu próprio copo, que pode ficar junto ao corpo com uso de um tirante. Existem opções de plástico resistente, de metal e de silicone, inclusive retráteis. Para comer, use guardanapos de pano. Se puder e quiser, também vale levar uma bolsinha a tiracolo com um par de talheres pequenos. 

Copo retrátil e guardanapo de pano
Copo retrátil e guardanapo de pano.
Reutilize e guarde 
Por fim, se você já tem acessórios e fantasias de outros carnavais, reutilize-os! Você pode customizar a roupa, fazendo algo novo a partir de algo usado. Além de economizar dinheiro, você não vai gerar uma demanda por produtos novos no mercado, o que diminui a pressão por extração de bens naturais. Se você tem um grupo de amigos que curte a festa todos os anos, vocês podem trocar fantasias ou até se reunir para customizá-las. Depois da folia, tudo que puder ser reaproveitado, guarde para o próximo ano.

Agora, é só colocar essas dicas em prática e aproveitar seu Carnaval de forma consciente e sustentável! 

Um ecobeijo e até breve!
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O que o Natal tem a ver com sustentabilidade?

Por Letícia Maria Klein •
20 dezembro 2019
Tem uma música do grupo Roupa Nova chamada "Natal todo dia" que fala sobre isso. Não cita a palavra sustentabilidade, mas fala em amor. Parece que nesta época de Natal e fim de ano, as pessoas estão mais amorosas, receptivas, generosas, prontas para agradecer e reconhecer familiares e amigos. Isso tudo faz parte de um mundo sustentável. Como diz Satish Kumar, sustentabilidade tem a ver com cuidar de si, do outro e do meio. É um tripé de carinho, atenção e respeito consigo mesmo, com os outros seres vivos e com o planeta onde moramos.


Ser sustentável no Natal não significa somente evitar embalagens, fazer uma ceia vegetariana, reutilizar decoração de Natais passados ou mesmo não dar presentes materiais. É claro que essas práticas são super bem-vindas e recomendadas, mas o espírito natalino, como diz a música lá do início, nos convida a ser melhores durante o ano inteiro. Ser melhor implica mudança de atitude, de hábito, de comportamento. É identificar cada falha e defeito nosso e fazer, a cada dia, um esforço para superá-los. Assim, aos poucos e com atenção, conseguimos nos tornar pessoas melhores com o passar dos dias, meses e anos. Melhores conosco, com o próximo e com o ambiente.

Natal é sobre amor. Amor é a base da sustentabilidade, porque quem ama, cuida. Cuida de si mesmo, cuida do outro e cuida do ambiente em que está. Amor é o que precisamos para deixar o mundo melhor, a partir de nós mesmos e dos pequenos gestos que fazemos no dia a dia. Por isso que sustentabilidade não tem a ver unicamente com preservar e conservar a natureza externa, mas também tem relação com aprimorar a nossa natureza interna, que se reflete em quem somos, no que fazemos e na forma como agimos em cada aspecto da nossa vida. O que, por sua vez, impacta e depende diretamente de muitos outros que não nós mesmos. É uma imensa e profundamente delicada e complexa teia da vida.

Que este Natal aqueça seu coração e encha você de amor, alegria, paz e cuidado que permaneçam por todos os dias da sua vida.

 

Música: Natal todo dia

Um clima de sonho se espalha no ar
Pessoas se olham com brilho no olhar
A gente já sente chegando o Natal
É tempo de amor, todo mundo é igual

Os velhos amigos irão se abraçar
Os desconhecidos irão se falar
E quem for criança vai olhar pro céu
Fazendo pedido pro velho Noel

Se a gente é capaz de espalhar alegria
Se a gente é capaz de toda essa magia
Eu tenho certeza que a gente podia
Fazer com que fosse Natal todo dia

Um jeito mais manso de ser e falar
Mais calma, mais tempo pra gente se dar
Me diz porque só no Natal é assim
Que bom se ele nunca tivesse mais fim

Que o Natal comece no seu coração
Que seja pra todos, sem ter distinção
Um gesto, um sorriso, um abraço, o que for
O melhor presente é sempre o amor
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6 ideias para um casamento sustentável

Por Letícia Maria Klein •
29 maio 2019
Existem casamentos dos mais variados tipos, tamanhos, formatos e até temáticas. Em qualquer caso, é possível torná-lo o mais ecológico possível, demonstrando cuidado com o ambiente desde o convite até o fim da festa. Aproveitando que maio é considerado o mês das noivas (e que eu comecei a pensar na minha cerimônia), seguem seis ideias para um casamento sustentável (eco wedding, em inglês). 



Convite em papel semente
Confesso que nunca sei o que fazer com um convite de casamento quando recebo um. Guardar? Descartar? É reciclável para poder encaminhar à coleta seletiva? Pensando em evitar esse resíduo, lembrei do papel semente. Como o nome diz, essa folha de papel tem sementes em sua composição. Basta plantá-la e regar para nascer uma plantinha. Não gera lixo nem desperdício, mas sim um lindo ser vivo, que mantém viva a lembrança do casamento. Adorei essa ideia e já pensei num kit bem fofo para o convite, totalmente sustentável e lixo zero. Quando ficar pronto, compartilho aqui. Para compensar o preço mais elevado do papel, o convite pode ser menor do que o tradicional. Os menus das mesas podem ser em papel semente também.

Aluguel de vestido de noiva
Comprar itens usados ou pegar emprestado é sempre melhor do que adquirir itens novos, pois assim poupamos os bens naturais e matérias-primas que seriam usados na fabricação desses produtos. Não poderia ser diferente com o vestido. Minha primeira opção será procurar um vestido para alugar. Existem milhares de opções nas lojas de aluguel e tenho esperanças de encontrar o que tenho em mente. Se nada, mesmo, agradar, existe a opção do vestido de 1º aluguel feito com fibras naturais orgânicas, que não poluem o ambiente.

Decoração de flores em vasos
Celebrar o amor e o compromisso para a vida toda com flores vivas tem muito mais sentido do que com flores mortas, que foram cortadas. Por isso, escolhi ter somente flores plantadas em vasos como parte da decoração, tanto nas mesas quanto no salão. Tive algumas ideias alternativas para o buquê, vamos ver se dará certo. Futuramente, compartilho aqui. Na pior das hipóteses, as flores do buquê, que seriam as únicas cortadas, podem ser compostadas. 

Decoração com flores plantadas em vasos
Decoração com flores plantadas em vasos

Docinhos sem embalagem
Essa foi a primeira ideia que eu tive, considerando meu propósito lixo zero. Todos aqueles papeizinhos (quando não as famosas “bolsinhas de flores” de plástico ou tecido) são descartados (sim, nem as de tecido são reaproveitadas). Apesar de recicláveis, esses itens costumam ser misturados com outros resíduos na cozinha, inclusive de comida, e acabam não sendo separados para a reciclagem. Para evitar esse lixo, o doceiro pode apostar em várias soluções: os docinhos que são de copinho ou tortinha podem ficar apoiados em bandejas de vidro; os que são redondos podem ser colocados em tigelas com pé de vidro ou cristal; os papeis e plásticos podem ser substituídos por apoio de chapinha de chocolate ou de folha de bananeira (que é um material natural reaproveitado e compostável).

Bebidas em garrafas de vidro
Um dos maiores geradores de resíduos sólidos são as garrafas de plástico de água e refrigerantes. Muitos noivos já estão optando por garrafas de vidro, como minha cerimonialista comentou, porque o plástico deixa gosto nas bebidas. Outra vantagem do vidro é ser infinitamente reciclável e poder ser reenvasado. Algumas empresas que trabalham com bebidas em garrafas de vidro costumam pegá-las de volta para reenvase ou descarte correto.

Compostagem e reciclagem
Se o bolo que sobra, vai para casa, a comida do buffet também pode ir. Mas o que fazer com os restos que ficam nos pratos? Dá para pedir à equipe da cozinha para colocar tudo num baldinho para você fazer compostagem depois. Se onde você mora houver algum projeto de compostagem, pode encaminhar os resíduos orgânicos para lá. Se houver espaço na sua casa, você pode enterrá-los no quintal ou colocar na composteira. Dependendo dos alimentos, é possível colocar no seu minhocário. Eventuais papéis brancos usados podem ser compostados junto. Aproveite para pedir à equipe da cozinha para que mantenha um coletor somente para materiais recicláveis, os quais devem ser enviados à coleta seletiva posteriormente.

Acompanhe o blog para mais posts sobre o meu casamento sustentável. Um ecobeijo e até breve.
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Natal sustentável: árvore de plástico ou pinheiro natural?

Por Letícia Maria Klein •
28 novembro 2018
Os Natais da minha infância e adolescência foram marcados com árvore de plástico. Na casa da avó paterna do meu noivo, a celebração sempre foi em torno de um pinheiro natural, que ela cultiva no jardim. É assim até hoje. Neste ano eu me mudei e passei a querer uma árvore de verdade em casa para o Natal. Meu noivo mudou de ideia e queria uma grande árvore de plástico para poder enfeitar mais cedo, pois o pinheiro aguenta no máximo duas semanas depois de cortado. O que fizemos, então? Conversamos, pesquisamos e chegamos a uma solução sustentável.

A árvore de plástico tem origem no petróleo, um bem natural não renovável. Tem toda a questão de extração poluente e cadeia de produção cheia de impactos ambientais. Por outro lado, dura muito tempo se bem cuidada e pode ser reciclada quando enviada para coleta seletiva.

O pinheiro natural tem origem renovável e o processo para chegar até a sua casa é menor e menos impactante, considerando que tem somente o corte e o transporte. Se tu tens espaço para plantar em casa, então o impacto é quase nulo, especialmente se plantares outra árvore como compensação. Para quem gosta de decorações rústicas ou com aspecto natural, o pinheiro é a melhor opção.

Em relação a preço, depende do tipo de árvore de Natal que queres. Existem árvores de cinquenta até cinco mil reais (e até mais). Nós queríamos uma que fosse alta. A árvore de plástico que meu noivo queria custa cerca de R$ 800,00 e o pinheiro natural que eu queria custa por volta de R$ 100,00, então era mais vantajoso financeiramente. Como gostamos de curtir o Natal, precisávamos de uma árvore que durasse bastante tempo. Como buscamos sempre a opção mais sustentável, com menor impacto ambiental, o ideal seria um pinheiro natural. A solução? Um pinheiro plantado em vaso! O que escolhemos foi o pinheiro alemão, mais parecido com a típica árvore de Natal.

Tem várias vantagens em relação a uma árvore artificial. Ele vive por muitos anos em vaso, então não precisamos comprar um novo todo ano. O que precisamos fazer é replantá-lo num vaso maior com o passar do tempo e deixá-lo em local externo durante o ano, para pegar chuva e sol à vontade. No nosso caso, podemos deixá-lo na área externa do prédio, junto com o pinheiro natural do condomínio, ou levar para a casa de uma das avós do meu noivo.

Como toda planta dentro de casa, o pinheiro precisa de cuidados. Local arejado, com luminosidade e talvez mais água do que o necessário se ele estivesse na área externa. O nosso começou a secar, então estamos deixando a janela da sacada aberta durante o dia para ventilar. Esse processo de cuidar do pinheiro é muito gostoso e cria uma conexão maior com a árvore de Natal e com o próprio significado que essa época tem para mim. Eu prefiro o pinheiro natural não só pela origem mais sustentável, como também pela estética, que me agrada mais. Gosto do rústico e da beleza da natureza.

Por fim, o pinheiro natural tem um ciclo de retorno à natureza através da compostagem, caso tenhas uma árvore que foi cortada. Ela vai começar a secar e pode ser colocada no solo para decomposição total, servindo de nutriente para outras espécies. Quem mora em regiões frias, pode usar a madeira como lenha para fogueira ou lareira. Se moras numa cidade em que tem coleta de poda e materiais orgânicos para compostagem, a árvore pode ser destinada para lá.

Enfim, nossa árvore ficou assim:

Nosso pinheiro alemão de Natal
Como é a sua comemoração de Natal? Tem árvore? Natural ou artificial? Ou mesmo de outro material? Comente aqui, compartilhe com seus amigos e vamos fazer deste Natal uma data de renovação de paz, união, amor e práticas sustentáveis. ;)
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Ideias para um Natal sustentável

Por Letícia Maria Klein •
05 dezembro 2017
Já ficou batido dizer que o ano passou voando, mas ele pode terminar de forma linda e sustentável (e sem correria). O Natal é uma data que nos fala sobre celebração da vida, renovação, amor e união, mas acabou se tornando extremamente comercial e legitimadora do consumismo. Por isso separei algumas dicas e sugestões para deixar seu Natal sustentável, repleto de significado e sem lixo.

Momentos com a família

Como o Natal é uma data bem familiar, nada melhor do que reunir seus parentes para desfrutar de momentos juntos. Vocês podem se reunir para preparar a ceia natalina, fazer biscoitos confeitados, bolo de frutas cristalizadas, pão doce. Prefira ingredientes orgânicos e a granel, que fazem bem para o seu corpo e o ambiente. Como não vamos conseguir todos os ingredientes sem embalagens, escolha as que podem ser reutilizadas ou que são recicláveis (e recicladas na sua cidade). Os momentos culinários podem ser embalados (com o perdão do trocadilho) por músicas típicas desta época, que harmonizam o momento e deixam tudo mais mágico.


A partir desta semana muitas pessoas começam a enfeitar suas casas, instalar luzinhas, montar árvores de Natal. Que tal usar a criatividade, restos de tecidos, roupas bem velhas e embalagens reutilizáveis para criar enfeites natalinos, como guirlandas, penduricalhos para a árvore e objetos de decoração? É uma forma de aproveitar o que seria descartado e ter um momento divertido em família, com conversas e descontração. Essa criação coletiva e sustentável também vai ajudar na poupança, pois vocês não vão precisar comprar enfeites novos.

Presentes lixo zero

Para aqueles que gostam de presentear, é muita linda a ideia de dar alguma coisa feita por você e embrulhada numa embalagem sustentável e até reaproveitada, como cestas, panos (com a técnica japonesa de furoshiki), potes de vidro ou caixas decoradas. Pensando em quem você quer agradar com um presentinho, você pode fazer comida (bolo, biscoitos, panetone), cosméticos naturais (creme, sabonete, tônico), roupas e outros objetos a partir de retalhos de tecidos ou outra coisa que seja a carinha da pessoa.

Você também pode dar uma cesta de produtos naturais comprados granel, em vidrinhos, um vaso com temperos plantados, um kit lixo zero ou mesmo algo seu que a pessoa já deu a dica que gostaria de ter, como um livro ou uma peça de roupa. Não é porque é usado que não é presente. Ao contrário, presentes com história podem ser mais significativos e tocantes. Outra dica de mimo sem embalagem e “abstrato” é um que eu costumo dar para aniversariantes: experiências. Uma massagem, um vale-cinema, ingresso para algum parque ou evento, enfim, algo diferente, que ninguém espera, mas que vai ficar na lembrança de quem recebe.

Natal solidário

Além de amor e união, o Natal também inspira boas ações, generosidade e doação de si em prol do outro. Entrando nessa sintonia (que pode te acompanhar o ano inteiro), você pode reverter o dinheiro de presentes físicos para causas que aquecem o seu coração e daqueles que recebem o seu carinho e sua boa intenção. Você pode ajudar uma ONG, um projeto de financiamento coletivo, instituições carentes. A doação não precisa ser só em forma de dinheiro. Você pode doar alimentos, roupas que não usa mais, brinquedos que seu filho deixou de lado. Você e sua família podem inclusive fazer uma limpa na casa juntos, assim você ensina a criança a desapegar e ser solidária. Vocês podem também doar seu tempo. Passar um dia em família em alguma instituição, fazendo voluntariado, é aquele tipo de presente que você dá e recebe ao mesmo tempo, que não tem preço, mas tem um valor inestimável.



Desejo-lhe um Natal com muito amor, tranquilidade, respeito e renovação!
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Olha o coelho! Origens, significados, presentes e comemorações sustentáveis de Páscoa

Por Letícia Maria Klein •
07 março 2016

A Páscoa sempre teve um significado religioso, desde os povos pagãos, passando pelos judeus e depois integrando o calendário cristão. No paganismo (religião que não batiza ou é politeísta), a celebração ocorria no Equinócio da Primavera (entre março e abril) com homenagens à Ostara, deusa da fertilidade. A festa judaica significa libertação da opressão egípcia e a volta à terra natal, Canaã, onde os laços com Deus seriam fortalecidos. A celebração cristã refere-se aos dias que marcaram a morte e a ressurreição de Jesus Cristo, exemplo de humildade, amor e renovação na fé. Essencialmente, todas estas celebrações buscam uma conexão espiritual, o fortalecimento da fé e a renovação na crença. Que tal, nesta Páscoa, voltar às origens e sair da onda consumista imposta pelo capitalismo, fortalecendo seu eu interior, suas crenças e seus laços familiares?

O ato de dar presentes pode ser um meio, ao invés de um fim. A celebração da data deve ir além do dar alguma coisa, desde fazer algo em conjunto ou passar um tempo especial que proporcione reflexões sobre os significados da data e de como vivemos nossas vidas. Estes momentos aproveitados com família ou amigos viram recordações fortes, perenes e que estreitam os laços de amor e amizade. O mercado capitalista e a onda consumista frisam o presente e o ovo de chocolate, deixando de lado a origem religiosa. Então, vamos conhecer um pouco mais estas raízes e algumas formas sustentáveis e divertidas de celebrar a Páscoa? Comecemos pelos ovos

Pintar e decorar ovos orgânicos
A deusa Ostara, também chamada de Eostre, Ēostre, Jair ou Ostera, é representada no paganismo por uma mulher olhando para um coelho e segurando um ovo, tríade que reforçava o ideal de fertilidade que os pagãos celebravam. Os ovos eram pintados mostrando alguma planta ou elemento natural ou eram cozidos com ervas para que ficassem coloridos. Para atrair mais fiéis ao cristianismo, o Concílio de Nicéia, em 325 d.C., optou por incluir a simbologia do ovo na Páscoa cristã, que passou a ser pintado com imagens de Jesus Cristo e Ave Maria. Os ovos eram presentes que representavam a renovação e o renascimento


Ovos decorados

Para uma Páscoa sustentável e convidativa à reflexão sobre seu significado (cada religião com a sua crença), uma forma legal de festejar e ter uma conversa em família sobre a data é fazer uma sessão de pintura e decoração de cascas de ovos (orgânicos, sim?) e depois dá-los de presente a entes queridos. Os ovos vão ter mais graça se recheados, então vale receitas de carapinha de amendoim ou castanhas carameladas. Quem sabe até gotas de chocolate? 

Fazer ovos de chocolate ou comprá-los sem embalagem
A versão de cacau do ovo surgiu na França e na Alemanha no início do século 19, mas era diferente dos ovos de chocolate conhecidos hoje, com gosto amargo e aparência granulada. O chocolate, especialmente os mais amargos e puros (quanto maior a porcentagem de cacau, melhor), oferecem alguns benefícios à saúde quando consumidos moderadamente, como melhora da circulação sanguínea, prevenção de câncer, estímulo do sistema nervoso central e dos músculos cardíacos e sensação de bem-estar. 

Para fazer os ovos em casa, pode ser tanto na forminha específica ou em algum pote redondo ou oval (tem algumas técnicas e é uma forma de economizar). É só derreter o chocolate, forrar a forma e deixar gelar. O recheio, se for ovo de colher, fica por conta dos gostos e da imaginação. Leva uma hora para fazer, mais ou menos, como disse minha colega de trabalho que vai fazer ovos de chocolate de colher este ano. Então, se assim como eu, você não quiser se aventurar na cozinha, vale encomendar estes ovo gourmet com confeiteiros ou amigos chefs e ainda levar seu próprio pote ou embalagem não descartável para pegar. Já falei para minha colega que vou trazer meus potinhos para ela guardar os ovos. Isso evita a montanha de resíduos de embalagens de ovos de plástico, que incluem o plástico metalizado, de difícil reciclagem devido ao processo caro e complexo, o papel alumínio envolvendo o ovo e a base plástica de apoio. 


Ovos de chocolate sem embalagem

Uma observação muito importante aqui: parte da indústria do chocolate financia o trabalho escravo infantil. A Páscoa é uma data para celebrar o amor, a renovação, a fé, a humildade, a liberdade. Nada mais contraditório do que consumir chocolate que teve a mancha do trabalho forçado de crianças em sua cadeia de produção. O documentário “O lado negro do chocolate”, fruto de uma investigação jornalística, revela como funciona esta indústria e quais as empresas que usam mão de obra infantil. Além de ficar atento à marca, é melhor procurar por chocolates orgânicos, que são cultivados em sistemas de produção sustentáveis. 

Assistir a filmes sobre a Páscoa
Munidos de chocolate, carapinha, castanhas carameladas ou biscoitos confeitados, chame a família para o sofá e promova uma sessão pipoca com doçura de um filme pascoalino. Seja desenho animado ou live action, o importante é refletir sobre as mensagens religiosas e o verdadeiro significado da data. 

Visitar lugares temáticos ou religiosos
O turismo religioso leva cerca de 18 milhões de brasileiros a viajar todos os anos, segundo dados do Ministério do Turismo. As datas religiosas, como Páscoa e Natal são um dos motivos das viagens e acabam concentrando maior número de turistas. Aparecida do Norte/SP, Bragança/PA, Bom Jesus da Lapa/BA, Juazeiro do Norte/CE, Nova Trento/SC, Ouro Preto/MG, Santa Cruz/RN e Trindade/GO estão na lista das 344 cidades com atrações e festas religiosas mapeadas pelo ministério. Além destes municípios, existem outros que criam atrações e programação especial para algumas datas comemorativas, como a Osterdorf – Vila de Páscoa aqui em Blumenau, a Osterfest em Pomerode/SC, Páscoa em Canela e Gramado/RS. A visita a atrações ou cidades religiosas é uma maneira de festejar a data em família e refletir sobre seus significados, além de, claro, conhecer novos lugares.


Osterdorf em Blumenau
Osterdorf, em Blumenau

Suas tradições ou comemorações de Páscoa já tiveram ou têm algumas destas sugestões? Conhece outras formas de comemorar a Páscoa voltando às origens e de forma sustentável? Deixe um comentário e Feliz Páscoa! 
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6 maneiras de celebrar o Natal sem dar presentes

Por Letícia Maria Klein •
19 dezembro 2014

O que as datas comemorativas significam pra você? Já faz um tempo que eu mudei minha visão sobre dar presentes em datas como Natal e Páscoa. O que mais se vê nestas épocas são anúncios e propagandas de lojas incentivando as pessoas a comprar e comprar e comprar. A impressão é que o verdadeiro significado destas datas se perdeu em meio à “tradição” opressiva e fanática de ter que dar um presente físico, que na maioria das vezes as pessoas não precisam e que vai gerar lixo. Para mim, as datas comemorativas servem para celebrarmos sentimentos, momentos e pessoas que nos são caras. Eu gosto da ideia de acumular experiências e momentos, não objetos materiais. Por isto, listei algumas maneiras de comemorar o Natal, e outras datas, de forma sustentável, evitando a compra de coisas desnecessárias e a geração de lixo a partir das embalagens e outros materiais.

  • Fazer um piquenique com a família e/ou os amigos. Dê preferência a alimentos que não vêm em embalagens, como frutas e também bolachas caseiras ou bolos que você pode fazer ou comprar na feira. Com bebidas, a mesma coisa. Faça sucos, chás e café em casa e leve em suas próprias garrafas permanentes ou térmicas. Guardanapos de pano também tornam o piquenique sustentável. Um delicioso momento que pode render memórias maravilhosas. 
  • Juntar a galera para uma tarde de filmes, séries ou jogos, ir ao cinema ou teatro. Super divertido, com certeza vai render muitas risadas. Para os comes e bebes, fica a dica anterior. 
  • Conhecer novos lugares, mesmo que na sua própria cidade. Nosso tempo é curto, corrido e às vezes a gente não pára nem pra olhar para o lado. Aproveite esta época de descanso para prestar atenção ao seu redor e conhecer lugares novos. Todos podem dividir o mesmo veículo, ir de ônibus ou passear por aí de bike. Um passeio em família ou amigos que com certeza vai ficar marcado na memória. 
  • Fazer um almoço ou jantar em casa com a ajuda dos amigos. Você celebra a amizade e se alimenta de forma melhor. Claro, não vale congelados nem alimentos prontos! A diversão está em justamente preparar tudo, não é mesmo? Alimentos orgânicos e frescos são a melhor opção, tanto para a saúde quanto para o meio ambiente.
  • Fazer um trabalho voluntário. Não existe presente melhor, seja dar ou receber. Na verdade, é geralmente aquele que pratica quem mais recebe.
  • Doar roupas, acessórios, sapatos, decoração e tudo o que você não precisa. Desapegar faz bem e dá a sensação de liberdade, além de saber que você vai ajudar quem não tem. 
E você, como costuma comemorar o Natal? Compartilhe suas tradições e sua opinião sobre dar presentes.
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O que você quer de Natal? Uma vida minimalista, por favor

Por Letícia Maria Klein •
05 dezembro 2013

Você provavelmente já está ouvindo ou mesmo fazendo essa pergunta. Sempre queremos algo, né. Um livro, uma roupa, um objeto decorativo, um utensílio doméstico. Mas realmente precisamos? Outra coisa: precisamos mesmo dar presentes em datas comemorativas? Por que temos que dar presente no Natal, na Páscoa, no dia das mães, dos pais, dos namorados, das crianças? Bom, como o ditado diz que “as melhores coisas da vida são de graça”, acho que a resposta é não, não precisamos. As datas existem para simbolizar e nos fazer refletir sobre a vida, relacionamentos, sentimentos, comportamentos. Elas servem para nos aproximar uns dos outros e penso que devem ser comemoradas pelo seu significado e as oportunidades que nos proporcionam. Mas parece que cada vez mais o simbolismo está perdendo força e espaço para o comércio, que instiga as pessoas a comprarem coisas que não são necessárias. É um exemplo perfeito de consumismo, aquele consumo exagerado e sem propósito. Totalmente insustentável. Prefiro a prática do presente espontâneo, que a pessoa dá quando quer ou vê que o outro precisa e não porque há uma convenção social incentivando-a a comprar. O Natal, por exemplo, é uma época mágica e o maior presente é poder vivê-lo com quem se ama. Menos pacotes e papéis de presente, mais amor, união e paz, novos hábitos para uma vida mais simples


Vida simples, consumo mínimo, simplicidade voluntária, minimalismo. Vários nomes para uma mesma ideia: viver com menos é melhor, mais saudável, satisfatório e sustentável. A corrente do minimalismo prega uma vida com menos objetos e menos posses, mesmo que você tenha muito dinheiro. O objetivo, como os nomes dizem, é ter o mínimo, somente o que é realmente necessário, para ter uma vida mais simples, com menos preocupações e sem aquela pressão horrível da sociedade e dos meios de comunicação para que tenhamos carro, o celular mais moderno, a casa na praia ou no campo, a última moda no guarda-roupa. Pare e pense: você precisa mesmo de tudo que compra ou ganha, de tudo que tem em casa? Tenho quase certeza que a resposta é não. Às vezes compramos no impulso ou porque achamos que precisamos, sem pensar seriamente antes. Ou ganhamos muitas vezes coisas que não queremos, não precisamos ou nem mesmo gostamos, em todas aquelas datas comemorativas em que o comércio adora te empurrar alguma coisa pra dar pra alguém. 

A questão não é deixar de comprar, até porque não dá, afinal, precisamos comer, nos vestir, assim por diante. A questão é consumir conscientemente, e isso significa consumir menos. Pensar na real necessidade do objeto para a sua vida ou para a vida de outra pessoa que você quer presentear. Desde coisas menores, como roupas e calçados, a maiores, como automóveis. O trânsito é um bom exemplo de como podemos nos tornar reféns do nosso querer, de vontades e desejos. Será que vale a pena me estressar e perder tempo no trânsito só para ter o carro próprio ou economizo tempo, me sinto melhor e ajudo o meio ambiente andando de transporte público ou bicicleta? 

Carros são alvos do chargista Andy Singer. 
Veja outras charges dele neste post

Ter uma vida simples também significa desapegar, dar menos valor às coisas materiais, se desfazer do que você tem e não usa mais. Outras pessoas podem estar precisando de verdade. Eu sempre penso assim: se não usei nos últimos dois anos, vou doar. Se você não sabe para quem doar, existe um site legal onde pode doar objetos que não quer ou não usa mais: o Doabox. Foi uma dica da Marina Viana, do blog Um Ano Sem Compras. Ela deu uma entrevista muito interessante para o Sustenta Ações sobre a experiência que teve e como sua vida mudou. Hoje ela leva uma vida simples e mais feliz. 

Outra imensa vantagem, e consequência, do consumo mínimo é a sustentabilidade. Ao consumir menos coisas materiais – comprar menos roupas, calçados, maquiagem, acessórios, objetos em geral, utilizar transporte público ou bicicleta, evitar embalagens e sacolas plásticas, etc – poupamos também água, energia e matéria-prima que são utilizadas aos montes na confecção e uso de tudo isso ali em cima e muito mais, além de contribuir na luta contra o aquecimento global (Sabia que um carro abastecido com gasolina levando uma pessoa emite até 45 vezes mais gás carbônico por quilômetro do que ônibus ou metrô?). 

A história do minimalismo é bem antiga, como conta esta matéria da revista Planeta sobre o tema. Surgiu na Grécia Antiga em 400 a.C. com o filósofo Diógenes, o cínico. Ele defendia uma vida sem luxos e andava pelas ruas com uma lamparina, dizendo estar procurando um homem honesto. Muito tempo depois, no século XII, a vida simples foi vivida por São Francisco de Assis, santo católico. Ele renunciou a todos os bens materiais, pois acreditava na humildade como virtude. Quem continuou com o ideal foi o escritor estadunidense Henry David Thoreau, que morou dois anos em uma cabana na floresta e depois relatou a experiência no livro Walden: ou a Vida nos Bosques. Mais pertinho de hoje, em 1960, surgiram os hippies com um movimento cultural que pregava o amor e o fim das guerras. Como alternativa ao consumismo, usavam roupas despojadas e comiam alimentos orgânicos. Em 1990 surgiu a simplicidade voluntária, corrente que prega uma vida mais simples, mesmo quando se tem dinheiro. Henry Thoreau foi um dos inspiradores dessa corrente.

Réplica da casa de Thoreau em Walden Pond, 
próximo ao local da casa original

Desapegar, consumir menos, ter menos objetos e posses, ser sustentável são coisas que não se aprende da noite para o dia. Por isso, minimalismo, vida simples, simplicidade voluntária são estilos de vida, modos de ser que você incorpora e acredita. É muito mais do que os hábitos de doar, de pensar antes de comprar ou de reduzir, reciclar e reutilizar. É ver a vida e o mundo com outros olhos. É viver de dentro pra fora, buscando ser melhor a cada dia, ajudar os outros, pensar nos outros, preservar o planeta, descobrir o que te faz bem e feliz, focar no ser e não no ter, dar mais valor às pessoas e menos aos objetos, se libertar dos excessos que nos prendem a uma vida de máscaras, aparências, status, pesos que não precisamos carregar. Com menos coisas, objetos, estresse, preocupações, sobra mais espaço para ser feliz e aproveitar um presente que a vida nos dá todo dia: oportunidades. De amar, desenvolver-se, aprender, conhecer, compartilhar, buscar aquilo que vai te ensinar o sentido da palavra plenitude

Eu escolhi as datas comemorativas como gancho para falar sobre minimalismo porque, comercialmente falando, elas são um dos símbolos do consumismo, prática totalmente contrária à do estilo de vida simples. O Natal é uma das datas que mais tem apelo comercial, com aquela imagem tão propagada pelo comércio e pela mídia de pessoas trocando vários presentes perto da árvore natalina. (A imagem de dezenas de pessoas se esbarrando nas lojas, nos corredores e nas calçadas eles não mostram, né. Aliás, tá aí outra parte boa de não dar presentes em datas comemorativas: você evita o aglomero de gente). 

Então, neste Natal, que tal fazer diferente? Que tal repensar os hábitos de consumo e comportamento para uma vida mais simples? Desfazer-se dos excessos e dos desnecessários para um novo ano, recomeçar com novos hábitos, celebrar o que realmente importa na vida: a própria vida e nossos relacionamentos com quem amamos. Não precisa de presentes materiais, apenas presentes do coração. 


Eu desejo a você um Natal de muita luz, paz, união, amor e aquela sensação gostosa de compartilhar momentos felizes com quem amamos. A propósito, deixa eu perguntar de novo: o que você quer de Natal? 
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