É de pequenino que se começa a educação ambiental

Por Letícia Maria Klein •
13 agosto 2015

Nesta semana eu fui convidada por uma amiga da minha mãe que é diretora de um Centro de Educação Infantil aqui em Blumenau para falar com as crianças sobre reciclagem. No CEI Frieda Zadrozny as professoras já ensinam desde cedo que precisamos cuidar do planeta e dos bens naturais. Economizar água, preservar as matas, respeitar os animais, reciclar os resíduos são temas tratados no dia a dia da creche, que tem seus corredores, portas e salas enfeitados de forma a incentivar nas crianças a preocupação com o meio ambiente. A sala de leitura, por exemplo, foi decorada para parecer uma floresta e só tem livros infantis sobre animais. Na última terça-feira, eu conversei com duas turmas de 4 anos sobre a importância da reciclagem e como separar os materiais. O interesse e a espontaneidade delas são contagiantes e inspiradores!

Para a exposição, eu peguei os coletores seletivos que têm na escolinha, quatro caixas nas cores azul, amarela, vermelha e verde para papel, metal, plástico e vidro respectivamente. Uma das salas do CEI é destinada para os materiais recicláveis, que as professoras pedem para as crianças trazerem de casa. Está tudo separado em caixas, cada peça ou material tem seu lugar certinho, muito organizado. 


Selecionei alguns materiais para demonstrar às crianças o que colocar em cada caixa. Caixa de ovo, garrafa pet, pote de margarina, lata, tampa de garrafa de vidro, caixa de leite, potinho de iogurte e rolinho de papel higiênico foram alguns dos materiais que escolhi. Eu perguntei para os pequenos se eles comiam em casa aqueles alimentos e fui mostrando o que fazer com cada embalagem. Às vezes eu vazia perguntas ou indicava um material para a caixa errada para ver se eles estavam atentos e entendendo. 

É muito divertido trabalhar com crianças. Elas surpreendem. Podem ser pequenos ainda, aquelas têm apenas 4 anos, mas já entendem o que é reciclagem, por que é importante separar os materiais e o que dá para fazer com eles. As turmas eram grandes, com cerca de 20 crianças cada, e quase todos estavam animados e atentos à aulinha, sempre interagindo e respondendo as perguntas que eu fazia. Para terminar, fiz uma atividade em que eles tinham que pintar um rolinho de papel higiênico de azul (para facilitar a associação com a cor da caixa coletora respectiva) e colocar na caixa certa. 


O melhor de tudo foi ver que eles gostaram e que aprenderam pelo menos alguma coisinha a mais. Quanto mais frequente for o contato das crianças, e dos adultos também, com temas socioambientais, maior o impacto e mais efetivo o resultado. Um rapaz que está ajudando no CEI, principalmente na parte dos resíduos, disse que a filha dele, que estuda ali, já pede para ele fechar a torneira quando escova os dentes para salvar a água. Prova de que a educação ambiental é uma ferramenta poderosa de transformação da sociedade. Os abraços e sorrisos de despedida das crianças também mostram que a educação ambiental é um trabalho de formiguinha, porém delicioso, eficaz e que vale muito a pena.

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