Por que querem nos vender felicidade?

Por Letícia Maria Klein •
19 fevereiro 2019
* Por Chirles de Oliveira
A partir de hoje, Chirles vai aparecer uma vez por mês aqui no Sustenta Ações para falar sobre felicidade sustentável.

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Será que conseguimos datar a partir de quando a felicidade virou uma espécie de mercadoria vendida para nós como um estilo de vida baseado no consumo das coisas? Ou melhor, no consumismo exacerbado de coisas que não atendem apenas nossas necessidades, mas muito mais nossos desejos desenfreados pelo prazer?

Nos contaram que se tivéssemos dinheiro, status, fama ou boa aparência, seríamos mais felizes; que se abríssemos uma garrafa de refrigerante, seríamos mais felizes; que se comprássemos determinadas marcas seríamos felizes; que se usássemos certo perfume atrairemos o par perfeito.

Por muitas décadas, ou mais precisamente no século XX, a virtude da felicidade foi transformada em mercadoria, muito bem trabalhada nas campanhas publicitárias, influenciando nossa cultura do consumismo e propagando um comportamento baseado na ostentação, com foco exclusivo nos bens materiais.

É verdade que somos envolvidos desde criança pela cultura do consumismo, no universo de shopping, lojas, moda, modismo, gostos e não gostos. Influências vindas de nossa casa, da escola, dos amigos, dos meios de comunicação, do cinema, enfim, de todos os tipos de estímulos. Mas eis que chega um momento em que fazemos outras conexões, reflexões e opções.


E quando me pergunto o que me faz feliz? Certamente, respondo que não é o poder das compras, isso é prazer ou satisfação momentânea, que também tem algum benefício em algum momento dessa jornada.

Mas felicidade não tem a ver com possuir coisas. Ela é uma consciência, um estado de espírito, um apreço pela jornada, na qual podemos sentir e apreciar a beleza nas artes, na natureza, no banho de chuva, no simples encontro com os amigos verdadeiros.

Felicidade tem a ver com paz de espírito, com alegria, com serenidade, com gratidão, com realização, com crescimento pessoal, espiritual e profissional. A felicidade vem do nosso interior e da expressão das nossas forças de caráter, de viver uma vida com propósito, ou seja, uma vida significativa, conforme afirma Martin Seligman, pai da Psicologia Positiva.

A felicidade está no poder das nossas escolhas. E, sim, podemos fazer boas escolhas, escolhas conscientes pensadas holisticamente por meio da tríade do cuidar de si, do outro como comunidade e do planeta. Isso para mim é felicidade sustentável.

Abraço fraterno! 

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Chirles de Oliveira criou o portal Felicidade Sustentável em 2015 com a missão de inspirar pessoas e desenvolver organizações que mudam o mundo. A Mestre em Comunicação e Práticas de Consumo pela ESPM/SP é também certificada em Ciências Holísticas e Economia para Transição pela Escola Schumacher Brasil, em Psicologia Positiva pelo IBCoaching e em Felicidade Interna Bruta, pelo Instituto Feliciência. Além disso, é praticante e professora de yoga e também colabora como colunista para o portal Eu Sem Fronteiras.

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