5 opções de lazer sustentáveis para o fim de semana

Por Letícia Maria Klein •
13 maio 2015

“Oba, chegou o fim de semana!! O que eu vou fazer?” Não é raro nos perguntarmos isto, na verdade, comigo acontece direto. Shopping, cinema, compras. Opa, peraí. Que tal sair deste ciclo de consumismo e aproveitar nossos momentos de descanso de formas que não sobrecarreguem a natureza e o bolso? Há muitas maneiras sustentáveis de se divertir no fim de semana, dando preferência às experiências e momentos do que ao acúmulo de coisas materiais. Fiz uma listinha que algumas opções de lazer que podem agradar tanto você quanto o meio ambiente. 

Passear de bicicleta
Pode ser sozinho, com familiares ou amigos. O que vale é pedalar por aí, aproveitando o ar, apreciando as paisagens, fazendo exercícios, ouvindo os passarinhos, sentindo a brisa no rosto, prestando atenção naquilo que passa despercebido na pressa do dia a dia. Mas vamos pedalar com toda segurança, claro! (Para algumas dicas, veja este post sobre a bike). Depois de fazer o seu percurso ciclístico, que tal...

Um piquenique no parque
Ótimo para repor as energias e aproveitar o dia ao ar livre. É também uma excelente maneira de espairecer da semana e relaxar. Para torná-lo sustentável, vale seguir estes passos: leve frutas (orgânicas, claro) e alimentos feitos em casa, como bolos e bolachas caseiros (desta forma, você evita produzir lixo); prefira água e suco de frutas natural, também feito em casa, a refrigerantes e sucos de caixinha (mais saudável e gera menos resíduos); recolha os restos orgânicos e separe para a compostagem (se você não tem composteira, fale com seu amigo para enterrar os resíduos orgânicos num cantinho do jardim da casa dele); utilize guardanapos de pano ao invés de papel e leve copos e talheres não descartáveis, o que também reduz os resíduos sólidos. 


Diversão analógica
Eu adoro jogos de tabuleiro! Quantas tardes me diverti jogando com as amigas! Sempre tem alguém no grupo que tem um jogo de tabuleiro em casa que pode render horas muito agradáveis. Mas se nem baralho você tem, que tal fazer um? É uma ótima forma de reaproveitar caixas de papelão e pedaços de papel. Agora, se seu grupo prefere jogar se exercitando, que tal reunir a galera para um jogo de vôlei, futebol, basquete?

I, me and myself
Se você curte ficar no seu cantinho, aproveitando a própria companhia, há várias maneiras de aproveitar o tempo: ler um livro emprestado ou trocado no sebo, montar um quebra-cabeça que você comprou de alguém que não queria mais, limpar e organizar seu quarto ouvindo sua playlist favorita (organização é comigo, adoro!), fazer um prato com ingredientes orgânicos e comprados a granel, sem todas aquelas embalagens desnecessárias, aproveitar um filminho que está passando na TV, brincar com seu animal de estimação, dar uma caminhada na rua ou num parque. O que vale é ser bom para a natureza e para você.

Ajuda que diverte
Quem já fez, sabe. Trabalho voluntário é uma delícia. A intenção é ajudar os outros, mas no fim, aquele faz é que mais sai ajudado, por assim dizer. Tirar umas horinhas do seu dia para cuidar de crianças numa creche, conversar com idosos num asilo, montar uma horta no seu prédio ou bairro, ajudar a reformar uma escola, limpar uma praça, participar de uma ação de alguma ong é recompensador, satisfatório e gratificante. É o melhor exemplo de que fazendo o bem, fica-se bem. E, desta forma, vamos gerando gentilezas que se multiplicam em outras gentilezas, mudando o mundo aos pouquinhos.
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Construindo minha composteira

Por Letícia Maria Klein •
01 maio 2015

Finalmente tenho minha composteira! Agora posso transformar os restos de alimentos (resíduos orgânicos) em adubo. Desde o ano passado, eu vinha guardando na geladeira os restos de comida e levava no fim de semana para a casa do meu namorado, onde tem jardim. Aliás, foi ele que me ajudou a construir a composteira. Utilizei um balde, um pratinho de vaso de planta e uma torneirinha de plástico para a composteira em si, além de puxadores, silicone líquido, chapa acrílica e isopor para os acabamentos. Vamos ao passo a passo, lembrando que existem outras formas de construir a própria composteira. 

Materiais básicos da minha composteira

O balde, o pratinho de vaso de planta e a torneirinha eu comprei; os puxadores, o isopor e a chapa acrílica foram reutilizados. Primeiramente, fizemos um furo na parte de baixo do balde para inserir a torneira por onde sai o chorume, líquido que resulta da decomposição dos resíduos orgânicos. O pratinho do vaso de planta serve para criar uma divisão entre os materiais e a parte onde fica armazenado o chorume. Para que o líquido escorra, fizemos muitos furos no prato, que fica apoiado numa reentrância do balde na parte de baixo. 


Furo da torneirinha

Testando!

Fazendo os furos para escorrer o chorume

Com puxador para remover facilmente

Como ainda ficou um espaço abaixo do nível da torneira, que poderia acumular bastante chorume, fizemos uma base com isopor e revestimos com o silicone líquido (que endurece), para evitar que fique muito chorume acumulado. Como o prato é só apoiado, posso removê-lo para limpar eventualmente o fundo do balde. Fizemos uma tampa com a chapa de acrílico e o outro puxador, porém, como a decomposição é aeróbica (precisa de oxigênio), recebi a orientação de que é melhor deixar destampado (apesar de já ter ouvido falar que tampar evita odor). Os puxadores foram colocados no prato de na tampa para facilitar a colocação e remoção. 


Base de isopor para evitar acúmulo de chorume


Revestimento de silicone para 
evitar infiltração no isopor
Depois de pronta a composteira, coloquei uma camada de terra, depois os restos orgânicos e por último a serragem (material seco, portanto também podem ser usadas folhas secas ou palha), para evitar insetos e mau cheiro. Deve-se revolver o material uma vez por semana e aproveitar o momento para acrescentar mais resíduos orgânicos e cobrir com serragem. O adubo é formado entre dois e três meses. Estou super empolgada, tomara que dê certo! 


Camada de baixo é de terra

Serragem para cobrir os resíduos orgânicos

Composteira pronta!
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Juventude Lixo Zero recolheu 150 litros de resíduos no ativismo!

Por Letícia Maria Klein •
28 abril 2015

Neste sábado, 25 de abril, o grupo Juventude Lixo Zero Blumenau (que eu coordeno) realizou o Ativismo Lixo Zero, primeira ação do movimento na cidade. Além de mim, outros três jovens participaram. Nós limpamos a Praça do Estudante, na Rua 7 de Setembro, e o trecho da Rua Almirante Tamandaré que segue até o Parque Ramiro Ruediger. Recolhemos 150 litros de resíduos aproximadamente, sendo 30 litros de rejeitos, que não têm possibilidade de reuso ou reciclagem, e 120 litros de recicláveis, que levamos até uma caçamba de coleta seletiva no centro de Blumenau. 

Resultado da nossa ação: 
150 litros de resíduos recolhidos!

O ativismo teve o objetivo de chamar a atenção das pessoas para a causa dos resíduos sólidos e fomos abordados duas vezes por pedestres interessados na ação que estava sendo desenvolvida! O JLZ trabalha e divulga o conceito de lixo zero, que prevê o máximo reaproveitamento dos resíduos recicláveis e orgânicos e a redução máxima do que se envia para aterros sanitários e incinerados. A redução do consumo e a reciclagem de materiais poupam bens naturais como água e matéria-prima, contribuem para a preservação do meio ambiente e geram renda para milhares de famílias. 

Quando se olha de longe, parece que a praça está super limpa...

.Mas quando se vê de perto, a história é bem outra

Olha o tanto de bituca de cigarro que achamos! 
Nenhum resíduo descartado na rua é pequeno ou 
"só um lixinho"; pedacinhos juntos viram um pedação.
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Espiritismo e Desenvolvimento Sustentável, de Carlos Villarraga [Resenha]

Por Letícia Maria Klein •
14 abril 2015

Carlos Orlando Villarraga questiona, no livro "Espiritismo e Desenvolvimento Sustentável - Caminhos para a sustentabilidade", como será o futuro da espécie humana na Terra diante do consumismo, um padrão de consumo exagerado e desnecessário que levará ao esgotamento dos bens naturais não renováveis. Com base em obras que são referência no Espiritismo e na área ambiental, o autor exemplifica como uma economia baseada no desenvolvimento sustentável é uma das únicas soluções para a manutenção da vida no planeta.

O autor aborda temas como o modelo atual de desenvolvimento, o estado atual do planeta com indicadores sociais e ambientais, o que prevê o modelo de desenvolvimento sustentável, a diferença entre consumo e consumismo, a importância das religiões para o desenvolvimento sustentável, o que é sustentabilidade e quais seus princípios, que ações devemos tomar para um futuro sustentável e como o Espiritismo pode ajudar neste processo. 

Com base em livros, relatórios e pesquisas científicas, Villarraga apresenta dados alarmantes sobre diversos problemas enfrentados pela humanidade hoje em dia, como conflitos políticos e religiosos, violência contra as mulheres, pobreza, desnutrição, encarceramento, acesso à água potável, suicídios e homicídios, desemprego, saneamento básico, analfabetismo, trabalho infantil e escravo, tráfico de animais silvestres, desmatamento, pesca exploratória, volume dos rios e qualidade da água, perda da biodiversidade, aquecimento global, erosão do solo, entre outros. Se os níveis de extração e uso de bens naturais continuar, muito por causa da ambição e da avareza humana, o futuro será desastroso para todas as espécies que habitam o planeta, inclusive para nós.

Nosso modelo econômico está avassalando os sistemas naturais da Terra. O crescimento ilimitado é a ideologia da célula cancerosa. Da mesma maneira que um câncer em expansão destrói seu anfitrião, o contínuo crescimento da economia está destruindo os ecossistemas do planeta Terra. Vivemos a vida e fazemos uso dos recursos naturais como se essa vida fosse única sem nos preocuparmos com as consequências dessa conduta sobre as próximas gerações. "Que importam a melhora e a felicidade das gerações futuras àquele que acredita que tudo de acaba com a morte?" (Allan Kardec. Obras póstumas, p. 494.)
p. 39.

Um dos princípios do Espiritismo é o da reencarnação, segundo o qual cada cada pessoa tem inúmeras vidas, que servem para seu desenvolvimento intelectual e moral até se chegar à perfeição. Preservar o planeta para as próximas gerações, como coloca o autor, é preservá-lo para nós mesmos em reencarnações futuras; é também ter senso de responsabilidade e compromisso para com as outras pessoas, tanto as das gerações presentes quanto as próximas, que tem o mesmo direito de habitar este planeta quanto eu. Vivemos numa grande casa compartilhada, mas agimos como se fôssemos os donos e como se nossas ações não tivessem reações. 

Para uma vida e um planeta sustentável no futuro, é imprescindível que as pessoas estabeleçam suas necessidades e saibam diferenciá-las dos desejos. O autoconhecimento nos ajuda a identificar nossos objetivos de vida, o que nos faz feliz, do que precisamos para viver bem. 

Quando estamos confusos sobre os objetivos da nossa existência, nos refugiamos no consumismo como meio de encontrar uma resposta a essa busca de significado para a vida. E o consumismo nos escraviza. "Os males deste mundo estão na razão das necessidades factícias que vos criais. A muitos desenganos se poupa nesta vida aquele que sabe seus desejos e olha sem inveja para o que esteja acima de si." (O Livro dos Espíritos, q. 926).

p. 56

O livro é ótimo, apresenta uma visão muito clara do desenvolvimento sustentável - que se constrói sobre os pilares da preservação do meio ambiente, da justiça social e da prosperidade econômica - e do que é preciso fazer e como é preciso agir para vivermos em sociedades sustentáveis. Achei muito legal e super válido que, no fim de cada capítulo, o autor sugere ações práticas que podemos incorporar na nossa rotina e questões para discussão e reflexão. Mesmo que você não siga a doutrina Espírita, recomendo a leitura deste livro, que aborda de forma muito elaborada a necessidade de vivermos de forma que nosso planeta Terra possa sustentar e que nós possamos sustentar a nós mesmos.
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Páscoa fora da caixa

Por Letícia Maria Klein •
27 março 2015

A Páscoa está chegando e a procura pelos mais diversos formatos de chocolate aumenta, especialmente os ovos, que vem embalados no papel alumínio ou capa plástica, sentados num suporte de plástico e embrulhados em plástico metalizado. Ai, quanto lixo! Ou melhor, resíduos, porque todos estes materiais podem ser reutilizados ou reciclados. Porém, ainda melhor é reduzir a quantidade desses resíduos que a gente produz, principalmente o plástico metalizado, que é de difícil reciclagem. Por ser um processo complexo e caro, poucas empresas reciclam o material, então boa parte dele acaba indo para aterros sanitários. Como centenas de toneladas de ovos são fabricadas todo ano... bem, dá pra ter uma noção do tanto de embalagens desperdiçadas. Mas não precisa ser assim!


Comprar ovos caseiros ou a granel em lojas de chocolate é uma ótima opção para dizer não às embalagens e ainda ajudar um produtor local. Você pode levar seu próprio recipiente para comprar as guloseimas. 

O mesmo pode ser feito com docinhos, que podem ser comprados a granel em feiras. Na feira aonde vou aqui em Blumenau as produtoras colocam os docinhos em grandes potes e o cliente compra a quantidade desejada. Se você não é muito de chocolate, docinhos e bolachinhas são uma alternativa legal. 

Como geralmente acabamos ganhando um ovo ou chocolate ou mesmo outro presente embrulhado, ainda vamos ter um lixinho de lembrança (nada) doce da Páscoa. Neste caso, vamos a algumas ideias

- Reutilizar as embalagens de presentes para outros presentes; 

- Montar um brinquedo com os potinhos onde o ovo vem sentado;

- Usar a embalagem do ovo como sacola para materiais recicláveis que serão destinados à reciclagem;

- Alguns ovos vêm embalados num casulo de plástico, ao invés de alumínio. Dá para transformar este casulo num vasinho de plantas, lembrando de fazer furinhos para escorrer a água.

- Usar a embalagem do ovo para encapar cadernos e livros escolares.

Se não der para reaproveitar de alguma forma, a solução é enviar as embalagens de plástico, papel e alumínio para a reciclagem. Mas não basta apenas separar. É preciso se certificar de que os resíduos vão mesmo para o local certo, sendo coletados ou pela empresa responsável pela coleta seletiva ou por catadores de materiais recicláveis. Assim, vamos fazendo nossa parte por um mundo melhor! 

Tenha uma linda e sustentável Páscoa! 
(!)(!)
 (-.-)
(“)(“)
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Diário de bordo #20 – Despedidas, sementes plantadas e recomeços

Por Letícia Maria Klein •
12 março 2015

Estou de volta ao Brasil e com a sensação de dever cumprido em relação ao projeto Arges in Green (Arges em Verde). Confesso que nas primeiras semanas eu estava insegura quanto ao meu trabalho e também decepcionada com a quantidade de estudantes que estavam frequentando as sessões. Os feedbacks do meu time sempre foram positivos e, apesar de poucos, ainda havia interessados, então mudei o foco, afinal, qualidade é o que importa. Pelos depoimentos de alunos e membros do time durante a cerimônia de encerramento, eu consegui impactar mais do que esperava e plantar as sementinhas da sustentabilidade e do respeito ao ambiente que eu tanto queria. 


A cerimônia de encerramento rendeu risadas e lágrimas. Não deu pra segurar, na hora de fazer meu discurso as lágrimas quiseram participar do evento. Mas foi só no começo, nada que uma pausa com direito a abraço de conforto das colegas não resolvesse. Foram cinco estudantes, inclusive um dos meninos que era bagunceiro no começo. Cada menina do meu time falou um pouco sobre o projeto, em seguida elas passaram um vídeo sobre o projeto com fotos das sessões e agradecimento à minha pessoa (fiquei comovida, tão fofo e atencioso da parte delas!). Decoramos a sala com todos os materiais que eles produziram durante as sessões e houve entrega de certificados no fim.

Esta é Antonia, uma fofa. Que abraço bom. 
Gestos assim mostram que tudo valeu a pena.

O meu discurso, que eu escrevi uns dias antes no parque Trivale, aonde fui para me inspirar, terminou com um exercício que mostra como todos estamos interconectados e somos interdependes. Todos fizeram um círculo (os cinco estudantes e as quatro membras do meu time), eu no meio, e cada um tinha que falar o que aprendeu com o projeto. Eu ia passando um pedaço de barbante para cada pessoa que falava, até que no fim estavam todos ligados. Comentei que estamos todos conectados e perguntei se eles gostariam de sentir as consequências ruins ou os efeitos bons. Então falamos o nosso lema e eu agradeci em romeno (mulțumesc foarte mult!, seguido de muitos ahhnnn, do tipo “que fofo”).

Discursando

Os depoimentos me marcaram. A Oana, do meu time, disse que as sessões fizeram-na perceber que ela não era a pessoa que queria ser (achei tão profundo!). Uma das alunas, Daniela, participou apenas das duas últimas sessões, convidada pela amiga Antonia, e disse que o projeto foi lindo (a mesma que disse que foi “awesome” na última aula). A Antonia demonstrou que já está revendo ações do dia a dia. Cada um falou um pouco e todos me deixaram feliz e realizada.

Eu ainda vi alguns membros do meu time e estudantes, inclusive alguns que não foram à cerimônia, no evento Global Village, que foi realizado no dia seguinte, domingo, no hipermercado/shopping center chamado Jupiter City. Conseguimos fazer o flashmob com a garrafa d’água, contamos inclusive com a ajuda de um rapaz que estava passando pelo local e trabalha numa ong ambiental. Foram dois momentos, mais simbólicos do que realmente chamativos, mas valeu, especialmente porque os estudantes puderam participar de uma ação prática. 

Os intercambistas dos projetos de inverno em Pitesti. 
Grupo massa!

Eu adorei ter participado deste projeto, tenho orgulho dele, orgulho do meu time, dos estudantes que foram até o fim e do trabalho que realizamos juntos. Aprendi bastante com todos eles, com a viagem no geral, com as experiências que eu tive e com as pessoas com quem convivi por quase dois meses, tempo que passou voando e que vai deixar saudade e muitas memórias. Cresci tanto pessoal quanto profissionalmente e digo, com toda certeza, que foi uma das melhores coisas que eu já fiz na vida. Viajar é realmente uma experiência transformacional e eu recomendo a todos. Não existe curso que ensine nem dinheiro que pague o que você aprende em uma viagem como esta. 

Hoje eu me sinto melhor comigo mesma e sei com toda a certeza o ramo profissional que quero seguir. Quero fazer crescer o Juventude Lixo Zero Blumenau, pois a questão dos resíduos sólidos é uma das que mais me incomoda e eu quero fazer o meu melhor para mudar este cenário e a maneira como as pessoas encaram o tal “lixo” (tenho a sensação de que consegui plantar esta sementinha lá em Pitesti, com o projeto). 

Sou muito grata pela oportunidade de ter feito este intercâmbio e por todos os aprendizados e experiências que ele me proporcionou. O tempo é precioso e cada um de nós tem um poder maior do que imagina, poder de mudar nossa própria vida e a realidade que nos cerca. Só precisamos agir. Como dizia Ghandi, “seja a mudança que você quer ver no mundo”. ;)
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